segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Quando a saia justa não é apenas uma peça de roupa

Deus é justo.
Algumas saias também são.
Não gosto de saia justa. Tenho as pernas muito grossas. E quando temos pernas grossas e usamos saias justas a tendência é que a peça suba, nos deixando com a bunda à mostra. Se eu não gosto desse tipo de saia justa imagina da outra, aquela que é a metáfora para situação constrangedora? Pois é. Esse tipo de saia justa é bem pior e pode te deixar mais nú do que peça de roupa apertada. Mas o que é caracteriza uma saia justa? É um coisa que te deixa constrangido. Mas cada um sabe de si, não é? Às vezes o que me constrange pode não ser nada para você, que está aí me lendo. E vice-versa. Exemplo: semana passada postei sobre sexo oral. Algumas amigas ficaram constrangidas e me falaram que não comentaram por isso. Falar sobre sexo não me constrange. Aliás, sexo não me constrange de forma alguma e nem constrangia quando eu pesava 135 kg. Mas enfim, o que quero dizer é que as saias justas estão em qualquer lugar. Tipo encontrar um amigo do seu pai com uma menina, perguntar se é a neta e escutar em resposta que é a namorada. Ou ficar com aquele gatinho tão desejado e descobrir, já no motel, que não há química alguma. Ou encontrar o ex com a atual. Sei lá, são milhares e milhares de situações embaraçosas. Olha, eu me orgulho de ser uma pessoa fleumática. Consigo tirar de letra várias e várias situações assim. Certa feita estava no shopping com um amigo e pedimos umas massinhas na praça da alimentação. Eis que identifico no meu prato, já depois de umas boas garfadas, algo que se assemelhada imensamente a uma perna de barata. Chamei o garçom e mostrei. Enquanto ele insistia comigo que tratava-se de um orégano - orégano este que não usei para temperar - eu fui perdendo a paciência. Fiquei mais puta ainda quando ele, que não queria me devolver o dinheiro pago, tentava me convencer de que eu estava enganada, que aquilo era um orégano ou qualquer coisa que o valha. Ele insistia para que eu levasse algo para viagem, já que o achado no prato tinha me embrulhado o estômago ainda não reduzido e eu me recusava a aceitar um novo quitute. Mesmo assim continuei externamente calma, mas fervendo por dentro. Falei mais baixo e o forcei a se aproximar de mim para me ouvir. Quando ele chegou mais perto abri o meu melhor sorriso e disse pra ele assim: "olha, eu estou falando de uma maneira bem legal com você, mas em 30 segundos, se você não trouxer o meu dinheiro até aqui eu vou começar um escândalo que mesmo quando você estiver bem velhinho vai se lembrar". Falei, ó. Sempre sorrindo, claro. Resultado: recebi meu dinheiro de volta e fui embora, embrulhada mas feliz. Fiz isso sem perder a fleuma. Legal, né? Manter a fleuma em situações potencialmente embaraçosas, difíceis ou constrangedoras pode ser o grande diferencial para sair das saias justas. Dica: respire fundo e conte até, no mínimo, 10. Quanto mais equilíbrio a gente tem - ou demonstra ter - melhor. Tá tenso? Estressado? Apreensivo? Guarde tuuuuuudo pra você. Bote sua melhor máscara e escape lindamente da situação. Essa é, sem dúvida, é a maneira mais sábia de se sair. Mesmo que depois você grite, esmurre a parede, saia correndo, chore... mas aprender a lidar com esse tipo de situação, seja em casa, no trabalho ou em qualquer outro lugar, me fez evoluir muito. Praticamente um pokemon. =)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O tempo e as prioridades

o senhor da razão
Quanto vale, na verdade, o nosso tempo? Tenho me feito essa pergunta várias vezes por dia ultimamente. Talvez porque eu tenho andando muito, muito ocupada mesmo. E sentindo que estou negligenciando partes importantes da minha vida, como meu filho, minha família, meus amigos. Estou negligente comigo. Não vou ao salão há umas três semanas. Tenho feito as unhas em casa mesmo, entre uma parada rápida para tomar um banho e sair pra outro compromisso e uma passada também rápida pra dar um beijo em Renato antes que ele comece a chamar a babá de mamãe. Não consigo ter energia para cumprir a minha meta de malhar. Como já falei antes, ando numa excelente fase profissional. As coisas estão acontecendo, sabe? Graças a Deus muitas portas estão se abrindo para mim. Mas... a que preço? Noites mal dormidas? Estresses? Aborrecimentos que vêm de todos os lados?  Dia desses mesmo emendei várias frentes. Saí para uma reunião na zona sul às 18h30 - na qual cheguei às 19h15 -  e quando terminou corri direto para outra na zona norte às 22h e terminamos lá depois da meia noite. Resultado: cheguei em casa e meu pequeno já estava dormindo. Minha mãe disse que ele chorou muito antes de dormir, olhando para a porta, como se me esperasse. Meu peito apertou. Acho que está na hora de rever os meus conceitos, meus horários e, principalmente, minhas prioridades. Gosto de pensar que trabalho tanto assim por ele. Isso me conforta, me faz sentir menos culpa por estar ausente. Será que é errado querer dar o melhor para os filhos? Afinal a escola que quero matricular Renato custa quase R$ 750,00. Setecentos e cinquenta reais por mês para que ele empilhe copinhos, pinte as paredes e assista DVDs. Mas me falaram que essa fase é extremamente importante para o desenvolvimento dele. Que ter uma pessoa ao lado ajudando no correto empilhamento dos copinhos é fundamental para que o raciocínio e o equilíbrio dele se desenvolvam a contento. Então, o que fazer? O que fazer se acredito, piamente, que educação é o grande legado que posso deixar para ele? Amor, religião e educação. Eu realmente acredito nisso. Mas será, também, que ao me concentrar tanto no quesito educação estou esquecendo de dar atenção? Será que o que importa mesmo é a qualidade do tempo, mais do que a quantidade do tempo? Creio que não. Não pra ele, ainda não. Ele só tem dois aninhos. É muito novo, meu pequeno. Ele quer dedicação exclusiva, quer que eu sente com ele no chão, quer que eu não ligue o computador em casa. Quer que eu cante pra ele e que o ponha pra dormir. E é isso que vou fazer. Vou desacelerar. Afinal, mesmo que minha hora de trabalho valesse um milhão de reais o sorriso do meu pequeno vale mais. Nova meta: administrar melhor o meu tempo, dando prioridade total a quem tem que ter de fato minha total prioridade: Renato. 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Picolé ou casquinha?

