sexta-feira, 30 de março de 2012

Eu vejo a vida melhor no futuro

o que mudou por dentro
Em 30 de março de 2010, às 7h da manhã, dei um passo muito importante na minha vida. Há exatos dois anos entrei na faca e me submeti à cirurgia bariátrica, ou seja: redução de estômago. Os dois anos se passaram e ao mesmo tempo que parece que foi ontem também parece que faz uma eternidade...
Eu pesava 135 kg quando dei entrada no hospital Prontolinda naquela manhã de terça-feira. Eu não estava nervosa. Estava... ansiosa. Pra mim era o fim da vida como eu conhecia. E era mesmo. Mas não do modo que eu pensava.
Eu pensava que nunca mais poderia comer. Que nunca mais beberia um copo d’água. Refrigerante, então... rá! Então fiz uma série de despedidas gastronômicas, contrariando o pedido do cirurgião, dr. Walter França, e no lugar de perder os 10 kg que ele mandou, engordei. Eu tratei a cirurgia como se fosse mesmo um adeus aos prazeres da mesa. Eu me concentrei tanto em me despedir dos rodízios de carne, massas e sushis que não refleti bem sobre o que era de fato esse passo tão importante que estava dando.
uma das minhas despedidas,
no Papa Capim
Pois é. Confesso que não tinha a ideia exata do que ia acontecer comigo depois da cirurgia de redução de estômago. Tá, o objetivo dela é emagrecer. Mas eu não sabia como ia ficar. Não pensava, de fato, sobre isso. Eu fiz pra emagrecer e poder ser um bom exemplo pra o meu filho Renato, pra que ele não crescesse achando que ser obeso mórbido é normal. Mas saber como ia ficar... não, não pensei não. Não me imaginava magra, nem por um momento. E hoje eu sou... magra. É. Posso dizer isso. Eu sou magra. Magra. Magra!!
Mas eu não pensava, por exemplo, nas peles que iam sobrar. Sabia que elas iam sobrar, claro, mas não tem como imaginar como vai ser na real. Além do mais eu tinha certeza que conseguiria lidar com isso.  Eu repetia para mim mesma e para minha terapeuta: “quem administra 135 kg consegue lidar com qualquer coisa...”. Ledo engano... Tudo faz parte de um processo de desconstrução e reconstrução de quem somos, física e emocionalmente.
Agora é justamente o oposto. Olho minhas fotos de dois anos passados e não consigo imaginar como fiquei daquele tamanho. Como eu não percebi que estava tão grande. E eu estava, viu? Dá pra ter uma ideia pelo meu manequim: 56.
Hoje entendo que tudo que fiz foi meio às cegas. Eu podia ter sido mais jornalista investigativa mesmo. Tomei a decisão, me informei, li, participei de reuniões, fiz terapia... mas tudo isso é muito pouco, pois nada se compara ao que é de fato a cirurgia de redução de estômago. E, principalmente, não há como ter a dimensão exata do impacto dela na vida da gente – físico, emocional e psicológico. A quantidade que se vai conseguir comer e beber é relativa. As intolerâncias também dependem de cada organismo. Dá pra saber? Não, não dá. Talvez se eu tivesse conversado mais com pessoas que fizeram... mas mesmo assim cada experiência é única. Afinal é como eu disse acima: o impacto não é apenas físico.
O meu caso, graças a Deus, foi extremamente exitoso. Nos três aspectos. Perdi mais de 60 kg. Pra o meu biotipo tá bom demais. Eu diria até que passou um pouco da conta e estou numa dieta rica em carboidratos para ver se ganho uns dois quilinhos. Quero ficar com 73 kg. Assim me sinto confortável, fico com um corpo normal e o rosto mais cheio, pois não gosto do meu rosto quando ele fica fino demais. Além disso meus ossos da pélvis são salientes e minha pele fica machucada quando uso calças jeans de cintura baixa. Como são as coisas, né? Ai, ai...
A moral da história é que eu não dei adeus aos prazeres da mesa. Eu como de tudo, apenas não consigo comer tanto quanto eu comia antes. E, na real, eu antes comia demais mesmo. Era uma glutona. Agora eu como para me alimentar, não para me empanturrar.
Hoje eu ando na rua e não sou mais uma referência, tipo “logo ali, depois da gordinha”. Hoje não preciso mais comprar roupas em lojas especializadas. Hoje os homens se aproximam de mim não por fetiche e sim porque eu sou bonita e interessante (e modesta, course).  Hoje os vendedores na praia não me rodeiam como mosca no lixo. Hoje eu posso caminhar sem precisar parar a cada cinco passos. Hoje eu visto 40. Hoje eu sou uma nova pessoa. Eu renasci de dentro de mim mesma, deixando para trás uma carga de 65 kg.
E já estou na fase dois do processo: a reparação. Dos cinco procedimentos aos quais tenho direito – barriga, peito, perna, coxas e costas – já fiz quatro.  O caminho ainda é longo, principalmente no que diz respeito à auto-imagem. As peles vão, ficam as cicatrizes. Mas estamos falando mesmo é sobre escolhas e eu fiz as minhas. E cada uma delas tem uma consequência. A ver:
1. Redução de estômago = menos ingestão de comida e bebida = grande perda de peso
2. grande perda de peso  = flacidez excessiva = cirurgia plástica
3. cirurgia plástica = cicatrizes = pele assentada
Pois é. Cada escolha é uma renúncia.
leve, leve, leve...
Tenho vários conselhos para quem quer fazer a cirurgia e tem algum receio. Converse muito com o médico, se possível com mais de um. Escolha aquele que te deixar mais seguro. Na relação médico-paciente o que vale mesmo é empatia e confiança. Leve uma lista de dúvidas, mesmo aquelas que você acha que são muito idiotas – essas são as que mais vão te incomodar depois.  Converse com pessoas que fizeram o procedimento, casos de sucesso e de nem tanto sucesso assim. Se veja magra. Nunca – NUNCA – deixe a terapia. Afinal a cirurgia de redução de estômago pode te deixar magra, mas o que vai te manter assim é a cabeça.  E, principalmente, não tenha medo. A gente só morre quando é o dia da gente.
No mais eu só tenho mesmo a agradecer. Em primeiro lugar agradeço a Deus, pela minha vida, de antes e de agora. Agradeço ao meu filho Renato, que me impulsiona a querer ser, sempre, melhor. Agradeço à minha família, que me apoiou em cada passo da minha jornada. Agradeço aos meus amigos que – uns mais, outros menos – me deram força.
E isso tudo é só começo. Já falei algumas vezes aqui uma frase de Renato Russo que amo: “o mundo começa agora. Apenas começamos”. E é isso mesmo. Vivo, cada dia, como se fosse o último e o primeiro. E sempre vendo que o melhor ainda está por vir.
E é por isso que hoje encerro deixando pra vocês a música de Lulu Santos chamada Tempos Modernos. Nela está a frase que dá título ao post. Aproveitem a música e aproveitem a vida. Com fé e determinação a gente sempre pode chegar aonde quer. Palavra de Kiki. =)




Tempos Modernos
(Lulu Santos)

Eu vejo a vida
Melhor no futuro
Eu vejo isso
Por cima de um muro
De hipocrisia
Que insiste
Em nos rodear...

