quinta-feira, 30 de junho de 2011

A insustentável leveza dos 75 kg

\o/ \o/ \o/ \o/ \o/
Hoje é dia 30 de junho e é o aniversário de um ano e três meses da minha redução de estômago. E neste aniversário eu estou particularmente feliz. O motivo? Simples. Atingi o peso ao qual tinha me proposto quando resolvi fazer a cirurgia: 75 kg. Tradução: bati os 60 kg que queria perder. Êeeeeeeee!!! Obrigada meu Deus!!! E estalinhos para mim!!! Descobri isso ontem, quando fui ao consultório de dr. Walter, meu cirurgião. Quando entrei na sala, ele, que é carrancudo por vida, abriu um largo sorriso e disse: "filha, você está muito bem". Na sequência fui para a pesagem e o resultado fez com que o sorriso dele se abrisse ainda mais. Mas é claro que tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim. O lado ruim dessa ida ao consultório é que fui lá para pegar uma requisição para uma polipectomia. Polipectomia é o procedimento de retirada de um pólipo. Na última endoscopia que fiz, segunda passada, o laudo acusou que ele estava lá, de volta, na junção do meu esôfago com o meu estômago reduzido. Digo de volta porque eu já tinha tido um desses, há alguns meses, e ele foi devidamente retirado. Não é nada grave, disse ele, opinião corroborada pela minha gastro, dra. Mitsu. Mas tem que tirar, pois ele pode estar provocando os meus constantes vômitos. O procedimento será realizado no Hospital Alfa, ainda não sei o dia, por meio de uma endoscopia. Olhaí!!! Eu não disse que tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim? O lado bom da polipectomia é que vou receber dolantina, o anestésico usado nas endoscopias, colonoscopias, et cetera. O cloridrato de petidina, que é o nome da droga, tem um efeito sensacional!  Pense num barato bom! Começa lentamente, formigando o braço, depois vai descendo e sobe de vez. U-huuuuuu!!! Não é à toa que é enorme o número de profissionais da área médica que são viciados nela. Já eu me contento em tomar uma dose a cada seis meses. Para monitorar a cirurgia, claro. Hahahahaha. Mas esquecendo um pouco o meu lado Christianne F., voltemos à minha vitória. Sim, vitória! Vocês não têm ideia do quão feliz eu saí daquele consultório ontem. Me senti renovada, confortada, realizada. Que se dane o cirurgião plástico que me mandou baixar dos 70 kg! Eu atingi minha meta inicial, que era os 75. Posso perder mais? Sim, claro. Quilos a menos nunca é demais (dãaan). Mas atingir um objetivo é, realmente, sensacional. Excelente presente de aniversário de redução: meta batida e dolantina. O que mais posso querer? \o/

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cenas da vida real, parte 1

Ontem, no shopping Tacaruna, fui abordada por um rapaz. Na verdade este mesmo rapaz, doravante denominado cafuçu, já havia me abordado antes, no mesmo Tacaruna, há alguns meses. Pois bem. Na primeira vez que ele me abordou foi deveras estranho, pois o cafuçu me seguiu por todo o shopping, me acompanhando nas lojas que eu entrava, até o momento em que eu parei e disse que ia chamar o segurança. Ele, o cafuçu, começou a me dar cantadas no melhor estilo cafuçu de ser. Só pra vocês terem ideia ele me perguntou qual era o ônibus que eu pegava para ir pra o shopping. Tá bom, então. Passou. Eis que ontem, enquanto eu peruava pelos corredores esperando pelo atendimento no Detran (que demorou quatro horas para acontecer, by the way),  topo com o mesmo cafuçu. O diálogo:

Ele: - Por que você tem raiva de mim?
Eu: - Não tenho raiva de você, nem conheço você.
Ele: - Mas eu já falei com você aqui antes.
Eu: - Sim, eu lembro. Mas essa é a segunda vez que eu vejo você.
Ele: - Não. Já vi você duas outras vezes, falei e você não respondeu.
Eu: - Me viu? Onde?
Ele: - Num coletivo.
Eu: - Acho pouco provável...
 (...)
Ele: - Me dá teu telefone.
Eu: - Tá me assaltando???
Ele: - Não, princesa. Me dá o número do teu telefone, vou te ligar, pra gente sair...
(de coletivo, imaginei)
Eu: - Não, não vou te dar o número do meu telefone.
Ele: - Então anota o meu.
Eu: - Eu não vou anotar o seu número porque eu não vou te ligar.
Ele: - Ah, princesa... liga, vai! Pode ligar a cobrar...