Baunilha, twist e chocolate. Uau!
Sexo até quando é ruim é bom. Certo? Errado! Tenho uma teoria de que uma mulher mal comida é mais estressada do que uma mulher não comida. Penso assim porque não há nada mais frustrante do que uma transa ruim. Sério mesmo, gente. Na boa, eu concordo com Samantha, de Sexy and the City: "quando sou convidada para uma festa eu gosto de ir". O que a personagem quer dizer com esse comentário é que quando ela vai pra cama com alguém ela quer ter prazer. É claro que uma relação sexual é composta de vários momentos e é difícil que todos esses vários momentos sejam ruins (de repente o beijo é bom, ou o abraço, etc), mas acontece. Já aconteceu comigo e certamente já aconteceu com você também. Aquela vontade de que na cama tivesse um alçapão, sabe? E que a gente simplesmente apertasse um botão e o alçapão abrisse e a pessoa sumisse por ele, como num passe de mágica. Dia desses, na hora do recreio do trabalho, eu e minhas amigas falávamos sobre o tema. Uma das conclusões às quais chegamos é que raros são os homens que sabem, por exemplo, fazer um sexo oral satisfatório. Talvez a maioria deles não tenha tido infância e pense que mulheres são picolés, precisam apenas ser lambidas. Não, meninos. Não é bem assim. O órgão sexual feminino, doravante denominado de "perseguida", merece um tratamento melhor do que um simples picolé. Uma perseguida merece, no mínimo, ser tratada como um sorvete de casquinha. Um sorvete de casquinha se lambe, se chupa, se mordisca, ou seja: já é uma evolução! Uma outra dica, meninos: usem as mãos. Mãos são importantes, também, no sexo oral. Mas de tudo isso, a coisa mais importante é mesmo aprender a reconhecer os sinais da parceira. Os sinais estão lá, é só aprender mesmo a identificar. Mas sem perguntar, claro. Homem questionário é um saco: "está gostando, querida?", "quer que eu faça isso ou aquilo?"... há perguntas que não precisam ser feitas, concordam? Elas podem até ter um efeito brochante, afinal as mulheres também brocham! Mas finalizando o tema sexo ruim, tem uma cena sensacional naquele filme Do que as Mulheres Gostam. Mel Gibson vai pra cama com Marisa Tomei e enquanto eles transam ele escuta todos os pensamentos dela e ela não está lá muito satisfeita com o desempenho do rapaz. A cena culmina quando ele brocha ao escutá-la pensando no que vai passar na TV logo mais. Hahahahahaha... sensacional, não é?

domingo, 23 de janeiro de 2011

Antes & Depois


É. Sou eu sim. A foto da esquerda foi feita na semana que antecedeu a minha gastroplastia, em março do ano passado. A da direita na última quinta. Quase 10 meses se passaram e a mudança é enorme. Engraçado, sabe... o manequim diminuiu de 56 para 42, mas foi nessa foto que me dei conta do quão mudada estou. São quase 55 kg a menos. Mas não é o peso propriamente dito que me choca de fato. A imagem me choca bem mais. Olhando o meu rosto... gente, parece outra pessoa! Parece ou não? Fico me perguntando por que relutei tanto em fazer a cirurgia. Sempre achei que redução de estômago era coisa pra gente fraca, sabe? Pensava que eu tinha força de vontade, que na hora em que eu realmente resolvesse emagrecer, emagreceria... Balela. Eu nunca consegui sozinha. Fazia dietas, perdia 10 kg, engordava 20. Relutei por quase 10 anos, tempo que a redução se popularizou no Brasil. Me enganei, na verdade, por quase 10 anos. Tinha medo de morrer na mesa de operação. Mas não tinha medo de ter um derrame por conta da minha pressão estelar. Semana passada minha cardiologista me desmamou do último remédio para hipertensão. Quando fiz a gastro tomava três drogas e agora não tomo nenhuma. Parei de roncar, durmo melhor. Não tenho mais dores nos joelhos e nos pés. Não suo tanto. Não tenho dores nas costas. Minha pele está mais bonita, meu cabelo também. E o principal: estou feliz. Muito feliz. Se você quer fazer mas tem medo, só tenho uma coisa a dizer: não tema. A gente sofre, mas vale a pena. Escolha um bom médico, investigue as referências dele. Faça os exames direitinho. E vá à luta. Vida nova, gente! Eu não me arrependo. Hoje eu como normalmente, tomo as minhas biritas, continuo traçando meus docinhos. Tudo em menor quantidade, claro, e por conta do desvio do intestino, com menos absorção. Mas mesmo que eu não pudesse fazer nada disso, ainda assim eu, se tivesse que fazer tudo de novo, faria. Agradeço a Deus por ter me aberto os olhos para a gastroplastia. Sem dúvida, depois do meu filho, foi mesmo a melhor coisa que fiz na vida. 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Apostando todas as fichas

