quarta-feira, 30 de março de 2011

Parabéns para mim!!!

há um ano era eu que parecia um balão...
Hoje eu estou de parabéns. Não, não é meu aniversário. Meu aniversário é na semana que vem (terça, 05). Hoje é o aniversário de um ano da minha gastroplastia. Êeeeeeeeeeeee!!! 365 dias da minha vida nova. Vamos aos números. Peso em 30 de março de 2010: 135 kg. Peso em 30 de março de 2011: 78 kg. Perda: 57 kg. Manequim em 30 de março de 2010: 56. Manequim em 30 de março de 2011: 42. Namorados em 30 de março de 2010: 0. Namorados em 30 de março de 2011: 1. Massa, né? Aliás, massa não. Alface. Agora eu sou ligth. O fato é que estou bastante satisteita com o resultado da minha cirurgia. Eu levei anos e anos pra me decidir. Achava que redução de estômago era coisa pra gente sem força de vontade, gente que não conseguia perder peso fazendo dietas. Ou seja: gente como eu. Mas eu não via isso. Emagrecer com dieta é coisa para poucos. É preciso um nível de disciplina e organização que é praticamente impossível de encontrar em seres humanos normais, pois infelizmente o normal não é disciplina e ordem. Me convenci disso depois que engravidei, pois além de gorda fiquei sedentária. Antes da gravidez, mesmo gorda, eu era ágil e disposta, pois nadava e fazia dança de salão. Tive que parar com tudo, por ordens médicas, durante todo o primeiro trimestre da gestação. Quando fui liberada para voltar às atividades físicas já não tinha mais ânimo para nada. Resultado: sedentarismo total. Renato nasceu e começou a mamar. Mamou muito, peito exclusivo até os seis meses de vida. Emagreci 27 kg dando de mamar e cheguei aos 107. Depois que o ritmo diminuiu... pense. Comecei a engordar loucamente e quando dei por mim estava com quase 130 kg novamente. E o pior: sem resistência física nenhuma. Zero mesmo. Resolvi reduzir o estômago quando a pediatra de Renato me disse assim: "você tem que tomar cuidado para que o seu filho não seja obeso, pois você é o espelho dele e ele vendo você gorda desse jeito vai achar que isso é normal". Não que gordos sejam anormais. Não acho isso. Mas eu também não queria que o meu pequeno passasse pelas coisas que eu passei. O mundo, definitivamente, não foi feito para gordos. Hoje, menor, vejo isso com mais clareza do que antes (por conta do tal instinto de defesa...). Mas o fato é que se eu pudesse dar um conselho para você que tem dúvida sobre fazer ou não fazer a redução de estômago ele seria assim... um plágio da propaganda da Nike: just do it. As coisas boas superam em milhões porcento as coisas ruins. Riscos existem. Eles existem em tudo na vida. Então não tenha medo. Faça. Mude sua vida. Renasça. Eu renasci. Com mais saúde (tomava três remédios para hipertensão), mais disposição, mais autoestima. E para comemorar o meu aniversário de um ano de reduzida ganhei um mega-presente. Meu gatinho é assim... modelo magro-sarado e me deu pra provar uma bermuda dele. Tamanho: 40. Eu sempre quis usar uma roupa boyfriend mas só conseguiria isso se namorasse o Rei Momo. Olhei atravessado para ele e para a bermuda. Ele insistiu. Vesti. Coube. E eu não coube em mim de felicidade. Ganhei aquele abraço apertado e um belo sorriso orgulhoso dele. Foi, sem dúvida, um excelente presente de aniversário. Foi um momento mastercard. E que venham outros, então. Afinal esse é apenas o primeiro ano da minha nova vida. Parabéns para mim!

domingo, 27 de março de 2011

Eu hoje joguei tanta coisa fora...