Dá pra tu?? Ai, ai... algumas coisas só acontecem comigo...

sábado, 25 de junho de 2011

A escolha de Léa

Renato, dentro de mim, com 33 semanas
Acabei agorinha de ler no Diário de Pernambuco* de domingo (???) uma matéria muito interessante de Marcionila Teixeira, intitulada "A Decisão de Léa". Léa é o nome fictício da personagem da tal matéria, uma mãe de dois filhos, grávida do terceiro, abandonada pelo amante casado, que decide entregar o filho que vai nascer para adoção. A narrativa da repórter é emocional e emocionante. Eu, que ando meio desacreditada dessa safra de jornalistas que está no mercado, me deleitei com o texto de Marcionila, que é da minha geração, pois ele me levou a sentir as dores de Léa. Não é algo como "a escolha de Sofia", filme que narra a história de uma mãe judia que tem que escolher, em um campo de concentração, um dos filhos para morrer. Punk, não? Mas a história de Léa é diferente. Ela decide que não tem condições de criar mais um filho, pois está desempregada, morando de favor na casa de uma amiga, sem perspectivas. E ela escolhe que vai dar à criança uma chance de ir para uma família que vá cuidar dela. Ao se inscrever no programa Mãe Legal ela abriu mão de ser a mãe do bebê. Eu acho essa atitude extremamente bacana. Difícil e bacana. Dar um filho para alguém que deseja ter um filho mas não pode é um ato de amor, ao meu ver. É um ato de amor pela criança. Entendam o meu ponto de vista. Quando um filho está crescendo dentro da gente é uma coisa incrível. Os sentimentos são muitos e o vínculo se estabelece quando começamos a perceber os movimentos, a escutar o coração batendo. Amor... pode não haver ainda, é fato. Afinal amor se constrói. Mas há um vínculo, isso há. E quantos casos vemos de mães que jogam seus filhos fora? Que os matam? Que os abandonam na rua ou simplesmente enterram vivos? Ser racional ao ponto de identificar que não pode, por qualquer motivo, ou simplesmente não quer criar, não importa o motivo, mas ter a preocupação de entregar o bebê a alguém que o queira é muito digno, decente, é, de fato, um ato de amor. Acho bonito isso, de verdade. Ter um filho mexe muito com a mulher. Por mais que o homem seja presente, participativo, envolvido, o maior, digamos assim, ônus, é da mulher. E esse meu pensamento só ratifica minha opinião de que pra ter um filho tem que querer. Querer mesmo. Há bônus? Inúmeros, incontáveis. Renato, por exemplo. Meu filho Renato. Ele é uma delícia de menino. Lindo, inteligente, carinhoso. Levado da breca. Mas tem horas que enche o saco. Enche mesmo! Tem horas que eu tenho vontade de sair correndo! Mas tê-lo foi minha escolha. Optei por tê-lo, mesmo sozinha. Opção do mesmo modo que a de Léa, que podia ter feito mil coisas, mas escolheu dar o filho a alguém que o quisesse e pudesse criar. No final Léa não entregou o filho para adoção, pois a família dela, omissa no início, apareceu e se dispôs a ajudar. O pai da criança, que havia sumido, reapareceu e disse que iria registrar. Massa. Final feliz. Mas tenho certeza de que feliz também seria se ela tivesse mantido seu plano de dar o filho. Deus ia, com certeza, olhar muito por esse bebê. Afinal, se já dizem que oração de mãe vale por duas preces, imagina então uma mãe biológica e outra de criação buzinando lá no juízo do Criador? Não tem como não ser uma pessoinha muito abençoada. Felicidade para Léa e seu bebê. Que Deus abençoe. E que Deus abençoe, também, todas as mães que, num ato de amor, se preocuparam em dar seus filhos para que fossem criados por quem queria e podia fazê-lo. Amém. 


