terça-feira, 1 de novembro de 2011

Olá, meu nome é seroma!

no dos outros é refresco
Acabou-se o que era doce. Minha licença médica terminou na segunda-feira e já voltei, com tudo, para os meus trabalhos 1, 2 e 3. Mas entendam, eu não achei ruim. Pelo contrário. Eu estava profundamente entediada em casa, pois licença médica não é férias. Além do mais não sou de fazer corpo mole não. Quinze dias tá de bom tamanho. Mas claro que voltei só quando dr. Pita disse que dava. Desde que eu não dirigisse, não me abaixasse, não pegasse em coisas pesadas ou fizesse qualquer outro tipo de estripulia que prejudicasse a minha cirurgia. Então estou pagando de dondoca, circulando de motorista pelas ruas da cidade. Chique, não?
Mas é claro que voltar à rotina depois de duas semanas em casa não é fácil. Estou sonolenta e meio... slow motion. Câmera lenta geral. Mas acho que é normal. Não pela anestesia ou nada parecido, mas apenas por ter ficado dias e dias sem ter hora pra acordar - apenas a hora em que meu filho Renato resolvia jogar algum dos bichos de pelúcia na minha cabeça.
Continuo fazendo as drenagens linfáticas. As sessões terminam na semana que vem. E está tudo bem comigo, minha cicatrização está perfeita, o inchaço está praticamente nada, o peso já normalizou novamente (75 kg - cheguei a 79,8 depois da operação) e as próteses estão lindamente se acomodando nos meus peitos. Mas eis que fui apresentada a mais uma das coisas que pode acontecer com as pessoas que fazem cirurgias plásticas: o seroma. Seroma, encontrei num site bacana, é "uma coleção líquida com o aspecto e composição semelhante ao plasma, que pode se acumular em espaços abaixo da pele no pós-operatório de cirurgias". Tradução: é um líquido que junta por baixo da pele que foi descolada. Como ele sai? Com uma punção. Punção é quando enfiam uma agulha imensa em você para retirar algo, no caso, o tal líquido. Em outro site, tão bacana quanto o primeiro, li que "se o seroma não for devidamente tratado pode haver a necessidade de realizar uma nova cirurgia para a retirada de todo o líquido e tratar a região endurecida". Pô... falei pra dr.Pita: "mete bronca aí, rapaz". "Não vai doer", disse ele. Doer não doeu, até mesmo porque não recuperei a sensibilidade da área operada ainda. Mas levar agulhadas não é nada - nada - legal. Ainda mais se levarmos em consideração a bitola das agulhas utilizadas em punções. 
O meu seroma tinha uma característica bem legal. Ele ficava passeando na minha barriga, verticalmente, do umbigo até abaixo da linha das mamas, local onde começa o corte da cirurgia. Eu apertava no umbigo, ele subia. Apertava em cima, ele descia. Mó legal. Legal e estranho, vai. Lembrava os escaravelhos do filme A Múmia. Mas tudo bem. Ele, o seroma, já foi embora, mas dr. Pita me informou que ele pode voltar. Para evitar que ele volte estou usando a cinta embaladora a vácuo, pois ela faz com que a pele que foi descolada cole mais rápido. Também, né? A vácuo! Humpf!!
Mas nada disso me desanima não. Estou tão empolgada com a minha repaginação que até já marquei a próxima cirurgia: 2 de março de 2012. Logo depois do carnaval. Entrarei na faca para arrumar braços (dermolipectomia braquial) e costas (torsoplastia). A crural (coxas) vai ser a última, lá pra outubro, creio. Tudo, como diz dr. Pita, "vai depender da sua recuperação". Se depender apenas disso... faço amanhã mesmo, hahahahaha.
Outro detalhe é que a - digamos assim - área de lazer já foi liberada. Na verdade dr. Pita me liberou sob pressão na última quinta (27) e eu - obediente que sou - desci pra o play no mesmo dia. "Tenha cuidado", alertou ele. "Esquenta não", respondi. "O gatinho é da área de saúde", completei. Confesso que não foi muito tranquilo não. Dá um medinho, sabe? De rasgar o corte, de bater no peito, ou qualquer outra coisa. Eu, quando sou convidada pra uma festa, gosto de ir à festa, se é que vocês me entendem. E eu fui à festa, mas sem muito glamour. Já na segunda festa, três dias depois, cheguei com toda pompa e circunstância, como manda o figurino, hahahaha.
A cada coisa que faço depois da cirurgia, na verdade penso assim desde que fiz a bariátrica, deixa mais claro que perdi muito tempo sentindo medo. Antes de reduzir o estômago eu tinha medo, por exemplo, de nunca mais conseguir beber água! E tudo isso é lenda. Sim, eu bebo água. Cerveja, uísque e coca cola também. Sim, eu tenho vida sexual ativa. Sim, a minha vida mudou muito. Para melhor. =)

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