Grávida de Renato, novembro de 2008
Hoje eu terminei a arrumação do meu guarda-roupas. O processo durou dois dias. Me dediquei a separar para doar as coisas que eu não queria mais, também para dar espaço aos novos modelitos que estão morando comigo agora. Quando dei por mim percebi que havia separado duas grandes sacolas plásticas de roupas. Isso porque ainda tem aquelas peças que por mais que a gente saiba que não vai usar nunca mais é difícil de se desfazer. Como o meu vestido listrado, por exemplo. Comprei quando estava com 7 meses de gravidez. É esse aí do retrato. Grande, grande vestido. Acho que ele, desfeito, daria para cobrir um circo. Exageros à parte, ele é mesmo bem avantajado. Vesti o dito cujo, só de onda, antes de guarda-lo carinhosamente de novo no meu armário. Acho que cabia eu e mais duas dentro dele. Ah, mas é uma ligação afetiva. Fui com ele pra maternidade para ter Renato. Fui com ele ao hospital para fazer a gastroplastia. É. Definitivamente ele tem um lugar cativo nas minhas gavetas. Essa foi a terceira arrumação pós-gastro. Eu já tinha eliminado as peças 56 a 52. Hoje voaram as 50 e as 48. Me senti realizada fazendo isso. Me senti feliz mesmo. Antes arrumar o guarda-roupas era torturante pra mim. Eu invariavelmente encontrava peças (sim, no plural) ainda com etiqueta que eu comprava pra me estimular a perder peso. Nossa, como isso era deprimente. Achar uma blusa comprada há 2, 3 anos, nunca usada. Graças a Deus não passo mais por isso. É engraçado como quase um ano depois da redução de estômago e quase 60 kg a menos ainda me pego, às vezes, pensando como gorda. Tipo no dia que passei na Renner e vi um vestido bonitinho. Procurei na arara e peguei um pra provar tamanho 52. Ficou um fole. Eu parecia mais uma capinha de liquidificador vestida nele. Claro. Visto 42. 
domingo, 13 de março de 2011
Outra coisa que ainda não me adaptei direito foi ao espaço físico. Vivo roxa, pois bato nos lugares quando acho que não vou conseguir passar. Dizem que pessoas que perdem membros, como braços e pernas, os sentem por toda a vida, como se eles ainda estivessem lá. Será que quem perde muito peso é assim também? Será que mesmo depois das plásticas eu não vou conhecer bem o meu volume corporal? Bom, mas de uma coisa eu sei: nunca mais comprarei roupas para usar quando emagrecer. Pra vocês terem ideia tem duas blusas que estou usando hoje em dia que comprei há uns oito anos. Sério mesmo! Lembro até do dia da compra... Comprei uma branca e depois voltei na loja e peguei o mesmo modelo na cor vermelha. Anos e anos depois, dietas e mais dietas depois, só após quase um ano de gastroplastizada consegui vesti-las. Incrível, né? Hoje compro roupas porque gosto delas, não porque elas cabem em mim. E me sinto bem nelas. Me sinto... normal. Como a gente gosta de se enganar e se sabotar... Como a gente faz coisas que nos machucam. Enfim... é como eu falei acima: por isso eu não passo mais. Tudo que eu compro eu uso logo, procuro oportunidade para vestir. E me sinto bem. Feliz. Realizada. Magra, enfim. E, para terminar, cito a música que meu deu o título do post de hoje: Tendo a Lua, de Herbert Vianna. "Eu hoje joguei tanta coisa fora, eu vi o meu passado passar por mim. Cartas e fotografias, gente que foi embora. A casa fica bem melhor assim. O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu e lendo teus bilhetes eu penso no que eu fiz querendo ver o mais distante e sem saber voar, desprezando as asas que você me deu...". Hoje, com certeza, o meu céu é como o de Ícaro, que não teve medo de voar até o sol, mesmo sabendo que ia morrer por isso. O meu céu é como o dele: pura poesia. Um poema leve. 60 kg mais leve...

sábado, 26 de março de 2011

As trilhas sonoras da minha vida, parte 9

Pitty diz nessa música tudo o que eu gostaria de dizer...


Equalize
(Pitty)

Às vezes se eu me distraio
Se eu não me vigio um instante
Me transporto pra perto de você
Já vi que não posso ficar tão solta
Me vem logo aquele cheiro
Que passa de você pra mim
Num fluxo perfeito

Enquanto você conversa e me beija
Ao mesmo tempo eu vejo
As suas cores no seu olho, tão de perto
Me balanço devagar
Como quando você me embala
O ritmo rola fácil
Parece que foi ensaiado

E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é
Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim

Adoro essa sua cara de sono
E o timbre da sua voz
Que fica me dizendo coisas tão malucas
E que quase me mata de rir
Quando tenta me convencer
Que eu só fiquei aqui
Porque nós dois somos iguais

Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto
E porque quando você me abraça
O mundo gira devagar

E o tempo é só meu
E ninguém registra a cena
De repente vira um filme
Todo em câmera lenta
E eu acho que eu gosto mesmo de você
Bem do jeito que você é

Eu vou equalizar você
Numa freqüência que só a gente sabe
Eu te transformei nessa canção
Pra poder te gravar em mim

