sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

As trilhas sonoras da minha vida, parte 3

Último dia do ano. 31 de dezembro de 2010. 2010, aliás, foi um ano bastante legal pra mim. Só faltou mesmo o tal do namorado. Mas não tem nada não. 2011 vai ser melhor ainda. E pra entrar o ano com o maior pensamento positivo escolho a música Xuxuzinho, de Rita Lee, como minha trilha sonora de hoje. Desejo a todos uma excelente virada de ano e que Deus nos abençoe a todos. E como eu não poderia perder a oportunidade de soltar a piadinha mais infame do mundo, lá vai: a gente se fala no ano que vem! Beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços e tudo de bom pra todos nós. Smack!!!






Xuxuzinho
Rita Lee / Roberto De Carvalho

Procuro um gato, nesse mundo cão
Um candidato à vaga do meu coração!
Não precisa ser rico, basta me amar
Mas se tiver alguns dólares, não vou chorar!

Papai do Céu, me dá um namorado
Lindo, fiel, gentil e tarado
Xuxu, xuxuzinho
Par de vaso
Minha uva, meu vinho

Um piquenique numa ilha
Hulla-hulla, maravilha
Sem telefone, sem ninguém
You Tarzan, Me Jane
Um anel no dedo
Um marido na mão
Eu Dalila, ele Sansão

Josefina e Napoleão
Eu Isolda, ele Tristão
Maria Bonita e Lampião
Eu a mina, ele o rei Salomão
Eu Cosme, ele Damião

Xuxuzinho, xuxuzinho
Minha uva, meu vinho

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Roque!!! Traz o buquê!!!

o tão sonhado buquê
Quem tem mais ou menos a minha idade certamente vai lembrar do programa Namoro na TV, de Silvio Santos. Era um negócio meio bizarro no qual os homens ficavam de um lado, as mulheres de outro e SS no meio falando merda pra cacete. Depois tinha o momento da dancinha. Após a dancinha SS pegava casal por casal e perguntava se era "namoro ou amizade". Se fosse namoro, SS gritava para o seu assistente de palco: "Roque!!! Traz o buquê!!!". Se não fosse dar namoro, ele bradava: "Roque, leva o buquê!". Bom, eu contei essa historinha pra poder falar sobre uma novidade... Ah, gente... fui pedida em namoro! Como antigamente mesmo, tipo "quer namorar comigo". Achei mó fofo, sério mesmo. Tá, achei fofo mas foi só isso. Não aceitei. Ele, o rapaz que me pediu em namoro (vou repetir isso aqui muitas e muitas vezes ainda...), é bem legal. Simpático, atencioso. Pena que não rolou. É, não rolou. Não temos nada a ver um com o outro. Se tivesse rolado, depois de um pedido formal de namoro, eu realmente teria aceito. Mas... a gente não manda nessas coisas, não é? Não manda mesmo. Ele, embora simpático, legal e atencioso, não me despertou interesse como homem. Mas vamos às considerações: além de ser extremamente fofo, um pedido de namoro eleva profundamente a autoestima, o que deixou a minha em níveis algo everestianos. Quando uma pessoa que você conheceu há pouco tempo te pede formalmente em namoro você toma consciência de que realmente há uma luz no fim do túnel e que não é um trem que vai te atropelar. Sim, porque dessa vez foi ele - o rapaz que não me interessou - que pediu pra namorar comigo. Da próxima vez - e vai haver uma próxima vez - pode ser o meu príncipe encantado. Ele, o cara. Aquele que ainda não conheci. Aquele que vai me fazer ouvir sinos que não são de vendedores de picolé. The one. Só espero que isso não demore muito a acontecer. Afinal, já estou com 37 anos. Mais um pouco e vou começar a procurar o homem da minha em bailes da terceira idade, e trocarei juras de amor eterno entre um tratamento para reumatismo e uma reposição hormonal. Ninguém merece. Roque!! Leva o buquê!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Atchim!!!!!!!!!!