Como as relações se constroem? É muito bacana quando percebemos que uma relação, seja ela de nível emocional ou profissional, está evoluindo. As ligações e emails são mais frequentes, a procura para encontros é intensificada. É legal mesmo. E, por vezes, as relações são inusitadas. Exemplo: eu e Mônica. Há quatro anos Mônica foi trabalhar na empresa na qual eu estou, hoje, há quase nove. A aposta geral era que ela e eu não nos daríamos bem. Temos temperamentos parecidos. Somos desbocadas, verdadeiras, sinceras demais e, por vezes, levemente inconvenientes. É semelhança demais, né? Moral da história: hoje ela é minha comadre e uma das minhas melhores e mais queridas amigas. Mas isso só foi possível porque tanto ela - que escutou horrores sobre mim antes de chegar na empresa - quanto eu - que também tive referências do quão difícil era ela - resolvemos construir a opinião baseadas no nosso conhecimento e não no que nos disseram. E veja como foi bom, né? No trabalho é mais ou menos a mesma coisa. Quando começa tudo está no território da aposta mesmo. O contratante avaliando você, sua competência profissional e o traquejo para lidar com a equipe. Você avaliando se o trabalho é legal, se a remuneração está adequada ao serviço, se a equipe é boa pra trabalhar... Então vão te dando mais responsabilidades dentro da empresa, você é convidado a participar de reuniões, enfim. No meu segundo trabalho foi assim também. Cheguei lá, coincidentemente indicada por Mônica, pra prestar um serviço. Renato, meu filho, ainda mamava. Estou lá há um ano e meio. É muito gratificante tudo isso. É gratificante quando você se sente necessário na vida das pessoas e, também, na vida de uma empresa. Nos faz perceber que somos bons e que estamos no caminho certo. Sou uma pessoa muito abençoada nesses dois campos. Tenho - e mantenho - bons e fiéis amigos. Tenho - e também mantenho - bons trabalhos. Mas tudo começou, mesmo, com uma aposta. Relações são assim mesmo. Você aposta que vai dar certo e, como diz aquela música de Guilherme Arantes que Vanusa canta: "nem sempre ganhando, nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar". Mas é massa mesmo quando a gente aposta e ganha. Né? =)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Gente, ando meio lacunar aqui no blog... justifico dizendo que estou muuuuuuuuito atarefada nessa semana, pois faltam poucos dias para a festinha de 2 anos de Renato e minhas férias já terminaram. Pra completar já estamos no pré-carnaval. Em miúdos: estou trabalhando muito!!! Continuo respondendo comentários, mas prometo que volto em breve com novos posts. Pela atenção obrigada. =)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Sharpei

cut-cut
Vocês sabem o que é um sharpei? Sharpei é o nome de uma raça de cão. A principal característica desse bichinho oriundo da China é a "pele macia e pendente em largas rugas", de acordo com a wikipedia. Eu chamo de pelanca mesmo. O sharpei é um cãozinho pelancudo. E fofo, vai... Ele é fofo. Não mais que o feioso pug, mas é fofo sim. Pois bem. É mais ou menos como um sharpei que eu me sinto agora, quase 10 meses após a redução de estômago. Tá. Eu vou exagerada. Mas pense que estou contando os segundos pra entrar na faca novamente, só que desta vez para uma sequência de cirurgias plásticas reparadoras. Há alguns dias tive a primeira consulta com o cirurgião plástico indicado pelo plano. Único, aliás. Confesso que saí de lá meio... decepcionada, digamos assim. Por que?  Porque o cirurgião me disse várias coisas pouco bacanas, como: você ainda precisa perder muito peso pra poder fazer plástica; você tem que esperar pelo menos um ano e meio depois da gastro pra pensar em plástica; não podemos operar coxas e barriga na mesma intervenção, no máximo barriga e mamas; e - o golpe mortal - o plano só cobre a abdominoplastia. Ou seja: o bucho. Pra fazer, por exemplo, barriga e mamas eu teria que desembolsar algo na casa dos 10 mil reais. Caraca... fiquei arrasada! Nas consultas pré-redução fui informada de que os planos eram obrigados a cobrir retirada de pele, além da barriga, das costas, das coxas, dos braços e das mamas. A notícia dada pelo cirurgião plástico foi um banho de água fria nas minhas expectativas de chegar aos 40 anos com o corpitcho de Gisele. Inconformada, consultei um advogado, que me disse que os planos são sim obrigados a pagar por esses procedimentos, mas que é necessário entrar com uma ação, ou um mandato, ou uma medida, sei lá o nome jurídico que se dá pra essas coisas. Enfim... o fato é que as coisas não serão assim tão simples. Tenho um plano "b", que é o oferecimento deveras brodagem da mãe do meu amigo Igor em me dar de presente a cirurgia e a anestesia (ela é anestesista e o padrinho dele é cirurgião) e eu arcaria, apenas, com o hospital. Custo: mais ou menos 7 mil reais. Tá. Vamos economizar e transferir a meta do KiKi minha casa minha vida 2 para 2012. Mas eis que conversando com uma pessoa que trabalha há anos no IMIP fiquei sabendo que para gastroplastizados não é necessário entrar em fila de espera para realizar as cirurgias lá. Fiquei feliz demais com a notícia, pois vi que não dependo apenas do plano, tenho outras opções. Mas, na verdade, de uma forma ou de outra, vou ter que fazer os procedimentos reparadores, pois, infelizmente a pele é um negocinho que não volta para o lugar depois que a gente perde peso. E eu perdi 50 kg, né? É um peso considerável. O fato é que vou fazer, ou pelo plano, ou com a mãe de Igor, ou no IMIP, mas as cirurgias são necessárias de fato. Enquanto resolvo qual caminho vou seguir, vou seguindo a orientação do cirurgião: perca mais 15kg e faça, diariamente, exercícios aeróbicos. "Aeróbicos?", perguntei. "O médico que me operou me mandou fazer musculação", disse. "Não, não. Musculação só complica a vida do cirurgião plástico. Faça exercícios que melhorem a sua capacidade cardio-respiratória e acelerem da perda de peso", explicou ele. Vai entender! Mas ele foi convincente. O outro também. Então o ideal na minha cabeça é aliar os exercícios aeróbicos com a musculação leve. Ai, ai... Senhor, dai-me coragem para começar. Ando super-Garfield, preguiçosa que só. Mas tudo na vida tem que ter um começo e o meu começo é o plano traçado. Agora só falta decidir o dia de colocá-lo em prática. Enquanto isso vou assistindo os episódios de Doctor Rey e me preparando para o que vou enfrentar. Mas agora já posso sonhar novamente em chegar aos 40 com um corpinho de modelete! Adorei!!

domingo, 16 de janeiro de 2011

As conquistas de cada idade

Recebi por email, achei interessante e compartilho com vocês. 
Enjoy.






