quinta-feira, 8 de março de 2012

E, depois do sétimo dia, a dor...

Vou começar me desculpando com o meu ex-gatinho pelo meu post “a última pá de cal”, no qual eu contei uma coisa que aconteceu entre ele e eu. Eu estava muito, muito magoada e usei o blog – o meu exorcismo diário – para tentar me livrar da dor. Acho que passei da conta, pois a figura ficou muito puta, alegando que eu o expus, et cetera e tal, dizendo que quem lesse teria uma ideia errada sobre ele, pois estava lendo uma história escrita de forma fria e fora de contexto.
É. Talvez eu tenha passado da conta mesmo. Eu deveria ter escrito isso e mais alguma coisa e mandado por email, apenas pra ele. Eu errei na forma, fato. Mas já está feito e eu não posso voltar no tempo. E, na verdade, eu não expus apenas ele. Me expus também. E isso é errado.
Quem acompanha meu blog ou me conhece sabe o quanto eu e ele fomos felizes. Fizemos, por muito tempo, bem um ao outro. E uma história assim não deve terminar dessa forma, com rancor e ranger de dentes. Então, de público, peço desculpas pra ele por ter dito coisas aqui que podiam denegrir a imagem dele, ou gerar opiniões gerais sobre uma coisa pontual.
Eu sempre disse pra ele e pra todos que uma das características dele que mais me encantava era o caráter. Ele é bom caráter demais, demais mesmo. E uma pessoa do bem. Ele, apenas, não me quis mais e, no apagar das luzes, teve um comportamento meio sem noção. Tenho certeza que quando essa poeira baixar tanto eu quanto ele vamos guardar apenas os momentos bons, que foram inúmeros. É isso.
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fecha a torneira aí, rapá! tá vazando!!
Agora vamos falar sobre a minha cirurgia. Ontem completei uma semana de operada e as dores começaram a aparecer. Minha perna direita e meu braço esquerdo estão muito inchados e com pontos abertos. Estou sentindo muita dor, além do incômodo que é ficar “vazando” o tempo todo. Milena, minha fisioterapeuta, disse que a dor chegou por conta da anestesia que está saindo do meu corpo. É. De fato a sensibilidade já está voltando e faz todo sentido o que ela disse. Optei por não tomar tylex, o remedinho pra dor à base de codeína. Estou segurando a onda com dipirona a cada 6 horas. Mas não sei não. Tá difícil. Eu não sou mole pra dor, mas hoje, pra levantar da cama, chorei.
Tenho fé que melhore logo. Esta está muito pior que a outra...
Pra completar eu tive que cortar os cabelos. Gosto de cabelo curto, mas o que me levou a fazer isso foi a queda dos mesmos. Anestesia faz o cabelo cair e venho, sistematicamente, me submetendo a procedimentos anestésicos nos últimos três anos. Fiz um corte curtinho, meio londrino, estilo “lavou, sacudiu, secou sozinho e está lindo”. E ficou legal. Meu cabeleireiro, Jô, é muito bom. E não fiquei feia, né? Gente bonita fica, no máximo, exótica. Feia, jamais. Mas eu queria ter mantido meus cabelos longos até completar 40 anos, em abril do ano que vem, por conta da festa que vou dar... não deu. Cest la vie.
Mas ontem, também, tive mais uma prova de que tudo na vida tem um lado bom. Pra relaxar o juízo, fui ao Bode com uns amigos. E, por conta da minha situação, tivemos o direito de parar o carro na vaga destinada aos deficientes! E, também, ganhei cadeira acolchoada do salão com ar condicionado – as do salão externo são de madeira. Claro que foi horrível entrar num bar que sou habituè andando como se estivesse usando uma fralda cagada, mas só de sair de casa... ah, valeu!!
Tô indo agora pra mais uma sessão de ultrassom e drenagem. É a quarta. Se Deus quiser logo logo vou desinchar, parar de vazar e me sentir melhor. Fé. E foco. Amém. 

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