sexta-feira, 25 de março de 2011

Declaração de amor aos sites de desconto

ah, que romântico...
Todo dia, quando abro meu email pela manhã, estão lá, na caixa de entrada, dezenas de emails dos vários sites de descontos nos quais estou cadastrada. Peixe Urbano, Clickon, Groupon, Ragateio, O Gente Fina, Pechincha da Vez, Vale Junto, Desconto Maluco... Ufa!!! Trata-se, realmente, de um mundaréu de ofertas para os internautas de plantão! De uma coisa eu tenho certeza: minha vida social está muito mais diversificada depois que me cadastrei nesses sites. Explico: antes deles eu era bastante fiel a alguns lugares, como o Bode, por exemplo. Eis que compro um cupom mó brodagem no O Gente Fina por R$ 9,90 para um bar no Recife que dava direito a duas caipiroscas, duas empadas, uma porção de pasteis e um caldinho. Pra mim, que sou modelo 1.0, é comida até umas horas. Fui com o gatinho. O bar é bonito, a comida é boa... mas é um bar meio que da terceira idade. Ou boa idade, para ser politicamente correta. Eu e ele temos, juntos, 81 anos (37 + 44). Olhaí! Bem na média de idade do lugar. Eu não ligo não, sabe? Afinal não estou saindo pra paquerar. Mas eu e ele não estamos muito empolgados para gastar o segundo cupom. Vou chamar uma das lulus pra ir comigo. Sem falar do público, course. Mas voltando ao assunto, semana passada eu comprei ingressos de cinema por R$ 3,00!!! Massa demais da conta!!! Hoje adquiri cupons do Groupon para o Sushi Bonsai. Esquema demais! Vê só: 1 sunomono + 1 temaki + 13 sushis + 10 cariocas, de R$ 61,50 por R$ 17,83. Fala sério!!! Muuuuuuuuuuuito bom!!! Quem mais vai sou eu! Comprei, também, já no Pechincha da Vez, um jantar italiano no Buca Trattoria. Só fui lá quando se chamava Boungustaio, e os dinossauros ainda vagavam pela terra. Mas tudo bem. Agora terei uma noite romântica à la A Dama e o Vagabundo com o meu gatinho, regado a macarrão e almôndegas. Adoro!!! É a democratização dos restaurantes de elite. Acho massa isso, viu? Excelente ideia esse lance de compras coletivas. Dá oportunidade para mais gente frequentar, nem que seja apenas uma vez, um lugar diferente e bacana. Uso, aprovo, recomendo. Estalinhos para os descontos pela internet!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

O homem que falava... Renatês!!

salve simpatia!!!
Meu filho tem quase dois anos e dois meses. Ele não fala. Nada. Absolutamente nada. Nada inteligível, pelo menos. Ele conversa por horas e horas com a gente. Mas numa língua própria, a língua que é falada lá no planeta dos Renatos. Hilário vê-lo zangado, por exemplo, com os braços cruzados e falando, provavelmente desaforos, só que no idioma dele, o Renatês. Quando ele quer contar algo que aconteceu é que o negócio fica engraçado mesmo pois ele gesticula e os sons que emite tem tons e timbres diferentes, como exclamações ou perguntas. Minha mãe, que passa o dia com ele, diz que entende o que ele fala. Bom... eu não entendo não. Pra mim ele diz báaababa ou dugahá, ou géeedigóoo, tufaloooo, aaaaaaaaaaaga. Este último imagino que seja água. Imagino. Certeza não tenho. Mas quando ele fala isso eu dou água. Nem sempre ele bebe, mas invariavelmente joga em mim. Coisas de Renato. A pediatra dele chegou a insinuar que ele deveria ter algum problema de desenvolvimento, pois com essa idade já deveria estar falando. Conversei com várias mães e todas elas me falaram que cada criança tem seu tempo, não há uma regra. Mãe ele fala, faz tempo. E pai também (chamou o pai de papá mesmo sem vê-lo há um ano inteirinho). Ele olha para a minha irmã e diz "ia". Quero crer que seja tia. Lógico que eu não esperava que Renato aos dois anos e pouquinho falasse "inconstitucionalissimamente". Mas queria que ele já pedisse a bolacha ou o gagau. Ao mesmo tempo fico pensando que vou sentir falta dessa fase do Renatês. É tão bonitinho! Contraditório, não? Quero que ele se desenvolva mas acho linda essa falinha dele. Ele vai pra escola em abril. Tá pertinho. Aí ele vai deslanchar de vez. E eu vou ficar aqui, abestalhada, querendo que ele fale "bãe" quando ele vai me chamar de "genitora". Ai, ai, ai.. Como nós, mães, sofremos, viu? 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Mais um vez

