quarta-feira, 25 de maio de 2011

O massacre da serra elétrica

se fosse só uma serra era bom...
Você chega de viagem, está morta de cansada. Toma um banho fumegante, relaxa, e cai na cama para uma noite de sono reconfortante, certo? É, isso realmente seria o certo. Mas eis que a sua companheira de viagem, escolhida às cegas, guarda um segredo: ela carrega dentro de si serras elétricas. No mínimo umas três. E todas elas ligam, ao mesmo tempo, quando ela dorme. O resultado? É óbvio que eu não dormi. No dia seguinte ao massacre da (s) serra (s) elétrica (s) eu fiquei detonada. Meus olhos, por obrigação, estavam abertos, mas meu cérebro estava completamente desligado. É curioso eu ter me sentido assim, visto que no carnaval eu passei seguramente uns três dias acordada e o pique era exatamente o mesmo. Mas por que será que essa noitezinha à base roncos ensurdecedores me destroçou? Acho que foi porque eu programei o meu corpo e o meu cérebro para apagar, mas não consegui. No carnaval eu estava ciente de que não ia dormir. Enfim... Os benefícios do sono todo mundo sabe, né? Eu até já bloguei sobre isso (Ronc, ronc...). Mas hoje eu vou falar mesmo é esse vilão dos relacionamentos: o ronco. De acordo com a wikipedia, o ronco "é uma obstrução parcial das vias respiratórias superiores que acontece durante o sono". Isso acontece por vários motivos. Coisas como perda de elasticidade muscular das paredes da faringe (idade, pow!!!), produção de muco (catarro, irc!), desvio de septo nasal, rinites, sinusites, pólipos nasais, blá, blá, blá. Não esqueçamos, também, da obesidade. É, gente... gordo ronca. E muito. Mas voltemos ao tema. Ainda de acordo com a wikipedia, "o ronco geralmente é a manifestação inicial de um problema mais sério que é apneia do sono". Apneia do sono é nada mais, nada menos, do que a suspensão da respiração quando estamos dormindo. Punk, né? As pessoas podem até morrer por conta disso. Eu tinha quando era mais gordinha. Fiz um exame pré-operatório chamado polissonografia e ele acusou vários e vários intervalos respiratórios no meu sono. Tipo... a gente para à vera de respirar. Não sei precisar quanto tempo exatamente, mas foi meio assustador, pois o resultado era que eu tinha apneia grave (mais de três paradas por hora). Hoje eu ronco bem menos. Pelo menos parei de acordar assustada com os meus próprios ruídos. Quando eu bebia, então... Aff! Teve uma vez que meu primo Erik estava em férias na minha casa. Saímos pela manhã e eu tomei toooooodas as vodcas do mundo. Já em casa, à tarde, enquanto ele, que não bebe, via DVD no sofá, eu dormia e roncava alucinadamente deitada na rede. Ele, mala de nascença, gravou tudo. Vexame, né? Ainda bem que é família. Se fosse uma prospecção... ali mesmo ela tinha terminado, hahahahaha. Mas o ronco é mesmo um destruidor de relacionamentos. Eu, por exemplo, não consigo conviver com isso. Pra mim é ponto de corte, muito embora o gatinho afirme que eu ainda ronco. Eu acho que não ronco não. No máximo uma ressonada leve, pelo menos se formos comparar com o meu eu anterior. Mas enfim... eu acho que o primeiro passo para não roncar é dormir bem. E para dormir bem há algumas coisas que podemos fazer. Achei um site que tem conselhos para dormir melhor. A lista meio assim... mais ou menos. Por isso, na sequência, darei os meus próprios conselhos. É isso. Good night, sleep well. Sem roncos, por favor. =)

Conselhos para dormir melhor (by Cérebro e Mente)

  • À noite, procure comer somente alimentos de fácil digestão e não exagerar nas quantidades
  • Evite tomar café, chás com cafeína (como chá-preto e chá-mate) e refrigerantes derivados da cola, pois todos são estimulantes
  • Evite dormir com a TV ligada, uma vez que isso impede que você chegue à fase de sono profundo.
  • Apague todas as luzes, inclusive a do abajur, do corredor e do banheiro
  • Vede bem as janelas para não ser acordado(a) pela luz da manhã
  • Não leve livros estimulantes nem trabalho para a cama
  • Procure usar colchões confortáveis e silenciosos
  • Tire da cabeceira o telefone celular e relógios
  • Tome um banho quente, de preferência na banheira, para ajudar a relaxar, antes de ir dormir
  • Procure seguir uma rotina à hora de dormir, isso ajuda a induzir o sono