* Não tenho como colocar agora o link da matéria aqui, pois está, realmente, no jornal de domingo, 26 de junho, e hoje ainda é 25. Mas acessem o portal do DP (www.pernambuco.com) e procurem a reportagem. Tá no caderno Vida Urbana. Vale a pena ler. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Como uma deusa...

coisas assim denunciam a minha idade...
Ontem tive a minha primeira aulinha de dança do ventre. Posso compartilhar com vocês que foi um momento de várias descobertas. Exemplo: percebi que há músculos no meu corpo cuja existência eu, aos 38 anos, ignorava solenemente. Também vi, refletida no espelho, o quão suave posso ser ao executar os movimentos delicados da dança (e olhe que eu nunca pensei que poderia ser delicada e suave). E, ainda me vendo no espelho que tomava toda a parede da sala, do piso ao teto, notei por quantas mudanças o meu corpo passou. Observando as demais alunas na sala me percebi, pela primeira vez, magra. É. Eu estou magra. Com um ano e três meses de reduzida hoje posso dizer isso, pois agora eu me percebo assim. Meu IMC (índice de massa corporal) aponta sobrepeso, mas o espelho me diz: magra. Isso se deve à minha estrutura corporal mesmo. Sou graúda, entendem? Tenho uma estrutura óssea larga e pesada, além de uma musculatura desenvolvida (anos de halterofilismo, creio eu. Imagina andar com 60 kg a mais nas costas???). Descobri isso há anos, ao fazer um exame chamado “bioimpedância”. De acordo com ele, meu peso é ideal são confortáveis 75 kg. Nada mal pra quem ostenta apenas 1.65m, não é? Lógico que nunca serei uma Twiggy*, mas na boa? Gosto de formas arredondadas. Acho que o corpo da mulher tem que ter curvas e carne. Algo tipo filé, claro. Não picanha. Mas voltando à dança do ventre, eu simplesmente adorei a aula. Gosto mais da dança de salão, mas a dança do ventre, além de ser uma experiência nova, vai ser um desafio. Os movimentos são difíceis, sabe? O braço de serpente, por exemplo. Eu sou destra, então não tive grandes problemas para fazer o tal braço do lado direito. Quando fui fazer o esquerdo... nossa! Pense numa total falta de coordenação! Pois não é apenas o braço. O braço serpenteia e a finalização é nas mãos, mais precisamente nos dedos polegar e médio. A professora, Michele, disse que era assim mesmo. Que o começo é difícil. É preciso treino e domínio do corpo. Ela, a professora, defendeu sua monografia sobre os benefícios fisiológicos da dança do ventre. Dentre eles está o bom funcionamento do intestino. Bom pra mim, né? Sofro com isso desde a cirurgia de redução. Sob frases de estímulo como “descubra a deusa que existe em você”, executei, junto com a turma, a coreografia ensinada, ao som de Fata Morgana. Gostei do que vi. Hoje pela manhã, quando acordei levando um porco de pelúcia na cabeça – cortesia do meu filhote –, estava toda doída. Mas feliz. É. Vou me desafiar, não vou desistir. Já estou ansiosa pela aulinha da semana que vem. Até lá sigo praticando diante do espelho, admirando a minha nova forma, minha suavidade e descobrindo essa tal dessa deusa que há dentro de mim. Fiz, gostei, recomendo.

* Twiggy foi, nos anos 70, padrão de beleza. Modelo britânica que lançou o estilo andrógino, ficou famosa pela extrema magreza e baixa estatura. 

domingo, 19 de junho de 2011

Foi um rio que passou em minha vida...