quer ovos? compre no supermercado.
Pergunto: quem é, de fato, responsável pelas nossas frustrações? Respondo: nós mesmos. Explico: a gente se frustra porque gera expectativas em cima de alguma coisa e os únicos responsáveis pelas nossas próprias expectativas somos nós mesmos. É. É triste, mas é a realidade. É triste não ter a quem culpar quando algo não sai exatamente como a gente quer ou planeja. É claro que tem situações que não dá pra ter 100% de controle sobre a expectativa que criamos. Como numa entrevista de emprego, por exemplo, na qual o entrevistador te dá todos os indícios de que você será o escolhido mas na hora “h”, não rola. Ou quando alguém te garante que vai fazer alguma coisa e não faz. Foi uma expectativa, digamos assim, estimulada. Mas mesmo assim fomos nós que, para usar o populacho, contamos com o ovo no fiofó da galinha. Ou não foi? Foi sim. É que, na verdade, é muito mais fácil apontar o dedo e atribuir responsabilidade para outrem. Nos faz sentir melhor. Culpar alguém por nossas frustrações tira um pouco do peso das nossas costas. Há muito entendi que não devemos criar expectativas em cima de coisas que não dependem única e exclusivamente da gente. Mas, ainda assim, me pego fazendo isso. Mesmo depois de esperar tanto das pessoas e me frustrar faço do mesmo modo: deposito minhas expectativas sobre as atitudes de alguém. É que não temos um botão de on / off, né? Pelo menos eu não tenho. Não dá simplesmente pra desligar e parar de esperar que as pessoas façam coisas que a gente considera que seria o correto, ou o justo, ou, no mínimo, o humano. É difícil, pois é inerente a quem vive em coletividade esperar coisas dos seus semelhantes. Mas é assim mesmo. Dia a dia a gente vai aprendendo. Em Amor Covarde Alceu Valença diz "nascemos sós e sós seremos serenos nos fim". Acho que é por aí mesmo. Atingiremos a serenidade quando nos conscientizarmos de que no fim das contas estamos mesmo sós. Compartilho agora com você o meu mantra de hoje: Mais uma Vez, de Renato Russo. Enjoy!


Mais uma Vez
(Renato Russo)


Mas é claro que o sol vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior, de endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem.


Tem gente que está do mesmo lado que você
Mas deveria estar do lado de lá
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Tem gente enganando a gente
Veja a nossa vida como está
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!


Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena
Acreditar no sonho que se tem
Ou que seus planos nunca vão dar certo
Ou que você nunca vai ser alguém
Tem gente que machuca os outros
Tem gente que não sabe amar
Mas eu sei que um dia a gente aprende
Se você quiser alguém em quem confiar
Confie em si mesmo
Quem acredita sempre alcança!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Eu sou uma mãe com delay*

Cubismo: natureza morta de Georges Braque
Estamos no dia 17 de março. Final do primeiro trimestre do ano. Ainda não matriculei Renato na escola. Na verdade eu ainda nem tinha escolhido a escola, visto que tive que de$cartar a$ dua$ primeira$ (e únicas) opções que tinha. Então minha mãe tomou as rédeas da situação. Foi à luta e visitou algumas escolas do bairro, dessas que são mais em conta. Achou uma bacana. Dois quarteirões de casa. Pegou todas as informações, me passou suas impressões, blá blá blá. O preço: pagável. R$ 210,00. O que me choca, realmente, é a tal da lista de material escolar. Putamerda, rapá!!! Será mesmo que Renato vai usar em um ano letivo menos ¼ duas caixas de cola colorida? Um rolo de fita metalóide, seja lá o que isso for? Duas caixas ‘jumbo’ de massa de modelar? Dez botões de vários tamanhos? A lista segue por mais 25 itens. Até minha mãe, que deveria se chamar Poliana, achou “um pouco exagerado, filha”. Mas eu fui mãe tarde. Aos 35 anos. A maioria das minhas amigas já está com os filhos na faixa dos 10 – 12 anos. Isso quer dizer que estou meio por fora do mercado de materiais escolares para bebês de dois aninhos. Na boa? Eu pensei mesmo que eles ficavam lá, empilhando cubinhos e marcando com as mãos de tinta guache as paredes da escola. Me enganei. Refletindo um pouco mais sobre os materiais solicitados imaginei meu pequeno Renato montando um castelo com o cento de palitos de picolé pedido. Ou uma colagem como as de Picasso ou Georges Braque com os três tipos de cola – branca, colorida e com glitter – e as revistas solicitadas na relação. Pois é. Acho que o problema está comigo. Agora, se essa escola, que custa R$ 210,00 passa uma lista de material que quase 30 itens, imagina aquela de R$ 750,00 que eu queria tanto? Creio que até passaporte iam exigir de Renato. Para a ida à Disney, course.  É... preciso me atualizar mais nesse negócio de ser mãe. Prover apenas não é o bastante. Preciso mesmo é participar do desenvolvimento do meu filhote. Mas aí eu me pergunto: como vou poder pagar as coisas do bebê se tiver que largar a minha agitada vida profissional? É... acho que arrumei mais uma coisa pra tratar na terapia...

