quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros.

campanhas da Benetton: somos todos iguais
Essa semana fiquei reflexiva sobre um tema: as diferenças entre as pessoas. Me refiro às diferenças de raça, de classe social, culturais e todas as outras que podem ser até empecilhos para relacionamentos. Relacionamentos de várias naturezas, sabe? Amorosos, de amizade... Mas até que ponto essas coisas são tão importantes assim? Tá, tudo bem.  Tenho por princípio não me relacionar com rubronegros, torcedores de Sport e Náutico realmente são imiscíveis. E, por crença, nem com carinhas fora da minha religião. Mas eliminar um possível namorado porque ele mora no subúrbio? Ou porque ele não tem carro? Ou por ele não ter o mesmo nível cultural? Bom, recentemente – e agora que a ferida já cicatrizou um pouco mais posso falar sobre o tema – aconteceu comigo. Mas não partiu de mim. Partiu dele. Ele me disse que as nossas diferenças eram demais pra ele. Quais diferenças? Ele não é formado, ele não tem carro, ele não tem um salário bom (ainda é estagiário). Vejam, eu não sou rica – nem perto disso. Mas trabalho, posso sair de vez em quando sem me preocupar com o orçamento, tenho meu Karrinho... e, principalmente, tive a grande dádiva de ter pais que se preocuparam em me deixar os maiores legados do mundo: religião e educação. Estudei em um colégio muito bom, tenho graduação e pós-graduação. E foi por meio da bondade de Deus e da educação que recebi que hoje vivo do meu trabalho. Ele não teve a mesma sorte. Realmente somos bastante diferentes nesses aspectos, mas me doeu muito escutar isso do carinha. Ele me disse que tinha “medo de não me responder à altura”. O que, exatamente, isso quer dizer? Que tipo de expectativa se cria com um cara que acabamos de conhecer e com o qual rolou uma boa química? Bom, a minha expectativa era a de conhecê-lo melhor. Sair, rir, dançar, conversar, beijar na boca e et cetera. Mas só saímos duas vezes. Quando eu quis marcar o terceiro encontro, escutei essa. Ele disse, também, que tinha medo de se envolver mais a fundo comigo e, por conta das nossas diferenças, a relação não andar e ele sofrer. Poxa... Fui vítima de preconceito. Ou não fui? Um preconceito por ter tido mais oportunidades na vida. Um preconceito que eu nunca tinha sido alvo. Claro que já tinha visto coisas parecidas em filmes e novelas, mas quando é com a gente... ah, como dói. Me lembrei do filme Uma Linda Mulher. Richard Gere e Julia Roberts. Ele, empresário multimilionário. Ela, prostituta. Final: felizes para sempre. Titanic de James Cameron. Rose e Jack, dois mundos diferentes. No final do filme ela fala uma coisa que nunca esqueci. Ela, que era a típica pobre menina rica, fala que ele a salvou, de todas as maneiras que uma pessoa poderia ser salva na vida. Ah, lindo, né? Isso porque ele, mesmo sendo um fudido, tinha uma coisa que ela não tinha: liberdade. Mensagem: dinheiro não é tudo. Na novela mexicana  Marimar Thalia finge que interpreta uma analfabeta que trabalha o dia todo na pesca e se envolve com Sérgio Santebañes – único herdeiro de uma puta fortuna. A família dele a chamava de a imunda da praia. Geeeente... realiza: é muito preconceito!!!. Mas é muito pior, de fato, quando acontece com a gente. Espero que isso cicatrize rápido e 100% na minha cabeça e no meu coração. Tento pensar que ele tinha razão, mas cara... eu não acho que ele tem razão não. Dar certo ou não é meio a meio de chance em todo tipo de relacionamento. Mas não se permitir viver... isso pra mim é imperdoável. Mas ratifico minha teoria sobre a vida depois disso tudo: carpe diem. Vou aproveitar ainda mais intensamente todas as oportunidades que a vida me dá. Porque se tem uma coisa da qual eu me orgulho na vida é de nunca desperdiçar oportunidades. Posso até quebrar a cara, mas pelo menos tento. E se me arrependo de alguma coisa é de algo que fiz. Enfim... cada um é cada um. E precisamos respeitar a opinião das pessoas. Foi o que eu falei pra ele. "Aceito e respeito, mas não concordo". Dando uma de Poliana eu diria que, pelo menos, aprendi uma lição. Ainda não sei qual é a lição. Mas eu realmente devo ter aprendido alguma coisa. Lá na frente vou descobrir. E quando descobrir compartilharei com vocês, ok? Mas se vocês descobrirem antes, me contem, por favor.

