quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu sou uma mãe com delay*

Cubismo: natureza morta de Georges Braque
Estamos no dia 17 de março. Final do primeiro trimestre do ano. Ainda não matriculei Renato na escola. Na verdade eu ainda nem tinha escolhido a escola, visto que tive que de$cartar a$ dua$ primeira$ (e únicas) opções que tinha. Então minha mãe tomou as rédeas da situação. Foi à luta e visitou algumas escolas do bairro, dessas que são mais em conta. Achou uma bacana. Dois quarteirões de casa. Pegou todas as informações, me passou suas impressões, blá blá blá. O preço: pagável. R$ 210,00. O que me choca, realmente, é a tal da lista de material escolar. Putamerda, rapá!!! Será mesmo que Renato vai usar em um ano letivo menos ¼ duas caixas de cola colorida? Um rolo de fita metalóide, seja lá o que isso for? Duas caixas ‘jumbo’ de massa de modelar? Dez botões de vários tamanhos? A lista segue por mais 25 itens. Até minha mãe, que deveria se chamar Poliana, achou “um pouco exagerado, filha”. Mas eu fui mãe tarde. Aos 35 anos. A maioria das minhas amigas já está com os filhos na faixa dos 10 – 12 anos. Isso quer dizer que estou meio por fora do mercado de materiais escolares para bebês de dois aninhos. Na boa? Eu pensei mesmo que eles ficavam lá, empilhando cubinhos e marcando com as mãos de tinta guache as paredes da escola. Me enganei. Refletindo um pouco mais sobre os materiais solicitados imaginei meu pequeno Renato montando um castelo com o cento de palitos de picolé pedido. Ou uma colagem como as de Picasso ou Georges Braque com os três tipos de cola – branca, colorida e com glitter – e as revistas solicitadas na relação. Pois é. Acho que o problema está comigo. Agora, se essa escola, que custa R$ 210,00 passa uma lista de material que quase 30 itens, imagina aquela de R$ 750,00 que eu queria tanto? Creio que até passaporte iam exigir de Renato. Para a ida à Disney, course.  É... preciso me atualizar mais nesse negócio de ser mãe. Prover apenas não é o bastante. Preciso mesmo é participar do desenvolvimento do meu filhote. Mas aí eu me pergunto: como vou poder pagar as coisas do bebê se tiver que largar a minha agitada vida profissional? É... acho que arrumei mais uma coisa pra tratar na terapia...

* delay, pra quem não sabe, quer dizer atraso.

3 comentários:

  1. Bem-vinda ao clube dos pais (e mães ) aflitos. Hoje, tenho plena consciência que a lista de material escolar é um desses insondáveis mistérios da humanidade. Mas, depois de alguns anos de experiência eu aprendi o seguinte: Observe que na sua lista tem (ou deveria ter) especificado material escolar de uso coletivo e uso individual. O de uso coletivo, e a fita metálica deve estar nessa lista... é todo aquele empregado em atividades da escola - festinhas, decoração de carnaval, São João, Natal, essas coisas. E os de uso individual é o que o seu pimpolho irá efetivamente destruir, digo, utilizar ao longo do ano, por isso a quantidade de itens parece absurda, porque você é quem banca as festas da escola. O Procon orienta (veja no site) o que não pode ser pedido pelas escolas na lista de material escolar, fora isso, não há muito o que fazer. É deixar de lado aquele show do Xiroró e Xotãozinho (ou seja, os superfluos da vida) e bancar a educação do pimpolho.

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  2. O site do Procon orienta também a ser comprado apenas o que é de uso individual, pois o material de expediente da escola deve ser incluído na mensalidade escolar. Outra alternativa é que algumas escolas cobram uma taxa anual de material, ou seja, paga-se a taxa e não compra o material da lista. Mas uma dica que vale a pena é de procurar comprar o material em mercados atacadistas e não em papelarias e livrarias, já que eles pedem tudo em caixa e pacotes mesmo! A diferença em R$ é grande!

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  3. Ahhh... eu que sou praticamente uma decoradora de aniversário sei o que é fita metalóide. É aquela fita fininha brilhosa (que aparenta ser metal)muito usada em carnaval... o que ele vai fazer com isso? Acho que ficar desenrolando a fita e se enrolar nela depois! Beijoss!

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