quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Póim, póim!

"eu vou nas asas de um passarinho,
eu vou nos beijos de um beija-flor..."
Vocês sabem o que é uma onomatopéia? Onomatopéia é o nome da figura de linguagem por meio da qual imitamos um som com uma palavra. Tipo “glub, glub” que ilustra alguém bebendo água ou até mesmo se afogando. Lembra do seriado de Batman e Robin? Que aparecia uma tela cheia de “pow! tum! soc!”? Pois. “Póim, póim” é uma onomatopéia para uma mola, ou alguém pulando. Pra mim “póim, póim” é a onomatopéia perfeita para a minha novíssima comissão de frente.
O “póim, póim” veio de um fato muito simples. Grande parte das minhas amigas pediu para pegar nos meus peitos novos. Não, pessoas maldosas. Não há nenhuma conotação sexual nisso. Há, apenas, curiosidade de sentir a textura de um peito siliconado. A maioria que pediu para fazer isso tem muita vontade de botar também. E eu entendo. Nunca tinha pedido pra ninguém, até por não tem nenhuma amiga próxima o suficiente que já turbinou, mas tinha curiosidade de saber como era sim. Até por querer botar um dia, como fiz.
E hoje, um mês e meio depois da cirurgia, me sinto assim... como uma bailarina da Timbalada. É como se eu pudesse subir e descer as ladeiras do Pelourinho, batendo bombo, vestida, apenas, com tinta branca nos peitos. E eles estão lá, firmes e duros. Ou seja: “póim, póim”. =)
Um outro fato marcante na minha nova fase é que hoje, pela primeira vez na vida, sai de casa sem sutiã. Me arrumei para trabalhar e por baixo da blusa branca de gola cigana havia apenas uma camiseta leve, tipo segunda pele. Sutiã? No, thanks. E vou te falar... é muito, muito bom. Não apenas por me livrar de uma peça que, ao longo do dia, tende a apertar, até mesmo porque eu tenho costas muito largas. Mas pela sensação de liberdade. Liberdade que não é somente física. É mental. Sinto que hoje dei mais um passo em direção à minha nova realidade corporal. E essa sensação é boa por demais. Que venham as novas conquistas! Estou aqui, de braços abertos, pronta para abraçá-las. Mas que o abraço seja leve, por conta dos meus “póim, póim”, tá?=)

