sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O lugar do "ex" é na sua "ex-vida". Na sua vida de hoje, só as pessoas de hoje, mas, principalmente, as pessoas de sempre!!! (sabedoria by Martorelli Dantas)

sábado, 10 de dezembro de 2011

O importante é ter classe!

Bayerische Motoren Werke.
em português: Fábrica de Motores da Baviera
Ontem aconteceu na minha vida mais uma primeira vez. Foi a primeira vez que bati com o carro. É, amigos... aconteceu sim. E foi uma primeira vez que eu dispensava totalmente. Bater com o carro não é nada legal. Primeiro que é um barulho infernal, um susto arretado e uma sensação péssima. Mas é claro que a minha batida – ainda mais se tratando de uma primeira vez – não poderia ser uma simples batida. Até na hora de bater com o carro eu tenho classe. Eu bati, nada mais, nada menos, do que numa BMW. É, numa BWM, aquele carro de origem alemã, caro pra cacete. É, é ele mesmo. 
A batida foi a mais feminina possível. Eu estava saindo do meu trabalho n° 3, do qual sou chefe de reportagem, e tinha deixado uma equipe na rua fazendo uma matéria sobre a iluminação natalina das pontes e praças do Recife. Fofinho, não? Eis que subindo a Ponte do Limoeiro, sentido av. Norte, curtindo o habitual trânsito lento do local, me distraio observando a iluminação da ponte Princesa Isabel, que estava à esquerda, pensando se a equipe já tinha passado por lá. Percebi o trânsito andando, olhei pra frente, vi que o cara andou, engatei a primeira e voltei a olhar para o lado do Palácio das Princesas. Obviamente não percebi que o cara – que estava dirigindo a tal BMW – parou. E, consequentemente, enfiei o nariz do meu pobrinho Ford Ka na bunda do rico veículo dele. 
Eu só me dei conta que tinha batido com o barulho. Um barulhão, aliás. Olhei pra frente e vi o carro parado. Procurei ver a marca do carro, pra ter a exata noção do tamanho da merda que tinha acontecido. Eis que vejo ela, a marca da BMW. A partir desse momento eu não via mais nada, só a marca do carro que saltava em minha direção. Fiquei algum tempo dentro do carro, esperando a reação do dono da BMW. Ele não fez nada, então resolvi sair do carro. Aí ele também saiu. Fiquei ainda mais apavorada: sua camisa exibia o símbolo da Polícia Federal. Agora duas marcas saltavam aos meus olhos, a da BMW e a da Polícia Federal. Ele olhava para o pára-choque do carro dele e para a câmera de ré, completamente destruída. Ele começou a falar comigo e eu não entendia absolutamente nada do que ele dizia. Pensei que ele era gringo, pois tinha imensos olhos azuis. Falei pra ele que não estava entendendo, e ele repetia, repetia e eu continuava sem entender. Aquilo foi me dando um nervoso tremendo, pensei que eu estava tendo algo na cabeça, pois não conseguia entender o que ele falava. Meus olhos encheram d’água e eu senti que ia chorar a qualquer momento. Ele percebeu e começou a me acalmar. Aí aflorou o meu lado mulherzinha: sucumbi ao choro. Chorando e tremendo, ora olhando para o símbolo da BMW na traseira do carro amassado dele, ora olhando para a camisa da PF, eu desmoronei. 
Ele, coitado, ficou sem saber o que fazer. Perguntou meu nome. “Anna”, respondi. “Anninha, fiiii-fiiii-que ca-aaaaaaaaalma. Não ffffffoi nnnnaaaada graaaaave”, disse ele. Foi aí que percebi porque eu não estava entendendo nada do que ele estava dizendo. Ele é gago! Muito gago, aliás. Entre lágrimas, perguntei: “esse carro é um BMW mesmo?”. “É”, respondeu sorrindo. “Mas é veeeeeeeeelha, não se prrrrrreocuuuuuuuuupe. Não foi naaaaaaaada ddddddddddemais”, completou. 
Liguei pra minha amiga Hélida, que também estava saindo do trabalho naquela hora. Ela veio me acudir. Quando ela chegou, eu berrei histérica: “Hélida, bati numa BMW!!”. Ela riu e disse: “Ah, Kiki... só tu mesmo...”. Terminou tudo bem. Claro que ele olhou atravessado quando entreguei meu cartão para que ele me ligasse na segunda. O nome que tem lá é Kiki Marinho. Mas expliquei e ficou tudo bem. Agora é esperar a lapada que vem por aí. 
É claro que a minha primeira batida não poderia ser algo normal, né? Algo como um poste, uma calçada, ou um carro do top do meu. Tinha que ser assim, num carro caro. Mas tudo bem. Deixa rolar. Só espero que eu não tenha que vender o meu Karrinho pra pagar o dele...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Vivendo meu tsunami pessoal

