quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Stripper

mais vista do que vitrine da Tiffany
Amanhã, 29 de setembro, está marcada a perícia do meu plano de saúde para dar o parecer sobre as cirurgias plásticas reparadoras que quero fazer por conta do efeito sharpei provocado pela grande perda de peso que tive com a redução de estômago. Sinceramente isso tudo está mais para uma saga do que uma cirurgia. Explico: já falei antes aqui no blog que o meu plano de saúde oferecia três médicos na área e nenhum deles quis me operar. Procurei dois cirurgiões por conta própria, peguei laudos e encaminhei para o plano, solicitando que o mesmo solucionasse o problema. Eles me ligaram e me mandaram ir a um outro cirurgião plástico para que ele me avaliasse e para que eu visse, também, se ele era do meu agrado. Curti muito o cara. Novinho, desenrolado e, pelo que eu soube, responsável por lindas barrigas (uhuuuuuuuuuuu). Tudo bem. Ele, o médico do plano, atestou o que os outros dois já haviam dito: sharpei! Então saí do consultório com uma guia de internação e um parecer do médico que a própria Excelsior indicou para dar entrada no procedimento. Resultado: mais dez dias, úteis, de espera, pois esse é o prazo que os planos têm para dar retorno sobre procedimentos cirúrgicos eletivos (que não são de urgência). No final do sétimo dia, terça, 27, recebi uma ligação deles marcando uma perícia (de novo???????) para o dia 29, ou seja: um dia antes do prazo final. Tudo bem. Lá vou eu amanhã, linda, loura e ainda flácida fazer a tal perícia. O problema todo desse longo caminho que estou percorrendo é a quantidade de vezes que estou sendo obrigada a tirar a roupa para estranhos. Tirar a roupa para o gatinho, por exemplo, não é nada demais pra mim. Mas estranhos? Putz! São médicos, tá. Mas faz a conta aí comigo. Cirurgiões plásticos: dois do plano, dois particulares, o da perícia = 5. Ultrassonografia de abdome, parede abdominal e mamas = 1. Mamografia = 1. Ah! Não esqueçamos do fotógrafo do Foto Beleza, que além de ver ainda documentou a minha nudez. Total: oito pessoas, até agora. Isso, OITO. Já está virando piada e daqui a pouco vou criar uma coreografia pra já chegar no consultório tirando onda antes de tirar a roupa! Chego no trabalho e minhas amigas perguntam qual médico vai me ver pelada hoje.  Desse jeito meu peito e minha barriga vão virar domínio público! Vox populi, vox Dei? Comigo não! Ah, ninguém merece. Tomara que amanhã tudo se resolva da melhor maneira junto ao plano, pois gostaria muito as coisas ficassem na esfera administrativa. E espero que eu não precise ficar pelada pra mais nenhum desconhecido. Afinal com quase 40 anos, 60 kg a menos... só com photoshop, né?  Hahahahahaha. Torçam aí por mim!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cenas da vida real, parte 2

Essa aconteceu comigo, há tempos atrás, quando eu era estagiária no Banco Central do Brasil, que à época funcionada na rua Siqueira Campos. Eu estava tinha ido aos Correios, ali na av. Guararapes, rua da frente do Bacen, fazer algo que não me recordo o que era (possivelmente postar uma carta). Enquanto eu aguardava na fila percebi que havia uma moça sentada, com uma prancheta, preenchendo um formulário de alguma coisa. Ela tinha uma expressão de dúvida e sofrimento, como se algo a perturbasse terrivelmente. Fiquei olhando pra ela e ela continuava mirando o papel com aquela cara de interrogação. Eis que ela percebe que estou reparando nela. Aí ela me chama, timidamente. Vou lá e digo, solícita:
- "pois não?"
- moça, em que região nós estamos?, pergunta ela. 
- "como?", digo.
- "a nossa região. É Nordeste, né?", indaga a moça. 
- "é sim", respondo. "Mas por que você está perguntando isso?", questionei, curiosa, pois já tinha preenchido vários formulários e nunca tinha visto um item "região" em nenhum deles. 
- "é aqui, ó", mostrou ela. 
Olhei para o papel e no local para onde ela apontava com a ponta da caneta li RG. Me controlei para não ter uma síncope na frente dela enquanto explicava que RG quer dizer, na verdade Registro Geral, ou seja: identidade. Ela me olhou, incrédula, e perguntou: 
- "é?"
- Né?, respondi. 
Ai, ai... algumas coisas só acontecem comigo... =)  