* delay, pra quem não sabe, quer dizer atraso.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Oi, meu nome é Kiki e eu tenho medo de rejeição!

eu tenho entomofobia! ou blatofobia?
Imagina se as pessoas se apresentassem assim para as outras? Por suas fobias? "Oi, tudo bem, meu nome é Zé da Silva e eu tenho acrofobia". Ou "olá, como vai? Meu nome é Maria e eu tenho medo de barata". Tá, eu tenho medo de altura e também tenho medo de barata. Mas o meu maior medo é, sem dúvida, o da rejeição. Quem me falou sobre isso foi o gatinho, ontem, quando conversávamos. Ele disse que eu sempre toco nesse assunto, volta e meia pergunto se ele vai me deixar. Engraçado que eu já tinha me dado conta desse problema, já tinha notado que falo sempre sobre isso, mas quando outra pessoa nos chama a atenção... parece um soco! Quer dizer que o lance é tão grave que é perceptível. Fiquei reflexiva sobre as muitas vezes que esse medo me impediu de viver as coisas ou me fez fazer coisas que eu não queria por receio de ser rejeitada. Não consegui identificar nada específico. Não por não ter acontecido, certamente aconteceu. Será que eu não comecei a fumar para ser facilmente aceita no meu grupo da faculdade*? Quem sabe... Quem sabe se essa característica não está tão arraigada em mim quem nem me dou conta? Como nós, seres humanos, somos complicados, não é? E olhe que eu me julgo a mais simples das criaturas. É? É. Não é? Não é. Pra mim não tem meio termo não. Mas, mesmo assim, me vejo vítima dos meus próprios traumas e medos. Que saco isso, viu... O gatinho acha que eu devo trabalhar isso numa terapia. Não estou bem certa sobre o que eu acho. Será que a máxima de que "quem procura acha" vai valer aqui também? Tenho medo (olha ele aí de novo) de cutucar uma história que está quietinha e fazer com que ela vire uma grande novela. Vou refletir mais sobre o tema. Por enquanto vou seguir me policiando sobre esses meus medos, principalmente para não fazer com que eles atrapalhem as minhas relações. E tentar não congelar diante de uma barata. Afinal pega mal pra uma senhora de quase 38 anos, não é?  

* parei de fumar há 10 anos, graças a Deus.

terça-feira, 15 de março de 2011

Alguns danos nos acompanham por toda a vida

rolha de poço é o cacete!!!
40. Esse é um número mágico pra mim. É o número do manequim para o qual estou migrando. Minhas roupas tamanho 42 estão começando a ficar folgadas e algumas já seguiram para o ajuste. Meu Deus, parece mesmo um sonho! Nem me lembro de quando usei 40 na vida. Acho que estava no jardim da infância. Algumas coisas ficam marcadas na vida da gente. Pra sempre mesmo. Tipo uma vez no colégio, na  série (não sei traduzir 5ª série para os dias atuais), quando a coordenadora estava perguntando, aluno por aluno, o número da blusa para os jogos internos. A maioria dizia 10, 12. Eu? 16. A risadagem foi geral na sala. Fiquei constrangidíssima e olhei para a coordenadora que, pela cara de bunda, concordava com a turma e se segurava para não rir também. Pense num trauma. Crianças sabem ser malvadas. Ah, se sabem... Guardo belas recordações do Agnes, mas foi, também, um período no qual eu precisei me afirmar. Tinha uma pentelha lá que adorava mexer comigo. Me chamava de rolha de poço, a vaca. No começo eu ficava péssima, mas depois passei a me defender sendo agressiva. E não parei mais. Virei uma lixa. Implacável. Grossa que só vendo. Defesa, pura e simples. Hoje eu percebo isso e tento trabalhar em mim. Mas os danos são profundos e as marcas nem sempre podem ser apagadas. É assim mesmo. Teve gente que não conseguiu se defender como eu e saiu do colégio e tudo. Como Karine, uma menina caladinha que tinha o cabelo bem liso e lambido. Os meninos cismaram que ela tinha piolho e a “brincadeira” pegou. Ninguém sentava perto dela. Quando ela passava todo mundo protegia os cabelos. Ninguém falava com ela. E gritavam, todo o tempo: “piolhenta, piolhenta”. Pobre garota. Lembro de virar e olhar pra ela uma vez, que chorava sozinha em sua banca escolar. Pouco depois ela saiu de lá. Me pergunto quais danos emocionais isso causou nela. Será que ela, como eu, ficou agressiva? Acho que não, pelo perfil da menina. Mas tomara que ela esteja bem. Sofremos muito, ela e eu. E isso foi grave, pois essa fase na qual fomos perseguidas é um fase de total autoafirmação, é quando estamos construindo o que somos e o que vamos ser pra o resto da vida. Pretendo educar Renato de modo que ele seja um garoto bacana. Amigo. Que saiba o limite entre o que é brincadeira e o que fere de verdade. Espero conseguir. E espero que ele não tenha tendência a engordar. Se tiver vou ser rigorosa no controle da alimentação dele. Não quero que me filho sofra as humilhações que eu sofri. Hoje tem até um nome chique: bullying. Não dá pra proteger os filhos de tudo, mas pelo menos disso, como passei pela situação, se acontecer vou saber identificar cedo e ajudar. E que Deus me ajude a educar bem o meu filhote. Porque nesse mundo cão em que vivemos só com Deus no comando mesmo. Amém!

domingo, 13 de março de 2011

Eu posso andar!!!