só não vale se afogar!
Hoje eu acordei com uma horrível sensação de fracasso. Fracasso afetivo, quero dizer. Eu sei que isso é normal quando terminamos um relacionamento há pouco e que o sentimento chato vem e vai, como as ondas. Mas hoje essa onda estava mais para tsunami: foi devastadora. O motivo eu bem sei – um comentário de uma amiga, leitora do meu blog: “poxa, vocês terminaram? Que pena... eu era fã do gatinho”
É. Eu também era. Na verdade... ainda sou. Não é porque ele terminou o relacionamento que deixei de ser fã dele. Mesmo consciente de todas as coisas negativas da relação eu sempre acreditei muito nela. Sempre achei que juntos ele e eu conseguiríamos superar todas as milhares de diferenças. Eu até achava graça nelas, às vezes. Ele, organizado demais, eu nem tanto. Ele, disciplinado, eu não. E ele sempre – sempre me cobrava organização e disciplina. E tentei, no começo, ser mais assim pra ele. E esse foi o erro: ser pra ele, não pra mim.
Veja bem, eu tenho quase 39 anos de idade. Vivi mil coisas, fiz mil coisas, tive milhares de erros e acertos. E estou aberta às mudanças, sei que elas farão parte da minha vida até o fim dela. Mas acho que devo mudar quando algo me incomoda ou quando o fato de tal coisa estar incomodando os demais passar a ser um problema pra mim. Mas mudar apenas para agradar outra pessoa... maybe not
Exemplo: a disciplina e a organização que ele tanto me cobrava tinham a ver com alimentação, exercícios e finanças. Ele dizia que eu não me alimentava bem, e como fiz redução de estômago preciso ter cuidado com a alimentação. No quesito exercício era a mesma coisa. “Tem que ter meta”, dizia ele. E eu me martirizava por não ter o mesmo entusiasmo que ele pela malhação. Talvez por ter sido gorda a vida inteira nunca gostei do ambiente de academia. Mas mesmo assim eu me cobrava por não gostar de malhar, sofria com isso e ficava me enganando e enganando ele dizendo que ia começar a puxar ferro. E, com grana, nem se fala. Ele sempre destacou a minha grande facilidade de ganhar dinheiro e a maior facilidade ainda de gastá-lo. 
Tá. Eu concordo com as três coisas. Eu bem que poderia me alimentar melhor mesmo. Eu bem que poderia malhar. Eu bem que poderia ser menos gastadeira. Mas o que eu não acho legal é, além de bater sempre na mesma tecla, fazer disso um problema. Quando vira problema a ligação na hora do almoço deixa de ser um mimo e passa a ser uma cobrança. “Já almoçou? Pô, cara... paçoca não é almoço! Você não se cuida!”
Outra coisa que ele me cobrava era em relação à bebida. Ele dizia que eu tinha problemas com bebida. Não que eu seja “maria-vai-com-as-outras”, mas é engraçado lembrar que na minha relação anterior (seis anos atrás), que durou dois anos, o rapaz não bebia. E eu, durante o tempo que durou o relacionamento, também não. Fazíamos várias outras coisas juntos e beber não estava entre elas. Eu gostava de beber? Nem mais nem menos do que gosto hoje. Mas nunca era o foco dos encontros. Além do mais o meu estômago reduzido absorve o álcool mais facilmente do que um estômago normal. Resultado: eu fico bêbada rapidinho. Sou alcoólatra? Não, não sou. Me divertiria sem a bebida? Sem dúvida alguma. Isso me leva a crer que se você gosta de cinema é está com uma pessoa que também gosta, fatalmente a programação sempre vai ter um cineminha no meio. Não é verdade? 
Mas, na real, nada disso importa. Porque a verdade mesmo é que ele terminou comigo por não querer mais a relação. A minha má alimentação, minha falta de organização e disciplina não foram os motivos reais. O motivo é que ele gosta de mim como amiga, como ele sempre faz questão de me dizer “eu sou uma pessoa muito especial”. E não quer me magoar nem me enganar. Isso fortalece ainda mais o conceito dele comigo. Ele é uma figura de muito bom caráter. Afinal ele poderia continuar comigo e sair por aí me sacaneando. Não fez, mó legal. Mas também não quer dizer que doa menos. Aí eu lembrei de uma cena daquele filme bacana, “Os Incríveis”, que a mãe, a Mulher Elástica, consola o filho Flecha dizendo que “todo mundo é especial”. Ele, triste, responde pra ela: “essa é apenas outra forma de dizer que ninguém é”. Olhai! Viva a filosofia dos desenhos animados!
Estou sentindo falta do gatinho. Sinto falta de receber ligações e de ter pra quem ligar pra contar as leseiras do dia a dia. Sinto falta de dormir abraçadinha e de andar de mãos dadas. Sinto falta do cheiro dele e do aconchego dos seus braços. Sinto falta de fazer planos para o final de semana. Sinto falta do que ainda íamos viver. Sinto falta até das encheções de saco dele. E isso tudo é, mesmo, devastador. Mas estou procurando deixá-lo à vontade, estou dando o espaço que ele tanto quer. Por mais que me doa fazer isso. Se ele quer viver 10 anos a mil... que seja. Como diria Lobão, é mesmo melhor do que “mil anos a 10”. Seja feliz, gatinho! Sou - mesmo - sua fã.
Olhando para trás e fazendo uma análise da minha vida amorosa percebo que nunca dei muita sorte. Fui noiva duas vezes, tive namorados, ficantes, casinhos. Mas todos eles não evoluíram. Alguns porque eu não quis, outros porque eles não me quiseram. Alguns que não que me quiseram depois se arrependeram, mas aí já era tarde demais. E tudo isso me dá uma preguiça... 
Sei que eu deveria ficar feliz com a possibilidade de viver algo novo, de começar algo novo. Afinal o novo é bom, não é? Carro novo é bom. Roupa nova é legal. Sapato novo é sensacional. Mas não estou feliz. Além de ter perdido uma história na qual eu realmente acreditava fico pensando como vai ser derrubar todas as minhas barreiras novamente para uma outra pessoa, criar intimidade com ela, construir uma nova história... É. Talvez seja legal mesmo. Mas não agora. Hoje não. Ainda estou vivendo meu luto e só de pensar nisso tudo fico muito, muito cansada. 
Acho que estou agora exatamente no local onde quebra o meu tsunami pessoal. Estou tentando sair da quebrada da onda e recuar um pouco, pra conseguir afundar. Afundando deixo que a água passe sobre mim. Às vezes é preciso afundar pra tocar o chão e conseguir voltar à superfície. Clichê, não? Mas verdadeiro. E depois que o tsunami passar pretendo levantar a cabeça e sair da água. Mais forte, espero. E mais madura. E pronta para começar de novo. De novo...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Voltando a circular