cafezinho pra aquecer a alma
Amigos. Pense num negocinho bom de ter, viu? E você sabe quem são os amigos quando está na pior. A Bíblia diz assim, no livro de Provérbios: "em todo tempo ama o amigo e na angústia se faz o irmão". Ontem eu e meu amigo Lobo Solitário passamos a tarde juntos. Eu não estou muito bem nesses últimos dias, mas depois falo sobre isso. O fato é que o Lobo, que reapareceu na minha vida depois de alguns meses, ficou sabendo que eu não estava muito legal e me convidou para tomar um café. Tomamos o tal café e conversamos, conversamos, conversamos. Sentamos à beira do rio para assistir ao sol ir dormir. Entre risos e papos despretensiosos percebi que era exatamente disso que eu estava precisando: rir e jogar conversa fora, observando o correr das águas do rio Capibaribe. Vendo isso, o rio correr, percebi que tudo passa. No seu devido tempo, mas passa. E esse é, de fato, um grande consolo. Mas é bom quando temos alguém que nos faz rir enquanto o rio está correndo. Alguém pra nos fazer companhia, alguém que torne o fardo menos pesado. Velhos amigos, novos melhores amigos de infância. Repito: tem coisa melhor do que eles?

sábado, 18 de junho de 2011

O resto é mar...

dois.
O tempo passa, o tempo voa... não, não estou falando da poupança Bamerindus. Estou falando é da natureza feminina, que mesmo com o passar dos anos e a queima do sutiã, não muda. Nunca. Dia desses estava no médico e enquanto esperava minha vez de ser atendida espichei os ouvidos para escutar, descaradamente, a conversa de duas senhorinhas da boa idade que estavam sentadas ao meu lado. O papo girava, claro, em torno dos motivos pelos quais elas estavam num consultório médico. Mas, na sequencia, o tema foi ficando mais pessoal e evoluiu para o "eu tenho tantos filhos e tantos netos". Me desliguei um minuto para atender o celular. Percebi que uma das senhorinhas aprumou a coluna e passou a mão nos cabelos antes de entrar no novo tema da conversa: namorado. Ela, a senhorinha, se gabava de estar namorando. Falou que eles estavam de viagem marcada para os EUA. Ele é cardiologista e, assim como ela, viúvo. Ela, aos 67 anos, reencontrou a felicidade ao lado de um companheiro de 74. Legal, né? Mas me chamou atenção mesmo foi a maneira orgulhosa com a qual ela narrava os preparativos da viagem com o namorado. Sim, exatamente. Todas as frases eram pontuadas com a palavra "namorado". Achei engraçado porque eu, aos 38 anos, faço a mesma coisa. É um orgulho pra mulher abrir a boca pra dizer que está namorando. Nossa estagiária lá no trabalho, de 21 anos, a quem eu carinhosamente chamo de cofrinho, andava angustiada por não saber se estava ou não namorando ou se estava "ficando" ou "ficando ficando" (seja lá o que isso quer dizer). É. Realmente é a natureza feminina, não importa a idade. Gostamos de ter alguém, de ter um companheiro, um namorado. Um homem pra chamar de seu, como diria Erasmo Carlos. Agora estou me perguntando porque somos assim. Por que nos enchemos de orgulho de falar que temos alguém? Será que é mesmo verdade que é impossível ser feliz sozinho? Impossível... creio que não. Mas acho que a felicidade é mais plena quando temos alguém com quem compartilhar a vida. Eu, por exemplo, estava sozinha há seis anos. E eu era feliz. Mas concordo que é muito, muito melhor mesmo, ter alguém. Alguém com quem compartilhar, sair, rir, chorar, brincar, conversar, fazer amor, dançar, et cetera. Mas será que isso é, apenas, da natureza feminina? Ou é da natureza humana? Ou é, simplesmente, da natureza? Não sei. E o que importa? O importante, mesmo, é ser feliz. Sozinho ou acompanhado. Mas é bem melhor acompanhado. Ou não é?

terça-feira, 14 de junho de 2011

Diversão de "primeira classe"

