quarta-feira, 24 de junho de 2015

Sobre escolhas e tempo


Dizem que não se chega ao topo da escada se não subir o primeiro degrau. Dizem que decidir é meio caminho andado. Dizem que amar é uma questão de escolha. Rá!!! Tudo clichê. Mas... É verdade. Por mais que eu deteste frases feitas, sou obrigada a concordar com tudo isso aí.
Amor, por exemplo. Amor é algo cativado e cultivado. O amor é uma escolha. Você escolhe se deixar envolver, escolhe se entregar, escolhe amar alguém. Logo, 'desamar' deve ser igual. Eu escolho não amar mais. Escolho esquecer. Escolho não mais te escolher.
Aí me vem à mente os versos do grande Chico: "como, se nos amamos feito dois pagãos,  meus seios inda estão em tuas mãos, me explica com que cara eu vou sair?". E é isso mesmo. Amar pode até ser uma escolha. Mas deixar de amar é uma questão de escolher dar tempo ao tempo e deixá-lo agir.
Ele, o senhor da razão. O tempo. Aquele capaz de nos mostrar que qualquer coisa - boa ou ruim - pode ser superada.
Mas é, de fato, uma escolha.  Sou obrigada a concordar, novamente, com o clichê. Se não dá certo, temos que escolher deixar ir, escolher que o tempo cumpra o seu papel. É escolher não 'desamar', mas simplesmente que não vai mais alimentar o sentimento, deixando,  assim, que ele se vá. Ao sabor do tempo e do vento. Como nos ensina a meditação: deixe o pensamento vir, sinta, e deixe ir. Como a ar que entra nos pulmões, oxigena todo o corpo, e sai.
Importante também deixar ir sem se perguntar "por que". Pergunte "pra que", como eu disse no post anterior. Afinal, 'por que' não tem uma resposta satisfatória. 'Pra que', tem. Tudo tem um propósito.  Amar e desamar. Mas a resposta do "pra que" só virá depois que o tempo passar.
Aí vai ser a hora da filosofia pop rock de Lulu Santos: "Não vou dizer que foi ruim,  também não foi tão bom assim... não imagine que te quero mal, apenas não te quero mais". E assim, gente,  caminha a humanidade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que você tem a dizer sobre isso?