Aos 02 anos sucesso é conseguir andar





Aos 04 anos sucesso é não fazer xixi nas calças





Aos 12 anos sucesso é ter amigos





Aos 18 anos sucesso é ter carteira de motorista.





Aos 20 anos sucesso é fazer sexo





Aos 35 anos sucesso é dinheiro









Aos 50 anos sucesso é dinheiro





Aos 60 anos sucesso é fazer sexo





Aos 70 anos sucesso é ter carteira de motorista.





Aos 75 anos sucesso é ter amigos






Aos 80 anos sucesso é não fazer xixi nas calças


E, no fim de tudo, voltamos mesmo ao começo. =)








Aos 90 anos sucesso é conseguir andar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

As trilhas sonoras da minha vida, parte 4

Leão do Norte
Lenine


Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral

Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E eu sou mangue também

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cilada, cilada, cilada...

Molejo: eu adorava quando tinha 17 anos
Não era amor, era cilada. Foi assim, como a música do grupo Molejo, que me senti ontem. Porque assim... quando a gente tem 37 anos e está, digamos, na prateleira, tem que sair pra ver e conhecer gente, não é? Pois bem, esse foi o meu pensamento quando aceitei o convite de Mariazinha e da Ingratinha para um programa que, pelo nome, me agradou: Quintas da Saudade. As atrações eram o Pagunça, uma banda de pagode local dos anos 90 que tem um vocalista deveras feliz, e Michele Melo, da Banda Metade. Quando cheguei no bar já achei tudo muito estranho. Realmente eu estou desacostumada a esse tipo de programa. Eu ia pra pagode quando estava no terceiro ano e tooooooooooooooda minha turma ia também. Ontem, parada na fila de entrada da Quintas da Saudade, me perguntei por onde andam as pessoas da minha faixa etária. Elas devem estar fazendo programas de adulto, né? Coisas como barzinhos, restaurantes, cinemas ou trocas noturnas de fraldas. Não me senti nem uma tia. Me senti uma avó. E as roupas da galera? Gente, tinha uma menina lá que eu tive vontade de ir avisá-la que ela havia esquecido de vestir as calças. Mas antes de cometer tal gafe a Ingratinha me informou que a peça era um vestido. Vestido? Então tá. A moda agora deve ser mostrar a popa* da bunda enquanto desce até o chão equilibrando um copo na cabeça. Graças a Deus nunca fui adepta aos modismos, hahahaha. Lá dentro do local do show o cenário não era muito diferente da fila. Muita gente bronzeada querendo mostrar seu valor, seus bíceps malhados e suas bundinhas saradas. Ou não. Meninas corajosas exibiam um senhor bucho em miniblusas. Mas a média de idade era mesmo 20 anos. Coisa boa: Smirnoff Ice estava por 5 reais. Tomei duas e fui dançar. Encarei, corajosamente, a banda de abertura, a Jiu Jit Samba (é, é isso mesmo, uma combinação de jiu jitsu + samba), e metade do show do Pagunça. Por volta das 2h, depois de procurar inutilmente um lugar pra sentar e algo pra comer, avisei às meninas que já tinha dado por visto e eis que encontro o primeiro conhecido da noite: um colega jornalista, da minha faixa etária, recém-separado, acompanhado de dois estagiários do trabalho. Ele, assim como eu, tinha caído no conto do nome chamativo e parecia tão desaclimatado quanto eu. Cest la vie. Lamentei, apenas, não ter visto Michele Melo entoando as suas poéticas letras como “quando você toca em mim eu fico toda molhada”. Seria, sem dúvida, o climax de uma noite que, realmente, foi uma cilada. Tirando, óbvio, as companhias. Sair com Mariazinha e a Ingrata é sempre muito legal. Mas Quintas da Saudade? Não mais. 


* fui informada, via comentário, que o correto é "polpa" de bunda, e não "popa" como escrevi. mantive como estava para preservar o post, mas quem quiser acompanhar a história pode ler os comentários. 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Gente, hoje não vou postar não, tá? Fui ao oftalmologista pela manhã e dilatei a pupila. Pense que até agora as danadas não voltaram ao normal, tô com dificuldade de ficar no computer. Volto amanhã, ok? Até lá.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Evolui, Pokemon!*

todo mundo tem seus momentos Mamba Negra
Raiva não é um sentimento bom. Não mesmo. Raiva faz a gente se sentir retorcido por dentro. Raiva faz a gente se sentir grande e ao mesmo tempo pequeno. Raiva nos leva a fazer coisas que normalmente não faríamos. É. Definitivamente raiva não é um sentimento legal. Ontem eu tive uma raiva tão grande, mas tão grande, que a minha pressão, que estava lindamente equilibrada desde que emagreci, subiu vertiginosamente. Subiu tanto que minha cabeça doeu. Ah, que coisa ruim! É ruim a pressão subir, mas ruim mesmo é não conseguir dominar a tal da raiva. É muito difícil ter autocontrole. Principalmente quando uma coisa te tira do sério e te deixa com raiva. Mas essa raiva que tive e que terminei somatizando me fez refletir sobre a necessidade de aprender a controlar os sentimentos. Lembrei de Kill Bill, quando Bill está falando com a personagem de Uma Thurman, Beatrix Kiddo, sobre Pai Mei, o mestre japa, e seu imenso autocontrole. Tá, tá bom. Na história Pai Mei mata um monte de gente e depois continua calmamente seguindo seu caminho. Mas é autocontrole. Ou não é? Hehehehehe… Então, o que eu quero dizer é que é importante aprender a se dominar. Não apenas nos sentimentos mesquinhos, como a raiva ou a inveja, mas também nos bons, como o amor. Porque amor, quando não bem administrado, pode ser uma coisa ruim também. O amor pode sufocar. Saca? Tipo Felícia dos Tiny Toons, que esmaga os bichinhos de amor. 
"vou te esmagar de amor"
Minha cardiologista, dra. Adriana, tinha me recomendado ioga, pra me ajudar a controlar não apenas os sentimentos (bons e ruins), mas a ansiedade de um modo geral. Porque ansiosa sou eu, viu? Affz… Não me adaptei à ioga. Ela disse, então: “pilates”. Meu bolso não se adaptou ao pilates. Encontrei um negócio muito bom pra extravasar as energias: dança de salão. Adorei fazer dança de salão. Mas, no fim das contas, optei mesmo pelo meu esporte preferido desde sempre, a natação. E faz bem, viu? A tal da atividade física. Praticar alguma atividade faz com que a secreção de endorfina aumente, o que consequentemente relaxa as artérias, melhora a circulação e beneficia o sistema imunológico da pessoa. E, principalmente, melhora o humor da gente. É legal, é sim. E ajuda no autocontrole. Quem convive comigo há tempos percebe a minha evolução. Antes, por exemplo, eu falava sem me preocupar com as conseqüências. Hoje eu penso dez vezes antes de falar. Na maioria das vezes eu falo do mesmo modo, pensando e tudo, mas de uma maneira mais sábia.  Mas é um exercício diário mesmo. De reflexão e autoconhecimento. E tudo isso tem me feito melhor a cada dia. Mas tem dias, como ontem, que não dá pra segurar, a raiva vem com tudo mesmo. Mas veja como eu estou madura: nem fui tirar satisfações com a pessoa que me fez a raiva. Deixei pra lá. Apenas deletei do GTalk, do MSN e bloqueei os números da figura no meu celular. Só isso. Tás vendo como eu tô evoluída? Praticamente um Pokemon!! =)







