domingo, 18 de março de 2012

E viva o novo!!!

oi, tudo bem? eu sou uma máquina de escrever...
Ontem eu fiz uma coisa nova. Dei um treinamento sobre assessoria de comunicação. E eu realmente nunca tinha feito isso. O mais perto de dar aula que cheguei foi lá no passado, nos primórdios da internet, quando fui ensinar para alguns professores mais... antigos, digamos assim, do departamento de comunicação da UFPE, como usar a rede mundial de computadores. Pra vocês terem ideia de quanto tempo isso faz, o que chegava mais perto de rede social era o mIRC e o ICQ, e o browser usado à época era o Netscape. Não havia Google e o buscador popular se chamava Cadê?. Nada mais tenho a dizer sobre isso...
Mas eu achei massa essa aula de ontem. Confesso que estava meio insegura, mesmo dominando muito bem o tema. A insegurança vem pela novidade mesmo, sabe? É a mesma insegurança que bate quando começamos um relacionamento novo, ou vamos dirigir um carro diferente, ou qualquer outra coisa do gênero. É sempre a mesma história: depois que a insegurança passa nos deixamos levar e é só curtição... Nesse caso não foi diferente e quando relaxei e me entreguei ao que estava fazendo foi tudo ótimo. E, o mais legal: dei conta do recado. Consegui passar minha mensagem, de maneira clara e inteligível. As pessoas se interessaram e interagiram, e eu saí de lá com a sensação maravilhosa de que fui uma multiplicadora de conhecimento, ou seja: ensinei algo que eu sabia pra alguém. Hummmm... gostei disso, sabe? Me senti muito, muito bem mesmo.
aí é fróid!!!
Esse lance de ensinar é muito legal mas, sem dúvida alguma, é, também, muito sério. Lembro de algumas pérolas da minha vida acadêmica... tipo uma professora de inglês na 7ª série que falava as palavras exatamente como elas eram escritas. Algo como all rigth que virava ál ríguiti, house que virava róuze, et cetera... Outra, já na faculdade, foi justamente o contrário. Lendo o texto de um colega de sala, que tratava, se não me engano, sobre depressão, ela falou, sem tirar os olhos do papel: “...segundo Freud...”. Todos nós, alunos, nos entreolhamos e o colega em questão, autor do texto, corrigiu a forma de pronunciar o nome do pai da psicanálise: “professora... o nome dele é Fróid”. Ela, que não havia parado de ler a matéria, respondeu: “ah, mas aqui está escrito Freud!”. Tá bom, então...
Pense numa responsabilidade que é ensinar! Exige muito estudo - permanente - e muito, muito comprometimento. Acho que minha professora de inglês da 7ª série conseguiu o certificado pelo correio e não ouviu a fita cassete que vinha no kit do curso (pra quem não sabe do que se trata, fita cassete é o CD de antigamente). 
Eu, nos meus trabalhos, não deixo de ser professora. Quando você tira uma dúvida de um colega menos experiente ou de um estagiário, não deixa de ser um ensinamento. Em casa eu também sou professora. Dos meus pais, quando ensino a mexer no celular ou no controle remoto do DVD. Do meu sobrinho, quando ele pede ajuda no trabalho de espanhol. E, claro, de Renato, meu filho. Ensino as cores, ensino a contar, ensino as letras do alfabeto. Só na hora de falar é que dei vacilo: como sou muito desbocada e criança é feito papagaio, a primeira palavra que ele falou foi a-álho. Não, não vou explicar. Assim como o mIRC e o ICQ, nada mais tenho a dizer sobre isso...
Eu acho que não me daria bem como professora. Assim... não pra ganhar a vida com isso. Acho, né... pode ser que amanhã eu me descubra no magistério... mas hoje... não. Mas é uma categoria que merece, sem dúvida, todo o meu respeito. Principalmente nos dias de hoje, que não há reconhecimento algum pela figura do professor. Quando eu estudava no Agnes, conversar na aula era motivo pra ser expulso da sala. Hoje, pelo que meu sobrinho conta, se o professor pedir silêncio de uma maneira mais rigorosa, os pais reclamam na escola, dizendo que os professores estão intimidando os alunos. Eu, hein...
Eu guardo boas lembranças de vários professores que passaram pela minha vida e penso com carinho em muitos dele. De outros, nem lembro. Com tudo é assim, né? Normal. 
Pois eu desejo pra essa categoria que o piso nacional e demais ganhos que ainda estão no papel nos estados e municípios sejam logo implantados. Desejo que vocês não precisem se desdobrar dando aula em mil escolas diferentes para conseguir manter a família. E desejo, principalmente, que as pessoas vejam vocês como o que vocês são: principais responsáveis, junto com a família, pela formação da sociedade.
E eu fico esperando um novo convite para dar uma aulinha aqui, outra ali... Vai que eu me empolgo e me descubro como professora, né? =P

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