quarta-feira, 27 de abril de 2011

TV a cabo: um excelente investimento!

Especialidade: proctologia. Hahaha!
Outro dia, assistindo a um episódio de House, acompanhei um diálogo entre a dra. Cuddy e a mãe dela que me fez enxergar uma coisa que me há muito me incomodava nesse lance de relação mãe e filho. A história era basicamente a seguinte: ela, Cuddy,  cobrava da mãe o fato dela amar mais a irmã e alegava que nunca foi a preferida, que a outra sempre foi mais paparicada, blá blá blá. A mãe, tranquila e fria que só ela, interpretada pela sensacional Candice Bergen, respondeu simplesmente: “eu amo vocês duas, o que acontece é que eu gosto mais dela”. Momentos de tensão. Cuddy sai do quarto arrasada e chora copiosamente. É. É duro de escutar. Me coloquei total no lugar dela e sofri junto, solidária e parceira na dor. Mas depois fiquei pensando e cheguei a conclusão de que acontece a mesma coisa comigo, minha mãe e minha irmã, e que isso não é o fim do mundo. Sério! Minha mãe sempre gostou mais da minha irmã. Sempre ficou do lado dela. Sempre a protegeu mais do que a mim. E isso já foi amplamente discutido nas minhas sessões de terapia com dra. Rita. Sempre me senti menos amada por conta dessa... predileção, digamos assim, da minha mãe pela minha única e mais velha irmã. Comi muito chocolate por conta dessa angústia, chorei muito, briguei muito, mas esse calo nunca secou de verdade. E foi vendo House que entendi exatamente a situação e consegui “superar”. Tá. Superar ainda não. Mas estou mais perto disso do que antes. Vamos ver se consigo ser bem clara: tenho amigos e os amo. Mas tem uns amigos com os quais eu tenho mais afinidade e por conta disso estou mais com eles do que com os demais. Mas isso não quer dizer que eu amo mais ou menos os com quem eu menos estou. Entendem? É a mesma coisa!!! Tão simples, tão obvio, tão difícil de enxergar. É, na verdade, uma questão de afinidade mesmo. Minha mãe tem mais afinidades com e minha irmã, mas isso não quer dizer, necessariamente, que ela me ame mais ou menos. Ponto. Parágrafo. Nossa... tá vendo como é importante ter TV a cabo??? 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Orgulho de ser analisada!

o pai da psicanálise
em versão barbie
Hoje eu retomei a minha terapia. Na verdade todos os gastroplastizados são orientados a fazer terapia, justamente por conta das mudanças radicais de alimentação, visual, blá blá blá. Mas eu vou além. Vou dizer pra vocês que eu acho que todas as pessoas deveriam fazer terapia. É... acreditem. Quem está afirmando isso é alguém que era extremamente cética com esse lance de psicólogo. Eu achava que todo psicólogo ia atribuir a culpa de todos os males da humanidade às nossas mães, e pensava que fazer terapia era coisa de gente desequilibrada, gente que não tinha amigos, enfim... até que fui obrigada (sim, eu disse obrigada) a fazer, pois uma das exigências do plano de saúde para liberação da cirurgia de redução de estômago é o laudo de um psicólogo. Comecei carregada de preconceito e com o mesmo ceticismo de sempre. Mas com o passar do tempo e as sessões semanais vi que esse lance de terapia é legal, de verdade. Quando fui hoje, depois de quase um ano sem ir, percebi que senti falta. Senti falta de conversar com alguém isento, sabe? Não por ser um profissional que, em princípio, é pago para te ouvir. Mas por ser alguém que, na pior das hipóteses, vai te dar uma opinião sem a carga emocional que um amigo - que tem um envolvimento com você - faria. Ou seja, é aquela lógica de que quem está de fora enxerga as coisas com mais clareza, só que, por se tratar de um profissional da área, vê com mais clareza ainda. Conversamos muito hoje, dra. Rita e eu. Falamos sobre as mudanças que aconteceram na minha vida e sobre os reflexos dessas mudanças nas minhas atitudes. No consultório, sentada na confortável poltrona do papai que tem lá, lembrei de uma tecla sobre a qual ela bateu muito nas sessões que antecederam minha cirurgia: se eu estava preparada para me ver no espelho depois de perder tanto peso. Eu, metida e segura de mim além da conta, afirmava que sim. Ela, experiente e profissional, me dizia para ser cautelosa, pois a mudar fisicamente como eu estava me propondo a mudar não era uma tarefa fácil. Lembro que ela perguntou uma vez se eu estava pronta para lidar com a flacidez resultante da perda rápida de peso. Respondi, cavalo do cão que sou, que sim, estava, pois quem lidava com 135 kg lidava com qualquer coisa, blá blá blá. Bom... ela ponderou que não era bem assim, que estar adaptada a um corpo arredondado era uma coisa e que flacidez era outra. Além do mais ela disse que ao longo da minha vida, como sempre fui gorda, construí minhas defesas com base nesse corpo imenso e que ele ia mudar. Não levei muito a sério mas vi, com o tempo, que ela estava certa. Hoje o meu maior problema é exatamente o que eu vejo no espelho e com a falta de hábito com esse novo visual. Emagreci fisicamente mas minha cabeça permanece gorda e eu ainda não sei lidar com esse corpo. Eu disse AINDA. Porque eu vou saber, com a ajuda de Deus e de dra. Rita. Estou feliz por ter voltado para a terapia e ansiosa para a próxima consulta. Ainda tenho muitas camadas de cebola para descascar. Até lá, dra. Rita. Obrigada por tudo. 

