segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Nada Para Vestir

Trabalhar com moda te dá nova perspectiva sobre o 'vestir'. Certo dia mandei uma foto via WA  para o meu chefe nº 3, o consultor de moda e estilo Arlindo Grund, pedindo uma opinião sobre uma pochete que estava querendo comprar para usar num evento no qual irei trabalhar. A resposta foi: “Kiki, assim que você chegar em casa dê essa camiseta a alguém. A pochete está ótima, mas essa camisa, com essas listras horizontais, não te ajudaram em nada”. Na hora eu morri de rir com o jeito dele falar.
Mas depois, lendo o livro dele, o “Nada Para Vestir”, vi as dicas para pessoas de ombros largos, que devem usar decote frente única, peça que eu jamais pensaria em provar, justamente por achar que não ficaria bem. Pois é. Achei errado. Né que eu vesti um vestido frente única e ele caiu como uma luva? Me deixou mais estreita na parte superior? A silhueta ficou, de fato, equilibrada. E não é só isso. O tipo da calça que uma pessoa de quadril estreito e pernas grossas – como eu – deve usar? “Corte reto”, disse Arlindo. Voilà! Ficou muito bom. Elegante e deu simetria ao meu corpo.
A melhor dica de Arlindo? “Conheça seu corpo”. Há peças que realmente foram pensadas e criadas para valorizar uma determinada silhueta. É possível, sim, manter-se fiel ao próprio estilo, mas usando roupas que ajudam a melhorar visualmente o contorno e esconder aquele pneuzinho.

Recomendo o livro e recomendo o espelho. Olhe para ele como um amigo, aquele amigo que te fala a verdade sempre. É muito bacana usar o guarda roupa em nosso favor. 

De bucho a Bündchen, o começo de tudo

Ok. Eu engordei. Relaxei na alimentação, nas atividades físicas e engordei. Desde o fim do meu relacionamento, no último mês de março, que dediquei várias horas do meu dia aos prazeres do paladar: comida e bebida. A combinação, aliada à preguiça e ao desânimo, me rendeu um total de 10kg a mais. O fato é que entrei num processo depressivo, não por conta do fim do relacionamento, mas pela forma como aconteceu - recheado de mentiras e traições. Fiquei - literalmente - na merda. E estava bebendo todo dia. E o pior de tudo que veio com tudo isso: bucho. Barriga. Pança. Algo que eu não tinha desde a maravilhosa intervenção de dr. Sergio Pita na minha vida. Roupas apertadas. Nada de manequim 40. 
Ah, claro. Uma gastrite também veio. Foi quando vi que eu tinha que me cuidar de novo. Porque afinal, eu não posso, não devo e não vou me penalizar porque uma relação não deu certo. Não foi a primeira, nem será a última. E bebendo, engordando e vomitando sangue definitivamente não é dizer que saí disso mais fortalecida, não é verdade?
Bom, então primeiro tratei de cuidar da gastrite. Depois, dieta. A pior parte foi dar o start que dei hoje: exercícios físicos. Na semana passada encontrei no RioMar com Alessandra Barbarini, a minha queridíssima Barbarela. Ela está seguindo os passos do marido, o vitorioso Marcus Andrey e a sua #DietadaRedeSocial. Ela me disse: "Kiki, tem que começar. Vá no seu ritmo, caminhando, mas tem que começar". Com essa inspiração, marquei para esta segunda - dia oficial de começar coisas - a minha primeira caminhada. E assim foi. 
Coloquei o despertador para 5h45. Preparei uma seleção musical de 1h05. Separei o legging, a camisa, o tênis. Tomei um comprimido termogênico (depois dos 40 o metabolismo fica na velocidade tartaruga) e passei o creme 'termogênico de uso tópico'. Às 6h cheguei ao parque 13 de Maio e embalada por Nação Zumbi, CBJR e Cidade Negra, caminhei por uma hora. Dei apenas cinco voltas. Cinco quilômetros. Não foi uma boa média, mas fiquei feliz por ter conseguido a meta de uma hora de passo firme. Em casa, quando sentei, senti o que o sedentarismo faz com o corpo. As pernas tremiam alucinadamente. Mas eu sei que é só no começo. Logo logo volto ao meu ritmo: piscina, caminhada e minha nova paixão, o pilates. 
A dieta não tem muito mistério... frutas, verduras, legumes... a diferença desta edição é que tirei o glúten. Nada de pão, macarrão, blá blá blá. Esse tal desse glúten estava me provocando uma terrível sensação de 'estufamento'. Não, isso não é de Deus... 
Estou pesando 85kg. Quero voltar aos meus 75kg, feliz e contente, com minha definição muscular e cheia de energia. Então, para isso, amanhã tem mais. (anotação mental para amanhã: alongar as pernas. Estou toda dolorida, affe...)
Vou tentar fazer um diário, mas toda segunda repassarei o peso (a perda dele, assim espero). Minha hashtag: #deBuchoaBündchen.

Segunda. 19/10: 85kg.
Meta: 75 kg