Conselhos para dormir melhor (by Kiki Marinho)
  • dê uns bons pegas no seu namorado
  • tome um banho beeeeeem quente, de preferência de banheira
  • uma sopinha cremosa é massa também
  • repita os pegas no namorado
  • ajuste a temperatura do ar condicionado para 18º
  • aconchegue-se junto ao gatinho sob o edredom
  • faça uma oração de agradecimento a Deus pelo dia
  • feche os olhos e boa noite! =)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Todo dia ela faz tudo sempre igual

boa comida e boa companhia. tem coisa melhor?
Ontem eu e minha amiga Patchi saímos para o sushi nosso de cada terça-feira. É, é verdade. Toda terça eu e Patchi saímos para comer sushi (thanks, peixe urbano). Engraçado como as rotinas se formam, né?Eu e meu gatinho temos uma rotina também, rotina esta que até já virou piada entre as minhas amigas. Tipo Rachel, que me mandou no face: "amiga, vamos sair hoje ou é o dia do cinema?". Me acabei de rir. Ah, vai! É engraçado mesmo. Temos dia pra tudo, ele e eu. Claro que não é uma regra, mas há coisas que gostamos de fazer juntos como ir ao cinema, dançar, dormir, que fazemos pelo menos uma vez por semana. Não é bacana? Eu acho. E não vejo isso como rotina. Pelo menos não no sentido pejorativo da palavra. Vejo como manter na agenda do casal uma programação de coisas que nos fazem felizes. E se o nome disso é rotina, bendita rotina! Mas vejam eu e Patchi mesmo. O nosso "dia de têça" existe há anos. Aconteceram pausas, claro. Casamentos, namoros, filhos, trabalho... tudo isso provoca afastamentos. Mas já há algum tempo que retomamos nossa rotina de encontros, o nosso "dia de têça". Isso impede que nos vejamos outras vezes na semana? Não, não impede. Mas a terça é assim... sagrada! Hahahahahahaha. Acho massa isso, cara. Massa mesmo. Fazer questão de estar com as pessoas das quais gostamos e sentir que as pessoas querem estar conosco também. E depois dos sites de desconto, então... Sempre que vejo uma promoção de sushi, compro. Pra ir com Patchi, claro. É um detalhe sobre o meu gatinho: ele não curte comida japonesa. É, eu sei. É uma falta grave sim. Mas... ninguém é perfeito, né? Mas como eu ia dizendo, sushi combina com Patchi. Boa comida, boa companhia... sendo assim não tem mesmo como a rotina ser chata, não é mesmo?

domingo, 15 de maio de 2011

O que te faz feliz?

felicidade deveria ser a regra, não a exceção.  
Já tem um tempo que estou tentando escrever algo sobre a felicidade, mas sem êxito. Entendi porque depois do final de semana. Vou dizer o motivo e depois vou explicar: eu estava complicando uma coisa que é simples - o ser feliz. Sim, amigos. Ser feliz é simples. Agora sobre o que me fez enxergar que eu estava complicando o simples: neste final de semana fiz um programa muito bacana com o gatinho. Fomos para o litoral norte para um passeio de catamaran e emendamos pra Itamaracá. Choveu muito e fez frio. Mas mesmo assim foi bacana. Ele e eu rimos muito, brincamos, andamos de mãos dadas na beira-mar levando chuvisco na cabeça. É. Foi muito bacana. Eu me diverti imensamente. A chuva continuou enquanto estávamos na ilha, o que nos impediu de ir à praia. Passamos o dia conversando, rindo, namorando, jogando sinuca, tomando vinho. E foi muito, muito legal mesmo. E eu vi que estava feliz, mesmo estando na praia levando chuva. 
Entendam: o finde tinha tudo pra ser um fiasco! Mas não foi. Não foi por quê? Porque tanto eu quanto ele esquecemos da chuva, do frio, das rãs e das muriçocas e, juntos, nos divertimos muito.
Vocês já pararam pra pensar o quanto de tempo nós perdemos sendo insatisfeitos que nos esquecemos do que realmente importa? É incrível como complicamos as coisas. É fácil ser feliz. É, de fato, muito simples. Basta, apenas, que enxerguemos as coisas que estão ao nosso redor. Não falo de ver, falo de enxergar realmente. Eu sou feliz, sabe? Dia a dia me dou conta disso. Sou uma pessoa verdadeiramente abençoada por Deus. Não apenas por Ele ter me concedido saúde, família, amigos, amor, emprego, et cetera. Mas por Ele me fazer enxergar tudo isso e consequentemente... ser feliz. Por exemplo: me sinto extremamente feliz quando abro a porta de casa à noite e meu filhote Renato abre os braços e um sorriso gigante e vem correndo me abraçar. Isso é uma grande coisa e enche meu coração de alegria. 
Mas o grande lance da vida é mesmo perceber a felicidade também nas coisas pequenas. Coisas bobas como brincar de lavoura (levar chuva) com o namorado, ou assistir a um pôr-do-sol colorido, ou sintonizar numa determinada rádio e na mesma hora começar a tocar a sua música preferida. Pois é. Tudo isso, amigos, é felicidade. Pelo menos é para mim, pois Graças a Deus aprendi, como disse acima, a enxergar felicidade em tudo que me cerca. É, é meio Poliana sim. Mas é bom demais esse jeito Poliana de ser. Porque, pensando bem, o que é que a gente leva mesmo dessa vida além daquilo que sentimos e aprendemos? Nada, né? 
Então que eu continue sempre assim, enxergando até nas pequenas coisas da vida milhares e milhares de flores. E o meu conselho para vocês? Sejam assim também. Se cobrem menos, sejam menos exigentes consigo mesmos e com os outros. Assim, com certeza, vocês serão, como eu,  cada dia mais e mais felizes!!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Ser mãe é... se emocionar.

