domingo, 29 de janeiro de 2012

Três aninhos

 às 7h55 de 29/01/09 se fez a luz na minha vida
Há exatos três anos a minha vida mudou completamente. Na chuvosa manhã do dia 29 de janeiro de 2009 veio ao mundo Renato, meu filho, pra tirar a minha vida de ordem. Foi? Foi não... Na verdade hoje tenho certeza que Renato botou ordem na minha vida, coisa que ninguém nunca tinha conseguido fazer. Explico.
Antes de ter filho a minha vida era só minha. Morava só, gastava meu dinheiro só comigo e da maneira que eu achava melhor, viajava e saia pra farra quando e como eu queria. Eu era gorda, não fazia economia, não me preocupava muito com o dia de amanhã.
Hoje a realidade é outra. Emagreci, eu e Renato temos poupança e previdência privada. Eu ainda saio e viajo, mas muito menos do que antes. E não moro mais só, voltei para a casa da minha mãe. Mas, pensando bem, com Renato eu não moraria mais sozinha mesmo... E, logo logo teremos, ele e eu, a nossa casinha...
parabéns, Tato
Acho que hoje eu sou mais madura do que eu era antes de ser mãe. Minhas prioridades são outras e me vejo pensando não apenas no amanhã, mas em daqui a 10, 20 anos. E, tudo isso, veio com Renato. Logo, acho que é realmente correto dizer que ele botou a minha vida em ordem, não é?
Ser mãe não é fácil, quem é sabe disso. É uma carga enorme de responsabilidade criar, educar, cuidar, sustentar. E, por mais que eu conte com o apoio dos meus pais, da minha irmã e do meu sobrinho, a maior parcela é minha. E é assim que tem que ser mesmo. Afinal, eu sou a mãe dele. Por meio de mim ele veio à vida. Mas foi por meio dele que eu renasci. Renato = renascido. Eu realmente não poderia ter escolhido um nome mais adequado para o meu pequeno.
Parabéns por mais um ano de vida, filhote. Mamãe te ama demasiadamente. E, como peço todo dia a Papai do Céu, desejo que você tenha uma vida longa e próspera. Que seja uma pessoa de bem e extremamente feliz. Amo você, meu pequeno. Amém.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Do lado de lá da fronteira

eu fui, eu fui, eu fui, eu fui... pro outro lado de lá...
Hoje fui ao meu cirurgião bariátrico, dr. Walter França, levar os exames aos quais preciso me submeter semestralmente por conta da redução de estômago. Coisas de rotina pra verificar taxas de vitaminas, hormônios, blá blá blá, além da sensacional endoscopia (adoooooooro) e a ultrassonografia de abdome. 
Na sala de espera do sempre lotado consultório de dr. Walter, depois de ler dois jornais, resolvi passar o tempo observando as pessoas que estavam, como eu, aguardando o atendimento. 90% eram gordas. Ora, normal. Na antessala de um cirurgião de redução de estômago estranho seria se a maioria das pessoas fossem magras. Magras, como eu sou agora. Me dei conta disso – que sou magra – pelos olhares dirigidos à minha pessoa no consultório. A interrogação era visível nos olhos de todos. 
Quando terminei de ler os jornais e passei a observar as pessoas, elas se sentiram à vontade para puxar conversa. Aí vem as inevitáveis perguntas: “você fez redução?”, “há quanto tempo?”, “perdesse quanto?”. E, a cada resposta que eu dava, aumentava o espanto das pessoas. Afinal, quem me vê vestidinha não tem a dimensão do tamanho que eu tinha, pois as avarias ficam bem escondidas sob as roupas. Menos os peitos, vai. Agora só uso decotão... =)
É impressionante pensar que há menos de dois anos eu estava do lado de lá da fronteira. Em janeiro de 2010 era eu a gorda que esperava o atendimento de dr. Walter, louca para marcar a cirurgia. E era gorda, viu? Enorme... Aff...
Como minha vida mudou num espaço tão curto de tempo. Um curto espaço de tempo, mas um caminho muito longo. Mas pensem comigo: Renato vai completar três anos e eu o tive por meio de uma cesariana. Depois disso fiz a redução e plástica. São 36 meses e três cirurgias. E, claro, a mudança maior: meu filho. Mas falarei dele no próximo postHoje quero falar sobre as mudanças que aconteceram na minha vida provocadas pelo emagrecimento. 