veneno? não, obrigada.
Uma coisa mó legal quando você passa por um processo de emagrecimento como eu passei e está há muito, muito tempo sem ver um determinado grupo de pessoas é a cara de espanto que elas fazem ao te ver. Ontem foi a festa de confraternização do governador Eduardo Campos com a imprensa, evento esperado por toda a categoria nesta época do ano. 
As festas do Palácio são sensacionais. Comida e bebida à vontade, boa música e, claro, coleguinhas - muitos coleguinhas. Alguns que eu adoro, outros que não gosto, outros novatos que não sei quem são, outros que eu nem lembrava que gostava tanto. O fato é que eu não ia pra uma festa de jornalistas há uns cinco anos. Gravidez, obesidade, filho pequeno, blá blá blá. E ontem eu não ia também. Estava seguindo para casa quando ao passar em frente às Princesas me deparei com um carro saindo, exatamente na porta do Palácio. Interpretei isso como um sinal divino e encostei o carro na vaga recém-liberada. 
Não me arrependi. Como falei no começo do post é mó legal ver a cara das pessoas ao me encontrar. Um deles foi particularmente engraçado, pois conversou comigo longamente e eu percebi que ele não fazia a menor ideia de quem eu era. Quando falei pra ele a reação foi espetacular. A-do-rei!!! 
As mulheres também olham. Com outros olhos, claro. O olhar feminino é mais de avaliação mesmo. Avaliação pra encontrar alguma coisa errada e, logicamente, dar um jeito de comentar. Mas é normal, não me incomoda. Inveja é ruim pra quem sente. Pra mim... não. Tipo: "nossa, Kiki.... tás sem barriga... fizesse plástica?". "Sim, fiz", respondi. "Mostra?", pediu ela. Levantei um pouco a blusa e mostrei a barriga e, claro, a cicatriz (por conta do corte âncora da cirurgia). O próximo comentário foi sobre ela, a cicatriz. "Ah... mas o corte é enorme, né?", destilou. "É grande mesmo. Mas não é maior que o teu bucho. Tchau, querida! Boa festa!", desferi. 
Foi bom. Bom circular novamente, bom sacudir minha network, bom rever algumas pessoas. E, principalmente, bom pra minha autoestima. Afinal, olhar de admiração dos meninos e olhar de invejinha das meninas quer dizer que eu estou realmente muito bem. E isso é só o começo... Que venham as próximas plásticas e, claro, as próximas festas. =)