andei, andei, andeeeeeei até encontrar...
A gente percebe os benefícios de perder quase 60 kg também nas pequenas coisas. Como andar, por exemplo. Hoje, no 'arrastão da Bomba', andando e correndo, subindo e descendo atrás do Maestro Forró e da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, percebi que o volume a menos faz toda diferença. Depois do bloco, voltando para casa, lembrei que há um ano eu mal conseguia ir da casa da minha mãe para o meu trabalho número 1 a pé. Considerando que a distância entre os dois pontos não chega a 1 km... é realmente algo para se refletir. Hoje minha resistência é outra. Posso caminhar por muito tempo e não sinto mais dor nas pernas e nos pés. Posso cruzar as pernas. Posso dançar. Posso correr. Posso sentar num balanço e ficar lá por tempos e tempos (minha bunda cabe na cadeirinha e o risco da corrente quebrar é quase zero). É muito bom, viu? Esse negócio de ser quase magra. Repito isso aqui o tempo inteiro, mas me impressiono, muitas vezes, quando me vejo nos retratos. Tem horas que demoro para me reconhecer. É uma diferença imensa. Mesmo. Porque eu era imensa. 135 kg. É uma imensidão de mulher. Não no sentido bom. No sentido pejorativo da coisa mesmo. Gorda, gorda demais. Gente, que benção foi essa cirurgia de redução de estômago na minha vida. Tudo mudou - para melhor. Eu era feliz. Mas agora estou muito mais feliz. Sério mesmo. Como eu gostaria de falar para todos àqueles que têm medo de fazer a operação: "não temam". Dói? Dói sim. A recuperação é foda? É sim. Vale a pena? Muito mais do que as palavras podem expressar. Reafirmo, sem medo de errar, que depois de Renato foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Perder peso é assim: é quando menos é mais. Muito mais. 

sábado, 12 de março de 2011

Por você eu dançaria tango no teto

Casal feliz. Assim como eu e o gatinho.
"Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer que não existe razão...". Esse trechinho de Eduardo e Mônica (Renato Russo) tem muito a ver com o momento que estou vivendo com o meu gatinho. Afinal quando gostamos de uma pessoa ficamos mesmo um tanto quanto abestalhados, né? Sem razão e sem noção. Digo isso porque me pego rindo de piadas babacas, porque aturo bebedeiras (desde que sejam esporádicas), porque acho lindo quando ele acorda sonolento, porque me divirto com as sovinices dele, porque morro de rir quando ele fica excessivamente cuidadoso com o carro dele. Isso é coisa de abestalhado. Ou não é? Mas tem justificativa. Eu acho tudo isso tão divertido e legal porque ele me olha com olhos de carinho e afeto. Ele me toca com mãos de desejo e vontade. Ele me beija sempre como se fosse a última e infinita vez. E eu gosto cada vez mais dele. Me sinto meio como diz Lulu Santos em Tudo com Você: "quero te conquistar um pouco mais e mais a cada dia". E é isso mesmo que eu quero. Conquistá-lo e ser conquistada, todo dia, cada vez mais. Ele diz que é meu peguete, eu digo que ele é meu namorado. Mas na boa? Isso não tem mesmo a menor importância. Se eu chamo ele de peguete, de namorado... o importante é que quando eu chamo ele simplesmente vem. Está ao meu lado. E me faz muito, muito feliz. Pra você, meu gatinho:

Por você
(Frejat)

Por Você
Eu dançaria tango no teto
Eu limparia
Os trilhos do metrô
Eu iria a pé
Do Rio à Salvador...

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria a prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno...

Por Você!
Eu deixaria de beber
Por Você!
Eu ficaria rico num mês
Eu dormiria de meia
Prá virar burguês...

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher...

Por Você! Por Você!

Por Você!
Conseguiria até ficar alegre
Pintaria todo o céu
De vermelho
Eu teria mais herdeiros
Que um coelho..

Eu aceitaria
A vida como ela é
Viajaria à prazo
Pro inferno
Eu tomaria banho gelado
No inverno...

Eu mudaria
Até o meu nome
Eu viveria
Em greve de fome
Desejaria todo o dia
A mesma mulher...

Por Você! Por Você!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Acabou o carnaval. Feliz ano novo!!!