1º. Saúde – Antes de emagrecer 63 kg eu tinha problemas circulatórios (dormência nas extremidades), hipertensão arterial severa (controlada mal e porcamente com três medicamentos diferentes), esteatose hepática (gordura no fígado), apneia do sono (paradas respiratórias), diástase (afastamento da musculatura provocada pela dilatação do corpo), além de problemas nas articulações dos joelhos, inúmeros lipomas e hérnia epigástrica. Ufa! Acho que é só. 
zzzzZZZZzzzzzz
Hoje – Não tenho mais problemas circulatórios, minha hipertensão é considerada leve (controlada com apenas uma medicação), meu fígado não tem mais gordura, a diástase e as hérnias foram corrigidas na plástica de abdome e os lipomas murcharam. O principal: não tenho mais apneia. Quem sofre de apneia tem um sono que não é revigorante, pois é inúmeras vezes interrompido sem que nem percebamos. Hoje eu durmo melhor, e preciso de menos horas de sono para me recuperar. Outra coisa: eu não ronco mais! Êeeeeeee!!!

2º. Estética – Antes da redução de estômago eu pesava 135 kg e vestia manequim 56. Isso quer dizer que as minhas roupas – que abertas sobre a cama lembravam tendas de circo – eram compradas em lojas especializadas ou, com sorte, nas araras de vestuário de gestantes em lojas como C&A e Riachuelo. Fora as roupas, também tinha problemas com acessórios, como anéis, colares e pulseiras: nada cabia em mim. Feia eu nunca fui, mas eu era realmente muito, muito volumosa, e tudo em mim era muito arredondado – do rosto aos pés. 
menor, bem menor...
Hoje – Quase dois anos depois da redução posso dizer que neste quesito das mudanças foram inúmeras. A começar pela drástica redução de manequim: de 56 par 40. Aliás, 40 em baixo e 44 em cima. Explico: com o emagrecimento o meu corpo de nadadora, que eu desconhecia, surgiu. Resultado: ombros largos, quadril estreito, pouca cintura. E a transformação do meu guarda-roupa foi gigante. 
Hoje tenho vários vestidos – peça proibida para gordos, pois invariavelmente ficamos parecidos com capinhas de liquidificador –, além camisetas de alcinha, blusas coladas e acinturadas. Tenho, ainda, vários anéis, colares e – pasmem: pulseiras! Uhuuuuuuuuu!!! Mudei até os sapatos, pois hoje suporto bem saltos 15, por exemplo.

o que você vê quando se vê?
3º. Emocional/Psicológico – Curiosamente esse é o setor da minha vida mais tumultuado até agora. E, por conta disso, nem escreverei como está hoje, farei um parágrafo único. Até este dia, 63 kg a menos, eu ainda não me vejo magra. E a minha terapeuta disse que possivelmente carregarei minha autoimagem gigante até o final dos meus dias. Notei que fiquei mais... invisível depois da perda de peso. Antes eu chegava “chegando” e hoje eu sou apenas uma pessoa normal. Percebo, também, que eu era mais segura antes de emagrecer. Tipo antes eu não aguentaria coisas que hoje, além de aguentar, me fazem sofrer. Eu era mais dura, não por nada, apenas por self preservation mesmo. Outra coisa interessante é que as pessoas que tem intimidade comigo quando me vêem perguntam se eu tô pegando geral. Não, não estou. Acreditem ou não eu era muito mais pegadora quando era obesa. Exatamente pelos motivos que falei acima. Uma questão de defesa, sem dúvida, mas foi com essas defesas que forjei a pessoa que sou e isso – hoje sei – é muito difícil de desconstruir. É... é muito babado... Por falar em babado, as peles sobrando dificultaram ainda mais a aceitação da minha nova imagem. Estou corrigindo isso, mas sei que é um processo lento, pois ainda faltam duas cirurgias plásticas. Não posso acelerar o tempo, tampouco posso afirmar que vou ficar 100% bem emocionalmente depois de todas as correções. Afinal, vão-se as peles, ficam as cicatrizes... 

