quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O tempo não para...

1991, no pátio do Contato Centro

É. É verdade. O tempo não para*. Muitos anos se passaram desde que conclui os estudos no colégio Contato. Eu sou fera 92, o que quer dizer que terminei o terceiro ano científico – como era chamado na época – em 1991. O tempo passou e já se vão duas décadas desde que encerrei a etapa de colégio e parti para a vida universitária.  
Mas ontem foi um dia de voltar no tempo – aquele mesmo tempo que não para. Ontem aconteceu um encontro da minha turma de colégio. Marcamos no indefectível bar do Bode (nem foi sugestão minha...). Fui a primeira a chegar e fiquei de olho na porta, ansiosa para ver caras tão conhecidas e possivelmente muito – muito – mudadas. E assim foi.
As pessoas foram chegando aos poucos. Dentistas, advogados, engenheiros, jornalistas, professores... mas não demorou para voltarmos a ser, de novo, apenas Kikis, Negões, Quinhos, Gabizões... É. Os apelidos de adolescência foram aparecendo e isso tornou o encontro ainda mais maravilhoso. A placa dos concluintes do 3° EM estava lá, circulando de mão em mão, com um retrato da nossa turma. Nos reconhecíamos nele e, entre risadas, falávamos das pessoas que éramos quando a foto foi feita no pátio do colégio. É... o tempo realmente não para...
Muitas lembranças vieram à tona. Todas boas lembranças. Afinal, depois de tanto tempo, até o que não foi tão bacana passa a ser motivo de risos. Ontem percebi mais uma vez o quão fortes são os laços que criamos na época da escola. Logicamente há a questão da afinidade e mantemos contato estreito com aqueles com os quais nos identificamos mais. Alguns são colegas de colégio, outros são amigos – amigos de verdade. Mas uma coisa é certa: colegas ou amigos, sempre faremos parte das vidas uns dos outros, para sempre. Pois tudo que vivemos quando éramos apenas meninos e meninas cheios de sonhos ajudou a construir as pessoas que somos hoje.
A vida nos leva para caminhos diferentes, mas mesmo distantes fisicamente os elos que nos ligaram no passado continuam ali, firmes e fortes. E nada – nada mesmo – destrói isso, porque isso faz, simplesmente, parte da nossa vida, da nossa história. Legal, né?
A intimidade de que se conhece há 20 anos e a grande quantidade de cerveja consumida fizeram com que as confidências começassem a surgir. Por exemplo: ontem fiquei sabendo, com um delay de duas décadas, da paixão de um colega por mim. Eu, surpresa com a declaração, perguntei por que ele não falou comigo na época. Ele respondeu uma coisa que é um problema até hoje nas minhas relações: “você era amiga demais”. Pois é... o tempo não para, mas algumas características pessoais não mudam. Cest la vie... Um dia eu aprendo, hahahahaha...
Ontem reencontrei pessoas que eu não via há 20 anos e me dei conta do quão importante eles foram na minha vida. O que quero dizer com isso? Vamos lá: caros Léo, Gió, Adilson, Adriana, Bruno, Kikinho, Xan, Quinho, Gabizão, Maristela, Rosinha, Roberta e Tchaca, saibam de todos vocês são todos – uns mais, outros menos – muito especiais pra mim. Obrigada pela noite sensacional e espero que o próximo encontro aconteça muito em breve. Adorei vê-los, todos.
Aos que não foram, só lamento. Perderam: fato. Mas não se preocupem. Nós falamos muito de vocês, hahahahahhaha.


* O tempo não pára, que na época ainda tinha o acento diferencial, foi o nome da nossa turma de concluintes de 91 do Contato. A frase é uma alusão à música de Cazuza, que morreu, vítima de AIDS, um ano antes. Adequadíssima, vocês não acham? Afinal, o tempo não para, mesmo estando agora sem o acento diferencial. Mas, na boa? Ainda bem que ele não para... ou não pára. 


Kikinho e Tchaca, ou Cristiano e Décio

quase todo mundo... cortaram Tchaca da foto

Bruno, Adilson e Cristiano

Quinho e eu

Léo, Bruno e eu

analisando a placa dos concluintes

Roberta, Léo e Cristiano

Maristela, Rosana e Gabriela

Quinho, eu e Xan

tirei a foto, fiquei de fora... =(

Léo, eu e Gió

Quinho e Roberta

Bruno e eu




































































































































































































































































Quer mais? Fotos do encontro número 2, que aconteceu em 2006, no mesmo Bar do Bode. Acessem: http://annachrismarinho.vilabol.uol.com.br/encontro/3em.html

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