segunda-feira, 5 de março de 2012

Ah, as drenagens linfáticas...

drenagem eficaz para braços inchados
Hoje eu comecei com as drenagens linfáticas pós-cirúrgicas. Milena, a fisioterapeuta que me atende, quando viu meu braço perguntou: “anotasse a placa do caminhão que te atropelou?”. Ai, ai... pelo comentário dela dá pra vocês terem ideia de como estou roxa e inchada. O meu braço esquerdo está, realmente, bizarro. Como não tem dreno, os líquidos se acumulam loucamente sob a pele descolada, produzindo o inchaço e o hematoma. Mas tudo bem. Faz parte e eu já sabia. O que eu não sabia era que um dia eu ia sentir saudade do tal do dreno....
Ontem, na consulta com dr. Pita, ele disse que não seria necessário fazer punção. Não que a ideia de ser espetada por uma agulha enorme me agrade, mas puncionando os líquidos eu me sentiria melhor. “Não há coleções, Anna. Pra tirar isso aí eu teria que abrir o corte, limpar os líquidos e fechar de novo”, explicou ele. Hummm... prefiro que não. Resultado: as drenagens foram antecipadas de quarta para hoje.
Milena acha que eu vou demorar mais pra me recuperar dessas cirurgias do que das outras. Eu não sei. É que assim... não dói, sério mesmo. É mais o incômodo mesmo. Estou sem poder me vestir, pois os braços e pernas, além de inchados, estão vazando. Posição pra dormir não há, né? Até pedi pra dr. Pita me prescrever um sossega-leão e ele me passou Rivotril 2mg. O negócio é uma bomba mesmo, tomei ontem e acordei hoje, depois do meio dia. É bom, mas não é muito não. Passei o dia com a cabeça lenta, lenta... hoje vou tentar dormir sem usar. Drogas: só no consultório, hahahahahaha...
Bom, agora vou contar uma coisa mó legal que fiz por mim.
Todo mundo sabe que eu trabalho muito, né? Pois é. E, todo mês, eu compro alguma coisa pra mim. Uma roupa, um sapato, uma jóia... um presente pra mim mesma. E, como no carnaval eu ganhei uma graninha extra, resolvi comprar um presente extra também. E comprei pra mim uma coisa que eu não tinha. Na verdade eu nunca tinha tido... não por não poder ter, mas porque o meu braço era muito gordo e nenhum que eu provava ficava legal. Estou falando de um relógio!!! Foi meio que amor à primeira vista, sabe? Eu estava peruando pelo shopping com um amigo que parou em frente à loja de relógios e me pediu pra escolher um pra ele. Não consegui. 
lindo, mamãe...
Quando olhei para o Technos Fashion Trend prateado que estava na vitrine, não vi mais nada. Entrei na loja, pedi a peça, meio que achando que não ia ficar bom (é a minha mentalidade de gorda ainda...).
Eis que ponho o dito cujo no braço e ele fica simplesmente... lindo! Pronto. Ele, agora, mora na minha casa, dentro do meu guarda-roupa, junto com as minhas jóias e bijoux. Mas ele tem uma casinha só dele, com almofadinha e tudo. É... o primeiro relógio a gente nunca esquece.
Um detalhe curioso é que eu nunca soube ver hora direito em relógios analógicos. E esse meu, pra piorar a situação, tem flores no lugar dos números. A moça da loja - Bárbara - tentou até me ensinar. Ele só tem o 12, 3, 6 e 9, o resto é flor. Complica, né? Mas o que importa é que ele é lindo. E eu estou apaixonada por ele. 
Meu amigo – o que estava comigo na hora da compra – fica me sacaneando o tempo todo, perguntando: “Kiki, que horas são?”.Não me importo de não saber responder. Agora, com um relógio bacana e de mulher no braço, nunca será cedo ou tarde demais... 

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