somos todos mutantes, não é?
Assim... eu sou fanzona da série X-men. Amo, amo, amo. Tenho em DVD os três filmes da série além, claro, de Wolverine. E confesso que depois de Wolverine pensei que seria muito difícil fazer um outro tão bom ou melhor. Pensei isso até ontem, antes de assistir o X-men: primeira classe (X-men first class). O filme é, entre outros adjetivos, sensacional. Os efeitos visuais, a trilha sonora, o elenco... tudo é, de fato, de primeira classe (trocadalho do carilho). Eu, verdadeiramente, não consegui desgrudar os olhos da tela por um segundo sequer. Foi massa descobrir o porquê das coisas, tipo como Xavier virou cadeirante, por exemplo. Sim, pra mim foi uma descoberta, já que eu não lia os comics da Marvel (sempre gostei mesmo da turma da Mônica). O filme começa com a história de Erik Lehnsherr, o Magneto (não considero um spoiler falar sobre isso, já que trata-se de algo que já foi retratado nos filmes). Ele, que descobre os poderes ao perder a família num campo de concentração nazista, é um mutante do mal. Vira do mal, aliás, por conta de quem o descobriu, digamos assim. Esse cara que o 'descobre' é interpretado por Kevin Bacon, cuja imagem não consigo dissociar de Footloose. Todo mundo sabe, né? O poder dele, Erik, se manifesta, em princípio, na emoção. Mas o que chama atenção são os efeitos da cena. Fantásticos objetos retorcidos, metais voando para todo lado, além da carga emocional gigantesca. Gostei, gostei muito mesmo. Hugh Jackman aparece na película com o seu Wolverine, lindo, lindo, lindo! 30 segundos de cena? Acho que menos. Mas perfeito. Queria ver de novo, dessa vez em 3D. Por falar em 3D, vem aí uma safra de "filmes de férias" imperdíveis, como Transformers 3 e o último capítulo da saga de Harry Potter, cuja estreia está marcada - e esperada ansiosamente por mim - para o dia 15 de julho (ainda faltam 30 dias? isso tudinho??). Imagina ver HP em 3D? O dragão, a batalha final... ai, ai, ai... mal posso esperar! Mas sim, voltando aos X-men... O Charles Xavier de James MacAvoy é interessantíssimo, pois o sotaque britânico dele é algo de sensacional. Lembram dele, né? De "o último rei da Escócia"? Ou ainda como o fauno Mr. Tumnus das "crônicas de Nárnia"? Pois é. É ele merminho. Outra coisa que achei bem bacana foi a explicação dos nomes dos mutantes. Magneto, Fera, Mística, Professor, et cetera. Gente, na boa... gostei de tudo do filme. Tudo mesmo. É tanto que nem achei longo, o gatinho que comentou que era grande, mas eu nem percebi, envolvida que estava com a história e com o deleite visual. Há rumores de mais e mais filmes. X-men 4 e 5 já estão prometidos. E quem mais vai estar lá sou eu, lindamente. Personagens não faltam, né? O limite é nada menos que a criatividade. E a julgar pelo que acompanho na série de filmes... isso não é problema. Fui, gostei, recomendo. 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O sabor amargo da frustração

chocolate amargo é bom. hidrogenado não é bom.
É muito ruim quando criamos expectativas sobre uma determinada coisa e essa determinada coisa não se desenrola da maneira como imaginamos que ela deveria se desenrolar.  É mais ou menos como passar na frente de uma loja de doces, bater o olho numa linda e sensacional trufa de chocolate e, contrariando o que manda o espelho e a balança, entrar na loja e comprar a bendita trufa. A expectativa é tanta que o próprio desembrulhar da trufa vira um ritual. Ansiosa, você mete a boca no doce e experimenta a sensação frustrante de morder nada mais, nada menos do que um chocolate hidrogenado.  Você, que aprecia chocolate, sabe do que eu estou falando. Chocolate hidrogenado é o erro, ou não é? Pois é. É mais ou menos assim quando nos frustramos com alguma coisa. É como morder um chocolate ruim que você esperava ser muito, muito gostoso mesmo. Mas é claro que isso é uma metáfora. Estou falando por meio de uma metáfora só pra desabafar. Passei, recentemente, por uma frustração de expectativa que me deixou meio bad, e como escrever é o meu exorcismo cá estou eu exorcizando os meus demônios da frustração. Mas prefiro salvaguardar o tema da minha expectativa frustrada. Por mim mesma, sabe? Porque machuca falar sobre.  Mas é meio como o lance da trufa mesmo. Só que com muito mais carga emocional. Eu esperava comer essa “trufa” há cinco anos. A última trufa que comi foi em 2006. Então é lógico que havia muita expectativa sobre a bendita trufa que eu ia comer. Muito embora a lição ensinada há anos pela minha amiga Raquel ter sido assimilada por mim, a teoria é sempre muito mais fácil do que a prática. Ela me dizia assim: “você é a única responsável pelas expectativas que cria, Kiki. Ninguém mais é”. Ela está certa, eu sei. Mas vocês concordam que é difícil demais esse exercício de não transferir nossos anseios para terceiros. Isso ainda não consegui aprender como se faz. Sei apenas a teoria. E a teoria é sempre – sempre – muito fácil. Mas é isso. Vou mais uma vez usar toda a minha veia polianesca e pretendo fazer dessa experiência frustrante uma lição para aprender e crescer. Mas até que meu lado pokemon evolua a esse nível de maturidade, sigo amargando o sabor ruim do chocolate hidrogenado. Bola pra frente. Mas da próxima vez, quando eu for comer uma trufa, vou parar mesmo é na sweets. As possibilidades de erro são menores quando optamos pelo caminho mais seguro. Tenho dito.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nota da blogueira

