domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nome aos bois

Picanha: boi morto.
Mas gostoso que só.
Rótulos. Eles estão presentes em várias coisas, principalmente nos produtos que estão expostos nos supermercados e nas farmácias. Eles são fundamentais para nos ajudar a escolher, por exemplo... um catchup. É no rótulo que constam as informações sobre os conservantes, a concentração de sódio e o valor nutricional deles, entre outros valiosos dados. Em se tratando de catchup esse tipo de coisa é ótima. Mas será que é importante rotular as pessoas? Sexta-feira a minha amiga Mariazinha perguntou assim: "vocês estão o que, hein? Estão namorando?". A pergunta nos pegou de surpresa, a mim e ao gatinho. Então Mariazinha começou a nos explicar as diferenças entre o que é o que nas relações. Amigo, namorado, esquema, peguete, rolo, ficante, PA... São muitas as definições que podemos dar pra uma pessoa com a qual estamos saindo e em algumas, digamos assim, categorias, o que difere uma da outra é uma linha muito tênue. E há controvérsias nas definições. Pra mim, por exemplo, PA é um amigo com quem a gente eventualmente transa, só pra fazer a manutenção do sistema mesmo. Pra Mariazinha isso é ficante. Ficante pra mim é um cara com o qual estamos saindo mas que ainda não... assinamos o contrato (hahahahahaha). Pois bem. Ela continuou questionando: "vocês se falam todo dia? Estão se vendo com frequência? Então estão namorando". Ele, o gatinho, assustado, perguntou pra ela se era necessário rotular a nossa relação. Eu respondi. Não, não pra mim. Pelo menos não agora. Na verdade eu nem tinha pensado sobre isso. Se é namorado, se é ficante, se é peguete... Vou citar Chico Buarque para mostrar que não é preciso dar nome aos bois para descrever alguma coisa. Em "o que será" em momento algum ele diz o que é que é que danado dá nele, mas todo mundo sabe do que ele está falando. A ver: "O que será que me dá / Que me queima por dentro, será que me dá / Que me perturba o sono, será que me dá / Que todos os ardores me vêm atiçar / Que todos os tremores me vêm agitar / E todos os suores me vêm encharcar / E todos os meus nervos estão a rogar / E todos os meus órgãos estão a clamar / E uma aflição medonha me faz suplicar / O que não tem vergonha, nem nunca terá / O que não tem governo, nem nunca terá / O que não tem juízo..."Se Chico Buarque que é Chico Buarque deixa no ar o que é que ele sente à flor da pele por que eu vou me preocupar em dar um nome ao que estou vivendo e sentindo? Não, não vou não. No lugar de gastar tempo e energia pensando em como nomear um momento feliz... vou continuar simplesmente sendo feliz. Acho que é melhor assim. Felicidade, afinal, não precisa de mais nada além de ser sentida e aproveitada. E isso é tudo que eu quero agora. 

5 comentários:

  1. Recife! É isso aí! O blog é a voz dos novos tempos da comunicação.
    Parabéns por seu blog, Kiki!

    Convido-te ao http://jefhcardoso.blogspot.com/

    “Para o legítimo sonhador não há sonho frustrado, mas sim sonho em curso.” (Jefhcardoso)

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  2. Oxe... pra que ficar classificando se podemos estar praticando!!! Ficante, peguete, PA, Namorado, importa? Importa é a reciprocidade que se tem na relação, respeito, cumplicidade... seja ela qual nome tiver!!! Por exemplo, tinha um carinha que eu ficava a long long atrás, que chamava super ficante! era um ficante com continuídade... entedesse? sem compromisso, mas ficando na legal! Se Chico Buarque que é Chico, não define o que sente, pq nós meros seres anônimos vamos ter que definir, vamos sentir que é melhor!!!

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  3. É isso aí Kiki! As pessoas se preocupam mais com os rótulos do que com os conteúdos, deixe a vida te levar e de preferência com esse gatinho ao seu lado. bjs!!!

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  4. se depender de mim o gatinho vai estar ao meu lado sim. afinal nada é por acaso. não é mesmo? =)

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  5. Isso se chama maturidade. Seja feliz e dane-se o resto. Bobinha, essa sua amiga.
    Beijos saudosos.

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