happy new year!!!
E eu que estava ansiosa para que o carnaval acabasse. Pronto, acabou. E eis que estou aqui, de volta à minha rotina diária de dividir os meus horários entre os empregos 1, 2 e 3, fazer feira, pagar contas, abastecer o carro, et cetera. Por falar em carro e pagamento, é obvio que esqueci de pagar o IPVA. Mas também... vencimento de conta no dia 3 de março? Às vésperas do carnaval?? Ninguém merece! E tem as outras coisas, né? Quando voltei pra casa, na quarta-feira de cinzas, por exemplo, tinha uma pilha de roupas pra lavar, outra pilha pra guardar. Sapatos para limpar, botar no sol e guardar. Percebi que estava sem shampoo e condicionador, Renato sem hipoglós, sem leite, sem potinhos da Nestlè. Tenho algumas sapatilhas pra mandar colar (não resistiram ao carnaval), bermudas e calças pra apertar. Preciso visitar a manicure e a podóloga. É muita coisa. E mais: preciso escolher a escola que Renato vai estudar. Já estamos no meio do mês de março, já passou da hora, na verdade. Hoje liguei para o colégio que era a minha segunda opção. Até razoável o preço: R$ 465,00 (a primeira opção custa R$ 750,00). Mas quando a coordenadora disse que eu teria que comprar livros para o bebê... brochei. Pow!!! Livros??? Meu filho tem dois anos, ora bolas! Ele não lê!!! Ele rasga tudo que pega. Pagar R$ 287,00 em um livro pra ele rasgar? Pensei que material didático para o Infantil I fosse massa de modelar e tinta guache. Me equivoquei. Vou ter que pensar, agora, num plano C. Mas é lógico que voltar à rotina tem o lado positivo também. Vou poder dormir e acordar com Renato, vou voltar a acompanhar as minhas séries preferidas (Law & Order, Law & Order SVU e House), vou conseguir manter atividades mais normais com o gatinho, como ir ao cinema, por exemplo. Nada de correria de um show pra outro, nada de pé de palco, nada de camarim. Vida normal de casal (normal sim, tediosa nunca!). Mas certo mesmo está o meu amigo Negão, que hoje pela manhã me desejou nada mais, nada menos do que "feliz ano novo". É. Ele está corretíssimo. O ano começou agora, com o final do carnaval. Então é isso. Feliz ano novo para todos nós!

quarta-feira, 9 de março de 2011

As trilhas sonoras da minha vida, parte 8

Amor, meu grande amor
(Ângela Ro Ro e Ana Terra)




Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...


Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...


Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...


Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...


Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...


Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...


Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...

terça-feira, 8 de março de 2011

Como foi a minha primeira vez...

atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu
Calma, calma, mentes maldosas... estou falando da minha primeira vez no Galo da Madrugada. É, acreditem. Sou recifense, bairrista pra caramba, mas nunca tinha ido. Explico: sou presbiteriana não tenho essa cultura de brincar carnaval. Além disso tenho um certo pânico de multidão. Mas meu debut no Galo aconteceu no último sábado e foi, de fato, em imenso estilo: em cima do trio do Maestro Forró e OPBH. Eu, que dizia que nunca no Brasil iria pra o Galo, me vi cumprindo o desfile sobre o carro gigante, olhando, do alto, toda a multidão que se aglomerava para curtir o carnaval. O percurso durou quatro horas, com momentos de sol escaldante, chuva e mormaço. É lindo ver a mistura que colore as ruas do centro do Recife. Emociona. Mas só do alto, visse? Lá em baixo eu não iria não. Never. Nem pensar. É como em todos os demais palcos e trios que acompanhei neste carnaval. É massa. Mas é massa chegar no carro da banda, não pegar trânsito intenso no acesso, não ter que andar no meio da multidão para alcançar os palcos. Só de pensar nisso fico apavorada. Tenho muito medo de aglomerações humanas. Travo geral. Já aconteceu três vezes e foi terrível: o coração dispara, a testa sua e fica difícil de respirar. É pânico mesmo. Mas tirando isso, já que não tive nenhunzinho ataque no carnaval, posso dizer que foi tudo massa. Está sendo, aliás. Ainda não acabou, hoje temos dois palcos. Posso dizer que este carnaval foi, também, o meu debut na produção executiva de uma banda. Fiz, uma vez, de gravação de CD e de um único show. Mas agora... desafio total. E me saí bem. Pelo menos eu acho. Trabalhei muito, passei dois seguidos dias sem ver meu filho. Curti muito também. Sei fazer do trabalho uma grande diversão. Mas valeu por tudo, principalmente pela experiência adquirida. Que venham mais e mais carnavais. Mas só pra trabalhar mesmo. Se não rolar trampo optarei pelo retiro em alguma praia. Mas digo uma coisa: essa foi uma excelente primeira vez. 

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ah, as pessoas...

