quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O que fazer quando a gente não sabe exatamente o que fazer?

para lá ou para cá?
A vida seria muito mais simples se nós tivéssemos, como naquele programa de Silvio Santos, a possibilidade de pedir ajuda às placas ou aos universitários quando não sabemos a resposta de uma pergunta. Tudo seria, realmente, muito mais fácil. Mas as coisas não são fáceis, não mesmo. As decisões que precisamos tomar, por exemplo. Toda vez que vamos resolver algo temos que pensar em todas as variáveis que cada escolha tem, no melhor estilo “se eu comer bolo de chocolate vou engordar” ou “se eu correr por esse chão cheio de limo vou escorregar e cair”. Ah, mas as questões que enfrentamos no dia a dia não são assim tão simples. Afinal engordar não é o fim do mundo e quando a gente cai quase sempre – eu disse quase – dá pra levantar. Mas e quando o que a gente tem que resolver envolve outras pessoas? Assim, quando a ação vai provocar uma reação que pode vir a magoar alguém? Mas, na verdade, essa – a mágoa – é uma reação presumida, é o que eu acho que pode acontecer. A reação que a gente não espera pode ser outra – melhor ou pior. Nunca se sabe. Mas a vida é feita disso mesmo. Temos que escolher caminhos, sabendo que esses caminhos vão nos levar a algum lugar. Bons. Ruins. Quem vai saber? Eu sou muito racional. Sempre consigo enxergar as coisas com clareza. Vejo, como no xadrez, que uma determinada jogada vai me fazer dar um xeque daqui a três movimentos. Mas enxergar é uma coisa. Resolver é outra. Em geral escolho pelo que manda meu coração. Afinal é como diz aquele pensamento de Pascal: o coração tem razões que a própria razão desconhece. Quebrar a cara faz parte. Mas prefiro mil vezes quebrar a cara tentando. Melhor do que me lamentar por não ter feito. Ser assim me rende problemas. Mas também me rende boas coisas. Meio a meio. Como toda possibilidade, na verdade, é.

4 comentários:

  1. Eu acabei de quebrar a cara (sem condições de colar os pedacinhos), por algo que eu tive inúmeros indícios de que seria furada, mas teimosa, encarei. Tá doendo muito, como eu jamais pensei que doeria, e não sei o que fazer, enfim.. Essa opção de se jogar de cabeça, eu acho furadíssima (na minha opinião). Se alguém tiver uma receitinha pra sair de uma situação assim, me ensina, please.

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  2. amiga, só posso te dizer uma coisa: vai passar. como bem diz o meu amigo Martorelli devemos chorar os nossos mortos. Sem pressa e sem querer passar por cima do nosso próprio tempo. Na hora certa a dor passa e você se descobre totalmente recomposta. Mas tem que ser assim mesmo, sabe? de maneira natural. Já já você sai dessa. tenho certeza! e vc, tenha fé. =)

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  3. Oi Kiki, isto é dilema que muitos de nós pobres mortais passamos. Tem uma música baiana + ou - assim: "Não sei se vou ou se fico, não sei se vou ou sido, o que Deus quiser, quero ir nessa com você..." ñ me peça p/ lembrar a banda, essa eu tirei do fundo do baú... kkk!!!A quem comente várias experiências, boas e ruins nesta situação, existem dois pontos: razão e emoção! Sempre que decidimos pela emoção, a gente vai enxergar flores, um céu azul, e um arco - Iris, que no final dele tem um pote cheio de moedas de ouro...= (ilusão) já a razão quase sempre (QUASE) teremos a decisão certa. E o que seria de nós sem os erros ??? Se com eles é o aprendizado na vida!!!Não dizem as mães que não um MAL que não traga o BEM???

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  4. Bom, não conheço a profundidade das músicas baianas mas, quando eu tava na faculdade a moda era ler um tal de Carlos Castaneda, um antropólogo americano que era chegado a mastigar umas ervas e pedir conselhos a um indio sábio e velho. Eu tinha vários ensinamentos desse índio escrito em meus cadernos. Tinha um que era mais ou menos assim: "Um caminho é só um caminho, não leva a lugar algum. Pense muito antes de decidir mas, uma vez decidido, siga em frente sem olhar para trás, háverá outros mil caminhos adiante para você escolher".Ou qualquer coisa parecida.

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