* minha amiga Mariazinha, quando faço alguma coisa pouco madura, fala pra mim: "evolui, Pokemon". O título do post é uma homenagem a ela e seus conselhos, que nem sempre são maduros, mas sem dúvida são sempre carinhosos e divertidos. 

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Aproveite os limões que a vida te dá

um brinde ao aprendizado diário!
Eu já comentei com vocês há quanto tempo estou sem namorado? Acho que já, mas não tenho nenhuma vergonha em repetir: quatro anos. O relacionamento foi maravilhoso, nos dávamos muito bem, ele e eu, e estávamos juntos há dois anos. Mas terminou de uma maneira muito triste. Terminou com traição. Eu já estava desconfiada, mas quis Deus que eu visse e eis que numa madrugada qualquer pego o rapaz, no trânsito da zona sul, com outra. Cest la vie. Acontece. Mas... acontece por que? O que leva as pessoas à traição? Tínhamos uma boa relação. Nos dávamos bem em muitas coisas, nos divertíamos imensamente juntos. Éramos amigos. Na verdade não éramos. Ainda somos. Eu consegui perdoar. É uma característica minha, sabe? Não tenho a natureza rancorosa. Sou explosiva pra cacete, mas depois que boto pra fora é como um exorcismo, tudo acalma e passa - pelo menos a raiva. Mas durante muito tempo, na solidão do meu quarto, refleti sobre o que o levou a procurar uma outra pessoa. Cheguei à conclusão de que a máxima sobre os homens é verdadeira mesmo: eles realmente pensam com a cabeça de baixo. Não se preocupam com o que podem perder, mas sim com o que vão ganhar ali, naquele momento. Essa situação, por mais que eu tenha perdoado, me marcou muito. Exemplo: em julho do ano passado conheci um cara muito gatinho e fiquei a fim dele. Ele também se interessou por mim. Mas eu, depois de tantas lapadas da vida, fiquei na defensiva. Ele, depois de algumas tentativas e muito coice meu, saiu com essa: "você deve ter sido muito machucada no passado, né? Mas é uma pena que você permita que isso seja mais importante que o seu presente". Porra! Ele tinha razão! Eu meio que enlouqueci e ele terminou desistindo de mim. Ou seja: por motivo concreto nenhum posso ter jogado fora mais uma chance de ser feliz. Com o pai do meu filho foi mais ou menos a mesma coisa. Ele chegou a me dizer que eu o oprimia. Diga aí? Caraca... Mas o que quero dizer com essa ladainha toda é que a gente tem mesmo que deixar o rio correr. Levou gaia? Massa! É ruim, mas siga em frente! Roubaram seu carro? Puta, que merda! Mas antes o carro do que você. A vida te deu limões? Faça uma caipirosca e me convide pra beber! (hahahahahaha) Vocês podem estar pensando: "ah, Kiki... linda teoria, mas na prática as coisas não funcionam assim". É. De fato. Na teoria as coisas são muito mais simples. Mas se não tentamos trazer a teoria para a vida real, pra que serve mesmo essa tal de parte teórica? É feito estudar tabela periódica no colégio. A gente pensa que nunca vai usar. Bom, acho que esse não foi um bom exemplo, afinal eu nunca usei a tabela periódica pra nada na vida, hahahahhaha.... mas o que quero dizer é que as experiências que vivemos - boas e más - servem para construir as pessoas que somos, né? E que bom que é assim. Que bom que temos, todos os dias, possibilidade de rever quem somos e redescobrir quem queremos e podemos ser. Eu tento, diariamente, fazer isso. Evoluir, melhorar. Espero que esteja dando certo. =)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Como é ruim o tal do "tenho que"...

