domingo, 19 de dezembro de 2010

O lado bom e o lado ruim das coisas

tudo tem mesmo dois lados
Pronto, agora é oficial: o ano está realmente acabando. Estamos na semana do natal, o que quer dizer que o tempo vai voar e daqui a... nossa... menos de duas semanas, já será 2011. Estou ansiosa com o ano que está chegando, sempre tive uma particular simpatia pelos anos ímpares. Por que? Sei não. Só sei que foi assim... Aproveitei o domingão para colocar, ou pelo menos tentar, minhas coisas em ordem. Arrumar o guarda-roupa, jogar fora as dezenas de papéis de estacionamento de shopping que estavam jogados dentro da bolsa, limpar e guardar os sapatos usados ao longo da semana... coisas assim. Dei uma sacada, também, na minha agenda 2010 para ver quais foram as metas que tracei para o ano que está terminando. Meu check list foi satisfatório. Dos cinco pontos que escrevi, atingi quatro. E o único que eu não consegui de fato atingir era o que não dependia exclusivamente de mim: arrumar um namorado. Os demais eram: 1) emagrecer; 2) ganhar mais; 3) fazer poupança; 4) ser uma pessoa melhor. Não necessariamente nessa ordem. Refleti sobre as decisões que tomei ao longo do ano e sobre como elas tiveram impactos sobre a minha vida. Em 30 de março de 2010 eu fiz a redução de estômago e hoje, quase nove meses depois, estou com 50 kg a menos. Também em março entreguei meu apartamento, depois de quase cinco anos morando sozinha, e voltei para a casa dos meus pais. Fiz isso por dois motivos: Renato e a minha cirurgia. As duas maiores decisões da minha vida neste ano me geraram coisas positivas e coisas negativas, como tudo, afinal. A redução de estômago foi, sem dúvida, depois do meu filho, a melhor coisa que fiz na vida. Sempre fui reticente a ela, e hoje penso que tudo teria sido muito mais fácil se eu tivesse optado por fazê-la antes. Sim, sou feliz por estar mais magra. Mas a cirurgia tem o seu lado ruim, claro que tem. As limitações alimentares, a queda de cabelo, a intolerância à algumas comidas. Tudo isso é ruim. Mas na balança as coisas boas superam, e como superam: melhoria de saúde, de autoestima, de qualidade de vida, guarda-roupa renovado, et cetera. Já voltar pra casa dos pais, aos 37 anos, com um filho debaixo do braço... hummm... não é mole não. É estranho como desenvolvemos manias e melindres quando moramos sós. E voltar, depois de tanto tempo, pra a convivência residencial coletiva, é um trocinho pra lá de complicado. Dividir banheiro, dar satisfação de pra onde vai e de que horas volta, perceber que aquele pedacinho de bolo de rolo que você guardou pra comer à noite não está mais no armário... putz! Tem que ter cunhão, viu? Na falta de uma expressão que defina melhor a coisa (eu acredito no poder de descrição precisa do palavrão). Mas é lógico que não tem preço criar Renato com família, considerando que eu sou mãe solteira e que no meu apertamento éramos só ele e eu. Quando eu saio meu filho não fica com uma babá. Ele fica com a avó e o avô, ajudados pela babá. Percebem a diferença?? Mas enfim, ambas as decisões foram pensadas e pesadas. Fiz mesmo o que tinha que fazer. E não me arrependo. Claro que penso em ter novamente a minha casa, mas aí não será mais apenas a casa de Kiki. Será a casa de Kiki e Renato. E isso virá, no tempo certo. Me programei pra daqui a dois anos. Acho que é o suficiente pra que Renato esteja maiorzinho e que eu conclua as cirurgias plásticas reparadoras às quais terei que me submeter. Mas é isso. Ver que atingi 80% das minhas metas de ano novo do ano passado me deram empolgação para construir a minha lista para 2011. Mas isso já é assunto para um próximo post... 

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