Mas mesmo depois de tudo isso que contei aqui não tenho nenhuma sombra de dúvida quando afirmo que a gastroplastia foi uma das melhores coisas que fiz na vida. Pode até ser que minha terapeuta esteja certa e que eu nunca mude a minha autoimagem, mas acredito que a cada dia que vivo conquisto mais um pedacinho da minha vida nova. E se eu não aceitar o que vejo no espelho pelo menos vou me acostumar, o que já é muito bom. Afinal eu não era bem-resolvida com o reflexo que eu via quando era gorda, eu era apenas habituada e resolvida a ser feliz mesmo imensa. 
É isso. Minha experiência exitosa me faz abrir um sorrisão quando as pessoas conversam comigo sobre a cirurgia. Se eu recomendo? Sem dúvida alguma. E conto minha trajetória para quem quiser ouvir. Pois, como diz o título deste post, eu já estive do lado de lá da fronteira. 
E, pra ser sincera, eu recomendo mesmo é o seguinte: corra sempre atrás do que você quer. Quer emagrecer? Faça dieta, malhe, faça bariátrica. Quem comprar um apartamento? Trabalhe mais, gaste menos, junte grana. Busque a forma de conseguir o que quer. Eu tenho feito isso e é muito, muito gratificante. Um desejo no coração e determinação valem ouro. Palavra de Kiki. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Tudo passa, tudo passará...