Infelizmente minha tão esperada aulinha de dança do ventre não aconteceu. Sim, eu fui à escola. Mas a professora não. E a moça da recepção também não me ligou para dizer que a professora não iria aparecer. Moral da história: irritação total e completa pela viagem perdida e a não realização da aula. Comentário da minha mãe quando cheguei em casa, puta da vida: "mas rapaz, quase dois anos pra ir pra academia e quando vai a professora falta". Ê, laiá... Quem sabe dou mais sorte na dança de salão? Aguardem novidades. Boas, espero. 

O mundo vai acabar e ela só quer dançar...

إن شاء الله = se deus quiser
ou seja: ínshá-allllá
É hoje, minha gente! Hoje não é segunda-feira - dia oficial de começar as coisas - mas é o meu primeiro dia na academia. Tá. Não é exatamente uma academia. É uma escola de dança. Dança é exercício. Ou não é? Eu já fiz dança de salão. Amava. Parei por pura incompatibilidade de horário, pois comecei uma pós-graduação. Enfim... eu gostava muito de dançar. Dançar, além de ser atividade física, é, também, terapia. Relaxa a cabeça que é uma beleza! E não é assim tão difícil como a gente pensa. Na dança de salão, por exemplo, até nós, seres dotados de dois pés esquerdos, conseguimos fazer bonito. Mulher, né? É o homem que conduz, então ele é que tem que ter um pé esquerdo e outro direito, pelo menos. Hahahahaha. Mas a grande novidade do meu ingresso na escolinha de dança, cujo mês vai me custar R$ 24,00 graças a uma promoção brodagem do peixe urbano, é o estilo que escolhi dessa vez. Tchan, tchan, tchan, tchan... dança do ventre! Tá rindo de que, rapaz? É dança do ventre sim! Vocês devem estar se perguntando por que eu escolhi essa modalidade para fazer. Respondo. Em primeiro lugar não é por conta da reprise do Clone não. É, na real, porque eu acho muito massa os movimentos desse ritmo que vem lá das bandas do oriente médio. Sempre me chamou atenção o fato de mulheres mais gordas dançarem e se mostraram extremamente sensuais. Agora eu não sou mais gorda (estou na categoria sobrepeso) mas ainda assim me encanta o balançar dos quadris e o movimento das mãos. É bem verdade que já tentei fazer, não em escola, mas com uma amiga que dançava, e não fui muito feliz. É difícil, viu? Exige força, elasticidade, concentração. Há todo um jogo de olhares, toda uma insinuação, toda uma simbologia que envolve cada movimento. Vamos ver no que isso vai dar. Hoje estarei lá, na escola, para uma aula. Aguardem novidades sobre a minha incursão no universo de Jade mais cedo ou mais tarde aqui no blog. Se não der certo... sempre há a dança de salão.

domingo, 5 de junho de 2011

Ei! Você lembra da minha voz?

