domingo, 3 de julho de 2011

Domingo no parque

pais: escolham bem o nome dos seus filhos!!!
Domingo é dia de ir à igreja e de levar o pimpolho para passear. Considerando que domingo é, também, o dia de folga da babá, é muito importante ponderar todos os prós e os contras do passeio que vamos escolher para levar o pimpolho. Eu, que moro no centro do Recife, optei por levar Renato ao parque 13 de Maio. Bom... digamos que não foi assim a melhor escolha que eu poderia fazer. Explico. O parque é legal, tem espaço para as crianças correrem, tem muitos brinquedos (que precisam de manutenção, by the way), blá, blá, blá. Mas... a concorrência pelo metro quadrado é imensa. Gigante, eu diria. São centenas de pimpolhos dos mais variados tamanhos correndo e procurando o seu lugar ao sol. E tenho a impressão que as crianças que frequentam o 13 de maio aos domingos não tem a educação como ponto forte, pois eles não respeitam nada, nem ninguém. Por várias vezes salvei Renato de levar pezadas de garotos de 10, 12 anos que, ignorando o fato do meu filho ainda ser um bebê, corriam na frente dele para pegar os brinquedos. Os brinquedos, aliás, eram disputados à tapa. Nos escorregadores gigantes, lotados, meninos e meninas subiam pela descida, enquanto ss demais, que esperavam pacientemente na fila, tentavam descer. Pais e mães nada faziam. Tomei a iniciativa e fui falar com a segurança do parque, pois estava vendo a hora de acontecer um acidente ali. A resposta do cara foi "ah, isso não é nossa responsabilidade não". "Como não", perguntei, "vocês não são os seguranças do parque?". "Ah, dona... adianta reclamar não". Ah, tá. Não adianta reclamar. Então, deixemos, pois, que baguncem à vontade, né? Olhe... fico indignada com coisas assim. Já fui com Renato ao parque da Jaqueira, que fica numa área mais elitizada da cidade. Lá as crianças também eram enlouquecidas, mas não chegam aos pés das do 13 de maio. Mas Renato, alheio à falta de educação que o cercava, estava estasiado com toda aquela agitação. Parou, boquiaberto, diante de um brinquedo que tinha uma ponte de madeira pela qual as crianças passavam para chegar ao escorregador. Eis, que por trás de mim ouço a voz de um homem gritando: "Liberty! Liberty!!". Virei, curiosa, para saber do que se tratava. Qual foi a minha surpresa ao perceber que nada mais era do que um pai berrando pelo filho - Liberty. Tive um imediato acesso de riso. Quase uma síncope. Hahahahahaha. Liberty.... certamente uma homenagem ao plano da operadora Tim, que diz, na propaganda, que diminui as distâncias entre as pessoas. Ai, ai.... é cada uma! Foram duas horas de lazer com Renato. Ele, com certeza, adorou. Já eu vou pensar duas vezes antes de ir novamente ao 13 de maio em um domingo...

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