domingo, 13 de novembro de 2011

O trabalho enobrece - e cansa - o homem

cuidado com o que escreve
Olá, amigos! Quanto tempo, né? Ando meio sumida, admito. Minha culpa, minha máxima culpa. Ao longo da semana aconteceram muitas e muitas coisas, coisas sobre as quais valia muito a pena escrever. E tive vontade, sabe? Mas não tive tempo. Estou há duas semanas num novo emprego que é, além de cansativo, uma atividade que requer muita atenção. Gerenciar equipe de repórteres e motoristas, além de corrigir textos. Corrigir não apenas a forma, que é o que um editor deve fazer. Mas também o conteúdo. 
Explico melhor para que as pessoas que não são da área de jornalismo possam entender: quando você manda um repórter para a rua você espera que ele apure as informações e as coloque no texto corretamente. Se o texto está mal escrito mas a informação está certa é mais fácil resolver o problema (se bem que reescrever texto ruim é péssimo também). Caso contrário é preciso fazer todo o trabalho que você delegou ao repórter, que é consultar as fontes, conferir as informações e reescrever o texto. Ai, ai... Numa hora dessas penso assim: “ah, Senhor... por que não me fizeste rica ao invés de linda?”.
Tenho pego cada coisa pra editar que até parece que estou lendo um daqueles emails que circulam na internet tipo “pérolas do Enem”. Pra você terem ideia, li um assim: “o objetivo do evento é fazer com que as mães estimulem seus filhos a se apropriar do patrimônio público”. Hein? Como assim??? Escola de ladrões? Tá bom, então.
E os tempos verbais? Pobres tempos verbais... minha sexta-feira terminou com esse “o seminário está acontecendo em (...) e o tema do evento foi (...)”. Oi? Pelo amor de Deus...
Tem coisa pior. Acreditem, tem sim. O que pode ser pior do que ler duas páginas de uma matéria e ao final dela não saber coisas básicas como o que era o evento ou em que local ele aconteceu? Pois é. Já aconteceu comigo. Li duas laudas e terminei sem saber do que se tratava. É, simplesmente, ignorar a lição mais básica do jornalismo, o lead: quem, quando, como, onde e porque.
E quando, no texto, tem informações diferentes sobre a mesma coisa? Tipo o nome do evento, por exemplo. Já li coisas assim também. No mesmo texto o evento tinha três – eu disse três – nomes diferentes.
Não entendo o que acontece. Por que uma pessoa que não gosta de ler e não gosta de se informar ingressa numa faculdade de jornalismo? Ingressa, se forma e vai para o mercado. Aí gente como eu, comprometida com a profissão, tem eu aguentar trabalho mal feito. Ninguém merece. Ninguém merece conviver com mediocridade, má vontade, preguiça e dispersão. Mas faz parte. Na vida a gente só escolhe mesmo amigos e companheiro. Colegas de trabalho não. Estes nós temos que engolir, gostando ou não. Faz parte do exercício diário de amadurecimento pessoal e profissional. Mas que há dias em que eu queria ter colhões... ah, isso há. =P

PLÁSTICA
Agora vou situar vocês sobre a minha recuperação da cirurgia plástica. Amanhã (14) completo um mês de operada. Já terminei as sessões de drenagem linfática e estou de alta. Já posso dirigir, mas não estou liberada para carregar peso nem para fazer atividades físicas. Já estou livre do modelador e do sutiã cirúrgico. De acordo com a minha fisioterapeuta em breve a prótese vai baixar e o peito ficará no formato definitivo. Dr. Pita disse que estou me recuperando muito bem. Passou uma pomadinha pra clarear mais rapidamente as cicatrizes, super em conta, R$ 140,00 uma bisnaguinha de nada. “É a melhor do mercado”, afirmou. Ele disse, eu acredito, mas não dá pra mim. Caro demais.
Em linhas gerais me sinto muito bem. Sem edemas já vejo com mais clareza como vai ficar minha barriga. Conclusão: o caminho é longo mesmo. Apenas comecei a trilhá-lo. Mas tudo bem. O final do arco-íris já foi mais longe.
O que está me detonando é a falta de ânimo. Não sei se foi a anestesia (o médico diz que não) ou se foram os 15 dias de licença. Mas ando extremamente preguiçosa e sonolenta. Espero que minha disposição volte logo, afinal vou entrar de férias! E, pelo menos pras férias, quero estar com toda disposição do mundo, hahahahaha.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Olá, meu nome é seroma!

