domingo, 27 de fevereiro de 2011

Ele me faz tão bem!

tô feliz que nem o gato de Alice!
Hoje em dia as coisas são muito diferentes da minha época de adolescente. E na minha época de adolescente as coisas eram diferentes da época da minha mãe. E assim sucessivamente. Mas... tem coisas que deveriam permanecer iguais. Ou pelo menos parecidas. Ou qualquer coisa que o valha. Assim não ficaríamos com essa dúvida sobre o nome dos bois, vocês não acham? Já se passaram três semanas desde o dia em que eu conheci um cara no show do Capital Inicial. Ele, como eu já falei aqui, parecia meio perdido no Chevrolet Hall, com a sua dancinha arritmada e sua camisa pólo listradinha. Mesmo assim nós conversamos muito, ficamos juntos, blá blá blá. Nos falamos depois do show. Marcamos para sair. Saímos. Ficamos de novo. E agora ele foi... promovido a namorado!!! Sim, leitores! Eu estou namorando!!! O nome do boi é na-mo-ra-do. Ele me "pediu" ontem, não é legal? Pediu mesmo, tipo: "quer namorar comigo?". Pode parecer careta e atrasado, mas isso é deveras legal. Legal, inclusive, pra que a gente saiba em que território estamos pisando. Afinal, numa relação, é preciso saber até onde podemos ir, né? E até onde não podemos ir, hahahaha... Enfim... Mas ele é mesmo um mocinho muito bacana. Essa semana ele me preparou uma linda surpresa que envolvia tábua de frios (feita por ele), vinho e o meu bolo preferido: rolo. Foi lindo. É como eu falo pra ele - e espero que ele não fique muito convencido: o potencial bélico dele é alto demais! Além de ser compreensivo, companheiro, fofíssimo, gatinho, não ter barriga, ainda prepara guloseimas e... escreve poesia!! Ah, gente... ele escreveu uma poesia pra mim! Corramarlinda, meu Deus do céu!! Eu tinha mandado pra ele I carry your heart with me, de E.E. Cummings e ele atacou com uma autoral. Pense... Fiquei emocionada. De verdade. Esse é um dos dons que ele tem: me emocionar. Outro é me fazer bem. Ele me faz sentir segura, querida, cuidada, desejada, e isso é muito, muito bom. Estou feliz, pessoal. Feliz como há muito não me sentia. E aproveitarei cada momento dessa felicidade, intensamente. Com ele ao meu lado, claro. E, para não perder o hábito de parafrasear, ataco, agora, em dose dupla: Vinícius e Peninha. Que seja infinito enquanto dure e que dure para sempre. Amém.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Tô me guardando pra quando o carnaval... passar!!!

 
"A felicidade do pobre parece 
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
e tudo se acabar na quarta feira..."
É. É isso mesmo. Peço licença a Chico Buarque pra dizer que estou me guardando pra quando o carnaval passar, e não pra quando ele chegar. Hoje é quarta-feira, 23 de fevereiro e faltam poucos dias para os festejos de Momo. Estou ansiosa pra que o carnaval comece logo, mas ainda mais ansiosa para que ele acabe. Estou cansada, cheia de tarefas, cheia de responsabilidade e de coisas para administrar. Depois do carnaval pretendo retomar a minha vidinha normal, com horários normais e atividades normais. Será? Hahahahaha... Acho que não. Quando o carnaval passar as atividades, graças a Deus, permanecerão. A diferença é que terei mais tempo pra organizar as coisas. Meus expedientes nos trabalhos 1, 2 e 3, meu filhote, minha família, meus amigos e, claro, o meu gatinho. Estamos com alguns planos, ele e eu. De fazer um retiro pós-folia, só pra relaxar mesmo... arrumar as ideias (e os hormônios) antes de começar o ano. Hahahahahaha... Arrumar os hormônios... ô pessoinha sem noção que eu sou, viu? Aff... Onde eu estava mesmo? Ah, tá... o ano começa agora, depois do carnaval. E, como diria Marcelo Camelo, todo carnaval tem seu fim. Graças a Deus.

"Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda Bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim, e é o fim
Deixa eu brincar de ser feliz,
Deixa eu pintar o meu nariz..."
(Todo carnaval tem seu fim, Los Hermanos)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Anjos na terra

vai cair, meu filho?
Deus coloca anjos na vida da gente. A cada dia que passa eu acredito mais e mais nisso. Sabe aquelas pessoas que aparecem na hora certa, no momento mais que exato? Pois é... como não acreditar que isso é nada mais nada menos do que obra do Pai? Ontem, por exemplo, por conta de uma discussão doméstica, eu fiquei transtornada. Peguei a chave do carro, desci para a garagem e fiquei dentro do Ka por alguns minutos, sem saber o que fazer. Eis que liga a minha amiga Patchi, que apenas pelo tom da minha voz percebeu o meu péssimo estado. E ela, com sua tranquilidade, me acalmou - certamente guiada por Deus para me dizer as palavras exatas. Hoje foi a mesma coisa. O estresse de ontem ainda me abalava, quando falei com ele, o meu gatinho. Embora nos conheçamos há pouco tempo temos uma ligação forte e intensa. Ao ouvir minha voz ele também identificou meu mau estado e veio ao meu encontro. Ele, o gatinho, é o meu contraponto. O que tenho de agitada ele tem de tranquilo. O que eu tenho de gastadeira ele tem de controlado. O que eu tenho de impulsiva ele tem de racional. E isso, creiam, é sensacional. Porque terminamos por nos completar. Por fazer bem um ao outro. Por deixar feliz um ao outro. Ele, hoje, foi o meu anjo (bom, não só hoje...). Agradeço a Deus pelos anjos que Ele tem posto em minha vida. Anjos são os amigos, a família...  E anjo é, principalmente, o meu filho Renato. É por ele, Renato, que me levanto todo dia, que saio para trabalhar, que engulo sapos e que volto pra casa pra no dia seguinte fazer tudo novamente. É por ele que tento ser, dia a dia, uma pessoa melhor. E em Renato o pacote de "anjo" veio completo, pois até os cachinhos dourados ele tem. Porque presente de Deus é assim: completo. Obrigada, meu Deus, pelos anjos da minha vida. Obrigada, meus anjos, pela paciência, pela amizade e por vocês estarem sempre ao meu lado. 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

As trilhas sonoras da minha vida, parte 7

Pra você, que só bem me faz... =)




O meu amor
(Chico Buarque)


O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada


O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes


Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz


O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita


O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa


Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Analisando (e parodiando): Meu esquema

ninguém merece engarrafamento na piscina
Ontem, no show Frevo, Samba, Soul & Qualquer Coisa, do Maestro Forró, lá no Dona Carolina, tive a oportunidade de conhecer Fred 04, autor de uma das minhas músicas preferidas: Meu Esquema. Assim... eu acho que ninguém canta o amor, o romance e as mulheres melhor do que Chico Buarque. Mas é de Fred 04 a canção que, pra mim, é uma das mais lindas declarações de amor. Que mulher não quer ouvir coisas como “ela é meu treino de futebol, ela é meu domingão de sol, ela é meu esquema...”. Ô, rapaz... que coisa linda! Ele, Fred, escreveu a letra para a mulher. Que pessoa de sorte, viu? Conversei com ele sobre a música, sobre as minhas impressões acerca dela e sobre a minha vontade de que, algum dia, alguém cante essa música pra mim. Ele riu, um riso tímido, como se já tivesse escutado isso várias e várias vezes de várias mulheres como eu. Refleti, então, sobre uma frase que venho escutando com freqüência, dita pelo meu gatinho: “você me faz muito bem”. Vou te contar um negócio... é massa escutar isso, viu? É massa saber que estar ao nosso lado faz com que uma outra pessoa se sinta feliz. Ele também me faz bem. Estar com ele é bom pra mim. Me faz sentir querida, desejada, cuidada. E ele, ainda por cima, beija bem. Eeeeeita!!! É bom demais da conta. Pra ele, o gatinho, eu cantaria algo mais ou menos assim: “ele é o morango da minha caipi, ele é a farofa do meu bode, ele é meu gatinho. Ele é uma raia liberada*, uma manhã ensolarada, meu filezinho. Ele é uma direção hidráulica, ele é cidade desengarrafada, ele é tão fofinho...”. Ah... foi legal, não foi? Hahahahaha... Ei, gatinho... fica convencido não, visse? 

