segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quão difíceis são as relações humanas

Crescer é sempre bom!
Conviver não é fácil. Me convenço disso a cada dia. Não apenas pelas pessoas que nos cercam, mas por nós mesmos, sabe? Afinal cada ser humano é único e tem peculiaridades e variações de humor. Tem dia que a gente acorda de ovo virado. Sei lá, tá de TPM, dormiu mal, bad dream, brigou com alguém ou qualquer coisa que o valha. Não importa o motivo, mas tem dias que a gente está sim mais prego do que o habitual. E como conviver é uma arte, já viu, né? As pessoas não são obrigadas a tolerar o mau humor, assim como não somos obrigados a tolerar os alheios. As concessões são sempre necessárias, em qualquer nível de relação: mãe, pai, irmão, filho, empregada, namorado, chefe, amigo, colega de trabalho, guardador de carro, e por aí vai. Aprender a lidar com as chatices de cada pessoa que faz parte da nossa vida é a chave de toda e qualquer relação, pois se não fazemos isso é melhor virar eremita, não é mesmo? Todos temos os nossos "pantins", ou não? Tem pessoas que você não pode simplesmente optar por tirar da vida por conta dos laços sanguíneos. Familia, né? Mas e os amigos, a tal da família que a gente escolhe? Já perdi muitas pessoas boas por não saber lidar com as peculiaridades delas. Explico: sou meio grosseira, quem me conhece sabe disso. Falo o que vem à minha cabeça e isso não é uma coisa legal, nada mais nada menos porque a verdade dói. Por exemplo: há uns dois anos eu fui extremamente dura com uma amiga mui querida. Passada a raiva falei com ela sobre o assunto, mas ela ficou muito magoada e a amizade acabou, mesmo com os meus veementes pedidos de desculpa. Merda arretada. Pensando bem eu não mudaria uma palavra do que disse pra ela. Mudaria apenas a forma. Eu poderia ter dito exatamente a mesma coisa de uma maneira mais leve, sem ira. Mas infelizmente é errando que a gente aprende. E foi um aprendizado, acreditem. Hoje eu penso mil vezes antes de falar algo. E o mais importante: eu sempre deixo a raiva passar antes de falar qualquer coisa que seja. Se estou puta da vida com alguma coisa, só trato sobre o assunto depois que a raiva passa. Estou, também, sendo mais tolerante com as peculiaridades das pessoas e assim eu vou levando. Se a amiga "A" não lida bem com críticas, então não critico. Se a amiga "B" é uma excelente companhia de compras, vamos às compras! Amiga "C" não sabe guardar segredos? Não conte segredos a ela! Enfim... Tem dado resultado, graças a Deus. Aliás, eu me considero uma pessoa de sorte nas minhas relações. Tenho uma boa família, bom ambiente de trabalho, bons amigos. E esse aprendizado pelo qual passo dia-a-dia tem me feito crescer bastante. E quero mais e mais crescimento. Intelectual e pessoal. Lateral, nunca mais. Thanks, gastroplastia! =) 

5 comentários:

  1. Ontem saí com dois velhos amigos. Gente de quem eu até gosto. Mas depois de duas horas de conversa e uma pizza horrrriver do Habibas, me deu vontade que os dois fossem catapultados da minha presença. Nada demais. Só acho que tem pessoas com quem a convivencia é limitada a umas duas horas, e olhe lá. Somos estranhos, não?

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  2. É verdade... tem gente que devemos "consumir com moderação". E tem uma categoria pior, né? A galera do "evite o primeiro gole", hahahahaha
    ai, ai... mas vamos levando, amigo Cavalo Marinho. Afinal nós, humanos, somos seres sociáveis. Ou pelo menos deveríamos ser, não é? Eu me sinto mais evoluida em relação a isso, pois pratico a tolerância diariamente. E sei que àqueles que gostam da minha companhia também precisam praticar comigo, pq tu me conhece e sabe que eu não sou nenhuma florzinha... cresçamos, pois! evoluamos, pois! pois, pois... =)
    By the way, seus nicks estão cada vez melhores!

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  3. Eu digo apenas uma coisa: Kiki ame-a ou deixe-a. Eu amo!!
    beijos saudosos

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  4. Você postou esse texto no aniversário do meu casamento. Interessante como relacionamento é um equilibrio de tolerância e afinidade. Acredito que o amor é fruto de uma paixão diária que lubrifica as engrenagens que permitem que a tolerância e afinidade convivam sem se desgastar uma contra a outra.

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  5. filosofou bonito, meu amigo Heber. tolerância e afinidade, essas são as chaves. E mama, eu tb te amo. O post de hoje é pra você. =)

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