domingo, 24 de abril de 2011

Mea culpa, mea maxima culpa

chopp gelado bem que podia ser ruim, né?
Domingo à noite é um excelente momento para reflexões. Principalmente por ser o dia que antecede a segunda-feira, que é, por sua vez, o dia oficial de começar as coisas. Já venho, há algum tempo, tentando me disciplinar quanto aos exercícios físicos e alimentação. Sem êxito. Pelo contrário. Ando saindo muito, bebendo demais - principalmente cerveja - e comendo cada vez mais errado. O resultado é óbvio: o emagrecimento estacionou, minha pele está oleosa, estou com prisão de ventre constante e cada vez mais sharpei. Então, na minha reflexão dominical noturna, decidi algumas coisas. A ver: vou diminuir o consumo de café. Adoro café, mas além de afetar negativamente o meu estômago, que já não é lá essas coisas, compromete o clareamento dos meus dentes. Segunda coisa: não vou mais beber cerveja ou chopp. Não pretendo deixar de sair, lógico, mas vou dar preferência às bebidas destiladas, como vodca e whisky. O terceiro item diz respeito à alimentação. Preciso comer mais frutas e verduras, 100% inspirada no modelo de Renata Ceribelli do Fantástico. Preciso comer colorido, como a nutricionista dela falou e a minha já perdeu a voz de falar também. Mas ultimamente meu prato é sempre bege, que é a cor do miojo. Ainda no ponto alimentação, vou ser mais atenciosa nos meus lanchinhos. Ando muito rebelde, me entupindo de biscoito recheado treloso de doce de leite, entre outras guloseimas que afano do armário do meu filho Renato. E o quarto e último tópico da minha lista de reflexão é ela, sempre ela, a atividade física. Meu Deus do céu... por que é tão difícil começar? Eu até que comecei a andar no parque, mas o tempo não está ajudando. Além do mais nesse ponto sou igualzinha ao ceguinho da Casa Lux: "quando a gente não quer, qualquer desculpa serve". E toda essa minha negligência comigo mesma tem consequências sérias... para quem mesmo? Ah, tá... para mim!!! Não perder peso deixa mais distante a minha tão sonhada cirurgia plástica, assim como a falta de exercícios também. O cirurgião foi bastante claro comigo sobre a necessidade de aumentar a minha capacidade cardiorespiratória antes de me submeter a um procedimento de aproximadamente seis horas de duração, anestesiada, blá blá blá. Às vezes me sinto como um ser irracional, sabe? Sei o que devo fazer, sei o que é importante fazer... mas simplesmente não faço. Fico deixando para amanhã e amanhã é sempre o dia seguinte de hoje, né? Mas tudo bem. Não vou desistir de mim mesma. Essa é uma semana importante para mim, pois recomeço minha terapia, tenho negócios a fechar, vou ficar com visual paquita e fazer meu peeling de cristal (ambos adquiridos nos maravilhosos sites de compras coletivas)... Enfim! São muitas emoções, como diria Roberto. Então daqui a pouco, quando eu for dormir, vou pedir a Deus que me faça acordar nessa segunda-feira com pelo menos metade da força de vontade que estou agora, domingo à noite. Mas é isso. Eu sou movida a fé, e é com fé que vou pedir. E sei que Ele me atenderá. Amém.  

sábado, 23 de abril de 2011

Eu fujo das galinhas!