"que não seja imortal, posto que é chama,
mas que seja infinito enquanto dure" (VM)
Efêmero. Adjetivo que qualifica o que é passageiro, transitório. E, como diz o povo, tudo na vida é passageiro, menos o motorista e o cobrador. E, como se sabe, vox populi vox Dei.
Dia desses me peguei pensando como as coisas são efêmeras mesmo. Ou passageiras. Ou transitórias. Particularmente acho que a palavra efêmera é mais bonita. Tem força. É feito fugaz. Outro adjetivo. Quer dizer transitório também. E, de acordo com o dicionário, significa, ainda, rápido, veloz, ou o que foge facilmente.
Isso quer dizer que Chico Science tava certo quando disse que “basta um passo à frente e não estamos mais no mesmo lugar”. E isso pode ser bom. Ou não.
Afinal há algumas coisas que nós não gostaríamos que fossem efêmeras. Há coisas que acontecem na vida da gente que gostaríamos que fossem exatamente o antônimo de efêmero: duradouro. Duradouro também é um adjetivo e qualifica algo que pode durar muito.
Relacionamentos, por exemplo. Quando mergulhamos neles de cabeça, sem dúvida alguma estamos querendo que eles sejam duradouros. Quiçá eternos.
Eterno também é um adjetivo. Ele qualifica aquilo que teve princípio, mas que não tem fim, ou seja: tem duração indefinida. E, de acordo com o dicionário, eterno é, também, o antônimo de efêmero.
O que tem princípio, mas não tem fim quer dizer que é pra sempre. Uau... Pra sempre é muito, muito tempo mesmo. E o que será que pode ser pra sempre? Humm... já sei! Cicatriz! Eu tenho várias cicatrizes, por conta das minhas várias cirurgias, e sei que elas vão estar comigo até o fim dos meus dias.
Quer mais?
Sem dúvida o amor que sinto pelo meu filho. Esse... ah, sei que é eterno. Vou amar Renato – incondicionalmente – até o fim dos meus dias.
Relacionamentos são eternos? Acho que o meu relacionamento com as minhas cicatrizes vai ser eterno. E o amor pelo meu filho... eterno, sem dúvida.
Mas outros tipos de relacionamento... acho que não. Eu, pelos menos, nunca dei essa sorte. Eu tô mais pra concordar com Renato Russo mesmo, quando ele diz, em Por Enquanto, que “o pra sempre sempre acaba”. E, no meu caso, sempre acaba mesmo.
E, quando acaba, o mundo cai. E o ser humano tem uma tendência imensa a maximizar as coisas. Eu afirmo isso com base em que? Em mim, ora. Em quem mais?
Não basta acabar. Tem que ter drama. Mexicano, sabe? No melhor estilo Maria do Bairro. Quando não somos nós que terminamos a relação tendemos a fazer um dramalhão. Relembrando o final de alguns dos meus relacionamentos tenho crises de vergonha pensando nas coisas que foram ditas e feitas. Minha razão argumentava com o meu coração que eu precisava fazer com que a figura voltasse à lucidez e, consequentemente, voltasse para mim. O coração vencia e tome merda em cima de merda. Eu tentava, de todas as maneiras, fazê-lo perceber que eu era sim a mulher da vida dele, mas que ele ainda não tinha se dado conta disso. Ah, meu Deus... que patético... Mas tudo bem. Eu sou uma pessoa de extremos e não me arrependo de ter tentado até cansar. Bom, talvez só um pouquinho, hahahahahaha... 
Mas vocês vão concordar comigo que o day after do fim é sempre trágico, mesmo quando não estamos mais tão empolgados com a relação. A saudade, a falta... tudo isso nos faz sofrer. Tradução perfeita da situação? “Saudade é solidão acompanhada, é quando o amor ainda não foi embora, mas o amado já”. Nós nos habituamos a ter a pessoa do lado. Ter pra quem ligar. Ter em quem pensar ao longo do dia. Ter, enfim. E quando a tal pessoa vai embora... dói, viu? Mas passa. Afinal estamos falando de algo que gostaríamos que fosse duradouro ou eterno, mas é, apenas, efêmero. Aí evoco novamente Renato Russo, desta vem em Metal Contra as Nuvens, na frase que dá título a este post: “tudo passa, tudo passará”
É. Pois é. Passa. E, um dia, como o mundo é redondinho, redondinho, vamos cruzar com aquela pessoa e perceber que ela nem era assim tão bonita. Nem tão especial. Nem tão... nada. Pronto, estamos curados. É assim que sabemos que passou mesmo. Quando nos damos conta que aquela história foi massa, mas simplesmente pertence ao passado e é lá mesmo que ela deve permanecer. 
E finalizo o post refletindo sobre outra frase de Renato Russo, extraída da mesma Metal Contra as Nuvens: “o mundo começa agora, apenas começamos”. Gosto muito dessa frase. Ela me faz lembrar que estamos, a cada momento, apenas no começo de um novo momento. E que isso é uma das coisas que faz da vida algo tão legal: a possibilidade de errar e poder começar de novo, pois “o mundo começa agora e apenas começamos”. Ainda bem. 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O tempo não para...