no dos outros é refresco
Acabou-se o que era doce. Minha licença médica terminou na segunda-feira e já voltei, com tudo, para os meus trabalhos 1, 2 e 3. Mas entendam, eu não achei ruim. Pelo contrário. Eu estava profundamente entediada em casa, pois licença médica não é férias. Além do mais não sou de fazer corpo mole não. Quinze dias tá de bom tamanho. Mas claro que voltei só quando dr. Pita disse que dava. Desde que eu não dirigisse, não me abaixasse, não pegasse em coisas pesadas ou fizesse qualquer outro tipo de estripulia que prejudicasse a minha cirurgia. Então estou pagando de dondoca, circulando de motorista pelas ruas da cidade. Chique, não?
Mas é claro que voltar à rotina depois de duas semanas em casa não é fácil. Estou sonolenta e meio... slow motion. Câmera lenta geral. Mas acho que é normal. Não pela anestesia ou nada parecido, mas apenas por ter ficado dias e dias sem ter hora pra acordar - apenas a hora em que meu filho Renato resolvia jogar algum dos bichos de pelúcia na minha cabeça.
Continuo fazendo as drenagens linfáticas. As sessões terminam na semana que vem. E está tudo bem comigo, minha cicatrização está perfeita, o inchaço está praticamente nada, o peso já normalizou novamente (75 kg - cheguei a 79,8 depois da operação) e as próteses estão lindamente se acomodando nos meus peitos. Mas eis que fui apresentada a mais uma das coisas que pode acontecer com as pessoas que fazem cirurgias plásticas: o seroma. Seroma, encontrei num site bacana, é "uma coleção líquida com o aspecto e composição semelhante ao plasma, que pode se acumular em espaços abaixo da pele no pós-operatório de cirurgias". Tradução: é um líquido que junta por baixo da pele que foi descolada. Como ele sai? Com uma punção. Punção é quando enfiam uma agulha imensa em você para retirar algo, no caso, o tal líquido. Em outro site, tão bacana quanto o primeiro, li que "se o seroma não for devidamente tratado pode haver a necessidade de realizar uma nova cirurgia para a retirada de todo o líquido e tratar a região endurecida". Pô... falei pra dr.Pita: "mete bronca aí, rapaz". "Não vai doer", disse ele. Doer não doeu, até mesmo porque não recuperei a sensibilidade da área operada ainda. Mas levar agulhadas não é nada - nada - legal. Ainda mais se levarmos em consideração a bitola das agulhas utilizadas em punções. 
O meu seroma tinha uma característica bem legal. Ele ficava passeando na minha barriga, verticalmente, do umbigo até abaixo da linha das mamas, local onde começa o corte da cirurgia. Eu apertava no umbigo, ele subia. Apertava em cima, ele descia. Mó legal. Legal e estranho, vai. Lembrava os escaravelhos do filme A Múmia. Mas tudo bem. Ele, o seroma, já foi embora, mas dr. Pita me informou que ele pode voltar. Para evitar que ele volte estou usando a cinta embaladora a vácuo, pois ela faz com que a pele que foi descolada cole mais rápido. Também, né? A vácuo! Humpf!!
Mas nada disso me desanima não. Estou tão empolgada com a minha repaginação que até já marquei a próxima cirurgia: 2 de março de 2012. Logo depois do carnaval. Entrarei na faca para arrumar braços (dermolipectomia braquial) e costas (torsoplastia). A crural (coxas) vai ser a última, lá pra outubro, creio. Tudo, como diz dr. Pita, "vai depender da sua recuperação". Se depender apenas disso... faço amanhã mesmo, hahahahaha.
Outro detalhe é que a - digamos assim - área de lazer já foi liberada. Na verdade dr. Pita me liberou sob pressão na última quinta (27) e eu - obediente que sou - desci pra o play no mesmo dia. "Tenha cuidado", alertou ele. "Esquenta não", respondi. "O gatinho é da área de saúde", completei. Confesso que não foi muito tranquilo não. Dá um medinho, sabe? De rasgar o corte, de bater no peito, ou qualquer outra coisa. Eu, quando sou convidada pra uma festa, gosto de ir à festa, se é que vocês me entendem. E eu fui à festa, mas sem muito glamour. Já na segunda festa, três dias depois, cheguei com toda pompa e circunstância, como manda o figurino, hahahaha.
A cada coisa que faço depois da cirurgia, na verdade penso assim desde que fiz a bariátrica, deixa mais claro que perdi muito tempo sentindo medo. Antes de reduzir o estômago eu tinha medo, por exemplo, de nunca mais conseguir beber água! E tudo isso é lenda. Sim, eu bebo água. Cerveja, uísque e coca cola também. Sim, eu tenho vida sexual ativa. Sim, a minha vida mudou muito. Para melhor. =)