se depender de mim elas não vão mais precisar fugir
Desde que fiz a redução de estômago cada dia é uma descoberta para mim. Falo no sentido gastronômico. O meu cirurgião, dr. Walter, tinha me alertado que não há regras, as intolerâncias são de cada um mesmo, a depender do organismo. Conheço gente que não consegue comer carne, gente que tem dumping (a grosso modo, intolerância aos doces), et cetera. Eu, por exemplo, não consigo comer coisas como pão, arroz, farinha, galinha... É. Isso mesmo. Não consigo comer frango! E se for daqueles grelhadinhos, então... Aff! Bate 100% na trave. E é ruim demais, porque invariavelmente, quando a comida bate na trave, o resultado é o tal do vômito. Depois da cirurgia vomitar é rotina pra mim. Pelo menos três vezes por semana eu chamo "hugo" no banheiro. É lasca. Já fiz endoscopia pra ver se havia algo errado com o meu micro-estômago. Minha gastro, dra. Mitsu, acha que dr. Walter apertou demais o anel do meu estômago. Dr. Walter acha que eu mastigo pouco antes de engolir. Eu, que faltei a todas as cadeiras relativas à medicina do meu curso de jornalismo, concordo com os dois. Mas o que eu queria mesmo era que qualquer um dos dois - dra. Mitsu ou dr. Walter - passasse pra mim uma endoscopia por semana, não por outro motivo além de adorar o efeito da dolantina, o anestésico usado nos pacientes para esse exame. O barato que dá esse remedinho é simplesmente sensacional!!! Deixando de lado a minha porção Christianne F., posso afirmar que tirando o pós-operatório - que é terrível -, vomitar é a pior coisa da redução de estômago. Ah... vocês não achavam que reduzir o estômago era um mar de rosas, né? Perder peso, aumentar a autoestima, diminuir o manequim... Tudo isso é o lado bom da cirurgia. Mas existem reações colaterais que vão me acompanhar para o resto da vida. Mas é obvio que eu não me arrependo, estou muito feliz com o resultado. Me arrependi nos cinco primeiros dias depois do procedimento, pois não consegui dormir por um minuto sequer. Não tinha posição. Mas isso acontece apenas nas cirurgias abertas, as laparoscópicas são mais tranquilas, me falaram. Whatever... Mas tirando isso... não me arrependo mesmo!!! O fato é que hoje eu fui almoçar na casa do gatinho e o cardápio era lasanha (aaaaaaaaaaaaaaamo) de frango. Travei na segunda garfada. Fiquei frustrada, pois massas em geral são bem toleradas por mim. Mas foi o frango. Tava ótimo, bem desfiadinho, molhadinho.... mas bateu na trave. É mesmo uma pena. Mas tudo bem. Perder 60 kg em um ano vale o sacrifício de não comer algumas coisinhas. Se eu tivesse que fazer novamente, como já disse antes, faria. Mesmo sabendo das restrições impostas pelo meu novo e pequeno estômago. Estou feliz. Mesmo sem conseguir comer galinha. É mais ou menos como diria Maria Antonieta, né? "Não tem pão? Que comam brioches!". O povo francês não ficou lá muito satisfeito com a frase da monarca e a usou contra ela durante a revolução francesa. Mas, pra mim, ela mandou bem no recadinho: substituam, pois. No momento minha leitura é essa: não dá pra comer galinha? Coma o ovo, que veio primeiro. Ou será o contrário?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Amar não é ter que ter sempre certeza...

Take my hand, you know I'll be there
If you can I'll cross the sky for your love
De acordo com a gramática brasileira, o verbo amar é transitivo. Isso quer dizer que ele exprime uma ação e precisa de um complemento (objeto – no caso, direto) para deixá-lo redondinho, inteligível. Mário de Andrade, escritor, publicou em 1927 “Amar, verbo intransitivo”. Ouxe! Vamos entender essa confusão gramatical: o verbo intransitivo é aquele cuja ação que ele exprime não passa necessariamente a outro elemento. Exemplifiquemos, pois: Mônica devolveu o livro (verbo transitivo); A criança dorme (verbo intransitivo). Entenderam? Quem devolve, devolve algo. E quem dorme... dorme e ponto. É. Partindo dessa elucidativa explicação há de se concluir que amar é, de fato, um verbo transitivo, pois quem ama, ama algo ou alguém. Mas... pensando bem, Mário de Andrade também está correto em sua licença poética. Afinal quem ama, ama e ponto. Assim como quem dorme. Claro que estou falando de amor mesmo, sabe. Aquele sentimento que nos faz sentir leves, felizes, enternecidos. Aquele sentimento que nos faz aceitar e conviver bem com os defeitos do outro. Quando amamos alguém, verdadeiramente, é incondicional. E incondicional é um adjetivo que qualifica algo que não admite qualquer condição (mais uma vez a licença poética de Mário de Andrade se mostra correta: amo e ponto). Eu amo meu filho Renato assim: incondicionalmente. Mas ele é meu filho e filho a gente ama mesmo. E nossa... como eu o amo! Mas... estou experimentando uma coisa nova agora. Um novo tipo de amor. Um amor que está sendo construído com amizade, carinho, respeito, cuidado e confiança. Um amor maduro, saudável, tranquilo. É... tranquilo como aquele cantado por Cazuza... e é uma sorte mesmo, o amor tranquilo. É, exatamente, como nos diz a bíblia na carta de Paulo aos Corintios*: “O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba”. Texto lindo, perfeito, verdadeiro. E eu peço a Deus que continue abençoando o meu amor, esse amor que está crescendo dia a dia, todos os % do mundo. Para todas as pessoas que amam e principalmente para ele - o meu gatinho - a quem estou aprendendo a amar de todas as maneiras que descrevi acima, transitiva e intransitivamente, dedico O que eu também não entendo, música do Jota Quest, da qual tirei o título do post de hoje.  

O que eu também não entendo
(Rogério Flausino / Fernanda Mello)

Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Pra que você possa entender
O que eu também não entendo...

Amar não é ter que ter sempre certeza
É aceitar que ninguém
É perfeito pra ninguém
É poder ser você mesmo
E não precisar fingir
É tentar esquecer
E não conseguir fugir, fugir...

Já pensei em te largar
Já olhei tantas vezes pro lado
Mas quando penso em alguém
É por você que fecho os olhos

Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo
Que você vai entender...

Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis

Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você
Eu tô tranquilo, tranquilo...

Agora o que vamos fazer
Eu também não sei
Afinal, será que amar
É mesmo tudo?
Se isso não é amor
O que mais pode ser?
Tô aprendendo também...