1991, no pátio do Contato Centro

É. É verdade. O tempo não para*. Muitos anos se passaram desde que conclui os estudos no colégio Contato. Eu sou fera 92, o que quer dizer que terminei o terceiro ano científico – como era chamado na época – em 1991. O tempo passou e já se vão duas décadas desde que encerrei a etapa de colégio e parti para a vida universitária.  
Mas ontem foi um dia de voltar no tempo – aquele mesmo tempo que não para. Ontem aconteceu um encontro da minha turma de colégio. Marcamos no indefectível bar do Bode (nem foi sugestão minha...). Fui a primeira a chegar e fiquei de olho na porta, ansiosa para ver caras tão conhecidas e possivelmente muito – muito – mudadas. E assim foi.
As pessoas foram chegando aos poucos. Dentistas, advogados, engenheiros, jornalistas, professores... mas não demorou para voltarmos a ser, de novo, apenas Kikis, Negões, Quinhos, Gabizões... É. Os apelidos de adolescência foram aparecendo e isso tornou o encontro ainda mais maravilhoso. A placa dos concluintes do 3° EM estava lá, circulando de mão em mão, com um retrato da nossa turma. Nos reconhecíamos nele e, entre risadas, falávamos das pessoas que éramos quando a foto foi feita no pátio do colégio. É... o tempo realmente não para...
Muitas lembranças vieram à tona. Todas boas lembranças. Afinal, depois de tanto tempo, até o que não foi tão bacana passa a ser motivo de risos. Ontem percebi mais uma vez o quão fortes são os laços que criamos na época da escola. Logicamente há a questão da afinidade e mantemos contato estreito com aqueles com os quais nos identificamos mais. Alguns são colegas de colégio, outros são amigos – amigos de verdade. Mas uma coisa é certa: colegas ou amigos, sempre faremos parte das vidas uns dos outros, para sempre. Pois tudo que vivemos quando éramos apenas meninos e meninas cheios de sonhos ajudou a construir as pessoas que somos hoje.
A vida nos leva para caminhos diferentes, mas mesmo distantes fisicamente os elos que nos ligaram no passado continuam ali, firmes e fortes. E nada – nada mesmo – destrói isso, porque isso faz, simplesmente, parte da nossa vida, da nossa história. Legal, né?
A intimidade de que se conhece há 20 anos e a grande quantidade de cerveja consumida fizeram com que as confidências começassem a surgir. Por exemplo: ontem fiquei sabendo, com um delay de duas décadas, da paixão de um colega por mim. Eu, surpresa com a declaração, perguntei por que ele não falou comigo na época. Ele respondeu uma coisa que é um problema até hoje nas minhas relações: “você era amiga demais”. Pois é... o tempo não para, mas algumas características pessoais não mudam. Cest la vie... Um dia eu aprendo, hahahahaha...
Ontem reencontrei pessoas que eu não via há 20 anos e me dei conta do quão importante eles foram na minha vida. O que quero dizer com isso? Vamos lá: caros Léo, Gió, Adilson, Adriana, Bruno, Kikinho, Xan, Quinho, Gabizão, Maristela, Rosinha, Roberta e Tchaca, saibam de todos vocês são todos – uns mais, outros menos – muito especiais pra mim. Obrigada pela noite sensacional e espero que o próximo encontro aconteça muito em breve. Adorei vê-los, todos.
Aos que não foram, só lamento. Perderam: fato. Mas não se preocupem. Nós falamos muito de vocês, hahahahahhaha.


* O tempo não pára, que na época ainda tinha o acento diferencial, foi o nome da nossa turma de concluintes de 91 do Contato. A frase é uma alusão à música de Cazuza, que morreu, vítima de AIDS, um ano antes. Adequadíssima, vocês não acham? Afinal, o tempo não para, mesmo estando agora sem o acento diferencial. Mas, na boa? Ainda bem que ele não para... ou não pára. 


Kikinho e Tchaca, ou Cristiano e Décio

quase todo mundo... cortaram Tchaca da foto

Bruno, Adilson e Cristiano

Quinho e eu

Léo, Bruno e eu

analisando a placa dos concluintes

Roberta, Léo e Cristiano

Maristela, Rosana e Gabriela

Quinho, eu e Xan

tirei a foto, fiquei de fora... =(

Léo, eu e Gió

Quinho e Roberta

Bruno e eu




































































































































































































































































Quer mais? Fotos do encontro número 2, que aconteceu em 2006, no mesmo Bar do Bode. Acessem: http://annachrismarinho.vilabol.uol.com.br/encontro/3em.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

As trilhas sonoras da minha vida, parte 14

(os zoinho são meus, viu?)
Olhos nos Olhos
(Chico Buarque)


Quando você me deixou, meu bem,
Me disse pra ser feliz e passar bem.
Quis morrer de ciúme, quase enlouqueci,
Mas depois, como era de costume, obedeci.