* quem faz natação sabe o quanto é legal ter uma raia só pra gente...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Passarinhos e borboletas

Hoje acordei muito feliz. Acordei não, porque na verdade não dormi. Passei a noite acompanhada de uma imensa revoada de passarinhos verdes e centenas de borboletas na barriga. Todas as asinhas, tanto dos passarinhos quanto das borboletas, batiam ao mesmo tempo e essa sensação, descobri, é mágica. Estou até agora procurando palavras para descrever o estado de felicidade no qual me encontro. Acho que nem os passarinhos nem as borboletas são suficientes de fato para ilustrar. É bom, é intenso, é doce, é quente. É, mesmo, tudo de bom. Estou extremamente cansada pela noite em claro e pelo dia corrido de trabalho - afinal, apesar dos passarinhos e das borboletas, o tempo não pára. Mas sabe quando a gente está cansada de um cansaço bom? É assim. Um cansaço bom. Um cansaço que não é suficiente para diminuir a sensação de revoada de passarinhos verdes e borboletas na barriga. Mas vou dormir agora. Vou dormir e sonhar com os meus passarinhos verdes e as minhas borboletas. E tenho certeza que amanhã acordarei, novamente, muito feliz.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Pelos poderes do engarrafamento!!!

como diria Nelly Furtado: Im like a bird...
Hoje eu peguei um trânsito fudido pra chegar no meu trabalho nº 2 que fica lá onde Shrek foi filmado: tão, tão distante... Engarrafamento tem o seu lado bom. Tá. Tô sendo meio Poliana. Mas tem, né? Dá, por exemplo, pra escutar aquele CD que está no carro há tempos mas não deu pra ouvir direito. Dá pra ouvir mil vezes aquela música que estamos querendo decorar a letra. Dá pra colocar as ligações para os amigos em dia (desde que não tenha nenhum guarda prego por perto). Dá pra fazer uma oração bem grande, cheia de pedidos e agradecimentos a Papai do Céu. Dá pra dar umas sacadas nas vitrines, caso estejamos presos no trânsito de bairros como o Espinheiro ou Boa Viagem. Outra vantagem de ficar parado no meio da rua, dentro de um carro, com ar condicionado (claro), é poder observar a arquitetura da cidade. Temos construções realmente lindas no Recife. Ah, sei lá. Talvez eu esteja achando bom ficar presa em congestionamento apenas por estar feliz. Nem me estressei por chegar no meu destino com quase uma hora de atraso. Acho que a revoada de passarinhos verdes fez isso comigo. E quer saber? Tô é achando tudo isso muito massa!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Nome aos bois

Picanha: boi morto.
Mas gostoso que só.
Rótulos. Eles estão presentes em várias coisas, principalmente nos produtos que estão expostos nos supermercados e nas farmácias. Eles são fundamentais para nos ajudar a escolher, por exemplo... um catchup. É no rótulo que constam as informações sobre os conservantes, a concentração de sódio e o valor nutricional deles, entre outros valiosos dados. Em se tratando de catchup esse tipo de coisa é ótima. Mas será que é importante rotular as pessoas? Sexta-feira a minha amiga Mariazinha perguntou assim: "vocês estão o que, hein? Estão namorando?". A pergunta nos pegou de surpresa, a mim e ao gatinho. Então Mariazinha começou a nos explicar as diferenças entre o que é o que nas relações. Amigo, namorado, esquema, peguete, rolo, ficante, PA... São muitas as definições que podemos dar pra uma pessoa com a qual estamos saindo e em algumas, digamos assim, categorias, o que difere uma da outra é uma linha muito tênue. E há controvérsias nas definições. Pra mim, por exemplo, PA é um amigo com quem a gente eventualmente transa, só pra fazer a manutenção do sistema mesmo. Pra Mariazinha isso é ficante. Ficante pra mim é um cara com o qual estamos saindo mas que ainda não... assinamos o contrato (hahahahahaha). Pois bem. Ela continuou questionando: "vocês se falam todo dia? Estão se vendo com frequência? Então estão namorando". Ele, o gatinho, assustado, perguntou pra ela se era necessário rotular a nossa relação. Eu respondi. Não, não pra mim. Pelo menos não agora. Na verdade eu nem tinha pensado sobre isso. Se é namorado, se é ficante, se é peguete... Vou citar Chico Buarque para mostrar que não é preciso dar nome aos bois para descrever alguma coisa. Em "o que será" em momento algum ele diz o que é que é que danado dá nele, mas todo mundo sabe do que ele está falando. A ver: "O que será que me dá / Que me queima por dentro, será que me dá / Que me perturba o sono, será que me dá / Que todos os ardores me vêm atiçar / Que todos os tremores me vêm agitar / E todos os suores me vêm encharcar / E todos os meus nervos estão a rogar / E todos os meus órgãos estão a clamar / E uma aflição medonha me faz suplicar / O que não tem vergonha, nem nunca terá / O que não tem governo, nem nunca terá / O que não tem juízo..."Se Chico Buarque que é Chico Buarque deixa no ar o que é que ele sente à flor da pele por que eu vou me preocupar em dar um nome ao que estou vivendo e sentindo? Não, não vou não. No lugar de gastar tempo e energia pensando em como nomear um momento feliz... vou continuar simplesmente sendo feliz. Acho que é melhor assim. Felicidade, afinal, não precisa de mais nada além de ser sentida e aproveitada. E isso é tudo que eu quero agora. 