Mas os meus cabelos... quanta diferença!
Eu já falei pra vocês que estou loura? Galega, paquita? Pois é. Estou ostentando uma crina com tonalidade 8.3, ou seja: louro dourado. Além da tintura espetacular, fiz uma escova inteligente jooluy, o que conferiu às minhas madeixas um aspecto sensacional. Outro detalhe é que o cabelo está simplesmente fantástico ao toque. Foi realmente muito legal ter feito isso. Os anos de tintura, água ruim da zona sul e o mau trato deixaram meus cabelos muito debilitados. Depois da redução de estômago, então... nossa! Ele não apenas caiu muito mais do que o normal (por conta da absorção) como estava sempre com aquele aspecto de quem usa shampoo de milho, sabe? Tipo... palha mesmo! As pessoas comentavam e tudo. Escutei até uma colega de trabalho perguntar o que aconteceu com o meu cabelo, que "era" tão bom. Era? Era é foda, né? Então fui à luta. Consultei minha amiga especialista em assuntos de estilo e beleza, Rachel Plutarco, que disse que eu precisava baixar o volume da juba. Disse, também, que um tom mais claro suavizaria meu rosto. E... ela acertou!!! Fiquei o poder de cabelos lisões e mais claros. Eles ficaram até maiores com a surra, hahahahaha... Meu gatinho disse que eu fiquei mais "refinada", mais classuda. Ou seja: bola dentro. Mas... cuidar de tudo isso dá trabalho. É preciso lavar menos os cabelos, dia sim, dia não, o que pra mim é um problema, pois gosto de lava-los todos os dias. É necessário, ainda, que eu faça uma boa hidratação pelo menos uma vez por semana. Me recusei a dar 120 reais por um potinho de hidratação de uma marca que nem consigo dizer o nome e optei pelos produtos que Angélica e Luciano Huck anunciam na TV: Niely Gold. Apostei na linha orquídea, pelo perfume, claro. E, acreditem, funcionou. O pote com 1 kg de creme custou R$ 16,00. Mó brodagem. Sei que é importante um bom creme, mas achei lasca pagar mais caro no hidratante do que na própria escova, considerando que comprei meu cabelo novo numa promoção no groupon (escova + pé + mão = R$ 70,00). Eu sofri no salão, viu? Passei a tarde toda lá, pois o processo começou com a tintura. Depois vem a lavagem e aplicação do produto. O produto é termoativado, o que quer dizer que só funciona quando aquecido. A moça do salão meteu um puta secador quente na minha cabeça e me colocou contra o vento do ventilador. Erro brutal. O produto, além provocar coceira e ardência no couro cabeludo, irrita os olhos. E, como o ventilador estava nas minhas costas, os meus olhitos ficaram muito, muito irritados mesmo. Bom, depois do secador vem a chapinha. Dez passadas de chapa em cada mecha do cabelo. Pense que eu achei que tudo aquilo não teria fim! Mas teve, e o resultado foi realmente satisfatório. Então, quase quatro horas depois, saí do salão com um novo aspecto. Um up assim é importante, sabe? Faz bem pra autoestima da gente. É mesmo como na música do Aviões do Forró, a gente pinta o cabelo e se valoriza. Mas não é o pintar o cabelo apenas. É mais aquela coisa de fazer algo por nós mesmos, se cuidar, dedicar um tempo para si. É bom demais isso. Eu fiz e eu recomendo. E digo mais: continuarei fazendo, cada vez mais, coisas para mim. O próximo passo é dar continuidade à música do Aviões: "entrei na academia, eu malhei, malhei...". Aguardem! Quem viver, verá.  

sábado, 4 de junho de 2011

Yes, we can!