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Tudo passa, tudo passará...

tudo passa. inclusive o ferro.
Algumas coisas deveriam durar mais. Coisas como o sabor de uma comida maravilhosa, que some rapidamente da nossa boca e fica armazenado apenas no nosso cérebro. Mas sabor é algo que deve ser sentido, não apenas lembrado. Logo, concluo que sabor é uma das coisas que deveria durar mais. Afinal, o sabor mexe com alguns dos sentidos: paladar e olfato. Dependendo do que estamos comendo mexe também com a visão e com o tato. E tudo aquilo que mexe com os nossos sentidos tende a ser extremamente prazeroso, principalmente quando estamos falando de toooooodos os sentidos... mas não é sobre isso que quero falar hoje. Hoje eu quero falar sobre as coisas que passam na nossa vida. E que depois que passam mesmo, depois que passa o luto pela perda de tal coisa, percebemos que na verdade foi bom que tenha passado, muito embora na ocasião da perda achássemos que não seríamos capazes de sobreviver sem aquela coisa. É incrível como não nos damos conta, quando estamos no olho do furacão, que aquilo que achamos tão legal não é, de fato, tão legal assim. Isso acontece em vários aspectos: pessoal, profissional... Pessoal, por exemplo. Às vezes estamos tão envolvidos em um relacionamento que não percebemos que ele nos faz mais mal do que bem, e não adianta os alertas externos: nós simplesmente não enxergamos!!! E é assim também no trabalho. Nos dedicamos e nos entregamos tanto, nos submetemos tanto que terminamos achando que somos insubstituíveis. E quando percebemos que não somos... a queda é grande. Aconteceu comigo há pouco tempo. Estava num trampo muito legal. Eu ralava feito uma louca, mas adorava. Adorava tanto que não me dava conta de que estava passando dias sem dormir. Dias sem comer direito. Dias sem ver meu filho. Mesmo assim eu achava o máximo, pois eu acreditava muito naquilo tudo. E acreditava, principalmente, que eu era importante para o processo. Quando tudo terminou, eu sofri. Fui ao fundo do poço. Me martirizei e pensei no que fiz de errado para ter perdido o que eu achava tão bom. Tentei reverter, sem sucesso. Hoje percebo que estou muito, muito melhor. Engulo menos sapos, ganho mais, durmo e como melhor, passo mais tempo com o meu filho e com os meus amigos. Olhando pra trás sinto como se estivesse vendo uma foto minha nos anos 80, de saia balonê e suspensório. Não canso de me perguntar como tive coragem de vestir aquilo (tentem me imaginar adolescente, gorda, de balonê e suspensório...). É a mesma coisa, entendem? De tudo isso só posso concluir que tudo, de fato passa. No tempo que tem que passar, passa. Precisamos, como bem me ensinou meu amigo, o pr. Martorelli, "chorar os nossos mortos e viver o nosso luto". As coisas passam, as experiências ficam. E são elas, que na verdade, valem a pena. Finalizo deixando pra vocês a música da qual tirei o título do post de hoje: Metal Contra as Nuvens, de Renato Russo / Dado Vila Lobos / Marcelo Bonfá. A letra é grande, mas vale a pena ler e, principalmente, apreciar. Enjoy

Metal Contra as Nuvens
(Legião Urbana)

I

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...