Recebi o texto abaixo por email da minha amiga e também mãe Natália. Sou meio mole mesmo, mas o texto me levou às lágrimas. Quem é mãe, como eu sou mãe de Renato, vai entender o que estou falando. E possivelmente vai se emocionar também. Mas faz parte do ser mãe. Se emocionar com coisas que, aos olhos alheios, podem ser bobagens. Coisas como um olhar sorridente, ou uma mãozinha pequena tocando o rosto da gente, ou uma palavra balbuciada que a gente não sabe  nem o que é. Pois então. Isso, também, é ser mãe. Leiam e emocionem-se, mães. Renato me emociona, todo dia, o dia todo. E eu o amo, cada dia mais, mesmo ele sendo uma versão humana do Taz.

Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'. "Nós estamos fazendo uma pesquisa", ela diz, meio de brincadeira. "Você acha que eu deveria ter um bebê?". "Vai mudar a sua vida", eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro. "Eu sei", ela diz, "nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas...".
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lh e dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que se tornar mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicura impecável, seu terno estiloso e penso que não importa quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de 'Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor roupa sem hesitar nem por um instante. Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira , ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê.
Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra.
O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho.
Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.
Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.
"Você jamais se arrependerá", digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado que é ser Mãe.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

O dia em que o Recife parou

transporte adequado para a Veneza Brasileira
Ontem o Recife viveu momentos de verdadeiro caos. Tá. Quem mora por aqui sabe que a cidade realmente fica impraticável quando chove uma coisinha. Então imagina a combinação de cidade cheia d'água com boato de enchente? Pois é... Desde o turno da manhã que ferviam na internet informações sobre abertura de comportas das barragens de contenção e, consequentemente, transbordamento de rios e canais. Resumo: a notícia era que o Recife seria alagado - com a aquiescência do poder público. Sim, gente. Alagado, deliberadamente, por ordem do governador e fofinho Eduardo Campos. Como assim, pessoal? Apesar dos desmentidos publicados, inclusive, no site do Governo do Estado, a boataria continuou e à tarde vários estabelecimentos comerciais fecharam as portas, como o Shopping Plaza (Casa Forte), que fica ao lado de um canal. Depois que saí do trabalho passei em casa para pegar a família para ir ao supermercado. Impossível. A av. João de Barros estava intransitável. Depois de meia hora em trânsito lento consegui sair pela Agamenon e, para não perder a viagem, seguimos para o Tacaruna. Lá ainda não havia caos. Ainda. Logo começou: lojas fechando as portas, mãe e sobrinho histéricos temendo morrer afogados e encharcando para ir embora enquanto eu calmamente provava um lindo spencer xadrez. Moral da história? Voltei pra casa, sem o spencer, no maior engarrafamento do mundo. Não era apenas engarrafamento de carros não. Era de gente! As pessoas corriam enlouquecidas pelas ruas, tentando se salvar do que eu imaginei ser, pela cena, um tsunami. Liguei - depois de muito tempo esperando desocupar a rede da TIM - para uma colega que trabalha no jornal e perguntei se eu deveria correr também. Ela me acalmou dizendo que Dudu (o governador) estava nas rádios desmentindo - novamente - o alagamento consentido do Recife. Segui para casa, onde consegui chegar apenas uma hora depois. Mas ontem eu confirmei - não que tivesse alguma dúvida sobre isso - que as palavras e a internet têm mesmo muito força. Fiquei realmente assustada com a confusão que se instalou na cidade. Espero que as pessoas que perdem tempo plantando esse tipo de boato tenham mais consciência, pois o caos atrapalhou a vida de muita gente. A babá do meu filho, por exemplo, foi pra casa andando. Do centro da cidade, onde moro, até a Alto do Pascoal. Dá pra tu? Ninguém merece... Graças a Deus - graças mesmo - que a chuva deu uma trégua. Tomara que tudo se normalize agora. Amém.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Quem nunca fingiu que atire a primeira pedra