10 entre 10 proletários sonham com a casa própria
Tem dias que são mais difíceis os outros. Venho passando por uma sequência de dias difíceis. Na verdade, desde que voltei para a casa da minha mãe, há nove meses, que viver - pelo menos chegar em casa - é um exercício de paciência. Eu já falei aqui no blog que é complicado voltar à convivência coletiva depois de morar só por tantos anos. E está cada dia mais complicado. Ainda mais com um bebê. Renato é um amor. É lindo. Mas é virado. Virado, virado, virado. E claro que as pessoas perdem a paciência com ele. Eu, que sou mãe, perco! Imagina uma senhora de 80 anos? Pois é. Mas não é só isso não, sabe? É um conjunto de fatores. Mexem nas suas coisas - principalmente se você tem uma irmã, deitam na sua cama, comem a sua comida. É a coletividade, não é mesmo? Me sinto, às vezes, em Jagatah, aquela comunidade hippie na qual Sandy morava em uma novela da Globo cujo nome não me recordo agora. Cara... ando muito sem paciência para essas coisas. Ou seja: passo o dia fora de casa e, consequentemente, passo o dia longe de Renato. Eu tenho três trabalhos. Sou produtora de TV em um lugar, consultora de comunicação em outro e assessora de imprensa de um grupo musical. Em miúdos: ralo pra cacete, cara! Não é fácil responder a tantos chefes assim. Não é fácil conciliar o tempo para atender todos de maneira satisfatória e ainda ser mãe, filha, amiga... Mas eu consigo. Me organizo e consigo. Então, à noite, quando eu finalmente chego em casa depois de um dia exaustivo, começa a reclamação porque o menino é muito levado, porque eu demorei a chegar, porque acabou o pão e o ovo, porque, porque, porque. Aí eu tenho que botar o bebê pra dormir sem mesmo poder tomar um banho antes. Eu tenho que me justificar sobre o motivo de estar chegando mais tarde. Eu tenho que desembolsar uma grana pra comprar as coisas que estão faltando em casa. É muito "tenho que", não é mesmo? Essa coisa da obrigação de fazer as coisas é que são, de fato, chatas. Tudo que se faz porque tem que se fazer fica desagradável. O nome "obrigação" já te remete a coisas negativas, parece até imposto a pagar!!! É claro que sou imensamente grata aos meus pais por terem me acolhido novamente na casa deles. Mas... que é difícil... ah, isso é. Às vezes sinto falta da minha vida avulsa, sabe? Eu era muito livre mesmo. Exemplo: em 2008, dia 30 de dezembro, ligo pra minha amiga Vanessa. "O que vais fazer no reveillon?". Ela: "o que tu sugere?". "Bora pra o show do Paralamas?". "Bora! Onde vai ser?". "Fortaleza", respondi. Seguimos para a capital cearense no dia 31 pela manhã, curtimos o show e no dia seguinte, 1 de janeiro, após o almoço, voltamos, felizes e contentes. Inconsequência? Talvez. Mas foi massa. Mas digo uma coisa: ser mãe é uma nova e maravilhosa viagem. E, hoje, eu realmente não imagino minha vida sem o meu pequeno Renato, nem sei como era feliz antes dele. Quando olho para o rostinho lindo do meu bebê sorrindo pra mim todas as coisas da minha vida de avulsa parecem muito, muito pequenas. Esse texto que segue escrevi após arrumar a mala que ia levar para a maternidade, alguns dias antes de 29 de janeiro de 2009. Reflete bem o meu sentimento sobre o "ser mãe". Filho é a melhor coisa do mundo. E criar filho na casa da gente deve ser ainda melhor. Mas eu vou chegar lá. Lembrem-se das minhas metas para 2011: Kiki minha casa, minha vida 2 - a missão. Hehehehehe...


Já arrumei várias malas na vida. Malas para viagens de trabalho, malas para viagens de lazer. Mochilões para aventuras ecológicas, mochilinhas para pedaladas no mato. Mudas de roupa para passar o dia fora, bolsas e bolsas para 30 dias na estrada. Viagens pelo céu, pela terra, pela água. 
Mas foi arrumando a mala que vou levar para a maternidade que percebi estar na verdade me preparando para a maior viagem da minha vida: ser mãe.
Despachei a bagagem e fiz o check-in. 
O vôo nem sempre foi tranqüilo. Enjôos matinais que duravam todo o dia, pés e pernas inchados, roupas que não cabiam mais... 
Mas o bom de qualquer vôo é pensar no destino para qual estamos seguindo. E no meu caso o vôo tem destino certo: felicidade irrestrita e amor incondicional. Destino que atende, desde já, pelo nome de Renato. 
O serviço de bordo é estranho, confesso... Mas extremamente prazeroso. Chutes e cabeçadas pra todo lado! Ruim? Que nada!! Não há sensação de dor que supere a emoção de sentir a vida crescendo dentro da gente. Escutar o coração que bate acelerado, entender os movimentos corporais dele. Cada milha é uma descoberta. 
O avião já está quase pousando. A cada dia vejo o meu destino se aproximar mais. Só me resta agora contar cada segundo. Porque de uma coisa tenho certeza: essa viagem está apenas começando. 


"Quem será, pois, esse menino? E a mão do Senhor estava com ele". 
Lucas 1:66

domingo, 9 de janeiro de 2011

O aniversário de 2 anos de Renato, parte 1

é muita felicidade, não é mesmo?
Faltam apenas 20 dias para o aniversário de dois anos do meu pequeno Renato. E eu ainda não organizei nada. N-A-D-A. Até a semana passada o tema ia ser Garfield, única e exclusivamente porque eu gosto do gatinho e adoro a cor laranja. Mas meu bebê adora os tais Patati & Patata. Sucumbi à preferência do pequeno e mudei o tema para os dois palhaços. Confirmei com um amigo o empréstimo na brodagem de um salão de festas mó legal que tem perto da minha casa e fui para a internet procurar coisas para a festinha. Fiquei impressionada com a quantidade de produtos Patati & Patata que existem no mercado. Do Garfield eu já tinha procurado e, por conta da ausência de produtos, eu teria que fazer tuuuuuuuudo no computador e mandar imprimir, igualzinho ao ano passado, cujo tema da festa foi Menino Maluquinho. Fiz todas as coisas do aniversário de 2010 (bandejas, painel, cartões de agradecimento, toalhas, capinhas de pirulito) personalizadas. Juntei um time de ajudantes no dia e montamos tudo. Ficou lindo. Mas deu um trabalhão, principalmente antes. Fui, com meu primo Erik a tiracolo, ao vuco-vuco umas 10 vezes. Mãe de primeira viagem é assim mesmo. Dessa vez já estou sabida. Vou listar tudo que quero e seguir para a Miami recifense para passar um dia inteiro, mas só voltarei de lá com todas as coisas compradas. Vamos à lista de compras:
  • Duas mil bolas (azul, vermelho, verde e branco)
  • 16 pedaços de TNT (azul, vermelho, verde) para forrar as mesas
  • Vela
  • 120 copos descartáveis
  • 100 pratos descartáveis
  • 100 garfos descartáveis
  • 200 Guardanapos
  • Palitos de dente
  • 100 saquinhos para cachorro-quente
  • 100 copinhos para brigadeiro de colher
  • Painel
  • 30 caixinhas
Hummmmm... acho que é só. Vou começar a organizar tudo já amanhã, quando mandarei rodar os convites e ligarei para Dona Ceça, que faz os melhores salgadinhos do mundo, e para o cara que aluga o pula-pula - que eu, com certeza, usarei mais do que qualquer criança. Um detalhe é que na festa do ano passado eu estava vestindo manequim 56. Erik, meu primo, estava comigo quando fui comprar a roupa que ia usar. Ontem vesti pra ele a roupa e, juntos, rimos muito. A roupa está imensa! Claro, né? E à noite, quando saímos para um barzinho, ele, que é incapaz de elogiar, disse assim: “você está muito bem”. Vindo de Erik foi, realmente, um power-elogio, hahahahaha... Bom, é isso. Aguardem os próximos capítulos da saga da festa de aniversário de dois anos do meu filhote. 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Síndrome de Jack Bauer