* I Corintios 13:5-6

terça-feira, 19 de abril de 2011

Chove chuva, chove sem parar...

para se manter sempre no salto...
mesmo morando no Recife...
Hoje recebi um tweet* sensacional: “o Recife só tem dois bairros – Água Fria e Afogados”. Pra quem não entendeu e não está morrendo de rir agora, explico: Recife está debaixo d’água. Né? Afogada em Água Fria? Dãaaan... Piadas lesas à parte, Recife é mesmo uma cidade peculiar quando chove. Entendemos porque tem o título de Veneza Brasileira. Não, não é por conta dos rios Capibaribe e Beberibe que lindamente cortam a cidade. É, na real, porque em dias de chuva precisamos não de carros, mas de gôndolas para cruzar a cidade. Hoje mesmo eu ia ficar loura num salão em Boa Viagem usando um cupom mó brodagem que comprei no Peixe Urbano. Saí de casa com hora e meia de antecedência mais ou menos, tipo 9h30. Moro na Boa Vista, ali perto do 13 de maio. Perto das 11h eu ainda estava parada em frente ao hospital Português, na Agamenon, naquela faixa colada ao canal, sem a menor possibilidade de retorno. Liguei para o salão e remarquei. Fiquei arrasada, estava louca para estrear um visual paquitoso ainda hoje. Mas tudo bem, cest la vie. Coisas de Raincife (mais uma do twitter). A moça do salão, Claudia, me disse que tinha gente que saiu de casa às 7h30 e ainda não havia chegado lá. Nessa hora consegui furar a gigantesca fila de carros e fazer o retorno no Joana Bezerra. Peguei o beco de volta pra casa na própria Agamenon, que no sentido Olinda estava beleza. Quando subi o viaduto voltando pra casa vi o dobló que estava na minha frente no sentido Boa Viagem ainda parado exatamente no mesmo lugar. Minha gente... o que é isso, afinal? Ontem à noite, quando eu e meu gatinho estávamos indo pra Casa Forte tomar um clone de choppinho no Botequim Real, pegamos vários trânsitos lentos por conta dos pontos de alagamento. Vários mesmo! É incrível como é preciso pouca chuva pra cidade transbordar. E isso se deve, pessoas, não apenas ao fato da nossa cidade estar situada abaixo do nível do mar. Se deve, principalmente, a má educação da população daqui mesmo. Por que as galerias entopem tão facilmente? Porque jogamos lixo nas ruas. Jogamos não, alto lá! EU bato no peito e digo que não jogo. Minha bolsa é cheia de papel de bombom, chiclete, panfleto, et cetera... mas eu não jogo lixo no chão. E fico mordida com quem joga. A falta de consciência é tanta que já vi até um garçom, num bar no Recife Antigo (faz tempo, né?), fazendo meio que um rodinho com a mão envolta no seu paninho de pratos e jogando tudo que estava na mesa – casca de amendoim, saco do amendoim, copo descartável, guardanapos, etc – no chão. No chão! Vocês acreditam??? Fiquei tão chocada e falei montes pra ele, falei que uma atitude como aquela provoca alagamento na cidade, blá, blá, blá, além de ser anti-higiênico e uma puta falta de educação. Ele simplesmente me olhou com cara de bunda e fez a mesma coisa na mesa do lado. É lasca.  Fora o povo que de dentro dos seus carros de luxo fica jogando tudo pela janela, o que prova que educação não tem nada a ver com dinheiro. Consciência, meu povo! Vamos ajudar a nossa cidade a não morrer afogada! 


* que tal me me seguir no twitter? @kimarinho. =)

domingo, 17 de abril de 2011

Eu estava escrevendo um texto sobre paciência. Eis que levanto da cadeira e deixo o computador sobre a mesa por 10 segundos. Quando voltei vi que Renato, meu filhote levado, sentou na cadeira e começou a editar meu texto. Não estava no word (erro grave), estava direto no editor do blogger. Pois é... perdi tudo. Então, no lugar de escrever sobre paciência, eu vivi um exercício de paciência. Como sempre, né? Afinal ser mãe é, entre outras milhares de coisas, um exercício diário de paciência. Amanhã eu volto, talvez retomando o tema paciência. Ou não. Quem me ler, verá. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Ronc, ronc...