sábado, 12 de fevereiro de 2011

As trilhas sonoras da minha vida, parte 6

As time goes by
Herman Hupfeld


Humphrey Bogart & Ingrid Bergman
You must remember this, 
a kiss is just a kiss, 
A sigh is just a sigh, 
The fundamental things apply, 
as time goes by.


And when two lovers woo, 
They still say "I love you," 
On that you can rely, 
No matter what the future brings, 
as time goes by.


Moonlight and love songs, 
never out of date, 
Hearts full of passion, 
jealousy and hate, 
Woman need man, and man must have his maid, 
that no one can deny.


It's still the same old story, 
a fight for love and glory, 
A case of do or die, 
The world will always welcome lovers, 
as time goes by.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

É conversando que a gente se entende

felicidade estampada nos olhos
Existem muitas coisas que podem ser boas num encontro. A conversa, por exemplo. Mas o bacana da conversa é quando ela flui naturalmente, né? Quando o assunto vem e puxa outro e as coisas vão acontecendo como se o diálogo já estivesse escrito em algum lugar do universo há tempos e tempos. Tá. Viagem minha. Mas é mesmo, sabe? Pois acho que ter fluidez numa conversa, principalmente quando se está conhecendo a outra pessoa agora, não é pra qualquer um. Quando o papo é legal as horas passam e a gente nem sente. Não há tédio. Há, apenas, troca de informação recheada de cumplicidade. E as confissões surgem, as intimidades, a interação. Ah, como é bom. Compartilhar experiências, quero dizer. Sentir confiança na outra pessoa para abrir o coração. Ser confiável ao ponto de escutar os desabafos. E mesmo quando a gente não concorda com o que está escutando... simplesmente compreender. Aceitar. Dar colo. Receber colo. Trocar. Olhar no olho. Sentir a sinceridade naquele olhar. Vocês entendem o que eu quero dizer?  Tô divagando demais hoje. Mas acho que é porque eu estou feliz. Acordei assim hoje. Feliz. Com certeza resultado da boa conversa de ontem. Que venham mais e mais conversas desse tipo. Porque felicidade, assim como uma boa conversa, nunca é demais.  Não é?

