quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Minha casa, minha vida

de grão em grão...
Estou de licença médica. Quinze dias, prorrogáveis por mais quinze, dependendo da minha recuperação. Mas, graças a Deus, minha recuperação está ótima! Claro que ainda dói, né? Principalmente a parte da costura muscular, a pele já não incomoda tanto. É mais a coceira mesmo, que de acordo com a sabedoria popular é sinal de que tá sarando legal. Tenho certeza de que quando o dreno sair de mim a recuperação vai ser ainda melhor. Porque incomoda, viu? Hoje mesmo o cano entupiu. E não teve jeito de desentupir. Sem saber o que fazer, cortei um pedaço do cano. Funcionou. Mas agora ficou curto e a bosta da bolsa coletora fica batendo no meu joelho, além de repuxar ainda mais o acesso. 
Por falar em acesso, estava refletindo sobre a máxima de que tudo que entra... sai. Pois é. O dreno está do lado de fora mas está, também, dentro de mim. Mais ou menos um palmo dentro da minha barriga. E... tirar... tipo assim... dr. Pita vai puxar, né? Cara... essa vai ser uma daquelas experiências inesquecíveis. Negativamente inesquecíveis. Putz!
Mas eu queria mesmo era falar sobre esse ócio produtivo que está sendo a minha licença médica. Estou aproveitando para me organizar economicamente. Isso quer dizer que estou fazendo planejamentos financeiros. Estou planejando a realização do sonho da casa própria!!! Isso! Estou colocando no papel o projeto Kiki - Minha Casa, Minha Vida. O que isso quer dizer? Que já fiz um monte de contas e já sei de tudo que terei que abrir mão para poder economizar o bastante para começar a sonhar em ter meu cantinho de novo. 
Economizar é, pra mim, sinônimo de renunciar. Renunciar às coleções Arezzo, às massagens relaxantes, às cafeterias no final da tarde, aos rodízios de sushi frequentes, blá, blá, blá. Mas quando temos um objetivo que queremos alcançar, vale a pena abrir mão de algumas coisas. Basta pesar o que é mais importante. E, acreditem: ter minha casa é muito importante. 
Meu compadre é economista. E organizado financeiramente. Muito organizado mesmo. E ele me diz sempre que esse negócio de casa própria é coisa de classe média assalariada. Que uma pessoa sábia deve ter investido o montante suficiente para comprar um imóvel, mas não deve comprar. A segurança vem do dinheiro que está guardado, que também é um patrimônio, assim como o imóvel. Só que não há impostos a pagar, não há depreciação, et cetera. Já o dindim... bom, dindim é dindim, né? A possibilidade de erro investindo em guardar grana é mais remota. 
Eu acho que tem lógica o que ele diz. Pensa bem. Tem sim. Mas aí vem o outro lado. O lado de ter uma casinha sua, na qual você pode derrubar a parede que quiser, colocar um vaso sanitário na sala, se assim quiser, pregar a mesa no teto, se for da sua vontade. É. Tentador. Mas, como estou ainda na fase de planejamento, não vou me preocupar com isso agora. Vou começar a engordar minha poupança e fazer como Scarlet O'hara em E o Vento Levou... "amanhã eu penso nisso". O importante nesse caso, aliás, o importante em tudo nessa vida é dar o primeiro passo. Ter uma meta e traçar uma estratégia para cumpri-la. O resto... se encaixa na sequencia. 
Vale ressaltar que eu sonho em ter minha casa de novo há algum tempo. Na verdade acho que desde o momento em que devolvi a chave na imobiliária, hahahahhaa. Mas essa minha vibe de organização pra botar as coisas pra moer, tipo fazendo planilha, planejamento financeiro, economia, fazer os três questionamentos antes de comprar (eu quero mesmo? eu posso pagar? eu preciso mesmo disso?), pedir desconto, entre outras coisas, devo ao gatinho. O mérito é todo dele. De tanto me pentelhar dizendo que eu gasto demais, que eu sou desorganizada, blá blá blá, o discurso terminou sendo devidamente assimilado. Pronto, gato. Ponto pra você. E pra mim também, né? Ponto pra gente, então. =)

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