ah, que inveja de dormir largado assim...
Eu adoro dormir. Adoro mesmo. Muita gente fala que é perda de tempo, mas pra mim dormir é um prazer imenso, comparado a coisas como comer uma boa comida ou dar uma boa namorada. Pois é. E dormir é uma coisa que eu venho fazendo pouco, muito pouco. Um dia antes de Renato nascer, exatamente na noite do dia 28 de janeiro de 2009, eu não dormi. A cesárea estava marcada para 7h do dia seguinte e eu não consegui relaxar. Acho que de lá pra cá - isso mesmo, mais de dois anos - não consegui dormir uma vez sequer como eu dormia antes de tê-lo. Mesmo quando eu viajo, ou quando eu fui internada (diverticulite / redução de estômago), não consegui dormir, pois sempre tem alguém que vem me acordar, ou tem alguma coisa que preciso fazer, blá blá blá. Eu tinha marcado com o gatinho um relax para depois do carnaval. Até que saímos da cidade, sem filhos, sem amigos, só nós dois. Mas dormir.. não. Não dormimos. Relógio biológico é punk e o dele é extremamente regular. Militar, né? Ou seja: 6h da madrugada, no máximo, ele acorda... e me acorda também. Ainda bem que acordar com o gatinho é muito bom. Mas... eu queria dormir, sabe? Dormir sem hora pra acordar, sem responsabilidade qualquer, sem nada. O sono, para quem não sabe, não é apenas uma necessidade de descanso mental e físico. É durante o sono que ocorrem vários processos metabólicos que, se alterados, podem afetar o equilíbrio de todo o organismo. Estudos que comprovam que quem dorme menos do que o necessário tem menos vigor físico, envelhece mais rápido (argh!!!) e está mais propenso a infecções, obesidade, hipertensão e diabetes. Pow, cara! Tás vendo como dormir é importante? Eu li na internet que a Universidade de Stanford, nos EUA, realizou um "estudo de atenção" com pessoas que não dormiam há 19 horas. O resultado foi que eles cometeram mais erros do que pessoas com 0,8 g de álcool no sangue - quantidade equivalente a três doses de uísque. No mesmo teste, as tomografias computadorizadas do cérebro das pessoas privadas de sono mostraram redução do metabolismo nas regiões frontais (responsáveis pela capacidade de planejar e de executar tarefas) e no cerebelo (responsável pela coordenação motora). Ou seja, não dormir provoca dificuldades na capacidade de acumular conhecimento e alterações do humor, comprometendo criatividade, atenção, memória e equilíbrio.  Além disso, é durante o sono que são produzidos alguns hormônios, como por exemplo o hormônio do crescimento, conhecido como GH, cujo pico de produção ocorre durante a primeira fase do sono profundo, aproximadamente meia hora após pegar no sono. Deve ser por isso que Renato é tão grande, então. Porque pense numa criança que dorme, viu? A média é 9h por noite. Bom, né? Demora a dormir, luta o quanto pode, mas quando sucumbe... nem um terremoto acorda ele. Enfim... vou ver se tiro um dia inteiro só pra dormir. E, acreditem, minha sensação não será, nunca de perda de tempo.  

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dia do beijo é todo dia!!!

a um passo da eternidade
Hoje é o dia do beijo! E eu... não beijei. É, leitores. Acreditem. Eu, que não pertenço mais ao universo das prateleiras, não beijei no dia do beijo. Mas... se for pra pensar por essa lógica, em todos os demais dias do ano nos quais não comemoramos o dia do beijo não devemos beijar? Vejamos... hoje eu não beijei porque não vi o meu gatinho. A maratona foi grande: trabalho 1, médico, exame, banco, trabalho 2... É. Deu não. Ele até que ligou pra me ver, mas eu já estava no mundo. E, por isso, perdi a oportunidade de beijar no tal do dia do beijo. Mas eu queria mesmo beijar. Não por ser o dia do beijo, mas porque beijar o meu gatinho é muuuuuuuito bom. E está ficando cada vez melhor, com a intimidade, a cumplicidade e o afeto, elementos que crescem cada vez mais entre nós (como diria Dianely: "sua romântica! sua apaixonada!". hahahahahahaha).  
Homem aranha
Quando beijamos movimentamos 29 músculos, sendo que 17 deles são da língua (eu nem sabia que tinha tantos músculos na língua!). Sendo assim, posso afirmar que estou fazendo musculação. É porque acho que eu nunca beijei tanto na vida. Meu gatinho se amarra em beijar! Trocamos nosso primeiro beijo, como vocês devem saber, no Chevrolet Hall, no show do Capital Inicial, no último dia 5 de fevereiro. Eu tinha dito aos meus novíssimos amigos de infância que ia beijá-lo quando tocasse a música "Fogo" ("é tão certo quanto o calor do fogo, eu já não tenho escolha e participo do seu jogo..."). Deu tempo não, ó. O gatinho foi mais rápido e me beijou antes. E eu, na real, não gostei do beijo dele não. Mas ainda bem que ignorei a máxima de que a primeira impressão é a que fica. O beijo do segundo encontro foi muito melhor e hoje é do tipo que me deixa sem ar, sabe como é?? Ai, ai, ai... Um beijo bom envolve todo o corpo. Começa com os olhos, acho eu. Quando eles se encontram e se fixam enquanto as bocas se aproximam. Aí as bocas se encontram também e começam, suavemente, a se explorar. Os narizes já estão ligados, absorvendo cada tracinho do perfume da pele do parceiro. Aí o beijo vai ficando mais intenso e as mãos, travessas, iniciam o passeio pelo corpo do outro. Ah, como é bom... Eu, particularmente, gosto bastante de beijar. É, até, terapêutico. Beijando a gente esquece do mundo e dos problemas. Beijar é bom e faz bem. Ponto. Eu recomendo. Então estamos combinados: façamos de todos os dias do ano o dia do beijo. Beijemos, pois, meu povo. Vamos beijar muito porque o mundo precisa de amor e de felicidade. E amor e felicidade são coisas que têm tudo pra começar com um bom beijo... 