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

T.P.M.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!
Tudo Partido ao Meio. Tô Puta Mesmo. Tenha Pena de Mim. Todos os Problemas Misturados. Tocou, Perguntou, Morreu. Tendência Para Matar. Acho que essas definições são bem mais acertadas para TPM do que Tensão Pré-Menstrual. Só quem tem sabe. Desde ontem que eu tô assim, visse? Exatamente assim. É uma vontade ora de chorar, ora de mandar as pessoas ao meu redor tomarem em seus respectivos c... entende? Poxa, será que tudo isso é hormônio mesmo? Lembro que na gravidez eu chorava o tempo todo. Depois que Renato nasceu eu chorava o tempo todo também. Minha ginecologista, dra. Isabel, me consolava dizendo que logo logo tudo ia normalizar. Hormônios. É. Melhorou. Mas não passou. Os dias que antecedem a menstruação continuam torturantes pra mim. São muitas coisas que deixam a gente na pior. Coisinhas ou coisonas, não importa. Exemplo: ontem de manhã experimentei seis roupas antes de escolher a que ia usar pra trabalhar e em todas elas, inclusive a que escolhi, me senti um barril. Outro exemplo foi o taxi que tentei pegar e o motorista não parou quando dei a mão. Chorei no meio da rua. Dá pra acreditar? Pois acreditem. Doida? Não. TPM. Hormôoooooooonios! Existem algumas técnicas para diminuir os sintomas da TPM. Beber muita água, evitar café e demais bebidas escuras, não consumir alimentos fritos, caminhar. Tudo isso pra que o organismo não retenha tanto líquido. Outra opção, mas essa deve ser orientada por um médico, é tomar um diurético. Essas coisas limitam os sintomas físicos. Já os emocionais... queria saber o que podemos fazer para parar de sentir essa angústia, essa vontade de chorar o tempo todo. Cara, teve uma vez, quando eu tava tomando injeção anticoncepcional (trimestral), que parei de menstruar. O sangramento não tinha, é fato. Mas a TPM... vinha com tudo! E demorava muito mais do que o normal para passar. Meu namorado na época sofreu, viu? Porque eu ia dormir ótima e acordava aos prantos. Ele me olhava desesperado, sem saber o que fazer. Ah, os hormônios... esses malditos hormônios!!! Mas tenho certeza de uma coisa: quando eu entrar na menopausa vou sentir é falta de menstruação e até mesmo da TPM. Pensando por esse lado até que a tensão pré-menstrual não é assim tão ruim. Né?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O que fazer quando a gente não sabe exatamente o que fazer?

para lá ou para cá?
A vida seria muito mais simples se nós tivéssemos, como naquele programa de Silvio Santos, a possibilidade de pedir ajuda às placas ou aos universitários quando não sabemos a resposta de uma pergunta. Tudo seria, realmente, muito mais fácil. Mas as coisas não são fáceis, não mesmo. As decisões que precisamos tomar, por exemplo. Toda vez que vamos resolver algo temos que pensar em todas as variáveis que cada escolha tem, no melhor estilo “se eu comer bolo de chocolate vou engordar” ou “se eu correr por esse chão cheio de limo vou escorregar e cair”. Ah, mas as questões que enfrentamos no dia a dia não são assim tão simples. Afinal engordar não é o fim do mundo e quando a gente cai quase sempre – eu disse quase – dá pra levantar. Mas e quando o que a gente tem que resolver envolve outras pessoas? Assim, quando a ação vai provocar uma reação que pode vir a magoar alguém? Mas, na verdade, essa – a mágoa – é uma reação presumida, é o que eu acho que pode acontecer. A reação que a gente não espera pode ser outra – melhor ou pior. Nunca se sabe. Mas a vida é feita disso mesmo. Temos que escolher caminhos, sabendo que esses caminhos vão nos levar a algum lugar. Bons. Ruins. Quem vai saber? Eu sou muito racional. Sempre consigo enxergar as coisas com clareza. Vejo, como no xadrez, que uma determinada jogada vai me fazer dar um xeque daqui a três movimentos. Mas enxergar é uma coisa. Resolver é outra. Em geral escolho pelo que manda meu coração. Afinal é como diz aquele pensamento de Pascal: o coração tem razões que a própria razão desconhece. Quebrar a cara faz parte. Mas prefiro mil vezes quebrar a cara tentando. Melhor do que me lamentar por não ter feito. Ser assim me rende problemas. Mas também me rende boas coisas. Meio a meio. Como toda possibilidade, na verdade, é.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Do pó viemos e ao pó voltaremos