III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

IV
- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Homem do Futuro

"não foi tempo perdido. somos tão jovens..."
Ando bastante satisfeita com a recente safra de cinema nacional. De julho pra cá assisti Qualquer Gato Vira-lata, Cilada.com e O Homem do Futuro. Amei os três, morri de rir. O primeiro, com Cleo Pires e Malvino Salvador, é uma delícia de filme. Me identifiquei demais. Me arrisco a dizer, inclusive, que toda mulher se identificou com a história. Pelo menos com alguma parte, nem que seja aquela de mofar ao lado do telefone esperando por uma ligação que não vem nunca. Já Cilada.com me levou às gargalhadas. Eu acompanhava a série Cilada no Multishow, e virei fã de Bruno Mazzeo desde então. Ele  me faz rir pelo simples fato de existir! Quando está atuando, então... nossa, me acabo! E ontem fui ver O Homem do Futuro. Mesmo reconhecendo ideias vindas de películas americanas como De Volta Para o Futuro, Peggy Sue – Seu Passado a Espera e Carrie, a Estranha, achei o filme muito, muito legal mesmo. Wagner Moura é o cara, né? Puts! Lindo, fofo e bom ator. Pra que mais, não é?  Aline Moraes não fica atrás, absurda de tão gata. Mas voltando ao enredo do filme, sei que não era nada original, como disse antes vi muita coisa que já tinha visto na sessão da tarde. Mesmo assim adorei. A história, entrelaçada pela música Tempo Perdido da Legião Urbana, me fez rir e chorar. Pensar e viajar. E o final feliz, que na real é o que todo mundo espera da vida, me lembrou que sempre há tempo para correr atrás da felicidade. E é assim mesmo que eu penso. E ajo. Afinal, quando estamos falando da nossa felicidade é mais importante agir do que pensar, não é verdade? Mas é isso, o filme vale a pena. Vi, gostei e recomendo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

The bucket list

Jack Nicholson, saltando de paraquedas,
no filme Antes de Partir (2007).
Tá na minha bucket também.
Você já ouviu a expressão bater as botas? Bater as botas quer dizer morrer, ir dessa para uma melhor. Em inglês bater as botas é to kick the bucket. Daí surgiu a bucket list, que nada mais é do que uma lista de coisas que gostaríamos de fazer antes de morrer.
Eu nunca tinha pensado nisso, sabe? Lista de coisas para fazer antes de morrer. Mas há alguns anos, depois que descobri que sofria de hipertensão severa (que passou para leve depois da redução de estômago) resolvi que ia viver minha vida intensamente, aproveitando cada oportunidade e realizando algumas pequenas coisas. Ou grandes coisas. Whatever. Segmentei a minha bucket list. Na lista de aventuras a fazer antes de partir elenquei várias coisas, das quais já cumpri algumas. A ver:  
(x) voar (parapente)
(x) velejar
(x) rally
(x) rapel
(x) tirolesa
(x) rafting
(x) banho de cachoeira
(x) mergulhar (apneia)


acreditem: sou eu
Mergulhar de cilindro era um dos itens da minha bucket list. Mas, por conta da pressão alta, eu não podia nem sonhar em fazer. Fiz planasub em Noronha e flutuação em Bonito (MS). Mas mergulhar, mergulhar... de cilindro... nunca. Nunca até o último sábado. Sábado foi o meu batismo. Aconteceu em Porto de Galinhas. O dia não estava ensolarado e a água estava turva demais, na verdade nem parecia Porto. Mas o que importa mesmo é que eu fiz uma coisa que sempre quis fazer: mergulhei. Eu adoro água. Natação é o meu esporte. Mas mergulhar é diferente. Me apavorei lindamente, assim que me vi cercada de água por todos os lados, tendo que controlar a respiração, realizando-a apenas pela boca. Meus ouvidos doeram alucinadamente, há apenas 6 metros de profundidade. O cara da operadora nem ensinou a manobra de descompressão, esses mergulhos em Porto, os "batismos", são feitos meio a toque de caixa, sabe? Muita gente, pouca orientação. Se não fosse pelas dicas que tive em Noronha quando fiz o planasub e as orientações do gatinho antes de cairmos na água provavelmente agora eu estaria com os ouvidos estourados.  Mas mesmo assim consegui relaxar. Fechei os olhos e me deixei levar. Não vou mentir pra vocês e dizer que aproveitei loucamente, pois não é verdade. O medo foi grande e estava muito frio (talvez até maximizado pelo medo grande), mas o que valeu de fato foi a minha superação. Me apavorei mas respirei fundo (pela boca, lógico, hahahahaha) e segurei forte da mão do gatinho, que estava ao meu lado. Quero fazer novamente um mergulho com cilindro, mas em outro lugar agora. Talvez em um naufrágio ou até mesmo em Noronha. Ele, o gatinho, tem mais de 500 horas de mergulho e quando ele descreve a sensação de um mergulho “de verdade” meu pensamento voa longe... E penso: vou fazer isso. Quero sentir isso também. Mas, enquanto não rola, já posso marcar um “x” em mais um item da minha bucket list:
(x) mergulhar (cilindro)