10 comentários:

  1. Bom, amiga Kiki, acho que preconceito é muito forte, mais o rapaz que você estar ou estava, enfim, acredito eu que ele não estar dano uma oportunidade de ser feliz, só isso, se deixando levar por coisas pequenas que só faz distanciar de amigos, companheiras, e outras coisas a mais

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  2. não é verdade? acho uma merda deixar que as oportunidades escorram pelos nossos dedos... mas fazer o que, né? não posso mandar na vontade de ninguém. bola pra frente, Jamaica! =)

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  3. oiew...
    Tô virando uma comentarista do teu blog notou?? auhauh
    Acho que ele foi realista na medida que você não gostava dele o suficiente pra enfrentar as diferenças. Elas existem é fato! Se vcs fossem apaixonados as coisas seriam diferentes... Nos filmes e nas novelas tudo acaba bem pq existe um ingrediente muito importante: o amor. Esse sentimento faz com que os problemas sejam minimizados.
    Além do mais o sistemo de autopreservação (segui e regra de automóvel- rs)dele foi disparado ao notar que você não estava tão envolvida quanto ele. Geralmente esse sistema é mais forte nas mulheres...
    Claro que foi e sempre será chato levar ou dar um fora... Mas entenda que mais cedo ou mais tarde vocês iriam se separar. Foi melhor mais cedo não acha?! Os traumas não se consolidaram e todos os "problmas" ficaram na área do "e se?".

    Só culpe o menino se você realmente estivesse disposta a romper barreiras e não só curtir o momento. Pois só quem se envolveu de verdade tem a noção do quanto pode sair magoado...

    Então fica aqui a pergunta:
    - Será que ele não usou isso como desculpa para não se envolver ainda mais e sair provavelmente destroçado dessa relação?

    Bejuxx

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  4. vou citar aqui a imortal obra Vitor Hugo para te responder, Mariazinha. Quando Jean Valjean é acolhido na casa do padre indaga ao religioso se ele não tem medo de ser morto por um bandido. O padre, humilde, responde: "e quem garante que EU não vou te matar?". Citei Os Miseráveis para te dizer que acredito que o risco que ele corria de se apegar e se lascar eu também corria. O que me fode é não ter tido a oportunidade de viver algo que poderia ter sido bom. Ou não, como diria Caetano. Entendesse? é, mulher... as coisas nunca são como a gente quer, né? ai, ai...

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  5. Acredito que o pobre rapaz (por favor, não é pobre de dinheiro)tinha lá seus sonhos, mas não conseguiu acreditar o o suficiente para transforma-los em realidade. Afinal, infelizmente falando, nessa sociedadezinha em que ainda vivemos aqui nessa nossa terrinha de "nois tudo", o homem ainda têm a obrigação de pagar a conta no final da noitada, daí, tenho que empatizar com o cara, xuma vez ou outra, tudo bem, a maria pode pagar a conta, mas quando isso se torna frequente, a mente do provinciano não aguenta.

    Boa Sorte Kiki!!! Você merece!!!

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  6. vou responder assim, ó:

    "Eu vejo a vida
    Melhor no futuro
    Eu vejo isso
    Por cima de um muro
    De hipocrisia
    Que insiste
    Em nos rodear...

    Eu vejo a vida
    Mais clara e farta
    Repleta de toda
    Satisfação
    Que se tem direito
    Do firmamento ao chão...

    Eu quero crer
    No amor numa boa
    Que isso valha
    Pra qualquer pessoa
    Que realizar, a força
    Que tem uma paixão...

    Eu vejo um novo
    Começo de era
    De gente fina
    Elegante e sincera
    Com habilidade
    Pra dizer mais sim
    Do que não, não, não...

    Hoje o tempo voa amor
    Escorre pelas mãos
    Mesmo sem se sentir
    Não há tempo
    Que volte amor
    Vamos viver tudo
    Que há pra viver
    Vamos nos permitir..."
    (Tempos Modernos - Lulu Santos)

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  7. Já que vc é chegada a uma citação, recorro ao ceguinho da Casa Lux que dizia naquele reclame antigo "qdo a gente naum quer, qualquer desculpa serve". No caso, o cara naum quis foi nem tentar dar uma chance para a felicidade.

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  8. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    meu irmão... tô me acabando de rir aqui...
    obrigada pelo espirituoso comentário que me fez tão feliz! =)
    "reclame" é tudo que há!!!

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  9. Penso mais ou menos parecido com o Anônimo. Você já leu o livro: "Ele simplesmente não está a fim de você" ??

    Pense nisso!

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  10. quem vai saber o que está, realmente, na cabeça das pessoas, não é mesmo? mas o que importa de fato é que eu já deixei o barco correr. e para não perder o hábito das citações, ataco agora de Paulinho da Viola: "foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar...". mas, como diz a letra da música, já passou. =)

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