segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Eu vou, eu vou, pra escola agora eu vou...

Hoje foi o primeiro dia de aula do meu filho. O primeiro dia de uma longa vida escolar. Aos dois anos e seis meses Renato ingressou no maternal, pronto para começar sua jornada de colagens, pinturas e empilhamento de cubinhos. Renato é, realmente, uma criança adorável. Lindo, simpático, carinhoso. Claro que tem o dark side: genioso e teimoso. O neuropediatra disse que ele está bem, que não tem nada no juizinho dele e que o desenvolvimento está adequado. "Seu filho precisa de limites", disse ele em voz suave e olhar severo - olhar de quem estava me cobrando ser, de fato, mãe do pequeno Renato. Em miúdos: ele acha meu filho mal educado. E, independentemente da mamãe aqui ter que trabalhar muito pra sustentar o filhinho, claro que a culpa é minha. Sei que sou muito menos presente do que ele merece, mas não posso parar de trabalhar para ser mãe em tempo integral. É. É a realidade das famílias do século 21... Mães que são mães e pais, mães que têm dois, três trabalhos pra sustentar suas crias, mães quem vêem seus filhos apenas no final de semana. Aí fico pensando se o que vale é a quantidade do tempo ou a qualidade do tempo que passamos com os nossos filhos. Venho analisando o comportamento de Renato comigo, queria me assegurar de que ele me reconhece como mãe. E a resposta é... SIM! Mesmo com minhas ausências prolongadas, minha impaciência, minha pouca vocação maternal, é para mim o sorriso mais aberto que ele dá, é a minha voz de comando que tem mais força sobre ele, é o meu colo que ele busca quando quer dengo ou consolo. Dia desses levei um puxão de orelha por não passear muito com o pequeno. Aproveitei o meu recesso de julho e levei Renato para vários lugares, incluindo me acompanhar nas tarefas do dia a dia, como supermercado e farmácia. Ele, claro, amou. Mesmo não gostando se ser repreendida, reconheço que o puxão de orelha foi um bom alerta. Me diverti muito com Renato, saímos e brincamos, mil vezes perdi a paciência e juntei forças para encontrá-la rapidinho. Todo dia de noite, antes de dormir, peço a Deus sabedoria para lidar com Renato. E graças a Deus e aos puxões de orelha que levei estou lidando melhor com ele. E hoje, quando o vi entre as outras crianças na escolinha, sorrindo enquanto acenava pra mim, meu coração se encheu de tranquilidade. Acho que estou fazendo as coisas do modo certo. Fui buscá-lo também na escola, nessa primeira semana de aula quero levar e pegar todos os dias. Ao me ver meu pequeno abriu os bracinhos e correu para me abraçar, chamando "mamãe, mamãe". Me deu o melhor abraço do mundo. É. Tá tudo indo bem. Agora está.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

O que você tem a dizer sobre isso?