Eu vejo a vida
Mais clara e farta
Repleta de toda
Satisfação
Que se tem direito
Do firmamento ao chão...

Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...

Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não, não, não...

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir...

Eu quero crer
No amor numa boa
Que isso valha
Pra qualquer pessoa
Que realizar, a força
Que tem uma paixão...

Eu vejo um novo
Começo de era
De gente fina
Elegante e sincera
Com habilidade
Pra dizer mais sim
Do que não...

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há prá viver
Vamos nos permitir...

E não há tempo
Que volte amor
Vamos viver tudo
Que há pra viver
Vamos nos permitir...

quinta-feira, 29 de março de 2012

E trinta dias se passaram...

cut-cut
Hoje é 29 de março, aniversário de um mês das minhas dermolipectomias braquial e crural. Como um presente antecipado, dr. Pita tirou, ontem (28) os pontos das pernas e do braço esquerdo, o meu membro problemático. E acreditem: isso foi um divisor de águas. 
Antes de tirar os pontos eu tinha a nítida sensação de que nunca mais na vida eu conseguiria levantar os braços. Nadar, então... nem pensar! Mas me sinto muito, muito melhor agora. Amanhã termino com as drenagens linfáticas e as sessões de ultrassom. As fibroses que persistem devem ser quebradas com dois fatores: tempo e movimento. 
No mais agora é mesmo esperar. Esperar para ver o resultado do processo. Claro que sei que uma cirurgia plástica pode demorar até dois anos para... assentar, digamos assim. Mas eu tô tranquila. Já está feito, que era o mais difícil, então posso esperar um pouco mais.
Ontem fiz, ainda, a segunda aplicação de botox. Quando o médico aplica a primeira vez faz uma dosagem pequena, pra ver como o organismo reage. Dando uma revisada no resultado ele achou melhor botar mais um pouquinho e levei outras três injeções na testa. De graça, course. Ele me deu também umas amostrinhas de kelo-cote, um gel caríssimo que clareia as cicatrizes. Pôxa... dr. Pita é mesmo mó legal! 
Ele me liberou para dirigir. E eu prontamente obedeci. Devo dizer que não foi uma coisa muito tranquila, pois meu Karro não tem direção hidráulica e os meus movimentos, tanto dos braços quanto das pernas, estão deveras limitados. Mas mesmo assim consegui sair e fui ao shopping e ao trabalho guiando meu veículo. O melhor mesmo é a sensação se independência. Acho um saco ter que pedir pra alguém me levar pra algum lugar, mesmo que esse alguém seja o meu pai.  
Agora que me sinto melhor estou realmente muito tentada a manter o meu projeto inicial de fazer a última etapa das reparações no final do mês de junho. Eu sabia que quando tudo melhorasse eu ia querer manter a data da cirurgia que eu tinha pré-marcado com dr. Pita. Eu tinha resolvido deixar mais para o final do ano por conta do problema do braço esquerdo, blá, blá, blá... Mas pensando bem é melhor acabar logo com isso. Resolver tudo e seguir com a minha vida, sabendo que não há mais nada para arrumar na lataria. Mas não tem nada resolvido sobre nada. Vou dar tempo ao tempo, pois cada vez mais me convenço que ele é mesmo o senhor da razão.
Tá tudo indo bem. Graças a Deus. São os meus dias melhores que já estão chegando... E é só isso que eu quero: dias melhores pra sempre. Amém.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Reunião pedagógica 2, a missão

lava logo esse pé, sapo!

Há alguns dias fui chamada de novo na escola de Renato para mais uma “reunião pedagógica”. Fiquei logo tensa. Esbravejei conversando com a minha mãe, dizendo que se eles viessem de novo com a conversa de que meu filho tem um déficit eu tiraria ele de lá na mesma hora.
No ano passado fui chamada na escola e disseram que Renato tinha problemas de aprendizado. Saí de lá arrasada. Claro ninguém gosta de ouvir esse tipo de coisa sobre a cria, principalmente quando a gente acha que está tudo normal. Mas... achar, a gente sempre acha, né? O meu filho tem problema? Não, nunca. Enfim... depois de pensar mil e uma coisas, todas elas negativas, pedi que minha mãe fosse à escola, pois eu ainda estava muito operada e cheia de pensamentos ruins.
Quando ela voltou da reunião eu estava tensa, muito tensa. Já preparada para tirar Tato de lá e colocá-lo em outra escolinha. Mas qual não foi minha surpresa quando minha mãe disse que a reunião era pra falar que ele está indo muito bem, está evoluindo a olhos vistos, aprendendo tudo direitinho e interagindo com os colegas.
Meu coração de mãe ficou extremamente aliviado, mas fiquei refletindo sobre como somos, muitas vezes, negativos com as coisas. Pensei, realmente, no pior. E isso é ruim, muito ruim. Não apenas no que diz respeito a Renato, mas em tudo na vida.
Engraçado é que não tenho muito esse perfil. Em linhas gerais sou bastante otimista e relax. Sou do tipo que num engarrafamento aumenta o volume do som e começa a cantar loucamente. Lógico que não sou fofa o tempo todo. Mas, como eu disse acima, não tenho o hábito de ser negativa. Mesmo assim, dessa vez eu fui. Não sei se porque o assunto dizia respeito ao meu pequeno. Pode ser, né? Mãe Leoa... Não importa, na verdade. O que importa é que vou me policiar cada vez mais para não ser contaminada pelo vírus maldito do pessimismo.
E, na boa... eu não tinha nem porque me armar tanto assim. Renato, graças a Deus, se desenvolve diariamente e é perceptível para quem acompanha. Além da escola, vou dar o justo crédito à nova babá, que é paciente e tem um jeito imenso com ele. Tato já sabe as cores, conta até 20 (sempre pulando o sete, não me perguntem por que), fala e reconhece as letras e formula frases. Claro que as frases são meio “mim Jane, você Tarzan”, mas é tudo uma questão de tempo. Ele agora também come de tudo. É... está crescendo. Logo logo mamadeira vai ser coisa do passado.
Ele adora cantar. Passou uma fase que o tempo todo me pedia para cantar a música do sapo. Pra quem não sabe, é aquela assim: “o sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa e não lava o pé porque não quer. Mas que chulé!”. Uma vez, tudo bem. Duas... vá lá. Mas cantar a música do sapo 15 vezes seguidas... é pra matar! Mas eu cantava e ele morria de rir todas as vezes. E isso, ver meu filho rindo com aqueles dentinhos separados, não tem preço.
E agora Tato deu pra me acordar às 5h. Por conta da minha cirurgia ele está dormindo com a minha mãe, mas assim que acorda ele vem falar comigo. Aí me cutuca dizendo, com aquela vozinha linda e rouquinha: “bom dia, mamãe. Te amo”. Corramarlinda, mô Deus. Mas eu, que gosto de dormir, respondo pra ele: “também te amo, filhote! Muito!! Mas num dá pra ser às 7h não?”.

