segunda-feira, 19 de setembro de 2011

The bucket list

Jack Nicholson, saltando de paraquedas,
no filme Antes de Partir (2007).
Tá na minha bucket também.
Você já ouviu a expressão bater as botas? Bater as botas quer dizer morrer, ir dessa para uma melhor. Em inglês bater as botas é to kick the bucket. Daí surgiu a bucket list, que nada mais é do que uma lista de coisas que gostaríamos de fazer antes de morrer.
Eu nunca tinha pensado nisso, sabe? Lista de coisas para fazer antes de morrer. Mas há alguns anos, depois que descobri que sofria de hipertensão severa (que passou para leve depois da redução de estômago) resolvi que ia viver minha vida intensamente, aproveitando cada oportunidade e realizando algumas pequenas coisas. Ou grandes coisas. Whatever. Segmentei a minha bucket list. Na lista de aventuras a fazer antes de partir elenquei várias coisas, das quais já cumpri algumas. A ver:  
(x) voar (parapente)
(x) velejar
(x) rally
(x) rapel
(x) tirolesa
(x) rafting
(x) banho de cachoeira
(x) mergulhar (apneia)


acreditem: sou eu
Mergulhar de cilindro era um dos itens da minha bucket list. Mas, por conta da pressão alta, eu não podia nem sonhar em fazer. Fiz planasub em Noronha e flutuação em Bonito (MS). Mas mergulhar, mergulhar... de cilindro... nunca. Nunca até o último sábado. Sábado foi o meu batismo. Aconteceu em Porto de Galinhas. O dia não estava ensolarado e a água estava turva demais, na verdade nem parecia Porto. Mas o que importa mesmo é que eu fiz uma coisa que sempre quis fazer: mergulhei. Eu adoro água. Natação é o meu esporte. Mas mergulhar é diferente. Me apavorei lindamente, assim que me vi cercada de água por todos os lados, tendo que controlar a respiração, realizando-a apenas pela boca. Meus ouvidos doeram alucinadamente, há apenas 6 metros de profundidade. O cara da operadora nem ensinou a manobra de descompressão, esses mergulhos em Porto, os "batismos", são feitos meio a toque de caixa, sabe? Muita gente, pouca orientação. Se não fosse pelas dicas que tive em Noronha quando fiz o planasub e as orientações do gatinho antes de cairmos na água provavelmente agora eu estaria com os ouvidos estourados.  Mas mesmo assim consegui relaxar. Fechei os olhos e me deixei levar. Não vou mentir pra vocês e dizer que aproveitei loucamente, pois não é verdade. O medo foi grande e estava muito frio (talvez até maximizado pelo medo grande), mas o que valeu de fato foi a minha superação. Me apavorei mas respirei fundo (pela boca, lógico, hahahahaha) e segurei forte da mão do gatinho, que estava ao meu lado. Quero fazer novamente um mergulho com cilindro, mas em outro lugar agora. Talvez em um naufrágio ou até mesmo em Noronha. Ele, o gatinho, tem mais de 500 horas de mergulho e quando ele descreve a sensação de um mergulho “de verdade” meu pensamento voa longe... E penso: vou fazer isso. Quero sentir isso também. Mas, enquanto não rola, já posso marcar um “x” em mais um item da minha bucket list:
(x) mergulhar (cilindro)

Um comentário:

  1. A primeira vez que mergulhei de cilindro achei muito doido. Cara, respirar embaixo dágua... foi uma piscina de escola d enatac'~ao q tb era escola d emergulho. tb achei massa. Tb me apavorei, mesmo na segunda vez, em Noronha. A agua lá é tão transparente que parecia que estava voando. Como tenho medo de altura, fodeu....
    Mas é bom, muito bom. Go ahead.

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