domingo, 4 de dezembro de 2011

O importante é ser leve

sempre fui leve, mesmo quando era pesada
Mais um ano está terminando. 2011 já está no ocaso e é claro que está aberta, além da temporada de confraternizações, a temporada de reflexões. É uma tendência do ser humano, né? Como no fechamento de um ciclo, fazemos as avaliações do que deu certo e do que não deu. E, claro, várias coisas boas aconteceram. E várias coisas ruins também. 
Exemplo: neste ano eu tive uma intensa experiência profissional e, com ela, fiz milhares de planos que terminaram não dando certo. Mas valeu. Por tudo, sabe? Lamento não ter ido além, mas aprendi muito com tudo que aconteceu. Neste ano também me abri, pela primeira vez depois de seis anos, para o amor. Conheci um cara muito bacana e me entreguei completamente pra ele, sem reservas e sem medos. Também não deu certo. Mas, assim como na experiência profissional, também aprendi muito. E vivi muito, como não fazia há tempos. No final das contas saí ganhando. Nas duas experiências. Alguém que eu não sei quem foi – mas que eu concordo demais – disse que “o fracasso só é fracasso quando dele não tiramos nenhuma lição”. E eu tirei várias lições, acreditem.
A maior delas foi, sem dúvida, o autoconhecimento. Mas eu não tinha me dado conta disso, sabe. Eis que na semana passada, conversando com um amigo muito querido, que pacientemente escutava minhas lamúrias, ele me lembrou quem sou eu. Eu andava meio esquecida. Afinal, quando levamos muitos reveses da vida tendemos a nos culpar, de uma forma ou de outra. Foi muito, muito legal mesmo escutá-lo me lembrando de algumas qualidades que tenho. Como coragem, determinação, garra. E, principalmente, leveza. E essas características, que ele bem me lembrou que tenho, me impulsionaram a fazer tantas coisas por mim e pelos meus queridos. Ah, como essa conversa me fez bem... Eu precisava escutar coisas boas sobre mim mesma, principalmente de alguém que me conhece tão bem.
Aí vêm as reflexões... é preciso ter coragem pra mergulhar de cabeça num trabalho que não dominamos. É preciso ter coragem para abrir o coração pra alguém. É preciso ter coragem para ser mãe solteira. É preciso ter coragem para fazer uma redução de estômago e mudar de vida. É. Pensando bem eu sou uma mulher muito corajosa. Levo minha vida com determinação e garra. E, o mais importante: sem perder a leveza. E isso é, sem dúvida, a minha maior qualidade. Eu andava mesmo esquecida, pois como eu falei lá em cima tendemos a nos culpar quando as coisas não dão muito certo. Mas quer saber? As coisas acontecem quando tem que acontecer. Fato.
E se é assim mesmo que as coisas são nada melhor do que levar a vida seguindo a filosofia de Roberto Carlos: “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi...”. Não é mesmo? Mó legal. =)