Pense numa gripe. Estamos, eu e meu filho, muito gripados. À noite, no nosso quarto, é uma verdadeira sinfonia: tosse, espirro, respiração pesada. Estamos assim já há quatro dias. Mas tudo bem, eu sou adulta. Renato é um bebê. Não sabe dizer onde está doendo, o que está incomodando. Não sabe botar o catarro pra fora. Só sabe chorar, tadinho. Chora ele e eu junto. Não aguento vê-lo assim. Segunda levei-o à emergência. Ele não queria comer, não estava fazendo xixi... só isso mesmo pra me fazer levá-lo a uma emergência. Não acredito em emergências de hospital. Logo quando Renato nasceu se ele chorasse um pouco mais alto eu levava ele pra emergência. Agora já estou escolada. Depois de muitos "é virose, mãe" você fica assim. A melhor foi mesmo no Esperança. Saí de lá com um diagnóstico de "virose inespecífica". Porra! Virose já é inespecífico pra cacete, ou não? Depois de muitas pérolas desse naipe desisti de emergências. Só levo quando ele apresenta alguma novidade, e passar mais de  seis horas sem fazer xixi É uma novidade. Mas pasmem. O diagnóstico foi, nada mais, nada menos, do que... virose!!!!!!!!!!!!!!!!! Olha... ninguém merece, viu? Assim é fácil ser médico. Pior é o "observe por 48 horas. Se não melhorar, volte aqui pra reavaliar". 48h?? Tsc, tsc... Pelo menos a febre dele cedeu. Os olhinhos já estão mais alegres. Me parte o coração quando ele está abatidinho. Ele é muito ativo, estilo "quebra tudo no caldeirão", mas prefiro mil vezes ele assim do que doente. Doente não. Meu filho não. Se Deus quiser ele vai ficar bom logo. Sei que gripe tem ciclo, temos que esperar as fases passarem. Uma vizinha, no elevador, me falou que passou três semanas mal. Putz! Renato já é magrelo, imagina com três semanas de gripe? Sigo cuidando do meu pequeno e aproveito para dar um tempo das farras. Semana passada enfiei os dois pés na jaca, saí tooooodo santo dia. Assim não dá, né? Esse negócio de sair todo dia só pode ofender a pessoa. Eu até dou um reforço no meu organismo com o consumo de frutas. Morango e kiwi, por exemplo, têm uma alta concentração de vitamina C. É, mas misturado com vodca, gelo e açúcar talvez não seja a melhor combinação contra as “viroses”... Vou aproveitar o ano novo e anotar mais essas resoluções na minha listinha: consumir mais frutas e menos açúcar. Caipifruta agora só com adoçante. Tenho dito.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Ai, ai, ai, ai... está chegando a hora...

Hoje já é dia 28 de dezembro. Contagem mais que regressiva para o final do ano. Está chegando a hora de preparar a famosa listinha de resoluções de ano novo. Hummmm... 2010 foi um ano muito legal pra mim. Mais que legal, poxa! Eu perdi 50 kg!!! Minha chefe pesa 49 kg! Engraçado isso. Na última vez que fui ao cirurgião para fazer os exames de praxe perguntei pra ele como esse peso todo saiu de mim. Porque pensa bem... pra onde vai esse peso todo que a gente elimina? Pensei que estava fazendo uma pergunta inteligente e inusitada, mas dr. Walter me olhou com aquela simpatia que lhe é peculiar e mandou: "filha, o seu corpo está queimando os excessos, obvio". Obvio. Claro, né Kiki? Dãaaaaaan!!! Me senti a mais idiota das criaturas, mas tudo bem. Onde eu estava mesmo? Ah, nas minhas resoluções de ano novo. Ah, gente... eu ando meio megalomaníaca. Sério mesmo, no melhor estilo "pense grande". Ando pensando muito em um carro maior. Sim, porque eu tenho um KArro. Isso não é carro. É meio de transporte, vamos combinar! Tá, tudo bem. Ele me serve muito. Mas poxa... eu sou uma mulher grande. Volumosa. Preciso de um carro maior. Preciso de uma... Hilux. Sabe como é? Um carro alto o bastante para que eu não precise dobrar as pernas para entrar ou sair dele. Tá, tá bom. É só um sonho, ok? E a gente não paga para sonhar. Se eu conseguir trocar meu Ka por um Palio já vou me dar por muito, muito feliz mesmo! Hahahahahaha. Mas vamos lá, vamos construir as minhas listas de ano novo:

Coisas materiais:
1. trocar de carro
2. colocar em prática o plano “kiki minha casa, minha vida 2 – a missão”
3. fazer minhas cirurgias plásticas (acho que isso entra como coisa material)
4. viajar. Pra outro Estado, pelo menos. Paraíba não conta.
5. fazer poupança

Coisas pessoais:
1. malhar. Pelo menos 3 vezes por semana.
2. ser mais regular no uso dos meus creminhos antiidade (afinal dentro do potinho não faz efeito nenhum, né?)
3. ir mais à igreja
4. ser mais tolerante com as pessoas
5. arrumar um namorado

Será que estou querendo demais? 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

As trilhas sonoras da minha vida, parte 2

O meu post de hoje é a letra de uma música, Pessoa Nefasta. Esse cara que compôs, Gilberto Gil, sabe das coisas. Leiam a letra que vocês vão entender exatamente o que estou querendo falar - e para quem estou querendo falar. Aproveito antes para citar o grande Mario Quintana, em seu Poeminha do Contra:
"Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!"


figas e patuás
Pessoa Nefasta
Gilberto Gil


Tu, pessoa nefasta
Vê se afasta teu mal
Teu astral que se arrasta tão baixo no chão
Tu, pessoa nefasta
Tens a aura da besta
Essa alma bissexta, essa cara de cão
Reza
Chama pelo teu guia
Ganha fé, sai a pé, vai até a Bahia
Cai aos pés do Senhor do Bonfim
Dobra
Teus joelhos cem vezes
Faz as pazes com os deuses
Carrega contigo uma figa de puro marfim
Pede
Que te façam propícia
Que retirem a cobiça, a preguiça, a malícia
A polícia de cima de ti
Basta
Ver-te em teu mundo interno
Pra sacar teu inferno
Teu inferno é aqui
Pessoa nefasta
Tu, pessoa nefasta
Gasta um dia da vida
Tratando a ferida do teu coração
Tu, pessoa nefasta
Faz o espírito obeso
Correr, perder peso, curar, ficar são
Solta
Com a alma no espaço
Vagarás, vagarás, te tornarás bagaço
Pedaço de tábua no mar
Dia
Após dia boiando
Acabarás perdendo a ansiedade, a saudade
A vontade de ser e de estar
Livre
Das dentadas do mundo
Já não terás, no fundo, desejo profundo
Por nada que não seja bom
Não mais
Que um pedaço de tábua
A boiar sobre as águas
Sem destino nenhum
Pessoa nefasta

domingo, 26 de dezembro de 2010

A verdade por trás de uma dose de vodca

Morango tem uma alta concentração de vitamina C
Não é segredo pra ninguém que eu gosto de bebidas destiladas. Vodca e whisky são as minhas preferidas. Principalmente agora, depois da redução, as fermentadas não me caem bem. Pena. A tal da Bohemia é muito boa... Mas enfim, o fato é que neste final de ano, nas minhas andanças de confra em confra, tomei muita, muita caipifruta mesmo. E cada bar faz a sua de um jeito, né? Tudo bem que o resumo da ópera é mesmo vodca + fruta + açúcar + gelo, mas cada lugar tem o seu segredinho. Muitas vezes o segredo é mesmo a qualidade da vodca e a quantidade de açúcar que vai nela. Destaco três locais para tomar uma boa caipi: 1) Bar do Bode do Espinheiro; 2) Spirit Music Hall; 3) uma tia lá no Largo da Bomba. A do Bode é campeã. Deliciosa, doce na medida certa, muita fruta e copo grande. R$ 8,90 a dose. Nota 10. Tão 10 que na confra do Clube da Lulu Renata Ingrata tomou uma de cada sabor (kiwi, morango, cajá, abacaxi, limão, uva). No final da noite ela pediu ao garçom um novo sabor e ele disse que ela já tinha tomado de todas. "Inventa uma", disse ela. Daqui a pouco volta o garçom com uma salada de frutas misturada com vodca. Ah, o álcool... Bom, continuando... A do Spirit é boa pra caramba também, mas é cara, principalmente se levarmos em consideração que o copo é bem menor do que o da maioria dos bares. Já a da Bomba... hummmm... essa é sensacional. Leva, no lugar do açúcar, leite condensado, pense num negócio bom. Parece um suquinho gummy. A vodca que a tia usava era um tanto quanto questionável: Slova. O preço, mó brodagem: R$ 2. E, o melhor: nada de ressaca no day after, mesmo a vodca não sendo essas brastemp. Vale lembrar que em todas as confras que tomei minhas caipis eu estava de carona. Afinal, bebiba e direção não se misturam. Misturado mesmo só morango, açúcar, vodca e gelo. Tintim!!



