sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O tempo e as prioridades

o senhor da razão
Quanto vale, na verdade, o nosso tempo? Tenho me feito essa pergunta várias vezes por dia ultimamente. Talvez porque eu tenho andando muito, muito ocupada mesmo. E sentindo que estou negligenciando partes importantes da minha vida, como meu filho, minha família, meus amigos. Estou negligente comigo. Não vou ao salão há umas três semanas. Tenho feito as unhas em casa mesmo, entre uma parada rápida para tomar um banho e sair pra outro compromisso e uma passada também rápida pra dar um beijo em Renato antes que ele comece a chamar a babá de mamãe. Não consigo ter energia para cumprir a minha meta de malhar. Como já falei antes, ando numa excelente fase profissional. As coisas estão acontecendo, sabe? Graças a Deus muitas portas estão se abrindo para mim. Mas... a que preço? Noites mal dormidas? Estresses? Aborrecimentos que vêm de todos os lados?  Dia desses mesmo emendei várias frentes. Saí para uma reunião na zona sul às 18h30 - na qual cheguei às 19h15 -  e quando terminou corri direto para outra na zona norte às 22h e terminamos lá depois da meia noite. Resultado: cheguei em casa e meu pequeno já estava dormindo. Minha mãe disse que ele chorou muito antes de dormir, olhando para a porta, como se me esperasse. Meu peito apertou. Acho que está na hora de rever os meus conceitos, meus horários e, principalmente, minhas prioridades. Gosto de pensar que trabalho tanto assim por ele. Isso me conforta, me faz sentir menos culpa por estar ausente. Será que é errado querer dar o melhor para os filhos? Afinal a escola que quero matricular Renato custa quase R$ 750,00. Setecentos e cinquenta reais por mês para que ele empilhe copinhos, pinte as paredes e assista DVDs. Mas me falaram que essa fase é extremamente importante para o desenvolvimento dele. Que ter uma pessoa ao lado ajudando no correto empilhamento dos copinhos é fundamental para que o raciocínio e o equilíbrio dele se desenvolvam a contento. Então, o que fazer? O que fazer se acredito, piamente, que educação é o grande legado que posso deixar para ele? Amor, religião e educação. Eu realmente acredito nisso. Mas será, também, que ao me concentrar tanto no quesito educação estou esquecendo de dar atenção? Será que o que importa mesmo é a qualidade do tempo, mais do que a quantidade do tempo? Creio que não. Não pra ele, ainda não. Ele só tem dois aninhos. É muito novo, meu pequeno. Ele quer dedicação exclusiva, quer que eu sente com ele no chão, quer que eu não ligue o computador em casa. Quer que eu cante pra ele e que o ponha pra dormir. E é isso que vou fazer. Vou desacelerar. Afinal, mesmo que minha hora de trabalho valesse um milhão de reais o sorriso do meu pequeno vale mais. Nova meta: administrar melhor o meu tempo, dando prioridade total a quem tem que ter de fato minha total prioridade: Renato. 

Um comentário:

  1. Kiki, essa fase é extremamente importante para nossos filhos.Nossa presença constante é fundamental para que eles cresçam seguros e felizes.
    Repense tb essa coisa sobre a educação. O ideal é mandá-los pra escola após os três anos e mesmo assim o foco deve ser a socialização.
    Para empilhar, deixa que ele faz sózinho, ele aprende a ter objetivo e perseverança.
    Não surta com essa história de dinheiro, nossa presença é muito mais importante que qualquer outra coisa, eu tive o privilégio de poder parar tudo e ficar lambendo as crias.
    Hoje elas estão com 12 e 8 anos, se desenvolvendo plenamente na escola e na vida e eu vejo que fiz a escolha certa.
    Já voltei ao trabalho e hoje elas já compreendem a minha eventual ausência.
    Já que vc tem que trabalhar, que pelo menos seja de uma maneira que seu filho acorde e vá dormir com a mãe ao lado e se puder estar com ele pelo menos em uma das refeições, ou por um período do dia, pode ter certeza que as coisas vão correr muuuuito bem e sem necessidades de acompanhamento pedagógico para as brincadeiras lúdicas.
    Beijão e parabéns pela maternidade onipresente. rsrsrsrs

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