terça-feira, 12 de abril de 2011

Planejando os 40

nada de tuntz, tuntz no meu niver!
Vocês já viram alguém que está esperando - até com uma certa ansiedade - pelo aniversário de 40 anos? Pois é... eu planejo minha festa de 40 anos há tempos e hoje, no meu trabalho número 1, durante o temporal das 13h, enquanto esperávamos o almoço chegar (china 48 para os curiosos) eu e minhas amiguxas de sala ficamos planejando o meu niver. Tá, tá bom. Eu acabei de fazer 38. Mas pow... 40 anos é um número super-redondo (tem hífen ainda???). Além de ser um fechamento de década estamos falando de entrar nos "enta". É. Exatamente isso. O sufixo que indica que o nosso prazo de validade está começando a expirar. Hahahahahahahahaha... não, eu não acho isso não. Eu acho que aos 40 eu vou começar uma nova - e maravilhosa - fase da minha vida. Pensa bem: aos quarentinha eu já vou estar turbinadíssima! Meus 300 ml de silicone já estarão devidamente implantados nos meus peitos, tudo que despencou depois da redução estará devidamente arrumado... enfim! Trata-se de um aniversário que merece - mesmo - ser muitíssimo comemorado. Enfim. Comecei a passar os dados do que eu queria fazer para minha amiga e personal promoter Mariazinha. O tema: anos 80, lógico!!! A ver: casa de festas A, 200 convidados, barman, mesa de drinques, buffet oriental, DJ, fantasias, fotógrafo, blá, blá, blá... Veredito: R$ 20 mil. É. Vinte mil pilas. Caro, né? Considerando que acompanho a organização de dois casamentos e a média de gasto fica lá pela casa dos 30 mil... até que não é absurdo. Mas, pelo menos pra mim, é caro sim!. Os cortes começaram: casa de festas B ou C, 100 convidados, buffet normal, barman, mesa de drinques, DJ, fotógrafo, fantasias... Olha só: 10 mil. Já melhorou. O fato é que com festinha ou festão eu pretendo comemorar imensamente as minhas quatro décadas de vida. E vai ser massa, de uma forma ou de outra. Mas sonhar não custa, né? E como não custa vou planejando a festa dos meus sonhos e pensando em realizar a festa da minha realidade. Aguardem as novidades!!!

domingo, 10 de abril de 2011

Ser mãe é... enlouquecer no paraíso!

calma, calma... é pra mim, não pra Renato!
Desespero total: estou há quase duas semanas sem babá. Ah, claro. A babá era de Renato, meu elétrico filho de dois anos e dois meses. Ela - a babá - cuidava de Renato desde que ele tinha 11 meses. Em fevereiro tirou férias. Não voltou mais. Mandou a mãe avisar que não ia voltar. Desde então minha odisseia começou: a busca por uma nova babá. Não perfeita, porque esse modelo aí não existe. Mas uma que, pelo menos, aguente Renato. Isso já está de bom tamanho. Renato é realmente uma criança muito agitada. Ele não para, nunca. Nem quando dorme. Dormindo ele revira todo o berço e tudo que está dentro dele invariavelmente amanhece no chão do quarto. E forte que ele é? Meu Deus do céu, ele deveria se chamar Hércules. Ou Bambam. Ou Taz, como bem disse minha amiga Rachel. É difícil ter paciência com ele. Ele bate, morde, empurra, se joga no chão e esperneia. E eu me irrito, tenho vontade de bater, de gritar, de chorar. Tenho vontade, às vezes, de correr louca. Porque ele é foda mesmo. Uma das babás que veio para a vaga durante a semana deu a real: “não aguento ele não senhora”. A outra, que disse que vem amanhã, estuda enfermagem. Isso quer dizer alguma coisa? Não sei. Mas tomara que ela venha mesmo. Só acredito depois que ela chegar. E ficar. Até porque preciso da babá para pôr em prática o plano de disciplinamento dele: escola + natação. Sozinha não dou conta da logística da coisa. Acordar, dar banho, arrumar, levar. Enfim. Preciso mesmo de alguém. Minha mãe se esforça e dá o melhor de si. Mas ela já tem quase 81 anos, não é moleza não. Não é pra mim, que tenho 38 anos, imagina pra ela. Ser mãe é muito difícil mesmo. É um exercício de paciência. De carinho. De amor. Ele é lindo e levado, de maneira diretamente proporcional. Genioso, imperioso, quer fazer o que quer. E, na maioria das vezes, eu não sei o que fazer. Minha esperança é realemente a combinação escola e natação. Espero que a convivência e o gasto de energia em outro lugar o deixe mais calminho dentro de casa. Porque é difícil, viu? Difícil demais... Mas eu o amo. Muito. E o amor vence tudo, né? Tenho certeza que com amor virá a paciência que preciso para educá-lo da melhor maneira possível. E que Deus me ajude, porque com Renato... só Ele mesmo.  

sábado, 9 de abril de 2011

As trilhas sonoras da minha vida, parte 10

Sete Cidades
(Renato Russo)


Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade


Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu


Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo


Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu


Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz


Quando não estás aqui
Meu espírito se perde, voa longe

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vou começar na segunda-feira