é só assim que a gente voa, né?
Ontem um leitor e amigo mui querido - Antônio Magalhães - me sugeriu um tema para blogar: onde gostaríamos que as nossas cinzas fossem jogadas caso fôssemos cremados? Refleti sobre o tema e lembrei de uma piadinha que minha amiga Patchi escutou no show de Zé Lezin da Paraíba: "quando eu morrer joguem minhas cinzas num shopping, só assim minha mulher vai me visitar toda semana". Hahahahahaha. Legal, né? Mas fiquei pensando sobre o destino dos meus restos mortais. Acho esse negócio de enterro muito ruim. O ritual é deprimente, sabe? Nunca acompanhei uma cremação, mas penso que deve ser menos doloroso do que acompanhar o passo a passo do sepultamento de uma pessoa querida. Já o lance de espalhar as cinzas em algum lugar bacana... me parece mais legal. Há alguns lugares bacanas sobre os quais eu gostaria de repousar pelo resto da vida. Ou melhor, pelo resto da morte, hahahaha (infame nada!!!). Tipo Fernando de Noronha. Ou o Rio de Janeiro. Ou nas cataratas do Iguaçu. São tantos lugares lindos e que me trazem tão boas recordações que eu ficaria realmente em dúvida sobre o melhor. Mas voltemos a Zé Lezin da Paraíba. Pow, shopping, cara. Shopping é massa. Shopping é um local que me faz feliz também. Mas seria esse um local onde as pessoas lembrariam de mim ao ir? Talvez no Bodin... Aquele bar que assim que eu entro o garçom já vem me receber com uma caipimorango nas mãos. Ou no Memorial São José, maternidade onde meu Renato nasceu e eu renasci. Ou no Palavra da Vida, acampamento evangélico no qual passei deliciosos momentos da minha infância e adolescência. Bom, na verdade, como eu não acredito mesmo em vida após a morte, não importa o lugar onde as cinzas ou os restos mortais vão estar. A bíblia diz "ausente do corpo, presente com o Senhor" e eu acredito nisso. Mas e as pessoas que ficam? Eu, por exemplo, nunca fui visitar nenhum querido em cemitério. Então não quero que as pessoas façam isso comigo também. Prefiro a cremação. Acho que assim não há a perpetuação da dor. Mas não sei, é um tema complexo. A dor da perda nunca acaba, até hoje choro pelo meu avô Josibias, só de lembrar dele. Mas quando falo de perpetuação da dor me refiro a ter um local no qual a gente sabe que os ossos da pessoa estão. Bom, a cremação isso não acontece. E é, no mínimo, uma excelente oportunidade de voar sem avião ou asa delta. Ou não é? =)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Como reconhecer um recém-separado

mas dança, viu?
Você está em um show de rock (tá, pop rock). Eis que surge na sua frente um carinha dançando estilo anos 80, vestindo uma camisa pólo listrada e usando técnicas de aproximação não muito eficazes. Parece, até, meio deslocado, como se aquele lugar fosse completamente estranho a ele. Ele, também, não sabe bem onde colocar as mãos e ignora solenemente as letras das músicas do período pós-Xuxa. Pois é, estamos diante de um recém-separado. Sabe como é? Um cara que estava fora do Mercado há muuuuuito tempo e voltou há pouco para a prateleira. U-huuuuuuuu, bom pra mim! Afinal EU também estou na prateleira, não é? Então. Não devemos ignorar um moçoilo apenas por ele dançar pior do que Coisinha de Jesus, usar roupa de mauricinho e falar algumas besteiras. Eu, por exemplo, não ignorei. Dei a real pra ele, claro. Disse que estava obvio mesmo que ele estava voltando para o mercado agora. Ele riu e perguntou por que. Respondi os três pontos que elenquei lá em cima. Ele riu mais uma vez. E me contou sua história. Passamos a noite toda conversando, entre uma música e outra que o belo vocalista do Capital Inicial cantava no palco. Percebemos muitas coisas em comum, como por exemplo a dificuldade de reinserção no mercado depois de tanto tempo. Nunca fui casada mas a gravidez, a licença maternidade, a redução de estômago e o período de adaptação à nova vida me deixaram numa situação parecida com a dele. Grande parte dos meus amigos está casada ou namorando ou com filhos pequenos. Demorou mas agora já estou – graças a Deus – totalmente fora do meu coma social. Eu disse pra ele que era assim mesmo. A gente demora pra se adaptar às novas tendências – músicas, roupas, bares e baladas. Mas a gente consegue. É só ter paciência e fé. E fazer como ele está fazendo mesmo: ir atrás de conhecer gente nova e arrumar novos melhores amigos de infância. E tem coisa melhor?

domingo, 6 de fevereiro de 2011

As trilhas sonoras da minha vida, parte 5





À Sua Maneira
Composição: Gustavo Cerati / Zeta Bosio
versão: Dinho Ouro Preto


Ela dormiu no calor
Dos meus braços
E eu acordei sem saber
Se era um sonho


Algum tempo atrás
Pensei em te dizer
Que eu nunca cai
Nas suas armadilhas de amor...


Naquele amor
À sua maneira
Perdendo o meu tempo
A noite inteira...


Não mandarei
Cinzas de rosas
Nem penso em contar
Os nossos segredos


Naquele amor
À sua maneira
Perdendo o meu tempo
A noite inteira...

