terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Do pó viemos e ao pó voltaremos

é só assim que a gente voa, né?
Ontem um leitor e amigo mui querido - Antônio Magalhães - me sugeriu um tema para blogar: onde gostaríamos que as nossas cinzas fossem jogadas caso fôssemos cremados? Refleti sobre o tema e lembrei de uma piadinha que minha amiga Patchi escutou no show de Zé Lezin da Paraíba: "quando eu morrer joguem minhas cinzas num shopping, só assim minha mulher vai me visitar toda semana". Hahahahahaha. Legal, né? Mas fiquei pensando sobre o destino dos meus restos mortais. Acho esse negócio de enterro muito ruim. O ritual é deprimente, sabe? Nunca acompanhei uma cremação, mas penso que deve ser menos doloroso do que acompanhar o passo a passo do sepultamento de uma pessoa querida. Já o lance de espalhar as cinzas em algum lugar bacana... me parece mais legal. Há alguns lugares bacanas sobre os quais eu gostaria de repousar pelo resto da vida. Ou melhor, pelo resto da morte, hahahaha (infame nada!!!). Tipo Fernando de Noronha. Ou o Rio de Janeiro. Ou nas cataratas do Iguaçu. São tantos lugares lindos e que me trazem tão boas recordações que eu ficaria realmente em dúvida sobre o melhor. Mas voltemos a Zé Lezin da Paraíba. Pow, shopping, cara. Shopping é massa. Shopping é um local que me faz feliz também. Mas seria esse um local onde as pessoas lembrariam de mim ao ir? Talvez no Bodin... Aquele bar que assim que eu entro o garçom já vem me receber com uma caipimorango nas mãos. Ou no Memorial São José, maternidade onde meu Renato nasceu e eu renasci. Ou no Palavra da Vida, acampamento evangélico no qual passei deliciosos momentos da minha infância e adolescência. Bom, na verdade, como eu não acredito mesmo em vida após a morte, não importa o lugar onde as cinzas ou os restos mortais vão estar. A bíblia diz "ausente do corpo, presente com o Senhor" e eu acredito nisso. Mas e as pessoas que ficam? Eu, por exemplo, nunca fui visitar nenhum querido em cemitério. Então não quero que as pessoas façam isso comigo também. Prefiro a cremação. Acho que assim não há a perpetuação da dor. Mas não sei, é um tema complexo. A dor da perda nunca acaba, até hoje choro pelo meu avô Josibias, só de lembrar dele. Mas quando falo de perpetuação da dor me refiro a ter um local no qual a gente sabe que os ossos da pessoa estão. Bom, a cremação isso não acontece. E é, no mínimo, uma excelente oportunidade de voar sem avião ou asa delta. Ou não é? =)

6 comentários:

  1. Grande Tonico....Me lembrei das nossas gréias.Amiga, diz a ele que ele é tão querido que isso não vai fazer diferença. As "cinzas" dele já "foram jogadas" no coração das pessoas que convivem ou conviveram com ele.
    Bjinhos saudosos e um lembrete: NÃO ESQUECI DA MINHA FESTA COM RENATO. PRONTO FALEI!!!

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  2. Nossa Cris, como esse post foi tocante pra mim. Eu também choro ao lembrar de minha avó, mas a maioria das vezes não pela dor de sua perda, mas de saudade mesmo, das coisas que ela fazia. (Devido a uma isquêmica cerebral que alterou seu comportamento para o de uma criança). Prefiro a lembrança, sabe? nunca fui ao túmulo dela, nem lembro dos dias no hospital, mas prefiro pensar que agora está na presença do Altíssimo. Como ela se foi, não importa, agora para mim resta apenas os momentos maravilhosos que passamos juntas...

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  3. Oi Cris
    Bem bacana você falar sobre cremação em seu blog.
    Hoje a cremação é mais economica, higienica, ambientalmente correta e mais simples que o sepultamento tradicional.
    Alguns crematórios oferecem uma sala para guardar as cinzas( um cemitério de cinzas). Muitas pessoas, principalmente de mais idade, sentem necessidade de visitar o ente querido, precisam de um apego físico. Por isso, costuma-se espargir as cinzas no local que a pessoa desejava e guarda um pouco das cinzas em um lugar para recordar e ter uma referencia física.
    Sobre o momento de dor, a cerimonia de cremação no Crematorio Vaticano, por exemplo, fala sobre a vida da pessoa e passa um video com os momentos agradaveis, felizes da vida dela. Assim , a ultima lembrança não será terra, tijolos, caixao...e sim os bons momentos.
    Tem um video rapido e explicativo sobre cremação, religioes, cerimonias e cinzas: http://www.youtube.com/watch?v=x5jU0H-jnUg
    Um abraço
    Parabéns pelo Blog

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  4. Sou totalmente contra o enterro!! Eu não quero ir pra um caixão nem mortaaa!! Pavorrr!!
    Quero ser cremada e podem jogar minhas cinzas no mar... Afinal todos se encontram no fim das contas, né?!
    Bejuxx

    Ps.: Adorei o post.

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  5. Pesssoal, antes de virarem poeira, por favor,não esqueçam de doar seus belos olhos, coração, rins, fígado (para aqueles que o ainda tem saudável), pulmão, pele... isso sim é vida após a morte e o derradeiro ato de amor por alguém que vc nem conhece. Central de Transplantes de Pernambuco: 0800 281 21 85.

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  6. meu filho teve morte subita faleceu dormindo gostaria de ter doado seus orgaos mas nao deu, optei pela cremaçao tambem e muito doloroso, mas e um ritual muito bonito,esquecer impossivel,saudades e inevitavel

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