Quando você me quiser rever
Já vai me encontrar refeita, pode crer.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você faz
Ao sentir que sem você eu passo bem demais


E que venho até remoçando,
Me pego cantando, sem mais, nem por quê.
Tantas águas rolaram,
Quantos homens me amaram
Bem mais e melhor que você.


Quando talvez precisar de mim,
Cê sabe que a casa é sempre sua, venha sim.
Olhos nos olhos,
Quero ver o que você diz.
Quero ver como suporta me ver tão feliz.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A pessoa certa na hora errada

quando a gente não quer,
a hora tá sempre errada...
Mas afinal o que é a pessoa certa? E o que é a hora errada? Eu não acredito, realmente, que isso exista. O que existe, de fato, é querer estar ou não com a pessoa, é isso que a torna certa ou errada, independentemente da  hora ser certa ou errada - porque isso de hora certa e hora errada é, na real, balela. Nesses tipos de caso, quem tá com a razão mesmo é o ceguinho da casa Lux: “quando a gente não quer qualquer desculpa serve”.
Conversando com a amiga Catha sobre minhas últimas desventuras amorosas, falei pra ela desta pérola que escutei num passado muito, muito recente: “você é a pessoa certa no momento errado”. Gostou? Teve um complemento sensacional quando perguntei o que isso queria dizer: “você é a pessoa pra casar, mas eu só quero casar daqui a 10 anos”. 10 anos? Tá bom, então.
Catha escutava solícita. Sorriu e me consolou. Ela me disse que é a pessoa certa na hora errada profissional. Já escutou mais essa frase do que a clássica “o problema não é com você, é comigo”. Chegamos à conclusão de que o melhor mesmo é quando algum cara se aproximar de nós devemos nos antecipar, dando logo a real de que ele ainda não sabe, mas que estamos chegando na hora errada – antes ou depois, não importa – mesmo sendo as pessoas certas. Assim barraremos logo a figura e evitaremos dor e constrangimento para todo mundo. Algo assim: carinha - "oi, tudo bem?". Eu: "tá, tá tudo bem. Mas daqui a um tempo não vai estar, pois você vai descobrir que eu sou a pessoa certa na hora errada. Então vamos evitar todo esse sofrimento futuro e acabar com a história logo agora. Tchau, passar bem!!". Viu?? Mó legal.
Maybe not. Eu já tive piriri comendo cupim e costela em rodízio de carne, mas nem por isso virei vegetariana. E eu gosto, viu? De carne. De homem também, vai. Gosto, gosto, gosto.  Fato. E justamente por gostar é que não vou abrir mão só porque levei outro revés. Mas que doeu... ah, doeu. Doeu não. Está doendo ainda. Muito, muito assim do verbo pra caralho. Talvez por eu ter demorado muito a enxergar o óbvio: ele simplesmente não quer ficar comigo. É. É duro, mas é verdade. É doloroso, mas é verdade.  E a verdade é sempre a melhor coisa. Tá lá na bíblia, em João 8:32, eu não inventei: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. É. Sábia Palavra de Deus.
Mas finalizando o assunto sobre o meu passado não tão distante, acho que certa mesmo está minha amiga Flaves, que além de ser mega-power-sincera é, ainda, psicóloga: “Kinha... homem quando quer ficar com a gente, fica, não tem nada que impeça. Deixa de ver o que não existe e aceita logo que ele não quer ficar com você”. Ai! Doeu.
Conclusão à qual cheguei depois de Catha + Flaves + Bíblia: se liga Kiki, ele não te quer. Mas agora que você aceitou essa verdade logo estará liberta. Amém. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Cirurgia marcada!

