sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Voltando para o começo de tudo...


buscando o pote de ouro do final do arco iris
Tá. Tô feliz e contente com o resultado da minha redução de estômago. Perdi 60 kg, ora bolas! Sucesso? Mais que absoluto, até para o meu médico, o carrancudo dr. Valter França. Mas quem pensava – assim como eu – que o pior já tinha passado se engana. Começa uma nova etapa do processo: as correções de pele. Ou talvez vocês conheçam o procedimento pelo nome técnico: dermolipectomia. Dermo = pele, lipo = gordura, tomia = retirada. Está lá, no rol de procedimentos da ANS, que os planos são obrigados a cobrir as dermolipectomias, desde que haja indicação clínica.
Não é segredo para ninguém algumas coisas da minha vida. Tenho 38 anos, sou branca como uma vela, tenho um filho e quando me submeti à gastroplastia, aos 37 anos, pesava 135 kg. Ao longo da vida engordei e emagreci muito e fui vítima do tal efeito sanfona, o que deixou a minha pele, juntando a todos os demais fatores que elenquei acima, ainda mais flácida. O resultado de uma perda de peso tão grande e tão rápida não poderia, de fato, ter sido outro. Ostento barriga, braços, mamas, coxas e costas em avental. É, sharpei. Hahahahahaha.
Claro que quando atingi a minha meta de perda de peso comecei a me movimentar para fazer as correções. O meu plano de saúde, o Excelsior, oferecia três profissionais credenciados para cirurgias plásticas reparadoras. No momento não vou citar os nomes dos médicos, mas vou contar as histórias de cada um deles. No primeiro, quando liguei para marcar a consulta, fui questionada pela atendente sobre o objetivo da visita. Ao informar o motivo – reparação decorrente de gastro – ela me disse que ele não trabalhava com esse tipo de paciente.
Marquei o segundo médico. Badaladíssimo, aliás. Soube que ele faz barrigas sensacionais. Na consulta ele me disse que eu tinha que perder mais peso. Perguntei: “quanto?”. Ele fez uma conta lá e me mandou perder mais 15 kg. Voltei lá dois meses depois, com 10 kg a menos. Ele disse que ainda não era o suficiente. Expliquei pra ele que tinha feito um teste chamado bioimpedância, que trata-se de uma medição dos pesos de cada massa do corpo: massa óssea, massa muscular, blá blá blá. De acordo com o teste o meu peso ideal é 75 kg (meu peso atual) e, por medir cada massa separadamente, é mais preciso que o IMC, que é apenas um cálculo baseado em peso x altura. Ele disse que a bioimpedância servia mais para homens (???) e que existe um padrão de segurança internacional de cirurgia que diz que apenas pacientes com IMC abaixo de 25 podem ser operados com menos riscos. Bom, para atingir o IMC 25 eu precisaria perder mais 7 kg. Como? Não tenho mais o que perder! Como eu disse antes, até o meu carrancudo cirurgião está feliz e contente comigo. Enfim...
Parti, então, para o terceiro – e último – médico credenciado. Esse foi o pior. Ao me perguntar o motivo da visita e ser informado suas feições se transformaram. Ele disse que trabalhava, apenas, com pacientes “normais” e que, pela Excelsior, fazia apenas retirada de sinais.
Parti, então, para o plano B: consultar médicos particulares. E, claro, consultar advogados sobre os meus direitos em relação aos custos das cirurgias – que são, a propósito, caríssimas! Consultei dois médicos, peguei laudos e orçamentos, juntei a um parecer gineco-dermatológico e a um laudo da minha terapeuta, preparei uma carta para o plano e dei entrada na sede. No documento fui bastante clara em relação a uma coisa: com os médicos credenciados por eles, não faço nem a pau! O argumento é simples: não vou colocar a minha vida nas mãos de profissionais que não me trataram bem. Fato.
É isso. Agora é esperar. E torcer que tudo se resolva administrativamente. Partindo para a justiça a tendência é que as coisas fiquem mais complicadas. Mas tenho fé. E perseverança. E muita, muita determinação. Com esses três elementos tenho certeza de que vou conseguir tudo que eu quero. E vou.

3 comentários:

  1. Kiki, o q dizia no comentário q não chegou foi mais ou menos assim: q você vai conseguir, sim. Que os planos não cuidam da saúde dos seus clientes e são um abuso e servem pra os seus donos ganharem grana. E que você tenha perseverança. Estou na torcida!
    Bjo
    Lygia

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  2. É um absurdo a forma que alguns médicos atendem seus pacientes, pior ainda é a negligência dos planos de saúde e a falta de atenção com os clientes. Vc vai conseguir sim, Kiki! Faça valer seus direitos!

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  3. É isso aí, já diziam Seu Jorge e Ana Carolina. Você vai conseguir, sim, seja na amizade ou na marra. E aí tu mostra pra esses médicos e pra o plano de saúde quem é mesmo que tem direito por aqui, não é?
    Beijo!
    Anne Nunes

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