domingo, 25 de março de 2012

As trilhas sonoras da minha vida, parte 16

olá, Lulu!
Tive a oportunidade, no carnaval deste ano, de assistir ao show de Lulu Santos. Foi, sem dúvida, uma experiência maravilhosa. Ele é impecável no palco e cantou não apenas músicas da minha adolescência... Percebi, vendo o show, que Lulu tem canções que fazem parte da minha vida adulta também, o que mostra uma trajetória linear e cheia de sucessos ao longo da carreira de tantos anos. Enfim... Me diverti imensamente naquele sábado chuvoso de Zé Pereira. E é dele a minha trilha sonora de hoje... Tudo a ver com o meu momento. Dia desses um amigo que falou que acha um barato essa minha "musicalidade". Segundo ele eu arrumo uma música pra tudo. É verdade. Mas é bom, né? Quem canta os males espanta, diz o ditado. Concordo. Cantemos, pois.  



Assim caminha a humanidade
(Lulu Santos)


Ainda vai levar um tempo
Pra fechar
O que feriu por dentro
Natural que seja assim
Tanto pra você
Quanto pra mim...


Ainda leva uma cara
Pra gente poder dar risada
Assim caminha a humanidade
Com passos de formiga
E sem vontade...


Não vou dizer que foi ruim
Também não foi tão bom assim
Não imagine que te quero mal
Apenas não te quero mais...

sábado, 24 de março de 2012

Inferno astral

porrada em cima de porrada
Dizem que no mês que antecede nosso aniversário vivemos um período chamado “inferno astral”. Achei, num site de astrologia, algumas informações sobre essa época, e o prognóstico não é mesmo muito bacana. Acredita-se que as pessoas vivem momentos de angústia, depressão e até mesmo azar, e todas essas turbulências são atribuídas a alguma configuração astral misteriosa. 
Explicação ctrl C + ctrl V: O aniversário nada mais é do que o marco de um novo ciclo solar na vida de uma pessoa, ou seja, o Sol passa pelo mesmo ponto do Zodíaco que estava quando ela nasceu, sinalizando uma nova etapa para a sua consciência. Os dias que antecedem esta renovação são exatamente os últimos do ciclo anterior que a consciência vinha atravessando. 
Tá bom, então.
Eu nunca fui de acreditar nessas coisas. Horóscopo, astrologia, blá, blá, blá. Mas devo confessar que, por pura coincidência ou não, os dias estão sendo difíceis pra mim e o meu aniversário se avizinha: completo 39 anos daqui a pouco mais de duas semanas. Cai na véspera da sexta-feira Santa, o que certamente vai dificultar qualquer tentativa de comemoração.
Aí meu braço esquerdo insiste em não ficar bom e isso está me incomodando profundamente. O local por onde estava vazando fechou e agora o inchaço voltou. Apareceu um bolha, que parecia um calo cheio d’água, e eu, contrariando a orientação de dr. Pita, furei o dito cujo com uma agulha estéril. Vazou, vazou, vazou... Aliviou o inchaço, mas já encheu novamente e está incomodando de novo. Fura, vaza, enche. Fura, vaza, enche. Ad infinitum...
Hoje eu fui pra o salão fazer as unhas. Pedi para o meu pai me levar, pois ainda não estou podendo dirigir. Fiquei de voltar de taxi. Terminado o serviço fui procurar um taxi. O salão fica na Jaqueira, numa galeria em frente à livraria. Acreditem ou não, depois de 15 minutos, um taxi sequer passou pela rua do Futuro. Mesmo com as pernas operadas caminhei no sentido da Rosa e Silva, crendo que lá daria mais sorte. Não dei. Continuei andando até chegar na Santos Dumont. Nada de taxis. Quarenta minutos depois de sair do salão eu ainda não tinha conseguido voltar pra casa. Continuei andando pela Santos Dumont, agora seguindo para a av. Norte. Parei na José Maria, pois minhas pernas pareciam pesar uma tonelada.  Já estava quase ligando para o meu pai, pois tentei o serviço de taxi por telefone e me informaram que não havia carros na área. Oi? Jaqueira? Rosarinho?? Caraca!! Eis que, de repente, o vigilante da galeria que parei para ligar vai pra a rua e consegue um carro pra mim. Um anjo de Deus, com certeza. Mas só consegui ir pra casa quase uma hora depois!!
Ontem eu quase apanhei no meio da rua. Indo pra drenagem parei numa rua perto de casa para socorrer um amigo que bateu com o carro. Meu pai, que está sendo meu motorista neste período de recuperação, ficou dentro do Ka enquanto eu fui falar com meu amigo e ver como eu poderia ajudá-lo. Um cara, que estava bêbado e tentava tirar o carro dele de uma vaga que até meu filho de três anos conseguiria sair tranquilamente, bateu num ferro de calçada. Duas vezes. Irritado, ele saiu do carro e começou a ofender... meu pai! Falei com o cara e disse que ele não falasse com meu pai daquele modo, caso contrário eu chamaria a polícia. Aí o cara, lógico, voltou-se contra mim. Olhe... rolou um estresse, ameacei chamar de novo a polícia. Depois de um tempo o cara foi embora, com o rabo entre as pernas (polícia = bafômetro). Ficou por aí, no bate-boca, mas foi extremamente desgastante. 
E, claro, estou emocionalmente fragilizada. Ferindo meu coração alucinadamente por ter resolvido dar ouvidos à razão. Sei o que é correto fazer, pois não se trata de vírgulas e sim de pontos finais - bilaterais. Mas meu coração não entende direito o que o meu cérebro manda fazer. Talvez os neurotransmissores responsáveis por esse tipo de mensagem estejam defeituosos. Talvez, talvez, talvez... Tento focar no objetivo e lembrar apenas do que me fez mal, mas mesmo assim... dói. A razão está ganhando e sigo firme nas minhas decisões. Mas, como em toda boa luta, quem não bate leva. Com a razão vencendo, o coração está sendo nocauteado. Sem dó nem piedade... O tempo cura tudo? Mas quanto tempo é necessário?
Bom, se eu não acredito no tal do “inferno astral” ou me dar ao direito de acreditar, pelo menos, no que vem depois. Segundo os entendidos em astrologia, passado o aniversário começa o “paraíso astral”. E, como se sabe, paraíso é o oposto de inferno. Logo, no “paraíso astral” as coisas fluem melhor, os sentimentos são mais equilibrados e tudo, tudo fica mais tranquilo.
Tomara. Nunca estive tão ansiosa na vida pra ficar mais velha... 

