sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cilada, cilada, cilada...

Molejo: eu adorava quando tinha 17 anos
Não era amor, era cilada. Foi assim, como a música do grupo Molejo, que me senti ontem. Porque assim... quando a gente tem 37 anos e está, digamos, na prateleira, tem que sair pra ver e conhecer gente, não é? Pois bem, esse foi o meu pensamento quando aceitei o convite de Mariazinha e da Ingratinha para um programa que, pelo nome, me agradou: Quintas da Saudade. As atrações eram o Pagunça, uma banda de pagode local dos anos 90 que tem um vocalista deveras feliz, e Michele Melo, da Banda Metade. Quando cheguei no bar já achei tudo muito estranho. Realmente eu estou desacostumada a esse tipo de programa. Eu ia pra pagode quando estava no terceiro ano e tooooooooooooooda minha turma ia também. Ontem, parada na fila de entrada da Quintas da Saudade, me perguntei por onde andam as pessoas da minha faixa etária. Elas devem estar fazendo programas de adulto, né? Coisas como barzinhos, restaurantes, cinemas ou trocas noturnas de fraldas. Não me senti nem uma tia. Me senti uma avó. E as roupas da galera? Gente, tinha uma menina lá que eu tive vontade de ir avisá-la que ela havia esquecido de vestir as calças. Mas antes de cometer tal gafe a Ingratinha me informou que a peça era um vestido. Vestido? Então tá. A moda agora deve ser mostrar a popa* da bunda enquanto desce até o chão equilibrando um copo na cabeça. Graças a Deus nunca fui adepta aos modismos, hahahaha. Lá dentro do local do show o cenário não era muito diferente da fila. Muita gente bronzeada querendo mostrar seu valor, seus bíceps malhados e suas bundinhas saradas. Ou não. Meninas corajosas exibiam um senhor bucho em miniblusas. Mas a média de idade era mesmo 20 anos. Coisa boa: Smirnoff Ice estava por 5 reais. Tomei duas e fui dançar. Encarei, corajosamente, a banda de abertura, a Jiu Jit Samba (é, é isso mesmo, uma combinação de jiu jitsu + samba), e metade do show do Pagunça. Por volta das 2h, depois de procurar inutilmente um lugar pra sentar e algo pra comer, avisei às meninas que já tinha dado por visto e eis que encontro o primeiro conhecido da noite: um colega jornalista, da minha faixa etária, recém-separado, acompanhado de dois estagiários do trabalho. Ele, assim como eu, tinha caído no conto do nome chamativo e parecia tão desaclimatado quanto eu. Cest la vie. Lamentei, apenas, não ter visto Michele Melo entoando as suas poéticas letras como “quando você toca em mim eu fico toda molhada”. Seria, sem dúvida, o climax de uma noite que, realmente, foi uma cilada. Tirando, óbvio, as companhias. Sair com Mariazinha e a Ingrata é sempre muito legal. Mas Quintas da Saudade? Não mais. 


* fui informada, via comentário, que o correto é "polpa" de bunda, e não "popa" como escrevi. mantive como estava para preservar o post, mas quem quiser acompanhar a história pode ler os comentários. 

7 comentários:

  1. "Se a vida te dá limões faça uma limonada."
    " Eu te avisei, meu bem eu e avisei..."

    Essa é da que eu ouvi da boca de uma amiga:
    - Eu não preciso de homem pra me divertir...

    Sem comentários pra não gerar conflito...

    Bejuxx


    PS.: OS meninos não eram estagiários eram jornalistas só que da minha geração.

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  2. eu disse que o programa não combinou comigo, gata.. eu não disse que precisava - necessariamente - de homem pra me divertir. aliás, das três, você é a que não pode falar sobre isso, né? hehehehehe... eu adorei a noite, Mariazinha. só dei por visto, não vou de novo. mas estou contando os minutos para irmos juntas, tooooodas as Lulus, para o Capital. como disse no post sair com vocês É diversão certa. e é mesmo! =)

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  3. Kikis! Estranho seria se a gente não se divertisse tantoo :P Sair com você e Solanginha não é bom, é ÓTIMO. Ontem, apesar de alguns goles (hahaha), me diverti pra caramba. 2h da manhã e Michele Melo ainda não tinha entrado... quem ela pensa que é? A Gretchen? Brincadeiras a parte... huahuahauha Beijo produção!!

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  4. O correto é "polpa da bunda", e não "popa". Popa é de barco.

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  5. eita! e é? fui ao Michaelis pra conferir. vamos ver:
    pol.pa
    (ô) sf (lat pulpa) 1 Carne, sem ossos nem gorduras. 2 Bot Substância carnuda e macia que reveste as sementes de alguns frutos. 3 Massa úmida e macia a que se reduzem determinadas substâncias no fabrico de papel. 4 Importância, valimento pessoal.

    po.pa
    (ô) sf (lat puppe) 1 Náut Parte posterior do navio. 2 Av Cauda do avião. 3 Reg (Nordeste) Corcovo; coice. De popa a proa: inteiramente, por completo, totalmente. Ir ou navegar de vento em popa: a) navegar com vento favorável; b) fig: ser favorecido pelas circunstâncias.

    será que posso me justificar comparando a bunda com a cauda de um avião? hein?? hein???

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  6. Aurélio (ensinando)16 de janeiro de 2011 15:09

    Se "popa" se refere a parte de trás de aeronaves e embarcações, não se prestaria a substantivar a "bunda" pois, como se sabe, a bunda sempre está atrás, não existindo parte dianteira da mesma. "Popa da bunda" portanto seria um neologismo pleonástico. Sendo assim, reafirmo que o substantivo "polpa" é muito mais adequado a frase, sobretudo pelas definições supra citadas: "substância carnuda e macia", "carne sem ossos (aqui, omito deliberadamente "gorduras" por não se adequar a realidade..).

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  7. tá. tá bom. então é polpa de bunda. mesmo que COM gordura. =)

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