esse é o único tipo de mala que eu aguento carregar
Quanto mais conheço gente mais gosto do meu cachorro. E olhe que eu nem gosto de cachorro e tampouco tenho um. Mas certamente, até pra mim, que não simpatizo muito com os auaus, é infinitamente mais fácil lidar com animais irracionais do que com os supostamente racionais. E o maior problema é que diariamente temos que lidar com gente mesmo, não tem jeito. E ainda por cima eu já não sou essas belezuras todas, né? Sou grossinha que faz gosto e tenho baixa tolerância para engolir desaforos. Então imagina como não é pra mim ter que lidar com gente que se acha a reencarnação de Elvis Presley ou John Lennon? Eu nem acredito em reencarnação!!! Tenho certeza que venho crescendo e evoluindo ao longo dos anos. Já fui muito mais difícil no trato. Hoje, antes de abrir a minha bocona, penso 2, 3, 4 vezes. Mas algumas coisas me tiram, realmente, do sério. Tipo: fale alto comigo não... bote o dedo na minha cara não... me acuse de coisas que que não fiz não... Aff... Perco a cabeça. E quando estou assim... não é legal não. Acho foda também quando as pessoas confundem a minha boa vontade com subserviência. Além disso tem um detalhe: você pode fazer 1000 mas mesmo assim nunca vai ser bom o bastante. Relações humanas são mais ou menos como a relação íntima da mulher com o seu espelho: sempre há alguma coisa que pode ser melhorada. Mas, poxa... vamos reconhecer as coisas, né? Bote esse rei aí pra fora da barriga e volte a pisar no chão, rapaz! Se achar o tal e tratar os outros como se fosse um ser superior não é legal, principalmente quando não se é absolutamente... nada. Subnitrato de pó de bosta. Seja lá o que isso quer dizer. Arrogância não leva ninguém a lugar nenhum, pessoal. Só gera inimizade e mal-estar. Eu aprendi isso no couro, a duras penas. Mas aprendi. E diariamente faço meus exercícios de convivência. A vida é assim. Quem não quiser conviver com gente que vá ser eremita. Mas se escolheu estar entre os iguais o melhor mesmo é se igualar. Mas nunca por baixo, o nivelamento deve ser sempre por cima. Sem medo de errar e aberto a aprender. Afinal aprender é sempre bom, pelo menos eu acho. E acho também que até os subnitratos de pó de bosta podem evoluir. Mas pra isso tem que reconhecer que não é melhor do que ninguém e, acima de tudo, querer evoluir. Evoluir é massa. Vai por mim, pois sou praticamente um pokemón.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Quando o trabalho é, também, diversão

passagem de som: bombação total
Trabalhar é muito bom. Engrandece e dignifica o homem. Alguém, que eu não tenho a menor ideia de quem foi e não vou procurar no Google só pra pagar de sabida, disse isso e eu assino embaixo. Graças a Deus meus pais tiveram condições de bancar meus estudos e só comecei a trabalhar mesmo na faculdade, nos estágios de jornalismo. Meu primeiro estágio foi na Associação dos Servidores do Banco Central – Asbac.  Lá eu fazia o jornalzinho. Esse foi realmente o primeiro. Emendei um no outro. Ao longo do meu curso de jornalismo fiz 14 estágios. Lado bom além da experiência adquirida: fiquei conhecida no meio, o que é muito importante numa carreira profissional que funciona, principalmente, na base de indicação de colegas. Meu primeiro emprego, de carteira assinada, foi num jornal. Lá eu era editora e colunista, muito legal. Hoje, com 13 anos de formada, eu trabalho em três lugares: sou produtora de uma TV institucional; consultora de uma empresa de terceirização e assessora de imprensa e produtora de um grupo musical. Eu adoro os meus três trabalhos. Eles são extremamente diferentes, até pelo perfil dos contratantes (serviço público, empresa privada, cultura) mas todos são bastante legais e edificantes. Na TV, por exemplo, onde estou há nove anos, sou mais popular do que bolo de goma. Posso até não conhecer todo mundo, mas todo mundo, com certeza, me conhece. Na consultoria me reporto ao superintendente, que é um executivo competente e me ensina muito. Já a banda... bom, a banda é um capítulo à parte. Estamos falando de 21 músicos mais sete pessoas na equipe técnica, e no conjunto da obra há, apenas, duas mulheres: a vocalista e eu. Greia total, né? Fora isso, enquanto trabalho posso também curtir, pois adoro dançar. Mas nos três é assim. Meus melhores e maiores amigos são dos meus trabalhos. Minha comadre Mônica, por exemplo, é da TV. Já eu e Raquel nos conhecemos no meu primeiro emprego, aquele lá do jornal. Enfim... E por conta desses laços que são criados, do clima bacana que fica nos locais quando o ambiente é legal, trabalhar termina virando uma diversão. Eu garanto o pão nosso de cada dia e as gargalhadas nossas de cada dia também. Na minha sala da TV é exatamente o contrário da banda: somos oito mulheres e apenas um homem. Papo calcinha total!!! Nos três trabalhos temos vida extra-escritório. Saímos para almoçar, curtir, conversar... Mas não pensem que tudo vira zona não. Trabalho, arduamente, nos três lugares. Afinal as coisas precisam ser feitas e no fim tudo é, na verdade, uma linha de produção mesmo. Mas o serviço sempre flui melhor quando o clima é bom e o ambiente harmônico. A gente chega vai trabalhar feliz. Às vezes até me dá até vontade de arrumar um quarto emprego... Tenho horário vago da meia noite às 6h da manhã. Alguém sabe de algo pra me indicar???