ai, ai...
Olá, gente! Eu estava meio sumida, né? Ando pouco inspirada para escrever, ou os assuntos que têm me inspirado não são agradáveis e como o silencio é de ouro... melhor calar. Mas eis que numa conversa de Lulus surge o assunto ‘orgasmo fingido’. Ora... toda mulher, em alguma ocasião na vida, já fez isso. Quem diz que não está mentindo. Eu  mesma já fiz. Graças a Deus não agora - estou muito satisfeita nesse campo, obrigada - mas já fingi, ah já! Um estudo que achei na net aponta que 35% das mulheres com vida sexual ativa finge orgasmo. É um percentual deveras alto, acho eu. E por que as mulheres fazem isso? São muitas as razões, né? Não querer desagradar o parceiro é uma delas. Não querer ser taxada de frígida é outra. E por aí vai... Eu já disse aqui uma vez a minha opinião: sexo ruim é pior – muito pior – do que falta de sexo. Não é melhor falar pra o parceiro algo do tipo “olha, querido... o taxímetro está rodando... que tal terminar a corrida?” do que simplesmente fingir que chegou lá e terminar o evento completamente frustrada? Eu prefiro falar. Mas é claro que eu não fui sempre assim. Com a experiência vem a excelência. Estou falando, obviamente, da minha excelência. Eu aprendi a conhecer o meu corpo e, com isso, aprendi, digamos assim, quais são os botões que devo apertar para programar o microondas, hahahahahahaha. Mas o parceiro é importante? Concordo 100% com Tom Jobim quando ele afirma é impossível ser feliz sozinho (pois fundamental é mesmo o amor...). Ele está certíssimo!! Mas vocês vão concordar comigo que não adianta ter uma máquina sexual ao seu lado se nós não conhecemos os nossos próprios corpos. Afinal relação sexual a dois deve ser feita, de fato, a dois. Com interação, cumplicidade, carinho, açúcar e afeto (Kiki - a rainha das citações). Mas pra que essa maravilha que é o sexo entre o casal seja realmente uma maravilha é preciso que haja diálogo. É preciso conversar – seja na linguagem corporal ou na linguagem falada mesmo – sobre o que agrada e o que não agrada na cama. Afinal tendemos a repetir as experiências exitosas, não é mesmo? Seguindo à risca máxima de que em time que está vencendo a gente não mexe... Tipo uma coisa que funcionou muito bem com o parceiro “a” e tentamos transportar para o parceiro “b”, mas ele não gosta muito do que você está fazendo e também não fala, talvez por medo de magoar, e pronto... está criado o círculo vicioso do sexo ruim. E, muito embora não passemos a maior parte do tempo da relação fazendo sexo, ele é sim muito importante para que esta cresça forte e saudável. Mas acredito que não há gente ruim de cama. Há falta de química, falta de sintonia. Quando há química e sintonia, o começo pode até não ser bom mas a continuidade faz todos os pássaros verdes e as borboletinhas aparecerem, acreditem. Mas se você insistir e nada melhorar... corra. Como eu disse acima, sexo não é tudo mas é muuuuuuito importante. Pesquisando na rede para escrever sobre esse tema tão importante para o brilho dos cabelos e a beleza da pele achei um site sensacional! O http://hypescience.com tem artigos e artigos sobre assuntos interessantíssimos, inclusive sobre sexo. Há lá um texto maravilhoso sobre os principais erros sexuais masculinos. Coisas como as mulheres não são todas iguais (corroborando com o meu ponto de vista sobre os parceiros "a" e "b") e mulheres não sentem o sexo da mesma maneira que os homens (menos porradas no colo do útero, por favor). Vale a pena conferir, nem que seja para dar umas boas risadas. De identificação, course. Termino meu post de hoje com uma frase sensacional do cantor, compositor e gordinho Leo Jaime sobre o tema 'orgasmos fingidos'. A ver: “A mulher pode fingir o gozo por curtição, mas em geral isso acontece com quem transa com quem não quer, do jeito que não quer e na hora em que não quer. Se você não consultar os sentimentos, não saberá das sensações”. Ou seja, meus amigos, é como dizia Nelson Rodrigues: "é preciso alma até para se chupar um chicabon".