sábado, 10 de setembro de 2011

Cuide bem do seu amor

prevenir é melhor que remediar
Tem um filme água com adoçante que eu gosto deveras. Trata-se de 50 First Dates, que no Brasil ganhou o título de Como se Fosse a Primeira Vez. A história é sobre o amor de Adam Sandler por Drew Barrymore. Ela, devido a um acidente de carro, sempre que dorme e acorda no dia seguinte esquece do que aconteceu no dia anterior, pois toda a memória dela é até o dia do desastre. Enfim. O fato é que ela o conhece depois do acidente e, por conta disso, a cada 24 horas passadas esquece dele. Mas ele se apaixona por ela. E, diariamente, tem que conquistá-la. Todo dia ele se supera e inventa mil maneiras de fazer com que ela se apaixone. Imagina só que legal: todo dia você se apaixona pela mesma pessoa. Bacana, né? 
Deixando a filosofia de sessão da tarde de lado, essa coisa de se apaixonar todo dia pela mesma pessoa é o sonho de consumo de qualquer relacionamento. Se apaixonar todo dia pelo parceiro deve ser a fórmula para encontrar a felicidade a dois e fazer essa felicidade dure... o quanto tiver que durar (que seja eterno enquanto dure e que dure para sempre). 
E como fazemos para manter a chama da paixão acesa e cada dia mais alta? Ah, amigos... essa é a resposta que vale 1 milhão. Mas eu acho que tem pequenas coisas que podemos fazer para manter acesa essa chama sim. Como? Cuidando do amor. Cuidar do amor parece fácil, mas não é. Afinal, depois da magia que envolve o começo da relação, aqueles defeitinhos, que antes eram fofinhos, passam a ser insuportáveis. Mas, como diz a Bíblia, o amor é tolerante. E tem que ser mesmo. Cada pessoa tem suas características e não somos obrigados a gostar de todas elas. Mas se queremos manter o relacionamento, temos que aprender a aceitar algumas coisas. E tolerar. 
Pequenas coisas do dia a dia, que parecem basteiras, são cuidados com o amor. Demonstrações de carinho, prestar atenção ao que a pessoa fala, perceber detalhes como um corte milimétrico de cabelo. Tudo isso é zelo com o amor. As grandes coisas também são muito importantes. Confiança, respeito, fidelidade, companheirismo, amizade. Tudo isso é cuidado, meus amigos. E um amor bem cuidado trás consigo coisas maravilhosas, coisas como cumplicidade e intimidade. É uma delícia se entender apenas com o olhar. E isso só é possível quando temos cumplicidade e intimidade, não é? Resultado de um amor bem cuidado.
Mas cuidar bem do amor não é ser permissivo, não é isso que estou dizendo. Até mesmo porque quando gostamos de alguém verdadeiramente temos que dizer o que nos desagrada. Isso também faz parte do cuidado. Quando vamos deixando pra lá uma agulha vira uma lança. E a lança fere bem mais do que a agulha. Mas tem que ser feito como Herbert Vianna diz na letra da música que dá título a este post: "palavras duras em voz de veludo". Tradução: diga o que quiser, apenas saiba dizer. 
É isso. Termino meu post de hoje deixando um recado, que também está na letra da música, para os que querem manter o seu amor bem cuidado: "cuide de tudo que for verdadeiro, deixe tudo que não for passar". Aproveitem, então, os seus amores. E cuidem bem deles. Porque um amor CUIDADO não precisa ser CURADO depois. Mas isso é assunto para outro post... 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O primeiro beijo a gente nunca esquece