sexta-feira, 23 de março de 2012

Até injeção na testa!

vai???
Na última quarta-feira fiz uma coisa que até pouco tempo condenava. Calma, queridos... Eu apenas coloquei botox! Sim, botox! A toxina botulínica, ou clostridium botulinum, é a bactéria que provoca o botulismo, mas que quando modificada é usada para fins estéticos, agindo na paralisação temporária dos músculos do corpo. Para esse fim, como se sabe, o botox é aplicado principalmente no rosto, nas áreas cujos sinais da idade já estão insistindo em se alojar. No meu caso, os tais sinais adoram a minha testa. Tenho linhas de expressão horizontais por toda ela, mas nada me incomoda tanto como um vinco que se localiza entre os meus olhos. Quem já me viu dormindo conta que até quando estou nos braços de Morfeu minha testa está franzida. Resultado? Vinco. Profundo e aparente até quando estou com o rosto 100% relaxado.
Botox não é preenchimento. Botox, como eu disse acima, paralisa temporariamente a musculatura e impede os movimentos, suavizando, assim, as linhas de expressão. Ele age bloqueando o neurotransmissor responsável por levar as mensagens elétricas do cérebro aos músculos (thanks, wikipedia). Isso quer dizer que durante uns seis meses o meu vinco de estimação não vai mais aumentar, mas olhando com atenção... sim, ele está lá.
O botox foi uma cortesia de dr. Pita pra mim. Ganhei de presente, acho que por assiduidade, hahahahaha. E, como se sabe, de graça... até injeção na testa. E levei logo duas!! Ele me explicou que o efeito não é imediato. O resultado pode demorar até uma semana para aparecer. Se eu curtir o resultado vou fazer a testa toda, aí pagando, course... Na testa toda são 13 picadas, aproximadamente. Será que eu vou curtir? Acho que vou... Tô louca pra ver como vai ficar. Fico me segurando para não me plantar em frente ao espelho fazendo mil e uma caretas...
Quando eu falei no começo do post que condenava o botox não foi por nada. Eu condenava por não saber exatamente do que se tratava. Mas, realmente, acho feio quando as pessoas mexem tanto no rosto que chegam a ficar deformadas. Recentemente vi na internet um retrato de Gretchen e ela nem parecia um ser humano. Total sem expressão. Depois de fazer plástica em quatro partes do corpo, mesmo sendo reparadoras, não vou atirar pedras em quem quer melhorar o layout, não sou hipócrita. Mas realmente acho que coerência é bom e não faz mal a ninguém. Cada um faz do seu corpo o que quer, lógico. Mas poxa... espelho, galera... espelho!! Será que a pessoa se sente bem ao ver seu reflexo, tentar sorrir e mexer a orelha? Hummmm... acho – eu disse acho – que não. Mas vai saber, né? Beleza é, mesmo, algo relativo. Em tempo: falei de Gretchen aqui só por tê-la visto recentemente em fotos. Mas já me assustei, por exemplo, com Elza Soares e Gloria Menezes. Nada pessoal contra a freak le boom boom...
Curiosidade - Outra coisa interessante sobre o botox é que ele inibe a enxaqueca. O produto já é, inclusive, liberado pela Anvisa para esse fim. Quando o objetivo é terapêutico, ele tem que ser aplicado em várias partes da cabeça e pescoço por um médico especialista. Bom... mas quem sabe não dou sorte, né? E uma das duas picadas que levei vai inibir minhas dores de cabeça... Outros usos medicinais do botox são: tratamento de problemas como estrabismo; contrações da musculatura; suor excessivo nos pés e nas mãos; rigidez nos músculos causada por derrames.

segunda-feira, 19 de março de 2012

O incômodo vai, o resultado fica...

bolinha feliz!
20° dia de cirurgia hoje. Já me sinto bem melhor, graças a Deus. A perna direita parou de vazar, Milena começou a tirar os pontos... Ela me disse, inclusive, que de todas as cirurgias de braço e perna que ela viu na vida a minha é a que está recuperando melhor. Céus! E eu reclamando da vida...
Na verdade é aquilo que eu já falei antes: não sinto dor. Senti dor no braço quando tive tendinite, mas na cirurgia propriamente dita não. É, realmente, o incômodo mesmo. Os dois locais são bastante incômodos. Tipo não dá pra sentar nos primeiros dias da cirurgia (das pernas) e mulher não tem pinto. Depois de passar uns dois dias fazendo xixi em pé no chuveiro e ter que tomar banho o tempo todo, improvisei um tipo de “calha” com uma radiografia velha que tinha em casa e fui me virando. O número 2, então.... Mas não, não vou falar sobre isso...
Enfim... aí tem o braço. O local do corte do braço roça o tempo inteiro em algum lugar: na roupa, na pele, no lençol, no travesseiro... Não é fácil achar uma posição para deixá-lo confortável. E agora, com o sucesso do processo de cicatrização, a sensação de “repuxo” da pele é irritante. Além disso, coça loucamente. Noite passada mesmo eu não dormi. Não tinha posição. Acho que passava das 3h quando finalmente apaguei...
Fiz muita fibrose (tecido cicatricial), principalmente na perna direita, perto da virilha. Isso quer dizer que estou andando algo como um cara que tem hidrocele. Imagina só, que charme... Eu, tão lady que sou quase Laura, desfilando como se tivesse bolas gigantes. Mas enfim... tô fazendo ultrassom e logo logo vai passar... já está passando, aliás.
Hoje, no consultório, levei para ver com Milena as fotos pré-operatórias do Foto Beleza. As chamadas “fotos médicas" são um pesadelo, pois elas mostram exatamente tudo aquilo que tentamos esconder sob as roupas ou não ficando nessa ou naquela posição. A luz, o fundo preto... é tudo para deixar à mostra para o cirurgião o que ele deve arrumar.
Aí ficamos comparando as fotos. As primeiras, do abdome e das mamas, são impressionantes.  As três camadas de barriga, que caiam sobre as coxas, e os peitos que caiam sobre a barriga... Uau! Olhei para a foto e me olhei no enorme espelho que há no consultório. Eu nem lembrava mais da cicatriz da bariátrica, que parecia uma lagarta marrom buchuda, e cortava verticalmente a minha barriga, entre o peito e o umbigo. Aliás... umbigo não. Coisa. Umbigo eu tenho hoje. O peito... é um capítulo à parte. “Parece de índia”, disse Milena. É. É isso mesmo. Uma índia branca de 80 anos que amamentou 15 filhos, cada um deles até os quatro anos. A segunda leva de fotos, das cirurgias de braços e pernas, mostram a pele de uma mulher de 90 anos. Enrugada, flácida, sem viço. Olhando para mim, completamente melhorada, Milena declarou: “você está certa por preferir as cicatrizes. Hoje você é outra pessoa”.
De fato. Sou mesmo, fisicamente, outra pessoa e cada vez tenho mais convicção de que fiz as escolhas certas. Como não dá pra voltar no tempo e simplesmente não ter engordado e prejudicado tanto o meu corpo, o que me resta agora é arrumá-lo, da melhor maneira possível. 
Que venham as próximas, então. Não agora... mais pra o final do ano. Mas que venham! Não vou desistir dos meus projetos só por estar incomodada, ou vazando, ou com imensos testículos temporários. Afinal, é como eu disse no título do post: o incômodo vai, o resultado fica.  
Amanhã volto ao trabalho e tenho certeza que isso vai ajudar muito no meu processo de recuperação. Sair de casa, focar o pensamento em outra coisa e começar a tocar a vida. Corpo novo, vida nova. Bom demais!!!