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Alcachofra

bonitinho que só
Às vezes eu me sinto como uma... alcachofra. Sim, uma alcachofra. Sabe por quê? Vocês já reparam nos buffets que essa hortaliça está sempre presente nas mesas? Todo mundo olha, todo mundo acha bonito, muita gente sabe as propriedades nutritivas e medicinais dela mas... quase ninguém come. Pois é. Às vezes  ela até vai no prato, talvez por conferir ao mesmo um belíssimo visual, mas nem essas são comidas. Ficam lá, mais uma vez, apenas enfeitando... Eu mesma já fiz isso inúmeras vezes. Pois é. Ando recebendo muitos elogios pelo meu novo visual. Quem me conhecia antes da redução fala que estou mais bonita, mais jovem, mais iluminada, blá, blá, blá. Quem não me conhecia fala que eu sou gata, monumental, deliciosa, blá, blá, blá. Mas se eu disser pra vocês que eu pegava mais quando era gorda, vocês acreditam em mim? E é a pura verdade. É porque é antiético o aprofundamento no tema, mas tenho, digamos assim, um bom currículo (hehehehe). Não é que eu não esteja pegando ninguém no momento. Até que eu tô, sabe? Mas quero namorar. NA-MO-RAR. Mão dada, cinema, viagens de fim de semana. Coisas assim. Tô na prateleira, gente! Quero sair dela! Quero ser como o sushi: muita gente olha atravessado quando vê pela primeira vez. Mas depois que prova... não deixa nunca mais de comer...  

Momento educativo - A alcachofra (Cynara scolymus) é uma flor imatura, pertencente à mesma família das margaridas e dos girassóis - a família das Compostas. É boa para a digestão e melhora as funções hepáticas. É eficiente também na redução do excesso de gordura no sangue e por conta da alta concentração de ferro e vitamina C que possui  tem o poder de combater anemia e raquitismo.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Mulher macho? Não. Mulher machista, sim senhor.

Maria Bonita
Tenho um amigo que nunca me deixa pagar ou dividir as contas com ele. Ontem mesmo, lá na minha segunda casa, onde eu estava com a Ingratinha, ele chegou depois que já tínhamos derrubado um filé de costela de bode e algumas caipis. Tomou três doses e pagou a conta toda, inclusive o manobrista. Afirmou categoricamente que em mesa que ele senta mulher não paga nada. Eu andava meio desabituada com esse tipo de comportamento masculino, logo eu que sempre me orgulhei de ser independente, segura, blá blá blá. Mas vou confessar: sou machista sim. Gosto de homem que paga a conta, que protege, que abre a latinha de coca cola pra preservar minha unha, que troca o pneu do carro e que mata baratas. Gosto, também, dos cavalheiros. É muito legal um cara que abre a porta do carro pra gente. Que orienta o garçom a nos servir primeiro e que não começa a comer antes de você começar. Mas, em certas coisas, eu estou mais pra macho. Calma, calma. Estou apenas dizendo que tem coisas que são características de pessoas do sexo feminino que eu não apenas não faço como não tenho paciência com quem faz.  Exemplo: DR. Discussão de relação é um negocinho que me incomoda tremendamente. Eu não tolero fazer isso e acho um saco quem faz. Claro que alguns homens - pasmem - adoram fazer, mas é mais típico nas mulheres. Entendo que as DSs (discussões de situação) são necessárias. Mas colocar em cheque o relacionamento ou encher o saco do parceiro só porque ele deixou pela milésima vez a toalha molhada sobre a cama, ou até mesmo por uma situação mais grave, como o desinteresse sexual, é pra matar! Conversas são fundamentais. Rosários intermináveis de lamúrias não. Primeiro que eu nem falo nada quando estou com raiva (exceção = TPM), seja com namorado, amigo, chefe, ou qualquer coisa que o valha. Só falo depois que a poeira assenta. Me sinto, às vezes, como Leandro e Leonardo: "é que nossas diferenças se acabam no quarto em cima da cama". Não é pensamento de homem? Pois é. Que seja! Acho mesmo é que isso é pensamento de quem não quer perder tempo brigando e remoendo passado. Tipo eu, por exemplo. A vida é tão curta, gente. Desperdiça-la com discussões e rancores é o erro. Vivamos, pois, todos felizes e contentes, sem discutir relações. Assim tudo vai ser bem melhor, eu agarantcho