Bruno: padrinho
Em fevereiro deste ano, mais precisamente no dia 5, fui a um show de duas bandas que adoro: Biquini Cavadão e Capital Inicial. Eu, que esperei ansiosamente por uma apresentação do Capital no Recife, no dia do show não estava tão empolgada pra ir, pois tinha passado a tarde num evento, enchendo a cara. Minha amiga Mariazinha insistiu e eu fui, cheia de cerveja ruim na cabeça, vestida de qualquer jeito, com cabelos de doida. Quando chegamos no Chevrolett o Biquini já estava no palco. Procuramos, Mariazinha e eu, um lugar legal pra ficar. Não demorou para que eu me empolgasse. Bruno, o vocalista no Biquini, empolga até comatosos! Pois então. Fizemos novos amigos de infância e entrei no clima do show - pulando e cantando Vento, Ventania, sucesso do grupo dos idos dos anos 80. Em Múmias, música do Legião Urbana que está no set list do Biquini, percebi um carinha olhando para o nosso lado, certamente para Mariazinha, que estava toda fofa e linda, enquanto eu parecia uma maluca descabelada e suada. Ele estava de costas para o palco, olhando descaradamente, dançando de maneira engraçada. Fiquei tão constrangida com aquele olhar insistente que comecei a errar a letra nada romântica - total política - de Renato Russo que conheço tão bem: "errar não é humano, depende de quem erra, esperamos pela vida vivendo só de guerra...". Mariazinha vaticinou logo: "preeeeeego". Eu deixei pra lá e continuei dançando. Em um dado momento, vi o cara falando com Mariazinha. Ela, fofa que só, diz assim: "vai falar com a minha amiga ali, ela é melhor em fora do que eu". Ele não se fez de rogado. Chegou junto e perguntou, olhando para a coca cola na minha mão e apontando para a coca de Maria, se nós estavamos fazendo apologia ao imperialismo. A aproximação foi tão absurda que eu não tive outra reação: caí na gargalhada. E começamos a conversar. Terminou o Biquini, rolou o intervalo para a entrada do Capital e nós continuamos conversando. E, mais tarde, enquanto Dinho cantava, nos beijamos pela primeira vez. E hoje, sete meses depois, continuamos nos beijando. Só que o beijo de hoje é muito diferente. É melhor. É íntimo, cúmplice, apaixonado. E, na última terça, véspera de feriado, novo show do Biquini na cidade, dessa vez com o Kid Abelha. A diferença é que fomos juntos ao show, nada do acaso nos unir. E, ao som de Múmias, a música que estava tocando quando o vi pela primeira vez, trocamos beijos e beijos. E foi muito, muito bom. No local do nosso primeiro beijo nos beijamos novamente, demos mais alguns de muitos outros beijos que virão. Se Deus assim quiser e se for para nossa felicidade. E que assim seja. Amém.




Múmias
(Renato Russo)

Bem aventurados sejam
Aqueles que amam
Essa desordem
Nós viemos a reboque
Este mundo
É um grande choque

Mas não somos desse mundo


De cidades em torrente
De pessoas em corrente...

Errar não é humano
Depende de quem erra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...

Viemos preparados
Prá almoçar soldados
Chegamos atrasados
Sumiram com a cidade
Antes de nós
Mesmo assim
Basta esquecê-la
No outro dia
Transformando em lataria
Tudo que estiver
Ao nosso alcance...


Errar não é humano
Depende de quem erra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...


Chega de marra
Chega de farra
Chega de guerra
Quem nunca falha
Fala, erra
Sorte, joga
A primeira pedra
Aqui na terra
Bicho que pega
Fica violento
Meu raciocínio
Transformado
Em racionamento

Só que talento
É minha forma
De reprodução
Corta câmera, corta luz
Que eu continuo em ação
Aproveitando
Nossa liberdade de expressão
Renato Russo, eu, Suave
E o Biquini Cavadão...


Bem aventurados sejam
Os senhores do progresso
Oooooohhhhhhhhhhhhhhh!!
Esses senhores do regresso...


Errar não é humano
Depende de quem erra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...


