sábado, 30 de julho de 2011

Rebolar ou bater, eis a questão

só o amor constroi
Estou há um mês fazendo dança do ventre. Eu nunca disse que era fácil. Não é. Exige muita força do corpo, além de concentração e coordenação motora. Eu, dos três, tenho apenas a força. A concentração se esvai sempre que alguém passa pela parede de vidro da escola. E a coordenação motora... bom, essa aí nunca foi - mesmo - o meu forte. Mas tenho uma qualidade: sou persistente. Então mesmo com extrema dificuldade de executar os delicados movimentos da dança do ventre, não desisti. Achei, até, que já estava mais suave. Só achei. Eis que conversando, antes da aula, com a professora, falando sobre as minhas dificuldades de coordenar os tais braços de serpente com o quadril rebolativo, ela sai com a pérola: "eu acho que você deveria fazer algo que desprenda mais energia, como o muay thai". Muay thai? Boxe tailandês?? Eu queria ficar com o jeitinho meigo de Jade, não o de Van Damme. Ela continuou: "não deixe a dança, pois você está melhorando muito, mas tente fazer também alguma luta, você vai ver como vai ser bom". Ah, tá. Ufa!! Pensei que eu era um caso perdido no quesito delicadeza, hahahahahaha. Fiz a minha aulinha de dança do ventre, treinei a respiração prânica e tentei, sem muito êxito, é bem verdade, isolar os pedaços do meu corpo, movimentá-los, e depois juntá-los coordenadamente. Bom... sem comentários. Pensei no que a professora, Michele, falou e fui procurar mais informações sobre o muay thai. Socos e pontapés. Tá. Segundo passo: procurar uma academia. Achei logo ali, no mesmo lugar onde faço natação, o Círculo Militar. Animada, peguei os horários e fui acompanhar uma aula, pensando que tinha achado o meu esporte. Maybe not... O que vi no ringue não me agradou em nada. Não se assemelhava às aulas de boxe executivo que fiz no passado, tampouco com o aeroboxe, muito menos com os filmes de kickboxing. Era só porrada entre pessoas muito suadas, sem nenhuma musiquinha tocando. Mas tá, esqueçamos a frescura da música, blá blá blá. Não me identifiquei em nada com o que vi ali. O ginásio fica ao lado da piscina, e foi pra ela que olhei com ternura. É na água que me sinto bem. Não curto muito esporte de contato não, a verdade é essa. No colégio, nos esportes coletivos, eu sempre optava pela posição de goleira. Natação é massa por vários motivos: é individual, é silencioso, é um momento nosso, apenas nosso. Sem impacto, altamente eficaz, movimenta todo o corpo. É. Eu gosto de nadar. Nado há anos, desde criança mesmo (ih, faz é tempo...). Não fiquei nem 10 minutos no ginásio. Mas levei em consideração o que Michele falou. Vou procurar outra luta, talvez uma oriental, como o judô ou o karatê. Na verdade não sei nem qual é a diferença entre elas. Mas vou procurar. Por enquanto sigo nadando e encontrando meu relaxamento dentro da água gelada da piscina. Sigo, também, na dança do ventre, pois quero continuar procurando a minha deusa interior. Tenho certeza que, um dia, vou encontrá-la.  

3 comentários:

  1. vc tem seu jeito kiki de ser: alegre, cuidadosa, carinhooosa, de seu lunga qdo necessário,porém o mais importante é o de sempre querer melhorar, tanto no visual qto no essencial("invisível aos olhos").continue assim. bj

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  2. adorei o "jeito kiki de ser". é um padrão, é? hahahaha... =)

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  3. Muuuito bom Kiki!!! Continue a nadar, continue a nadar...
    Beijo, Talu.

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