domingo, 18 de março de 2012

E viva o novo!!!

oi, tudo bem? eu sou uma máquina de escrever...
Ontem eu fiz uma coisa nova. Dei um treinamento sobre assessoria de comunicação. E eu realmente nunca tinha feito isso. O mais perto de dar aula que cheguei foi lá no passado, nos primórdios da internet, quando fui ensinar para alguns professores mais... antigos, digamos assim, do departamento de comunicação da UFPE, como usar a rede mundial de computadores. Pra vocês terem ideia de quanto tempo isso faz, o que chegava mais perto de rede social era o mIRC e o ICQ, e o browser usado à época era o Netscape. Não havia Google e o buscador popular se chamava Cadê?. Nada mais tenho a dizer sobre isso...
Mas eu achei massa essa aula de ontem. Confesso que estava meio insegura, mesmo dominando muito bem o tema. A insegurança vem pela novidade mesmo, sabe? É a mesma insegurança que bate quando começamos um relacionamento novo, ou vamos dirigir um carro diferente, ou qualquer outra coisa do gênero. É sempre a mesma história: depois que a insegurança passa nos deixamos levar e é só curtição... Nesse caso não foi diferente e quando relaxei e me entreguei ao que estava fazendo foi tudo ótimo. E, o mais legal: dei conta do recado. Consegui passar minha mensagem, de maneira clara e inteligível. As pessoas se interessaram e interagiram, e eu saí de lá com a sensação maravilhosa de que fui uma multiplicadora de conhecimento, ou seja: ensinei algo que eu sabia pra alguém. Hummmm... gostei disso, sabe? Me senti muito, muito bem mesmo.
aí é fróid!!!
Esse lance de ensinar é muito legal mas, sem dúvida alguma, é, também, muito sério. Lembro de algumas pérolas da minha vida acadêmica... tipo uma professora de inglês na 7ª série que falava as palavras exatamente como elas eram escritas. Algo como all rigth que virava ál ríguiti, house que virava róuze, et cetera... Outra, já na faculdade, foi justamente o contrário. Lendo o texto de um colega de sala, que tratava, se não me engano, sobre depressão, ela falou, sem tirar os olhos do papel: “...segundo Freud...”. Todos nós, alunos, nos entreolhamos e o colega em questão, autor do texto, corrigiu a forma de pronunciar o nome do pai da psicanálise: “professora... o nome dele é Fróid”. Ela, que não havia parado de ler a matéria, respondeu: “ah, mas aqui está escrito Freud!”. Tá bom, então...
Pense numa responsabilidade que é ensinar! Exige muito estudo - permanente - e muito, muito comprometimento. Acho que minha professora de inglês da 7ª série conseguiu o certificado pelo correio e não ouviu a fita cassete que vinha no kit do curso (pra quem não sabe do que se trata, fita cassete é o CD de antigamente). 
Eu, nos meus trabalhos, não deixo de ser professora. Quando você tira uma dúvida de um colega menos experiente ou de um estagiário, não deixa de ser um ensinamento. Em casa eu também sou professora. Dos meus pais, quando ensino a mexer no celular ou no controle remoto do DVD. Do meu sobrinho, quando ele pede ajuda no trabalho de espanhol. E, claro, de Renato, meu filho. Ensino as cores, ensino a contar, ensino as letras do alfabeto. Só na hora de falar é que dei vacilo: como sou muito desbocada e criança é feito papagaio, a primeira palavra que ele falou foi a-álho. Não, não vou explicar. Assim como o mIRC e o ICQ, nada mais tenho a dizer sobre isso...
Eu acho que não me daria bem como professora. Assim... não pra ganhar a vida com isso. Acho, né... pode ser que amanhã eu me descubra no magistério... mas hoje... não. Mas é uma categoria que merece, sem dúvida, todo o meu respeito. Principalmente nos dias de hoje, que não há reconhecimento algum pela figura do professor. Quando eu estudava no Agnes, conversar na aula era motivo pra ser expulso da sala. Hoje, pelo que meu sobrinho conta, se o professor pedir silêncio de uma maneira mais rigorosa, os pais reclamam na escola, dizendo que os professores estão intimidando os alunos. Eu, hein...
Eu guardo boas lembranças de vários professores que passaram pela minha vida e penso com carinho em muitos dele. De outros, nem lembro. Com tudo é assim, né? Normal. 
Pois eu desejo pra essa categoria que o piso nacional e demais ganhos que ainda estão no papel nos estados e municípios sejam logo implantados. Desejo que vocês não precisem se desdobrar dando aula em mil escolas diferentes para conseguir manter a família. E desejo, principalmente, que as pessoas vejam vocês como o que vocês são: principais responsáveis, junto com a família, pela formação da sociedade.
E eu fico esperando um novo convite para dar uma aulinha aqui, outra ali... Vai que eu me empolgo e me descubro como professora, né? =P

sábado, 17 de março de 2012

Maturidade é sinônimo de... liberdade!!!