Viemos espalhar discórdia Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra
Conquistar muitas vitórias
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra
Conquistar muitas derrotas
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra
Esperamos pela vida
Vivendo só de guerra...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Voltando para o começo de tudo...


buscando o pote de ouro do final do arco iris
Tá. Tô feliz e contente com o resultado da minha redução de estômago. Perdi 60 kg, ora bolas! Sucesso? Mais que absoluto, até para o meu médico, o carrancudo dr. Valter França. Mas quem pensava – assim como eu – que o pior já tinha passado se engana. Começa uma nova etapa do processo: as correções de pele. Ou talvez vocês conheçam o procedimento pelo nome técnico: dermolipectomia. Dermo = pele, lipo = gordura, tomia = retirada. Está lá, no rol de procedimentos da ANS, que os planos são obrigados a cobrir as dermolipectomias, desde que haja indicação clínica.
Não é segredo para ninguém algumas coisas da minha vida. Tenho 38 anos, sou branca como uma vela, tenho um filho e quando me submeti à gastroplastia, aos 37 anos, pesava 135 kg. Ao longo da vida engordei e emagreci muito e fui vítima do tal efeito sanfona, o que deixou a minha pele, juntando a todos os demais fatores que elenquei acima, ainda mais flácida. O resultado de uma perda de peso tão grande e tão rápida não poderia, de fato, ter sido outro. Ostento barriga, braços, mamas, coxas e costas em avental. É, sharpei. Hahahahahaha.
Claro que quando atingi a minha meta de perda de peso comecei a me movimentar para fazer as correções. O meu plano de saúde, o Excelsior, oferecia três profissionais credenciados para cirurgias plásticas reparadoras. No momento não vou citar os nomes dos médicos, mas vou contar as histórias de cada um deles. No primeiro, quando liguei para marcar a consulta, fui questionada pela atendente sobre o objetivo da visita. Ao informar o motivo – reparação decorrente de gastro – ela me disse que ele não trabalhava com esse tipo de paciente.
Marquei o segundo médico. Badaladíssimo, aliás. Soube que ele faz barrigas sensacionais. Na consulta ele me disse que eu tinha que perder mais peso. Perguntei: “quanto?”. Ele fez uma conta lá e me mandou perder mais 15 kg. Voltei lá dois meses depois, com 10 kg a menos. Ele disse que ainda não era o suficiente. Expliquei pra ele que tinha feito um teste chamado bioimpedância, que trata-se de uma medição dos pesos de cada massa do corpo: massa óssea, massa muscular, blá blá blá. De acordo com o teste o meu peso ideal é 75 kg (meu peso atual) e, por medir cada massa separadamente, é mais preciso que o IMC, que é apenas um cálculo baseado em peso x altura. Ele disse que a bioimpedância servia mais para homens (???) e que existe um padrão de segurança internacional de cirurgia que diz que apenas pacientes com IMC abaixo de 25 podem ser operados com menos riscos. Bom, para atingir o IMC 25 eu precisaria perder mais 7 kg. Como? Não tenho mais o que perder! Como eu disse antes, até o meu carrancudo cirurgião está feliz e contente comigo. Enfim...
Parti, então, para o terceiro – e último – médico credenciado. Esse foi o pior. Ao me perguntar o motivo da visita e ser informado suas feições se transformaram. Ele disse que trabalhava, apenas, com pacientes “normais” e que, pela Excelsior, fazia apenas retirada de sinais.
Parti, então, para o plano B: consultar médicos particulares. E, claro, consultar advogados sobre os meus direitos em relação aos custos das cirurgias – que são, a propósito, caríssimas! Consultei dois médicos, peguei laudos e orçamentos, juntei a um parecer gineco-dermatológico e a um laudo da minha terapeuta, preparei uma carta para o plano e dei entrada na sede. No documento fui bastante clara em relação a uma coisa: com os médicos credenciados por eles, não faço nem a pau! O argumento é simples: não vou colocar a minha vida nas mãos de profissionais que não me trataram bem. Fato.
É isso. Agora é esperar. E torcer que tudo se resolva administrativamente. Partindo para a justiça a tendência é que as coisas fiquem mais complicadas. Mas tenho fé. E perseverança. E muita, muita determinação. Com esses três elementos tenho certeza de que vou conseguir tudo que eu quero. E vou.