"eu odeio segunda-feira"
Alguém aí pode me explicar por que é tão difícil ter disciplina nas coisas? Coisas como dieta, exercícios físicos, uso de cremes hidratantes, tratamentos antiidade... Não sei pra vocês, mas tudo isso é complicado pra mim. Começo até bem, sabe? Depois... morgo. Morgo mesmo. Fico igual ao ceguinho da casa Lux: "quando a gente não quer, qualquer desculpa serve". E é mesmo. Eu fico me sabotando, tipo arrumando 1001 desculpas para não fazer algo que é simples, não vai demorar e, principalmente, vai ser bom pra mim. Caminhar, por exemplo. Eu moro junto de um parque e não caminho. No meu níver o gatinho meu deu um tênis para caminhar. Eu dei a dica, pois falei pra ele que queria me disciplinar nos exercícios físicos aeróbicos. O tênis é lindo e está, ainda, na caixa. Todo dia ele me cobra: "vai caminhar hoje?". E eu sempre dou uma desculpa. Quem perde? Euzinha aqui. Perco porque poderia estar com uma perda de peso mais acelerada. Perco porque o efeito sharpei poderia estar mais suave. Perco porque o meu condicionamento físico poderia ser melhor. Ou seja, perco, perco, perco. Acho que eu não disse pra vocês ainda, mas o meu gatinho é militar. Disciplina é com militar, né? E ele está me ajudando muito nesse sentido. Me estimula, me apoia, me dá força, me cobra. E nem acho que ele está sendo prego por isso. Acho mesmo que ele faz por gostar de mim e por se preocupar. E é massa. Aí hoje eu saí pra comprar duas bermudas de cotton para caminhar. Vou começar no dia oficial de começar as coisas: segunda-feira. Quero ser disciplinada com as outras coisas também, que são mais simples ainda: hidratantes e dieta. Sim, dieta. Ando comendo muito doce e tomando muita coca cola. Isso só pode ofender a pessoa. E se não ofende, no mínimo, engorda. É lascar. Lembrei agora daquela música de Roberto Carlos: IIegal, imoral ou engorda. Lembram? "Vivo condenado a fazer o que não quero, então bem comportado às vezes eu me desespero, se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer que isso ou aquilo não se deve fazer (...) Que culpa tenho eu, me diga amigo meu: será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda?". É, Roberto... Cest la vie.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Como é que desliga, hein?

queria muito ser relax assim...
Fiquei triste hoje. Fui fazer uma avaliação cardiológica, por conta de uns picos hipertensivos que venho tendo desde a semana passada e vou ter que voltar a tomar remédio controlado para a pressão alta. Estou arrasada. Eu já tinha sido desmamada das medicações (todas as três que tomava antes de redução) desde janeiro. Fiquei muito, muito triste mesmo por isso, por ter que voltar a controlar com remédio. Tão triste que o cardio me passou um remedinho calmante, pra me deixar menos triste, isso antes de esperar uma semana e ver como o meu organismo ia se comportar. Hoje, uma semana depois, nova avaliação, novo eletrocardiograma e o parecer: Cozaar, 50mg diários. É da família do Losartan. Já tomei essa droga. O que me deixou tão mal com esse lance de pressão alta, além do fato de detestar tomar remédio, é que me dei conta, mais uma vez, que mesmo tendo autocontrole, tem coisas que fogem ao nosso controle. Coisas como a pressão, por exemplo. Eu continuo em franca perda de peso, mas a pressão voltou a subir. Não há uma justificativa fisiológica para isso. Claro que não está como era antes, sabe? Porque antes da perda homérica de peso ela ficava ali no território dos 21x12, sem sintomas, pois meu corto era extremamente adaptado a isso. Há uma semana que ela dá 14x10. Não é tão alta, mas como estava bem normalzinha, 11x7, 12x8, estou apresentando sintomas, o mais chato deles, aliás: dor de cabeça. O fato é que tive, na semana passada, um puta aborrecimento. Dos grandes, pense. Quando penso ainda tenho raiva. E desde então minha pressão desestabilizou. É como eu disse lá em cima. Foge do nosso controle, afinal não temos um botãozinho de liga e desliga, né? Não dá pra simplesmente marcar um "X" na opção "não vou ligar pra isso". Alguém sabe fazer isso? Se souber, por favor, me ensine. Mas por agora só me resta aceitar, fazer a medicação, reduzir o sal e a cafeína (tchau, red bull...) e voltar para fazer nova avaliação daqui a um mês. Aproveitei e marquei terapia. Porque eu não posso deixar que um aborrecimento - mesmo do nível que foi o que eu tive - me abale tanto assim. Acho que dra. Rita pode me ajudar nisso, já que o Rivotril de dr. Aldo não ajudou. Vou sistematizar as minhas caminhadas também. Atividade física ajuda, não apenas a baixar a pressão, mas também a relaxar. É isso. Bola pra frente.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

