terça-feira, 8 de março de 2011

Como foi a minha primeira vez...

atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu
Calma, calma, mentes maldosas... estou falando da minha primeira vez no Galo da Madrugada. É, acreditem. Sou recifense, bairrista pra caramba, mas nunca tinha ido. Explico: sou presbiteriana não tenho essa cultura de brincar carnaval. Além disso tenho um certo pânico de multidão. Mas meu debut no Galo aconteceu no último sábado e foi, de fato, em imenso estilo: em cima do trio do Maestro Forró e OPBH. Eu, que dizia que nunca no Brasil iria pra o Galo, me vi cumprindo o desfile sobre o carro gigante, olhando, do alto, toda a multidão que se aglomerava para curtir o carnaval. O percurso durou quatro horas, com momentos de sol escaldante, chuva e mormaço. É lindo ver a mistura que colore as ruas do centro do Recife. Emociona. Mas só do alto, visse? Lá em baixo eu não iria não. Never. Nem pensar. É como em todos os demais palcos e trios que acompanhei neste carnaval. É massa. Mas é massa chegar no carro da banda, não pegar trânsito intenso no acesso, não ter que andar no meio da multidão para alcançar os palcos. Só de pensar nisso fico apavorada. Tenho muito medo de aglomerações humanas. Travo geral. Já aconteceu três vezes e foi terrível: o coração dispara, a testa sua e fica difícil de respirar. É pânico mesmo. Mas tirando isso, já que não tive nenhunzinho ataque no carnaval, posso dizer que foi tudo massa. Está sendo, aliás. Ainda não acabou, hoje temos dois palcos. Posso dizer que este carnaval foi, também, o meu debut na produção executiva de uma banda. Fiz, uma vez, de gravação de CD e de um único show. Mas agora... desafio total. E me saí bem. Pelo menos eu acho. Trabalhei muito, passei dois seguidos dias sem ver meu filho. Curti muito também. Sei fazer do trabalho uma grande diversão. Mas valeu por tudo, principalmente pela experiência adquirida. Que venham mais e mais carnavais. Mas só pra trabalhar mesmo. Se não rolar trampo optarei pelo retiro em alguma praia. Mas digo uma coisa: essa foi uma excelente primeira vez. 

2 comentários:

  1. Tem coisas que a gente só faz mesmo a trabalho. No meu caso, atravessar a multidão do Galo e subir em camarotes por pelo menos 5 anos seguidos. Descer e subir ladeiras de Olinda atrás dos principais blocos. Hoje, nÃo tenho disposição para enfrentar a turba, mas acho que sinto falta de estar onde Pernambuco acontece, onde a multidão se entende coletivamente, onde todo mundo porde burlar as regras, (ou quase). Só não tenho paciencia de ver a péssima cobetura pela tv, cada vez mais tosca e sem liberdade criativa - diferente do que se vê nas ruas durante o carnaval.

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  2. Amiga, bem vinda ao mundo mágico do carnaval. lembrei daquela Noite dos Tambores Silenciosos. Lembra? rsrsrsrs
    Beijo

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