Humpf! Faço muito mais coisas que ele!!
Eita... levei falta de novo aqui no blog ontem... mas há uma explicação, amigos. Há sim. Ontem eu estava parecendo com Jack Bauer: cheia de coisas pra fazer e tudo ao mesmo tempo agora. Minha sexta-feira foi, de fato, deveras tumultuada. Comecei o dia lá pelas 7h30 com minha principal atividade: ser mãe de Renato. No meio da manhã fui ao banco fazer um depósito e ao laboratório pegar resultados de exames. Depois passei no meu trabalho n° 1, do qual estou de férias, para fazer backup dos meus arquivos do computador, pois fui avisada que o mesmo será trocado na segunda pela manhã. Na sequência fui almoçar com minha comadre Mônica no Espinheiro para falar besteiras e tratar de alguns negócios que estamos fazendo juntas. Deixei Mônica no salão e aproveitei que estava naquele bairro para passar na academia que estou paquerando e pegar os preços e horários de lá. Aproveitei, também, para buscar umas roupas no conserto, que deixei bem ali pertinho. De lá parti para o shopping Taca para trocar um vestido que comprei. Rapidinho. Passei em casa para mudar de roupa e segui para a Folha para entregar o material de um cliente assessorado para um jornalista. Pronto, mais ou menos 15h30 parti para Zona Sul. Lá eu tinha três coisas para fazer: levar minha câmera fotográfica na assistência técnica, ir ao médico e encontrar com um amigo recém-chegado das terras do Tio Sam. Bom, sei que saí do médico às 18h30 e meu amigo já estava me esperando na recepção do consultório. Partimos para um barzinho à beira-mar. No caminho, já no KArro, o meu celular toca (recebi mais ou menos 20 telefonemas ontem). Um cliente querendo me encontrar para falar sobre um projeto.  Liguei pra Mônica - minha sócia nesse projeto específico - e combinamos a reunião. Levei meu amigo à tiracolo. Saí do Boteco por volta das 21h30 e parti, sozinha, para o Bode a fim de encontrar a Nerda e a Ingratinha, que já me esperavam. Fiquei lá até quase uma da manhã e depois segui para o aeroporto para buscar meu primo Erik, que ia chegar de Brasília. Abri a porta de casa perto das 3h. Surpresa!! Renato estava acordado!!! Então, como no fechamento de um ciclo, voltei à primeira e principal atividade do dia: ser mãe de Renato. Diga aí??? Jack Bauer perde, rapaz!!! 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros.

campanhas da Benetton: somos todos iguais
Essa semana fiquei reflexiva sobre um tema: as diferenças entre as pessoas. Me refiro às diferenças de raça, de classe social, culturais e todas as outras que podem ser até empecilhos para relacionamentos. Relacionamentos de várias naturezas, sabe? Amorosos, de amizade... Mas até que ponto essas coisas são tão importantes assim? Tá, tudo bem.  Tenho por princípio não me relacionar com rubronegros, torcedores de Sport e Náutico realmente são imiscíveis. E, por crença, nem com carinhas fora da minha religião. Mas eliminar um possível namorado porque ele mora no subúrbio? Ou porque ele não tem carro? Ou por ele não ter o mesmo nível cultural? Bom, recentemente – e agora que a ferida já cicatrizou um pouco mais posso falar sobre o tema – aconteceu comigo. Mas não partiu de mim. Partiu dele. Ele me disse que as nossas diferenças eram demais pra ele. Quais diferenças? Ele não é formado, ele não tem carro, ele não tem um salário bom (ainda é estagiário). Vejam, eu não sou rica – nem perto disso. Mas trabalho, posso sair de vez em quando sem me preocupar com o orçamento, tenho meu Karrinho... e, principalmente, tive a grande dádiva de ter pais que se preocuparam em me deixar os maiores legados do mundo: religião e educação. Estudei em um colégio muito bom, tenho graduação e pós-graduação. E foi por meio da bondade de Deus e da educação que recebi que hoje vivo do meu trabalho. Ele não teve a mesma sorte. Realmente somos bastante diferentes nesses aspectos, mas me doeu muito escutar isso do carinha. Ele me disse que tinha “medo de não me responder à altura”. O que, exatamente, isso quer dizer? Que tipo de expectativa se cria com um cara que acabamos de conhecer e com o qual rolou uma boa química? Bom, a minha expectativa era a de conhecê-lo melhor. Sair, rir, dançar, conversar, beijar na boca e et cetera. Mas só saímos duas vezes. Quando eu quis marcar o terceiro encontro, escutei essa. Ele disse, também, que tinha medo de se envolver mais a fundo comigo e, por conta das nossas diferenças, a relação não andar e ele sofrer. Poxa... Fui vítima de preconceito. Ou não fui? Um preconceito por ter tido mais oportunidades na vida. Um preconceito que eu nunca tinha sido alvo. Claro que já tinha visto coisas parecidas em filmes e novelas, mas quando é com a gente... ah, como dói. Me lembrei do filme Uma Linda Mulher. Richard Gere e Julia Roberts. Ele, empresário multimilionário. Ela, prostituta. Final: felizes para sempre. Titanic de James Cameron. Rose e Jack, dois mundos diferentes. No final do filme ela fala uma coisa que nunca esqueci. Ela, que era a típica pobre menina rica, fala que ele a salvou, de todas as maneiras que uma pessoa poderia ser salva na vida. Ah, lindo, né? Isso porque ele, mesmo sendo um fudido, tinha uma coisa que ela não tinha: liberdade. Mensagem: dinheiro não é tudo. Na novela mexicana  Marimar Thalia finge que interpreta uma analfabeta que trabalha o dia todo na pesca e se envolve com Sérgio Santebañes – único herdeiro de uma puta fortuna. A família dele a chamava de a imunda da praia. Geeeente... realiza: é muito preconceito!!!. Mas é muito pior, de fato, quando acontece com a gente. Espero que isso cicatrize rápido e 100% na minha cabeça e no meu coração. Tento pensar que ele tinha razão, mas cara... eu não acho que ele tem razão não. Dar certo ou não é meio a meio de chance em todo tipo de relacionamento. Mas não se permitir viver... isso pra mim é imperdoável. Mas ratifico minha teoria sobre a vida depois disso tudo: carpe diem. Vou aproveitar ainda mais intensamente todas as oportunidades que a vida me dá. Porque se tem uma coisa da qual eu me orgulho na vida é de nunca desperdiçar oportunidades. Posso até quebrar a cara, mas pelo menos tento. E se me arrependo de alguma coisa é de algo que fiz. Enfim... cada um é cada um. E precisamos respeitar a opinião das pessoas. Foi o que eu falei pra ele. "Aceito e respeito, mas não concordo". Dando uma de Poliana eu diria que, pelo menos, aprendi uma lição. Ainda não sei qual é a lição. Mas eu realmente devo ter aprendido alguma coisa. Lá na frente vou descobrir. E quando descobrir compartilharei com vocês, ok? Mas se vocês descobrirem antes, me contem, por favor.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Aberta a temporada de liquidações

