sexta-feira, 16 de março de 2012

Dias melhores...

esperando...
Hoje eu completei 17 dias de operada. E, vou confessar uma coisa: foram dias muito difíceis. Além, claro, dos incômodos inerentes a um procedimento cirúrgico dessa natureza – fiz plástica nos braços e nas pernas – tive tendinite no cotovelo esquerdo e uma suspeita de dengue que terminou diagnosticada como a boa e velha virose. Mesmo sendo apenas uma virose, ela me rendeu febre alta por dois dias, dores de cabeça insuportáveis, coceira, dores no corpo, náuseas e sangramento nasal. Legal, né? Por conta dos contratempos minha licença médica foi prorrogada e mofarei em casa por mais cinco dias. Mas, como diz Flausino, do Jota Quest, nós vivemos esperando dias melhores. E os meus já estão chegando. 
Sim, estão chegando. Afinal, fora isso que contei acima estou me recuperando bem. O braço esquerdo e a perna direita, membros que formaram imensos edemas e hematomas, começaram a desinchar e sinto que, em breve, tudo isso vai ser apenas uma lembrança. Como não fiquei com dreno dessa vez, estou literalmente “vazando”. Mas o vazamento quer dizer que o seroma (coleção líquida pós-operatória) está saindo e, consequentemente, o inchaço também vai diminuindo. Mas, mesmo assim, as drenagens linfáticas vão continuar por mais um tempo, pelo menos mais cinco sessões. Legal, adoro conversar com Milena, minha fisioterapeuta. Quando estou lá o tempo passa rapidinho... 
Mas, depois dessa experiência, resolvi adiar um pouco a minha próxima cirurgia. Ainda preciso arrumar as costas e a bunda, e já tinha pré-marcado os procedimentos para o dia 29 de junho, exatos quatro meses de descanso de um procedimento para o outro. Foi o mesmo tempo que esperei da barriga/peito para essa de braços/pernas. Mesmo assim, dei ré. Os motivos são muitos: dar um tempo maior para o meu organismo se recuperar; poder dar uma malhadinha pra ganhar massa muscular; não comprometer o meu trabalho no período eleitoral, que vai ser intenso neste ano; blá, blá, blá. Por mais que eu queira fazer tudo logo, uns meses a mais ou a menos pra quem passou tantos anos esperando ter um corpo arrumadinho não são nada.  
O bom, também, que é quando dr. Pita me liberar para malhar vou dedicar um tempo especial aos cuidados com a minha bunda. Terei uns três ou quatro meses para malhá-la, o que será definitivo para saber se farei apenas o liffting ou se terei que botar silicone lá também. Eu acho que não, mas nunca se sabe, né? Meu tipo de corpo é singular. Não sou “violão”. Tenho, de fato, corpo de nadadora: ombros largos, pouca cintura, quadris estreitos. É o meu tipo físico, fazer o que? O que eu quero é não ter excesso de pele, não virar uma barbie, entendem? Tipo... quero apenas ser... normal. Ter tudo no lugar. Além disso, a prótese da bunda é mais cara que a da mama: R$ 2.400. Hahahahahahahaha...
o detalhe legal é o guaraná zero
Muitas pessoas que conversam comigo dizem que eu sou muito corajosa por me submeter a tantos procedimentos cirúrgicos. Eu não acho que coragem é a palavra-chave da situação. Afinal, eu creio que a gente morre quando é a hora que Deus determina, e estar ou não numa mesa de cirurgia não altera essa hora. Eu acho que a palavra-chave é determinação. Eu sou bastante determinada, isso sim. E, logicamente, não sou irresponsável. Sigo as orientações médicas antes, durante e depois dos procedimentos. Com a bariátrica, por exemplo, sigo à risca a orientação de dr. Walter França: vivo de olho na balança. Já estou com quase dois anos de operada e talvez o organismo já tenha recuperado a capacidade de absorção como antes, nunca se sabe, pois varia de pessoa para pessoa. Então, uma oscilação de 2 kg não me assusta. Passou disso, fecho a boca. Eu cheguei aos 135 kg sem me dar conta. Agora, o negócio é diferente: estou atenta. Em nome de Jesus, obesidade nunca mais!
Mas é mesmo interessante como a gente não percebe que está engordando tanto. Vendo fotos de dois anos atrás me pergunto como eu cheguei naquele ponto. É, realmente, inacreditável. O fato de usar calças com strech e camisões folgados ajuda, acho eu. O strech vai cedendo, os camisões vão servindo, e do manequim 50 pra o 56 é um pulo. 
Uma das coisas que eu estou louca pra fazer quando os meus braços cicatrizarem é usar camiseta. Minha amiga e personal stylist Rachel cansa de me dizer que eu não devo botar os ombros de fora, principalmente com o decote que eu mais gosto, que é o nadador, pois isso acentua ainda mais o tamanho deles. “Você tem que destacar os quadris e disfarçar os ombros”, ensina. Eu sei que ela está certa, mas adoro meus ombrões de gata pintada (sou sardenta). Quero sair, conhecer gente nova, fazer novos melhores amigos de infância... Então, me aguardem. Kiki 2012, 100% ombros à mostra, hehehehehe. E está perto, muito perto... 

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