3.8

o primeiro choro dos meus 38 anos de idade
Ontem, dia 5 de abril, completei 38 anos de idade. Dia de aniversário é assim, né? A gente fica, invariavelmente, reflexiva. Reflexiva sobre mais um ano de vida, sobre o que construimos até agora, sobre os planos que não concretizamos. Refletimos, também, sobre a nossa popularidade. Sim, amigos, isso é um fato. Lembro que até pouco tempo eu e minha amiga Giska fazíamos uma competição pra ver quem recebia mais ligações, mais presentes e mais convidados na festa. Ela é do dia 2 e eu do dia 5. Ai, ai... Meu dia 5 começou como sempre, com uma ligação dela, Giska, à meia noite. É tradição entre nós. Eu sou a primeira pessoa a desejar feliz aniversário pra ela e ela é a primeira pessoa a me desejar feliz aniversário. Se bem que neste ano eu fuleirei. Tava em Gravatá com o gatinho e entre uma taça de vinho e outra perdi a hora. Mas ela é minha amiga. Entendeu. Porque amigo é assim, entende e perdoa as falhas da gente. Enfim... Meu dia de aniversário foi assim: cheguei no trabalho lá pelas 9h e fui recebida com abraços e parabéns dos meus companheiros de sala. O almoço já estava marcado: 13h, sala de reunião, frango à parmegiana da Pizzaria Atlântico. Adoooooro, o prato e a companhia. A surpresa veio no meio da manhã, quando um entregador entra na sala com um lindo buquê de rosas vermelhas para a "sra. Kiki Marinho". "Presente!", respondi. Era dele. Do gatinho. Acompanhando as rosas, ou vice-versa, uma linda carta, com palavras tão doces e verdadeiras que me levaram às lágrimas. Ele, como sempre, me emocionando. É um dom que ele tem, o gatinho. O de me emocionar. Mais um, aliás. Ele tem vários, mas isso é assunto para um outro post...
e quem se preocupa com as calorias?
Meu dia seguiu tranquilo, passei a tarde em casa, com meu pequeno e elétrico Renato, recebendo ligações de parabéns, mensagens no celular, no orkut e no face. À noite, por insistência da minha amiga Patchi - e ainda bem que ela insistiu - fui para o bom e velho clone do Botequim Real. Novos e velhos amigos reunidos, boas conversas e gargalhadas, abraços e afagos dos amigos e do gatinho. É. Meu dia foi muito bom. Excelente maneira de ficar mais velha essa, esquecendo a preocupação com a popularidade e com as metas ainda não alcançadas. Os prazos das metas podem ser renovados, não é mesmo? E esse lance de popularidade... reforcei, ontem, a minha teoria de que a qualidade é mesmo muito mais importante do que a quantidade. Posso até ter sido mais lembrada no ano passado, mas com certeza cada uma das manifestações deste ano me tocaram de uma maneira mais que especial. Quem me ligou, quem estava comigo em algum momento do dia, fez por realmente me ter como uma pessoa especial. E foi exatamente assim que eu me senti ontem: especial. Obrigada, meus amigos. Cada um de vocês fez o meu dia - e a minha vida - muito mais feliz. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A lua e o mel

você quaaaaaaaaaase foi ao Rio de Janeiro...
mas o retrato aí é de Gravatá mesmo.
Sempre achei engraçado quando as pessoas falavam pra mim assim: “vou viajar no final de semana”. Eu perguntava pra onde e morria de rir ao escutar a resposta “Itamaracá”. Explico: Itamaracá é logo ali, pow. Tipo 30 minutos do Recife. Viagem? Tá bom, então. Estou contando isso porque no último final de semana fiz a primeira “viagem” com o gatinho. Fomos para Gravatá. 40 minutos do Recife. Hahahahahaha... paguei minha língua! Mas voltando ao assunto da primeira viagem com o gatinho, mesmo sendo pra logo ali do ladinho, só posso dizer que foi tudo muito massa. Eu fiquei responsável pelas compras e claro que levei comida para seis meses. Roupas também. Bom, por outro lado, se houvesse uma hecatombe e fosse preciso ficar seis meses em Gravatá certamente não morreríamos de fome nem sede, e eu não precisaria lavar roupas. Programei o cardápio do final de semana com cuidado e carinho, pensando em pratos românticos para comermos no friozinho que faz à noite por lá. Lógico que escalei o fondue. Fondue de carne, acompanhado de vinho tinto seco. Tudo lindo, tudo maravilhoso. Já na estrada me dei conta que esqueci o rechaud, que para quem  não sabe é a panelinha de preparar fondue. Fiquei arrasada! Ele, fofo que só, perguntou se eu queria voltar pra buscar. "Não meu amor, mas obrigada pela fofura". Na sequência lembrei que também deixei os vinhos - tinto seco e o branco suave - sobre a mesa da cozinha. Novo ataque. Nova fofura dele. Ôti, mamãe!!! Tãaaaaao bonzinho!!! Não voltamos, mas ele agregou novos pontos ao bomclube do meu coração. Passamos três dias lá, dormindo e acordando juntos, cozinhando e arrumando a cozinha, apenas eu, ele e as rãs que moram no condomínio em que ficamos. Muitas rãs, aliás. Fizemos programas de namoradinho, como tomar vinho - que ele levou, já que o meu ficou sobre a mesa da cozinha - na beira da piscina à noite, ouvindo o coaxar dos sapos, primos das rãs que estavam no chalé e tirar retratos nos pontos turísticos da cidade. Toda cidade do interior tem um cruzeiro e lá paramos, como bons turistas, para posar ao lado da cruz e da estátua do Cristo, numa prévia, quem sabe, de uma ida à Cidade Maravilhosa. Nós quase brigamos uma vez, só porque eu ganhei na sinuca. Tão competitivo esse meu gatinho... Mas depois ele ganhou no totó. Por um gol apenas. Mas ganhou. Resumo da ópera: excelente pedida esse negocinho de passar final de semana juntos um lugar diferente, mesmo que seja ali do lado. Eu nem lembrava mais como era isso! Minha amiga Patchi ligou no finde toda cheia de dedos, com medo de estar atrapalhando alguma coisa. Disse assim: "não sei se te chamo de lua ou de mel". Morri de rir. Por isso o título do post de hoje é o que é. Para terminar meu textinho de hoje dou, do alto dos meus dois meses de relacionamento, um conselho aos casais: façam sempre programinhas desse tipo. É muito legal para sair da rotina e fortalecer a relação. Eu recomendo. E acho que ele também.