segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quando a saia justa não é apenas uma peça de roupa

Deus é justo.
Algumas saias também são.
Não gosto de saia justa. Tenho as pernas muito grossas. E quando temos pernas grossas e usamos saias justas a tendência é que a peça suba, nos deixando com a bunda à mostra. Se eu não gosto desse tipo de saia justa imagina da outra, aquela que é a metáfora para situação constrangedora? Pois é. Esse tipo de saia justa é bem pior e pode te deixar mais nú do que peça de roupa apertada. Mas o que é caracteriza uma saia justa? É um coisa que te deixa constrangido. Mas cada um sabe de si, não é? Às vezes o que me constrange pode não ser nada para você, que está aí me lendo. E vice-versa. Exemplo: semana passada postei sobre sexo oral. Algumas amigas ficaram constrangidas e me falaram que não comentaram por isso. Falar sobre sexo não me constrange. Aliás, sexo não me constrange de forma alguma e nem constrangia quando eu pesava 135 kg. Mas enfim, o que quero dizer é que as saias justas estão em qualquer lugar. Tipo encontrar um amigo do seu pai com uma menina, perguntar se é a neta e escutar em resposta que é a namorada. Ou ficar com aquele gatinho tão desejado e descobrir, já no motel, que não há química alguma. Ou encontrar o ex com a atual. Sei lá, são milhares e milhares de situações embaraçosas. Olha, eu me orgulho de ser uma pessoa fleumática. Consigo tirar de letra várias e várias situações assim. Certa feita estava no shopping com um amigo e pedimos umas massinhas na praça da alimentação. Eis que identifico no meu prato, já depois de umas boas garfadas, algo que se assemelhada imensamente a uma perna de barata. Chamei o garçom e mostrei. Enquanto ele insistia comigo que tratava-se de um orégano - orégano este que não usei para temperar - eu fui perdendo a paciência. Fiquei mais puta ainda quando ele, que não queria me devolver o dinheiro pago, tentava me convencer de que eu estava enganada, que aquilo era um orégano ou qualquer coisa que o valha. Ele insistia para que eu levasse algo para viagem, já que o achado no prato tinha me embrulhado o estômago ainda não reduzido e eu me recusava a aceitar um novo quitute. Mesmo assim continuei externamente calma, mas fervendo por dentro. Falei mais baixo e o forcei a se aproximar de mim para me ouvir. Quando ele chegou mais perto abri o meu melhor sorriso e disse pra ele assim: "olha, eu estou falando de uma maneira bem legal com você, mas em 30 segundos, se você não trouxer o meu dinheiro até aqui eu vou começar um escândalo que mesmo quando você estiver bem velhinho vai se lembrar". Falei, ó. Sempre sorrindo, claro. Resultado: recebi meu dinheiro de volta e fui embora, embrulhada mas feliz. Fiz isso sem perder a fleuma. Legal, né? Manter a fleuma em situações potencialmente embaraçosas, difíceis ou constrangedoras pode ser o grande diferencial para sair das saias justas. Dica: respire fundo e conte até, no mínimo, 10. Quanto mais equilíbrio a gente tem - ou demonstra ter - melhor. Tá tenso? Estressado? Apreensivo? Guarde tuuuuuudo pra você. Bote sua melhor máscara e escape lindamente da situação. Essa é, sem dúvida, é a maneira mais sábia de se sair. Mesmo que depois você grite, esmurre a parede, saia correndo, chore... mas aprender a lidar com esse tipo de situação, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar, me fez evoluir muito. Praticamente um pokemon. =)

3 comentários:

  1. Gostasse mesmo do pokemon neh?! auhauha
    adoreiii
    bejuxx

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  2. Perna de barata? Hummmm... dilíicia!

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