mr. Tomnus, fauninho mó legal
que mora lá em Nárnia
Pronto, marquei. Ontem fui ao consultório de dr. Pita e reservei a data da segunda etapa da minha recauchutagem. E aconteceram mudanças... a primeira mudança foi nos procedimentos. Eu tinha optado por fazer braços e costas para resolver o quadrante superior. Mas como dizia Chico Science basta “um passo à frente e não estamos mais no mesmo lugar”.
Por uma série de motivos resolvi fazer primeiro as pernas, ou seja: a tão temida dermolipectomia crural.
É. Ela era a última da minha lista. Muito embora minhas coxas me incomodem profundamente, dr. Pita me disse que o procedimento era muito complexo e que eu deveria fazê-lo por último. E eu estava convencida disso. Mas eis que na liquidação do Shopping Tacaruna fui procurar um maiô para a minha pessoa. Até aí... tudo bem. Achei um maiô mó legal, tomara que caia, estamparia de oncinha, bem perua. A parte de cima ficou de boa. Já a parte de baixo...
Me olhando no espelho me senti como um fauno. Não por estar parecida com um bode, mas por aparentar uma coisa na parte superior do corpo e outra na parte inferior. Desisti do estiloso maiô de oncinha e me conformei em usar, mais um tempo, o meu macaquito de natação, que deixa as minhas pernocas devidamente cobertas. Aí cheguei à conclusão de que se eu deixasse para fazer as coxas em novembro, como estava planejando, no verão de 2013 eu estaria com o mesmo problema. Não por estar com as pernas moles, mas por estar com as cicatrizes recentes, impossibilitada de me expor ao sol. Ai, ai... é muito babado (sem trocadilhos)...
Outro motivo tem a ver com o fato de estar na prateleira de novo. E arrumar as pernas é fundamental para que eu me sinta mais segura na hora de sair da prateleira, se é que vocês me entendem. Ainda não estou distribuindo fichas, mas quando eu começar a distribuir quero estar muito bem comigo mesma. Afinal... autoestima é tudo!
A segunda mudança na minha plástica foi data. Eu entraria na faca no dia 2 de março. Mas dr. Pita não levou fé na minha recuperação – que está ótima, aliás – e não confirmou em sua concorridíssima agenda a minha cirurgia. Aí ele quis jogar pra sexta seguinte, dia 9. Argumentei: “menos de um mês do meu niver, dr. Pita. Faz isso não”. Pronto. Batemos o martelo para o dia 29 de fevereiro, uma quarta-feira.
Detalhe: 29 de fevereiro. Estamos falando de fazer a minha cirurgia em um dia que existe no calendário apenas uma vez de quatro em quatro anos. 2012 é um ano bissexto, ou seja: um ano ao qual é acrescentado um dia a mais com o objetivo de manter o calendário ajustado à translação da terra e aos eventos relacionados às estações do ano (thanks, wikipedia). E vocês sabem o que isso significa? Bom... absolutamente nada! Pra mim não faz diferença alguma. É, apenas, uma curiosidade... Rá! Pegadinha da Kiki!!! =P
Mas estou empolgada. Na real eu queria ter feito as pernas antes mesmo de fazer a barriga ou os peitos. Eu não me sinto à vontade com as minhas coxas, fato. Então... arrumemos, pois. Dr. Pita disse que tá de boa, eu já perdi todo o peso que eu tinha pra perder. Ele até me disse que pensou em uma forma de fazer minha cirurgia crural de modo que o corte não abra com tanta facilidade, que é o maior problema deste procedimento. Mas eu confio nele, no dr. Pita. E confio, sobretudo, no médico dos médicos, que é Deus, e que está no controle de tudo. E, por isso, tenho sempre certeza que as coisas na minha vida sempre terminam bem. Amém. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Deixa a vida me levar

