terça-feira, 26 de julho de 2011

Rehab: ela deveria ter ido

antes e depois
O mundo se chocou, no último sábado, com a notícia da morte de Amy Winehouse. Peraí... se chocou? Por que mesmo? Ela era conhecida não apenas pela poderosa voz com a qual cantava, mas também – e por que não dizer principalmente – pela vida desregrada que levava. Afundada até a tampa nas drogas e no álcool, Amy desmaiava em shows e esquecia as letras das músicas. Logo, não havia, de fato, motivo para choque. A morte era apenas uma questão de tempo. Uma carreira promissora, a julgar pela forma voz forte e pela personalidade que ela impunha às músicas, que acabou precocemente por um problema que está consumindo cada vez mais a nossa sociedade: o vício em drogas. De acordo com um produtor da MTV ela morreu em conseqüência de uma overdose de ecstasy, uma das coisinhas que ela usava além do crack e da heroína. Eu não conhecia muito do trabalho dela. Nem cogitei a possibilidade de ir ao show que aconteceu aqui no Recife em janeiro deste ano – apresentação que ganhou destaque nacional pela queda que Winehouse levou no palco. Mas do que conheço, como a famosíssima Rehab, acho legal. E a voz dela... nossa... um poder. Branca, Amy cantava como uma cantora negra de jazz. Sensacional! Lamento pela morte da moça, mas não por ela, pois acredito que ela escolheu o seu próprio caminho. Escolheu morrer cedo demais, assim como os seus companheiros do “clube dos 27”: Janis Joplin, Jim Morrison, Jimmy Hendrix e  Kurt Cobain, todos mortos por problemas com drogas e álcool. Mas pela família e também pelos fãs. Pelos fãs sim, por conta do legado que ela deixou. Legado este que não é composto apenas de discos e músicas, mas de exemplo. Quantas e quantas pessoas vão se mirar no que ela fez? Fico extremamente indignada quando alguém que é formadora de opinião, é uma pessoa pública, faz coisas que incentivam comportamentos nocivos. É um vício, eu sei. É, realmente, uma doença. Mas ao contrário do câncer, por exemplo, é uma doença que pode ser controlada pela vontade da pessoa. Basta, apenas, realmente querer. Demagogia? Não, não é. Eu, por exemplo, fumei durante 10 anos. Quando parei de fumar, por escolha e por promessa, fumava duas carteiras por dia. Meu pai foi do mesmo modo. Fumava muito e quando decidiu parar de fato, parou. Não sei se é mais difícil com drogas, mas vício é vício. Ou não é? Mas aí vamos falar de Ray Charles. Ele tinha graves problemas com drogas. Decidiu parar e parou. Muito massa isso. Pena que é a exceção à regra. A maioria termina mesmo é se destruindo na bebida e nas drogas. Eu, que sou mãe, me preocupo extremamente com coisas assim. Me preocupo em quem são as pessoas que meu filho Renato vai admirar e querer imitar. É. É preocupante de fato. Só me resta ser, pra Renato, uma pessoa saudável e equilibrada. Levá-lo à igreja, como tenho feito. Cercá-lo de pessoas boas e ambientes saudáveis. No futuro – que Deus me livre – se ele escolher um caminho diferente, pelo menos terei a consciência tranqüila de que fiz a minha parte (“ensina a criança no caminho em que deve andar” – PV 22:6). Mas Deus é muito bom. Tenho certeza que ele vai manter o meu pequeno no caminho certo, sem ilicitudes. Amém. E, para finalizar, deixo aqui uma frase de Saint-Exupéry, extraída do livro O Pequeno Príncipe, que me faz pensar que devemos mesmo nos preocupar com o que fazemos e que os outros vêem: “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Então pensemos, pois, no que representamos para as pessoas que cativamos. Tenho um primo que fez jornalismo por minha causa, inspirado em mim. Legal, né? Bom exemplo. Que sejamos assim, então. Bons exemplos para aqueles que nos admiram. Amém 2. 

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