quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Drenando o meu bom humor

de galinha à torta de frango. foco no resultado!
Hoje eu vou tirar o dreno. Estou muito, muito feliz. O dreno é, realmente, um troço muito chato. Aliás, tenho certeza que na porta do inferno tem um diabinho vestido de médico enfiando drenos nas pessoas que vão entrar. Ainda bem que eu não vou pra o inferno. Aff... 
O dreno, pensava eu, estava mais ou menos um palmo dentro de mim. Não é bem assim. É uma mangueira grande mesmo, acho que quase um metro, toda furadinha (para recolher os líquidos), com uma puta ponta de ferro (que não sei pra que serve). Só de pensar na agonia que vai ser pra esse trem sair de dentro de mim tenho calafrios. Minha vontade é tomar duas lapadas de jurubeba e chegar anestesiada no consultório. Mas não dá pra beber ainda. Corta o efeito do tylex. Saco!
Mas em linhas gerais estou bem. Menos dolorida, conseguindo andar mais ereta. Estou menos inchada também, muito embora as minhas calças tamanho 42 não estejam fechando. "Você ainda está inchada, Anna", diz a fisio Milena. É, é verdade. E pra completar, menstruei. Menstruação já corresponde normalmente a inchaço. Logo, estou duplamente inchada. Legal, né? 
Pra completar, o inchaço veio acompanhado da sensibilidade excessiva e vulnerabilidade, coisas normais nesses dias do mês. Chorei um sem número de vezes de segunda-feira pra cá. E o choro fez com que o meu nariz entupisse e, pra quem não sabe, assoar o nariz cirurgiada é terrível! Nada comparado com espirrar e vomitar, mas é doloroso também. O fato é que essas alterações hormonais são um saco! Mulheres ficam, mensalmente, reféns dos hormônios. Ok. C'est la vie.
Mas vamos mudar de assunto antes que eu comece, novamente, a chorar (entupir o nariz, blá, blá, blá...).
Vamos falar agora sobre descobertas. Estou, aos 38 anos, descobrindo o meu corpo. Como já falei outras vezes, é a primeira vez na vida que não tenho barriga. A cirurgia tirou a barriga quebrada, mas eu acho que quando a gente entra nessa de plástica fica pensando que vai sair da sala de cirurgia parecida com Gisele Bündchen. E, realmente, não é bem assim. Dr. Pita tinha me dito que o estrago, digamos assim, era muito grande no meu corpo. Que não ia conseguir arrumar tudo de uma vez. Pra completar, quando ele me abriu, encontrou duas hérnias. Bom profissional que é, ele as fechou. Mas ao fazer isso diminuiu o tempo que tinha para fazer a parte estética. A decisão foi correta e eu sou grata por isso. Mas eu queria mesmo era que cirurgia plástica fosse como uma máquina mágica de filme, como em A Fuga das Galinhas, que a penosa entra viva de um lado do equipamento e saí, do outro lado, já como torta de frango. 
Mas a vida não é filme, né? Aprendi essa lição com Hebert Viana, lá na década de 80. Mas acho que só agora comecei, de fato, a entende-la. Por exemplo: as dobras das costas continuam lá, firmes e fortes. Menores, mas lá. Cintura? Ainda não tem. Essas duas coisas serão corrigidas na cirurgia das costas, imagino. Só de pensar me dá uma preguiça... "a vida não é filme, você não entendeu..."
O caminho é realmente longo. Longo e difícil. Cirurgia é sempre um risco, né? Anestesia, coisa e tal. Mas não tenho medo. Se o caminho é esse, mesmo longo e difícil, vou cumpri-lo. Da melhor maneira que eu puder. Na redução de estômago foi a mesma coisa. Nos primeiros momentos eu achava que não tinha surtido efeito, pois a perda não era no ritmo que eu esperava. Mais uma vez sonhado com a máquina mágica da Fuga das Galinhas... E hoje tenho certeza que a bariátrica foi a segunda melhor coisa da minha vida (primeira = Renato). Isso quer dizer que quando o inchaço diminuir, o corpo assentar, a menstruação passar e os hormônios voltarem para o lugar tudo vai ser lindo e maravilhoso de novo. É uma escada, né? Longa escada da qual estou apenas no segundo degrau. 
E como estou melancólica hoje, me despeço com os versos da música Mais Uma Vez, de Renato Russo. Acreditar que o sol vai voltar amanhã é uma excelente coisa. Aproveitem. 

Mais uma Vez
(Renato Russo)



Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende

Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.

Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende

Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

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