feliz 2012!! (foto by Kiki Marinho)
É. Já é mesmo 2012. É o primeiro sábado do ano e eu estou numa gripe de lascar. Peguei com meu pequeno Renato. Cest la vie...
Mas vamos falar um pouco da virada do ano. A minha foi muito interessante. Na verdade meu reveillon começou na quinta, dia 29, na praia de Candeias, com um show mó legal do Jota Quest. A sexta contou com o som da elétrica Ivete Sangalo e, na sequência, nada mais, nada menos do que Biquini Cavadão, banda responsável pela trilha sonora dos momentos mais felizes do meu ano. E, na virada, nada melhor do que cantar e dançar a música que elegi como meu mantra de 2012: “deixa a vida me levar”. Pois é. E foi ele merminho, Zeca Pagodinho, que estava cantando. E eu ali, do ladinho, acompanhada de milhares de pessoas no que, pra mim, era um show particular, pois ele estava dizendo aquilo unica e exclusivamente para a minha própria pessoa. uAu!!
Não foi assim que eu planejei o meu reveillon. O que eu queria mesmo, mesmo... ah, nem vale mais a pena contar. O que eu queria eu “queria”, não quero mais. Faz parte da minha ex-vida e, como tudo que é “ex”, ficará no passado. O que eu quero agora? Não sei. Mas sei bem o que eu não quero. E bola pra frente, feliz ano novo!
Mas não posso reclamar da vida, eu sou realmente uma pessoa muito abençoada. 2011 foi um ano de muitas conquistas. Atingi minha meta de peso (75 kg); fiz duas das cinco cirurgias plásticas necessárias pra arrumar a lataria danificada; consegui agregar novos empregos e rendas à minha conta bancária. E amei muito. E fui, graças a Deus, muito amada também. É. Foi um ano produtivo e proveitoso esse tal de 2011...
E estou aberta ao que 2012 tem pra oferecer. Novas conquistas financeiras, novos amores, novos melhores amigos de infância. E isso é, de fato, muito bacana. Não vou mais temer o novo, não há motivo para isso. O novo é bom, né? É como sapato novo de salto 15. No comecinho incomoda um pouco, mas depois fica sensacional.
Neste ano quero trabalhar muito. Estou cheia de projetos ligados ao carnaval e às eleições municipais. Vou ficar rica com eles? Não, acho que não. Mas vou conseguir juntar grana para meu apê e, quem sabe, trocar de carro. Quero, também, viajar. O destino já está escolhido: Argentina. Buenos Aires e Bariloche, aqui vou eu!!
Pretendo finalizar o ciclo das plásticas neste ano também. Em 2013 completo 40 anos de vida e quero chegar nos “enta” com tudo em cima. Quero abalar na minha festa saudosista dos anos 80 vestida de Jeannie é um gênio e dançando loucamente ao som dos hits que embalaram minha adolescência. O cronograma já está se vestindo: a próxima plástica será no dia 2 de março: costas e braços. A cirurgia das coxas, última e mais complicada etapa do processo, será depois das eleições municipais, que acontecem em outubro. Ah, mas que venha! “Eu já passei por quase tudo nessa vida...”. Grande Zeca!!!
São tantos quereres, tantos desejos. Tantas e tantas coisas que idealizamos pras nossas vidas e, na verdade, tudo acontece quando tem que acontecer. Então, “deixa a vida me levar”.  



Deixa a Vida me Levar
Zeca Pagodinho

Eu já passei
Por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida
Espero ainda a minha vez
Confesso que sou
De origem pobre
Mas meu coração é nobre
Foi assim que Deus me fez...

E deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Só posso levantar
As mãos pro céu
Agradecer e ser fiel
Ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho lá vou eu...

Se a coisa não sai
Do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos
Lá vou eu!
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Deixa a vida me levar
(Vida leva eu!)
Sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...

domingo, 1 de janeiro de 2012

2012 já chegou!

Gente, começamos um novo ano! Além do tradicional - amor, paz, saúde, dinheiro, felicidade - desejo pra vocês e pra mim muita determinação. A determinação é essencial para que fujamos das armadilhas da vida, inclusive daquelas que nos tiram o amor, a paz, a saúde, o dinheiro e, principalmente, a felicidade. E felicidade, convenhamos, é essencial. 
Prometo ser mais regular aqui no blog, viu? É uma das resoluções de ano novo, hahahahaha.
Beijos pra todos!