liberdade é mesmo um sonho... possível.
A cada dia que passa eu me convenço mais e mais de uma coisa: sentimento ruim é feito câncer. Quando a gente não extirpa, a tendência é que cresça, cresça, até tomar todos os espaços da nossa vida.
Logo, a coisa mais inteligente a fazer, qual é? Não cultivar sentimentos ruins. Né? Mas é incrível a tendência do ser humano a fazer justamente aquilo que faz mais mal. E remoemos, remoemos, remoemos, até que tudo na nossa vida passa a girar em torno disso. E, é mesmo, feito câncer. Toma conta de tudo.
Tudo seria muito mais fácil se aprendêssemos a superar os reveses da vida. Em todas as áreas, quero dizer. Afetiva, familiar, profissional, et cetera. Ontem mesmo, conversando com um amigo sobre um estresse familiar recorrente, ele me aconselhou a fazer o que eu tenho que fazer, mas exigir reconhecimento.
Eu acho que algumas coisas não podem ser exigidas. Elas têm que ser espontâneas e verdadeiras, caso contrário não tem o menor sentido. Gratidão, amor e amizade são exemplos. Tipo assim: do que adianta uma pessoa te agradecer uma coisa que você fez se a gratidão não é sincera e veio apenas por obrigação? Essa gratidão e nada é a mesma coisa. Ou pior ainda: um sentimento nobre o bonito, como a gratidão, pode virar algo negativo. Hummm... é complexo isso, viu?
Vejo hoje que com a maturidade (e as lapadas da vida, claro) eu aprendi a ser mais resignada diante do que eu não posso mudar. Há coisas, como os meus estresses familiares recorrentes, que eu definitivamente não posso mudar. Então é melhor me resignar e conviver com isso do que viver em pé de guerra e cultivando toda sorte de coisas ruins dentro de mim? Bom, eu prefiro assim. É algo mesmo tipo a máxima “o que não tem remédio, remediado está”. É conformismo? Não acho. Na minha modesta opinião, é como disse há pouco: maturidade... E, me arrisco a dizer, que é, também, liberdade. 
Liberdade sim. Pois pode até ser clichê, mas não há prisão pior do que as que criamos para nós mesmos com nossos medos, nossos rancores, nossas mágoas, nossas inseguranças. Quando aprendemos a lidar com isso... ah... é libertador. É viver com a certeza de que aquele determinado percalço pode até me derrubar. Mas no chão eu não fico, nem a pau! 
Conheço uma pá de gente que é assim: vive e respira negatividade. Eu mesma já fui muito assim.... Adorava sofrer e remoer. Ainda bem que amadureci. Entendam que não estou minimizando os problemas de ninguém... mas poxa... tem que deixar o rio correr!!! Dê o seu tempo, viva seu luto e vire a página.  Mas não dê ao problema um milímetro a mais de importância do que ele tem. E, principalmente, não faça dele o cerne da sua vida. Afinal o mal que está dentro de nós faz mais mal para nós mesmos do que para qualquer outra pessoa. Além dos males da alma, dá gastrite, ruga e cabelo branco.
Tem uma música de Arnaldo Antunes, da época em que ele ainda era do Titãs, que se chama “Saia de Mim” (ela está no álbum "tudo ao mesmo tempo agora", de 1991). A letra é agressiva, mas tentem ver além disso. Arnaldo, em sua poesia, diz que devemos tirar de nós e das nossas vidas tudo aquilo que nos faz mal. Posso não concordar muito com a forma, mas concordo 100% com o conteúdo. E é isso aí.

Saia de Mim
(Arnaldo Antunes)

Saia de mim como suor
Tudo o que eu sei de cor
Sai de mim como excreto
Tudo que está correto
Saia de mim
Saia de mim
Saia de mim como um peido
Tudo o que for perfeito
Saia de mim como um grito
Tudo o que eu acredito
Tudo que eu não esqueça
Tudo que for certeza

Saia de mim vomitado,
Expelido, exorcizado
Tudo que está estagnado
Saia de mim como escarro
Espirro, pus, porra, sarro,
Sangue, lágrima, catarro

Saia de mim a verdade!
A verdade! 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dias melhores...

esperando...
Hoje eu completei 17 dias de operada. E, vou confessar uma coisa: foram dias muito difíceis. Além, claro, dos incômodos inerentes a um procedimento cirúrgico dessa natureza – fiz plástica nos braços e nas pernas – tive tendinite no cotovelo esquerdo e uma suspeita de dengue que terminou diagnosticada como a boa e velha virose. Mesmo sendo apenas uma virose, ela me rendeu febre alta por dois dias, dores de cabeça insuportáveis, coceira, dores no corpo, náuseas e sangramento nasal. Legal, né? Por conta dos contratempos minha licença médica foi prorrogada e mofarei em casa por mais cinco dias. Mas, como diz Flausino, do Jota Quest, nós vivemos esperando dias melhores. E os meus já estão chegando. 
Sim, estão chegando. Afinal, fora isso que contei acima estou me recuperando bem. O braço esquerdo e a perna direita, membros que formaram imensos edemas e hematomas, começaram a desinchar e sinto que, em breve, tudo isso vai ser apenas uma lembrança. Como não fiquei com dreno dessa vez, estou literalmente “vazando”. Mas o vazamento quer dizer que o seroma (coleção líquida pós-operatória) está saindo e, consequentemente, o inchaço também vai diminuindo. Mas, mesmo assim, as drenagens linfáticas vão continuar por mais um tempo, pelo menos mais cinco sessões. Legal, adoro conversar com Milena, minha fisioterapeuta. Quando estou lá o tempo passa rapidinho... 
Mas, depois dessa experiência, resolvi adiar um pouco a minha próxima cirurgia. Ainda preciso arrumar as costas e a bunda, e já tinha pré-marcado os procedimentos para o dia 29 de junho, exatos quatro meses de descanso de um procedimento para o outro. Foi o mesmo tempo que esperei da barriga/peito para essa de braços/pernas. Mesmo assim, dei ré. Os motivos são muitos: dar um tempo maior para o meu organismo se recuperar; poder dar uma malhadinha pra ganhar massa muscular; não comprometer o meu trabalho no período eleitoral, que vai ser intenso neste ano; blá, blá, blá. Por mais que eu queira fazer tudo logo, uns meses a mais ou a menos pra quem passou tantos anos esperando ter um corpo arrumadinho não são nada.  
O bom, também, que é quando dr. Pita me liberar para malhar vou dedicar um tempo especial aos cuidados com a minha bunda. Terei uns três ou quatro meses para malhá-la, o que será definitivo para saber se farei apenas o liffting ou se terei que botar silicone lá também. Eu acho que não, mas nunca se sabe, né? Meu tipo de corpo é singular. Não sou “violão”. Tenho, de fato, corpo de nadadora: ombros largos, pouca cintura, quadris estreitos. É o meu tipo físico, fazer o que? O que eu quero é não ter excesso de pele, não virar uma barbie, entendem? Tipo... quero apenas ser... normal. Ter tudo no lugar. Além disso, a prótese da bunda é mais cara que a da mama: R$ 2.400. Hahahahahahahaha...
o detalhe legal é o guaraná zero
Muitas pessoas que conversam comigo dizem que eu sou muito corajosa por me submeter a tantos procedimentos cirúrgicos. Eu não acho que coragem é a palavra-chave da situação. Afinal, eu creio que a gente morre quando é a hora que Deus determina, e estar ou não numa mesa de cirurgia não altera essa hora. Eu acho que a palavra-chave é determinação. Eu sou bastante determinada, isso sim. E, logicamente, não sou irresponsável. Sigo as orientações médicas antes, durante e depois dos procedimentos. Com a bariátrica, por exemplo, sigo à risca a orientação de dr. Walter França: vivo de olho na balança. Já estou com quase dois anos de operada e talvez o organismo já tenha recuperado a capacidade de absorção como antes, nunca se sabe, pois varia de pessoa para pessoa. Então, uma oscilação de 2 kg não me assusta. Passou disso, fecho a boca. Eu cheguei aos 135 kg sem me dar conta. Agora, o negócio é diferente: estou atenta. Em nome de Jesus, obesidade nunca mais!
Mas é mesmo interessante como a gente não percebe que está engordando tanto. Vendo fotos de dois anos atrás me pergunto como eu cheguei naquele ponto. É, realmente, inacreditável. O fato de usar calças com strech e camisões folgados ajuda, acho eu. O strech vai cedendo, os camisões vão servindo, e do manequim 50 pra o 56 é um pulo. 
Uma das coisas que eu estou louca pra fazer quando os meus braços cicatrizarem é usar camiseta. Minha amiga e personal stylist Rachel cansa de me dizer que eu não devo botar os ombros de fora, principalmente com o decote que eu mais gosto, que é o nadador, pois isso acentua ainda mais o tamanho deles. “Você tem que destacar os quadris e disfarçar os ombros”, ensina. Eu sei que ela está certa, mas adoro meus ombrões de gata pintada (sou sardenta). Quero sair, conhecer gente nova, fazer novos melhores amigos de infância... Então, me aguardem. Kiki 2012, 100% ombros à mostra, hehehehehe. E está perto, muito perto... 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Tudo tem o seu tempo...