um dia terei o meu personal carregador de compras
Olá, gente... estou de volta... desculpem a ausência, mas o meu começo de  ano está bastante tumultuado por conta do meu check-up anual. O gênio aqui marcou vários exames médicos logo para os primeiros dias de 2011. Legal, né? Mas o começo do ano é uma época interessante para quem, como eu, gosta de fazer umas comprinhas. Está aberta a temporada de liquidações. Liquida shopping é realmente um negócio sensacional. Recebi um email desde a semana passada avisando que dia 4 um shopping local, do qual faço parte do mailing, abriria as portas para a primeira grande liquidação do ano. Chamei Mariazinha e a Ingratinha e fomos lá, lindamente, conferir os descontos. Claaaaaaaaaaaro que tem preços maravilhosos e preços absurdos. O legal é pegar uma loja que está oferecendo descontos progressivos por número de peças. Tipo a Corbeluxe: um par de sapatos por R$ 49,90; dois por R$ 89,90; três por R$ 129,90. Vantagens de ir às compras com corda de caranguejo, hahahaha... todo mundo compra, todo mundo tem desconto, todo mundo fica feliz!! Passamos umas cinco horas rodando pelas lojas, e eu, que fui na intenção de comprar apenas um body preto manga 3/4 e um chinelo pra ir à natação, voltei pra casa com dois vestidos, duas blusas, duas sapatilhas e uma rasteirinha mimosa. Zero body, zero chinelo. Mas tudo bem. Além do ato de comprar propriamente dito, tem um outro detalhe de ir às compras no pós-perda de 50 kg que é sensacional: comprar em loja de gente normal. Fui na Toli, por exemplo. É uma lojinha deveras fofa, vende umas coisinhas mó legais. Mas tudo pra gente normal, né? Não pra gordas. Fui com as meninas e peguei um vestido lindinho da coleção alto verão e fui provar. O vestido ficou uma graça. Tá, meio teen, mas uma graça. Quando fui passar pelo crivo das companheiras de liquidação, Mariazinha falou: "tás magra mesmo, Kiki... comprando roupa na Toli, tamanho único...". Foi quando me dei conta. É, é verdade. Eu não estou mais no grupo dos tamanhos especiais. Antes, nas liquidações, eu sempre corria para as lojas de moda plus-size. Fiquei orgulhosa de mim, sabe? É uma grande vitória pessoal. Eu ainda não tenho, e acho que vou demorar a ter totalmente, consciência corporal. Mas isso vem com o tempo mesmo. Ainda não me acostumei a vestir 42. São apenas nove meses de cirurgia e ainda tenho muito chão pela frente, inclusive pra conhecer e me adaptar ao meu novo corpo. Mas mesmo assim, faltando tanto, é excelente. Nada paga a satisfação de entrar numa loja e conseguir comprar algo. Ou não comprar porque não gostou e não porque não coube. Comprar roupas, agora, é, com certeza, prazer em dobro. 











Lindo, né? Só que o meu é cinza e laranja. 
www.toli.com.br

sábado, 1 de janeiro de 2011

A primeira ressaca do ano...

Deveria haver uma lei que proibisse as pessoas de consumir dois tipos de bebida alcoólica na mesma ocasião. Se houvesse essa lei eu, agora, não estaria aqui, no primeiro dia do ano, amargando uma ressaca monstruosa. Tá, concordo, amigos. Existe a tal lei do bom senso. Mas cara, você está lá, né? Empolgada com o reveillon. Assistindo um showzinho bom, vendo os fogos de artifício e tudo mais que é tradicional nas cidades de praia na virada do ano. Já viu, né? Comecei a noite no whisky e depois passei para uma mistura de coca cola com cachaça até interessante, gostosinha mesmo. Mas o efeito foi letal. Além de ficar  embriagada o day after está sendo punk. Enquanto Dilma toma posse em Brasília, minha cabeça badala como os sinos de Notre Dame. Mas tudo bem. Amanhã é outro dia. E que venha logo, outro dia. Porque o de hoje tá muito embaçado pra mim. Efeitos do álcool. Mas graças a Deus que ressaca tem prazo de validade. E o prazo da minha está quase expirando. Ufa! Até amanhã, pessoas. E, mais uma vez, feliz ano novo.