Obama pode, eu posso, nós podemos
Ontem fui ao cirurgião plástico. Consulta normal, pois já estou com um ano e dois meses de reduzida e 58 kg a menos. A notícia que ele me deu não foi muito legal: ele só me opera se eu perder mais 13 kg. Gente... 13 kg! É muito, né? Além do mais quero fazer minhas plásticas de barriga e peito em novembro deste ano. Por que? Pra estar com tudo em cima em janeiro, claro. Ele achou minha matemática ótima. Do tempo da cirurgia para a recuperação. Mas não botou fé em mim quando disse que vou perder os 13 kg até a outubro, um mês antes da minha provável cirurgia plástica. Ao ver o risinho de incredulidade no rosto bolachudo de dr. Fábio resolvi reduzir os meus prazos. Falei pra ele que estarei lá, no consultório, na última semana de setembro, ostentando um corpitcho com IMC 25, que é o que ele exige para me operar. "Questões de segurança", disse ele. "São padrões internacionais", completou. Saí do consultório meio frustrada, mas instigada pelo desafio que tenho pela frente: perder 13 kg em quatro meses. Pode parecer pouco, mas lembrem-se que já venho de uma grande perda de peso, o que deixa os processos mais lentos. No trânsito engarrafado de Boa Viagem para a Boa Vista fiquei matutando estratégias mirabolantes para perder peso. "Além da dança vou fazer natação", pensei. "Vou substituir uma refeição por um shake e seguir a orientação insistente de dr. Valter de que devo fazer pequenas refeições a cada três horas", falei para mim mesma, meio que tentando me convencer disso, hahahahaha. Pensei, pensei, pensei, mil coisas ao mesmo tempo. Quando cheguei em casa liguei pro gatinho e contei todas as novidades do médico. Quando disse pra ele que tenho quatro meses para perder 13 kg e comecei a falar da minha estratégia escutei um risinho de incredulidade, parecido, imagino, com o que estava estampado no rosto de dr. Fábio algumas horas antes. Tudo bem. Isso não me incomoda não. Claro que fiquei triste e com raiva, não necessariamente nessa ordem. Mas sempre funcionei melhor instigada. E isso me instiga muito, sabe? A descrença de que posso fazer algo. Reclamei com o gatinho por não levar fé em mim e ele disse apenas "estar me instigando". É, ele me conhece. Sabe que não aguento quando me dizem que não posso fazer algo. E eu vou fazer. Foco e determinação, e, claro, ajuda de Deus. É isso, meus caros amigos. Ainda neste ano estarei com menos 13 kg, zero pelancas na barriga e uns peitos sensacionais. Acompanhem aqui no blog os capítulos da novela "Alguns querem mas não podem. Outros podem mas não querem. Eu pude, eu quis, eu fiz*".

* frase lindamente roubada do facebook do meu amigo Giba Freyre. Não sei de quem é, se é dele ou de outra pessoa. Só sei que achei duca. Vi, gostei, copiei.  

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Insatisfação, teu nome é Kiki...

cut-cut
Sorte no jogo, azar no amor. E vice-versa. Saco isso, viu? Por que será que não podemos ser felizes em todos os setores da vida ao mesmo tempo? Tipo estou pegando um gatinho muito massa, tenho um emprego que me rende zilhares de reais, uma família equilibrada, uma babá quase perfeita, um carro poderoso com tração nas quatro rodas. Pois é. Da semana passada pra cá a minha vida está o retrato do caos: meu KArro, que não é mesmo um 4x4, caiu num buraco tamanho GG e o conserto custou a besteirinha de R$ 1.100,00 + um pneu novo. Pra completar perdi um dos meus trampos. Eu estava só com dois, então agora é feito aquele joguinho: 'resta um'. Ah, ainda tem a babá quase perfeita do meu pequeno Taz, que mostrou ser feito vassoura - funciona melhor quando é nova. Mas, vamos lá: consertei o Karro; mantenho - graças a Deus - o meu melhor trampo; dei a real pra babá e ela está varrendo melhor. Eu sei, eu sei.. a bíblia diz "em tudo dai graças". E eu dou, dou sim. Sou grata a Deus pelo meu filho, pela saúde dos meus, minha família, meu gatinho, meu emprego, meu karro... mas poxa... eu queria que tudo estivesse 100% em todos os aspectos. Namoro bom + renda maior + babá 100% confiável... Sempre aparece alguma coisa pra tirar a gente do eixo. Sempre aparece alguma coisa pra nos deixar mal, resmungando e reclamando da vida. Fico pensando que isso é uma coisa que Deus permite para nos ensinar a ser gratos, pacientes, tolerantes. E eu estou aprendendo, dia a dia, a ser assim. Se eu consigo? Nem sempre. Mas estou tentando. E isso, amigos, é de fato muito importante: pelo menos tentar melhorar. Né?