Desgraça pouca é bobagem... Agora, além da dor normal inerente ao pós-operatório, estou com uma tendinite no cotovelo esquerdo, que está me provocando dores insuportáveis. É uma reação em cadeia, na verdade: o braço, pra ter circulação normal, deve permanecer mais tempo esticado. O braço esquerdo, depois da dermolipectomia braquial, ficou inchado demais, o que me fez ter medo de esticá-lo. A posição que o mantive, por uma semana inteira, me provocou a tendinite que, como se sabe, é uma inflamação nos tendões. O tratamento é antiinflamatório e... repouso. Vou ter que dar um tempo no computador, pois a posição da mesinha do net certamente não vai ajudar na minha recuperação. O tratamento dura quatro dias, mas se eu me sentir melhor antes, volto por aqui. Se não... só me resta a conformação de que há tempo para tudo nesta vida. E é sobre o tempo de Deus, que nem sempre entendemos, mas que é sempre sábio, a reflexão que deixo para vocês nesses meus dias de ausência. Beijos pra quem é de beijos, abraços pra quem é de abraços e até a próxima.

Eclesiastes 3: 1-22
  1. Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
  2. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
  3. Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
  4. Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
  5. Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
  6. Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
  7. Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
  8. Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.
  9. Que proveito tem o trabalhador naquilo em que trabalha?
  10. Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.
  11. Tudo fez formoso em seu tempo; também pôs o mundo no coração do homem, sem que este possa descobrir a obra que Deus fez desde o princípio até ao fim.
  12. Já tenho entendido que não há coisa melhor para eles do que alegrar-se e fazer bem na sua vida;
  13. E também que todo o homem coma e beba, e goze do bem de todo o seu trabalho; isto é um dom de Deus.
  14. Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.
  15. O que é, já foi; e o que há de ser, também já foi; e Deus pede conta do que passou.
  16. Vi mais debaixo do sol que no lugar do juízo havia impiedade, e no lugar da justiça havia iniqüidade.
  17. Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo o propósito e para toda a obra.
  18. Disse eu no meu coração, quanto a condição dos filhos dos homens, que Deus os provaria, para que assim pudessem ver que são em si mesmos como os animais.
  19. Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais, e lhes sucede a mesma coisa; como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade.
  20. Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó, e todos voltarão ao pó.
  21. Quem sabe que o fôlego do homem vai para cima, e que o fôlego dos animais vai para baixo da terra?
  22. Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; pois quem o fará voltar para ver o que será depois dele?  

    quinta-feira, 8 de março de 2012

    E, depois do sétimo dia, a dor...

    Vou começar me desculpando com o meu ex-gatinho pelo meu post “a última pá de cal”, no qual eu contei uma coisa que aconteceu entre ele e eu. Eu estava muito, muito magoada e usei o blog – o meu exorcismo diário – para tentar me livrar da dor. Acho que passei da conta, pois a figura ficou muito puta, alegando que eu o expus, et cetera e tal, dizendo que quem lesse teria uma ideia errada sobre ele, pois estava lendo uma história escrita de forma fria e fora de contexto.
    É. Talvez eu tenha passado da conta mesmo. Eu deveria ter escrito isso e mais alguma coisa e mandado por email, apenas pra ele. Eu errei na forma, fato. Mas já está feito e eu não posso voltar no tempo. E, na verdade, eu não expus apenas ele. Me expus também. E isso é errado.
    Quem acompanha meu blog ou me conhece sabe o quanto eu e ele fomos felizes. Fizemos, por muito tempo, bem um ao outro. E uma história assim não deve terminar dessa forma, com rancor e ranger de dentes. Então, de público, peço desculpas pra ele por ter dito coisas aqui que podiam denegrir a imagem dele, ou gerar opiniões gerais sobre uma coisa pontual.
    Eu sempre disse pra ele e pra todos que uma das características dele que mais me encantava era o caráter. Ele é bom caráter demais, demais mesmo. E uma pessoa do bem. Ele, apenas, não me quis mais e, no apagar das luzes, teve um comportamento meio sem noção. Tenho certeza que quando essa poeira baixar tanto eu quanto ele vamos guardar apenas os momentos bons, que foram inúmeros. É isso.
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    fecha a torneira aí, rapá! tá vazando!!
    Agora vamos falar sobre a minha cirurgia. Ontem completei uma semana de operada e as dores começaram a aparecer. Minha perna direita e meu braço esquerdo estão muito inchados e com pontos abertos. Estou sentindo muita dor, além do incômodo que é ficar “vazando” o tempo todo. Milena, minha fisioterapeuta, disse que a dor chegou por conta da anestesia que está saindo do meu corpo. É. De fato a sensibilidade já está voltando e faz todo sentido o que ela disse. Optei por não tomar tylex, o remedinho pra dor à base de codeína. Estou segurando a onda com dipirona a cada 6 horas. Mas não sei não. Tá difícil. Eu não sou mole pra dor, mas hoje, pra levantar da cama, chorei.
    Tenho fé que melhore logo. Esta está muito pior que a outra...
    Pra completar eu tive que cortar os cabelos. Gosto de cabelo curto, mas o que me levou a fazer isso foi a queda dos mesmos. Anestesia faz o cabelo cair e venho, sistematicamente, me submetendo a procedimentos anestésicos nos últimos três anos. Fiz um corte curtinho, meio londrino, estilo “lavou, sacudiu, secou sozinho e está lindo”. E ficou legal. Meu cabeleireiro, Jô, é muito bom. E não fiquei feia, né? Gente bonita fica, no máximo, exótica. Feia, jamais. Mas eu queria ter mantido meus cabelos longos até completar 40 anos, em abril do ano que vem, por conta da festa que vou dar... não deu. Cest la vie.
    Mas ontem, também, tive mais uma prova de que tudo na vida tem um lado bom. Pra relaxar o juízo, fui ao Bode com uns amigos. E, por conta da minha situação, tivemos o direito de parar o carro na vaga destinada aos deficientes! E, também, ganhei cadeira acolchoada do salão com ar condicionado – as do salão externo são de madeira. Claro que foi horrível entrar num bar que sou habituè andando como se estivesse usando uma fralda cagada, mas só de sair de casa... ah, valeu!!
    Tô indo agora pra mais uma sessão de ultrassom e drenagem. É a quarta. Se Deus quiser logo logo vou desinchar, parar de vazar e me sentir melhor. Fé. E foco. Amém. 

