quarta-feira, 28 de março de 2012

Reunião pedagógica 2, a missão

lava logo esse pé, sapo!

Há alguns dias fui chamada de novo na escola de Renato para mais uma “reunião pedagógica”. Fiquei logo tensa. Esbravejei conversando com a minha mãe, dizendo que se eles viessem de novo com a conversa de que meu filho tem um déficit eu tiraria ele de lá na mesma hora.
No ano passado fui chamada na escola e disseram que Renato tinha problemas de aprendizado. Saí de lá arrasada. Claro ninguém gosta de ouvir esse tipo de coisa sobre a cria, principalmente quando a gente acha que está tudo normal. Mas... achar, a gente sempre acha, né? O meu filho tem problema? Não, nunca. Enfim... depois de pensar mil e uma coisas, todas elas negativas, pedi que minha mãe fosse à escola, pois eu ainda estava muito operada e cheia de pensamentos ruins.
Quando ela voltou da reunião eu estava tensa, muito tensa. Já preparada para tirar Tato de lá e colocá-lo em outra escolinha. Mas qual não foi minha surpresa quando minha mãe disse que a reunião era pra falar que ele está indo muito bem, está evoluindo a olhos vistos, aprendendo tudo direitinho e interagindo com os colegas.
Meu coração de mãe ficou extremamente aliviado, mas fiquei refletindo sobre como somos, muitas vezes, negativos com as coisas. Pensei, realmente, no pior. E isso é ruim, muito ruim. Não apenas no que diz respeito a Renato, mas em tudo na vida.
Engraçado é que não tenho muito esse perfil. Em linhas gerais sou bastante otimista e relax. Sou do tipo que num engarrafamento aumenta o volume do som e começa a cantar loucamente. Lógico que não sou fofa o tempo todo. Mas, como eu disse acima, não tenho o hábito de ser negativa. Mesmo assim, dessa vez eu fui. Não sei se porque o assunto dizia respeito ao meu pequeno. Pode ser, né? Mãe Leoa... Não importa, na verdade. O que importa é que vou me policiar cada vez mais para não ser contaminada pelo vírus maldito do pessimismo.
E, na boa... eu não tinha nem porque me armar tanto assim. Renato, graças a Deus, se desenvolve diariamente e é perceptível para quem acompanha. Além da escola, vou dar o justo crédito à nova babá, que é paciente e tem um jeito imenso com ele. Tato já sabe as cores, conta até 20 (sempre pulando o sete, não me perguntem por que), fala e reconhece as letras e formula frases. Claro que as frases são meio “mim Jane, você Tarzan”, mas é tudo uma questão de tempo. Ele agora também come de tudo. É... está crescendo. Logo logo mamadeira vai ser coisa do passado.
Ele adora cantar. Passou uma fase que o tempo todo me pedia para cantar a música do sapo. Pra quem não sabe, é aquela assim: “o sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer. Mas que chulé!”. Uma vez, tudo bem. Duas... vá lá. Mas cantar a música do sapo 15 vezes seguidas... é pra matar! Mas eu cantava e ele morria de rir todas as vezes. E isso, ver meu filho rindo com aqueles dentinhos separados, não tem preço.
E agora Tato deu pra me acordar às 5h. Por conta da minha cirurgia ele está dormindo com a minha mãe, mas assim que acorda ele vem falar comigo. Aí me cutuca dizendo, com aquela vozinha linda e rouquinha: “bom dia, mamãe. Te amo”. Corramarlinda, mô Deus. Mas eu, que gosto de dormir, respondo pra ele: “também te amo, filhote! Muito!! Mas num dá pra ser às 7h não?”.

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