domingo, 10 de abril de 2011

Ser mãe é... enlouquecer no paraíso!

calma, calma... é pra mim, não pra Renato!
Desespero total: estou há quase duas semanas sem babá. Ah, claro. A babá era de Renato, meu elétrico filho de dois anos e dois meses. Ela - a babá - cuidava de Renato desde que ele tinha 11 meses. Em fevereiro tirou férias. Não voltou mais. Mandou a mãe avisar que não ia voltar. Desde então minha odisseia começou: a busca por uma nova babá. Não perfeita, porque esse modelo aí não existe. Mas uma que, pelo menos, aguente Renato. Isso já está de bom tamanho. Renato é realmente uma criança muito agitada. Ele não para, nunca. Nem quando dorme. Dormindo ele revira todo o berço e tudo que está dentro dele invariavelmente amanhece no chão do quarto. E forte que ele é? Meu Deus do céu, ele deveria se chamar Hércules. Ou Bambam. Ou Taz, como bem disse minha amiga Rachel. É difícil ter paciência com ele. Ele bate, morde, empurra, se joga no chão e esperneia. E eu me irrito, tenho vontade de bater, de gritar, de chorar. Tenho vontade, às vezes, de correr louca. Porque ele é foda mesmo. Uma das babás que veio para a vaga durante a semana deu a real: “não aguento ele não senhora”. A outra, que disse que vem amanhã, estuda enfermagem. Isso quer dizer alguma coisa? Não sei. Mas tomara que ela venha mesmo. Só acredito depois que ela chegar. E ficar. Até porque preciso da babá para pôr em prática o plano de disciplinamento dele: escola + natação. Sozinha não dou conta da logística da coisa. Acordar, dar banho, arrumar, levar. Enfim. Preciso mesmo de alguém. Minha mãe se esforça e dá o melhor de si. Mas ela já tem quase 81 anos, não é moleza não. Não é pra mim, que tenho 38 anos, imagina pra ela. Ser mãe é muito difícil mesmo. É um exercício de paciência. De carinho. De amor. Ele é lindo e levado, de maneira diretamente proporcional. Genioso, imperioso, quer fazer o que quer. E, na maioria das vezes, eu não sei o que fazer. Minha esperança é realemente a combinação escola e natação. Espero que a convivência e o gasto de energia em outro lugar o deixe mais calminho dentro de casa. Porque é difícil, viu? Difícil demais... Mas eu o amo. Muito. E o amor vence tudo, né? Tenho certeza que com amor virá a paciência que preciso para educá-lo da melhor maneira possível. E que Deus me ajude, porque com Renato... só Ele mesmo.  

3 comentários:

  1. A receita para lidar com pirralhos é simples, não basta só amor, é preciso ter: Paciência. Para pirralhos como Renato, no entanto, a dose tem que ser aumentada: Paciência, paciência, paciência. Sim, vc pode de vez em quando gritar, chorar e bater - no seu travesseiro! nunca no pirralho, nem na frente dele, porque se não ele vai saber que tem o o poder sobre você (não é a toa que eu assisto Super Nanny todo sábado...). Natação e escola ajudam e muito (principalmente a sua mãe, que terá umas horinhas de refresco...), a não ser que ele destrua a sala de aula antes do 1. mês. Uma dica boa: quando ele completar 3 anos e meio, bota pra treinar futebol ou judô (eu prefiro o futebol) a combinação de um esporte coletivo com um adulto que lhe imponha regras e disciplina faz maravilhas. Tenho observado isso na escolinha de futebol que Gabriel frequenta. O técnico é um professor que pode dar esporro e botar de castigo (coisa que a tia da sala de aula não faz, obviamente). Resultado, os alunos acabam obedecendo e vendo na figura do técnico alguem que eles respeitam e obedecem - se quiserem continuar fazendo parte dequele grupo.E eles geralmente querem.

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  2. ai, Ed... ainda falta uma eternidade pra ele completar 3 anos e meio... hoje, na igreja, ele deu um escândalo. mudou de sala, sabe? por conta da idade. saiu do berçário para a classe. pense... ele berrou tanto que as outras crianças começaram a berrar também. às vezes me dá um desespero mesmo... tô tensa que a babá não apareça amanhã. se ela não vier vou pensar num integral mesmo. e ver como as coisas acontecem. pois é, menino... ser mãe é difícil demais... e pra mim, que sou "pãe", é mais difícil ainda. mas é isso mesmo. obrigada pelas dicas. e que Deus continue me ajudando... bjão!

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  3. Mama, vou te dar uma dica de quem sabe do que está falando..... Não fique na mão de Babá, as vezes pela necessidade delas deixamos "passar" várias coisas como comer vendo televisão, e também tendemos a ir deixando por conta delas coisas que nós deveríamos fazer..... Se tiver a opção deixe no integral, principalmente se no outro horário houver prática de esportes. Vai ser ótimo para ele conviver com outras crianças, aprender a dividir, comer balanceado, etc... Você vai ver a qualidade do tempo que você vai ficar com ele dar um salto e verá aos poucos o resultado positivo desse "afastamento". Vá por mim, vai ser bom para todos. Comigo deu super certo.
    Beijo e boa sorte.

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