    quarta-feira, 7 de março de 2012

    As trilhas sonoras da minha vida, parte 15

    Pitty está com um projeto novo. Chama-se Agridoce e tem uma proposta completamente diferente do estilo da roqueira baiana. Agridoce é um adjetivo que caracteriza coisas que têm sabor acre e doce ao mesmo tempo. Legal, né? Garanto que um monte de gente pensava que era o nome de um molho chinês! 
    Do duo com  Martin, músico da banda de Pitty, nasceu a história toda. Tem quem goste, tem quem não goste. Eu sou suspeita, adoro tudo que ela faz. Pra vocês a minha música do dia: Dançando. Enjoy!



    Dançando
    (Agridoce)

    Eu sei que lá no fundo
    Há tanta beleza no mundo
    Eu só queria enxergar

    As tardes de domingo
    O dia me sorrindo
    Eu só queria enxergar

    Qualquer coisa pra domar
    O peito em fogo
    Algo pra justificar
    Uma vida morna

    O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
    O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você

    Não esqueço aquela esquina
    A graça da menina
    Eu só queria enxergar

    Por isso eu me entrego
    À um imediatismo cego
    Pronta pro mundo acabar

    Você acredita no depois?
    Prefiro o agora
    Se no fim formos só nós dois
    Que seja lá fora

    O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
    O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você...

    terça-feira, 6 de março de 2012

    A última pá de cal

    aqui jaz um relacionamento
    Quando a gente pensa que não há mais como se decepcionar com as pessoas... eis que elas surgem e conseguem ir além.
    Olha, vou confessar uma coisa aqui. Eu sou desbocada. Não apenas por falar muitos palavrões, mas por falar as coisas na lata. Falo sim, mas não sou uma sem noção. Eu não magôo gratuitamente, nem digo coisas desagradáveis só pra testar a reação das pessoas. E, principalmente, não acuso terceiros pelos meus próprios dramas pessoais.
    Mas tem gente que não é assim. Pena.
    Tem gente que simplesmente fala, ou pra magoar, ou para irritar por nada, ou para transferir para elas suas inseguranças ou frustrações. Tenho milhares, milhares de defeitos – e os conheço melhor do que as minhas milhares de qualidades. Mas esse aí, joselitice, não. Esse não. Esse defeito eu não tenho.
    Joselitice é um adjetivo neologismado pela minha própria pessoa. Joselito era um personagem de Hermes & Renato, programa da MTV.  Sua principal característica era ser absolutamente sem noção, fazer brincadeiras e comentários de mau gosto e não estar nem aí para o que as pessoas pensam ou sentem.
    Engraçado, né? É. Para um personagem de programa humorístico de TV. Como Seu Lunga ou Saraiva. Funciona que é uma beleza. Na TV.
    Nas relações humanas essa característica pode até ser divertida. No começo. Mas com o tempo se torna muito, muito chata. Eu diria que até insuportável. A intimidade faz a pessoa sem noção ficar ainda mais e mais sem noção. E, ponderando sobre as inúmeras qualidades que ela certamente tem, vamos deixando pra lá. Aguentando, aguentando... Faz parte, acho eu. Aceitar, tolerar, suportar. Tá até na Bíblia: “o amor tudo suporta...”.
    O que me custa entender é como uma pessoa que diz que gosta de você – quando eu digo ‘gosta’ me refiro à amizade mesmo, o amor ágape – fala coisas deliberadamente para machucar. E são coisas que não têm nenhuma razão de ser.... tipo se eu estou pra fazer uma grande cagada e a figura sabe que eu só funciono na base da porrada, acho que aí... beleza. Mas não. Gratuito. Pra ser "espirituoso" ou "engraçadinho". Simples assim.
    Hoje aconteceu um negócio assim comigo. Uma ligação que começou até bem bacana. Tipo "como você está, se recuperando bem, começou com as drenagens...”. Depois vieram as pérolas. Vou me poupar de narrá-las aqui, mas vou deixar algumas dicas – não apenas para essa pessoa que me ligou, mas para todos os Joselitos de plantão – de como não magoar uma pessoa pela qual você diz que tem apreço:
    1. não ofereça os serviços profissionais da sua amiga, peguete, ficante, ou qualquer outra coisa que o valha para a outra pessoa;
    2. não tente remendar a merda dita dizendo que estava pensando na economia que seria proporcionada se oferecendo, inclusive, para pagar pelos serviços da moça;
    3. não finalize a ideia tentando ser engraçadinho e dando a entender que um trois seria ótimo;
    4. não tente dizer que a culpa é minha por ter pego você com outra pessoa, pois você – muito legal que é – praticamente me avisou que estava acompanhado;
    5. não fique me lembrando, ainda, que o relacionamento já havia terminado. Eu já sabia disso, ok? Que fique claro para todos que não rolou traição. O que rolou foi a frase “eu não vou largar o osso”, que pra uma mulher apaixonada é mais do que sinal verde para continuar esperando alguma coisa. 
    Um aparte: eu não fico fantasiando coisas sobre nada. Se terminou e você está ou não com alguém ou "alguéns" não importa muito. O que importa de verdade é que você não está mais comigo. Fato.
    Pois é. Voltando ao assunto, eu até acredito que as intenções foram boas, sabe? No oferecimento dos serviços da moça. Mas de boas intenções o inferno tá lotado. A grande sugestão que deixo é algo que venho aplicando na minha própria vida há vários anos, depois de perder oportunidades e pessoas importantes simplesmente por não ter filtro: PENSE ANTES DE FALAR. É rápido e indolor. Já as consequências de não fazê-lo... essas sim, podem ser longas e provocar muita dor. Para ambos os lados. Para saber mais, leia “Os Miseráveis”.  
    Ou não, né? De repente eu estou me dando mais importância do que realmente tenho... mas prefiro ficar na dúvida. Deixa o tempo responder mais essa. Afinal ele é, de fato, o senhor da razão. Por enquanto fico por aqui, jogando a última pá de cal nessa cova, que já passou da hora de ser fechada. Mas, acredito no que disse acima: o tempo é o senhor da razão.