Vamos ver o que a wikipedia tem a nos dizer sobre a bebida:
- A vodca ou vodka (em russo, во́дка; em polonês, wódka) é uma popular bebida destilada obtida a partir de cevada, milho, trigo, centeio, ervas, figos ou batatas, incolor. Quase sem sabor e com um teor alcoólico entre 35 e 60%. A União Europeia, por exemplo, impõe um teor alcoólico mínimo de 37.5%, enquanto que as bebidas produzidas na América tem em geral 37% de teor alcoólico, pois o processo de destilação é diferente do europeu. A vodca é a bebida nacional da Rússia. O nome vodca é o diminutivo de água ("aguinha") em várias línguas eslavas, contudo não se tem certeza da origem etimológica, que poderia ser apenas uma coincidência. De toda forma, os estudos mais recentes apontam que a palavra wodka (gorzalka, originalmente) foi primeiramente utilizada em textos poloneses, sendo o mais antigo datado de 1643.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Pele de pêssego

Pêssego: rico em vitaminas A, B e C
Poucas coisas fazem tão bem à pele quanto uma boa trepada. Vocês concordam? Não tem Ana Pegova certa, meus amigos. Mas vocês sabiam que existe uma explicação científica para isso? Ah, tem sim... é o seguinte: o sexo faz aumentar a concentração de estrógeno no sangue, o que confere à pele e aos cabelos um brilho extra. Transar também estimula o organismo a produzir algumas substâncias preciosas para a aparência e o bem-estar. A endorfina, por exemplo, é responsável pela sensação de prazer, além de regular o sono e afastar a depressão. Fora isso, o sexo melhora a circulação, alivia o estresse e previne as doenças cardiovasculares. Uma boa transa também é um excelente exercício físico. Umazinha bem dada equivale a uma perda de até 300 calorias / hora. Um cara chamado David Weeks, um neuropsicólogo escocês, fez uma pesquisa e concluiu que as mulheres que mantinham relações sexuais pelo menos três vezes por semana aparentavam 10 anos a menos do que a sua idade verdadeira. Gente... estamos falando de 10 anos a menos!!! Não é pouca coisa não, hein... Peguei essas informações na revista Boa Forma, vê só:

O que acontece no seu corpo quando você transa: 
  • A glândula supra-renal, que fica sobre cada rim, joga adrenalina no sangue, o que aumenta a freqüência cardíaca e estimula a circulação.
  • O coração chega a bater até 130 vezes por minuto (como nos exercícios de intensidade média). As artérias se dilatam e aumentam a absorção de oxigênio, prevenindo doenças cardíacas.
  • Os movimentos repetidos durante a relação ajudam a fortalecer bumbum, pernas e barriga.
  • Quem faz sexo com freqüência fica com os ossos mais fortes, por causa do nível mais alto de estrógeno (um dos hormônios femininos) no organismo.
  • As células de defesa se fortalecem com a enxurrada de hormônios. Assim, o organismo fica mais resistente a infecções.
O que acontece no seu cérebro quando você transa
  • A glândula hipófise libera substâncias que estimulam os ovários a produzir estrogênio e progesterona. Uma das respostas imediatas a esses hormônios é o aumento do desejo sexual.
  • A parte posterior da hipófise produz ocitocina, um hormônio que faz o útero se contrair e aumenta a intensidade do orgasmo. Essas contrações também previnem cólicas menstruais.
  • No sistema límbico acontece uma descarga de endorfina, responsável pela sensação de prazer que sentimos durante e depois do sexo. A endorfina ajuda ainda a afastar dores, insônia, stress e depressão.
O que dizer depois de tudo isso, não é? Trepemos, pois. 

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

Feliz aniversário, Jesus!
O Natal, imagino que todos vocês saibam, não é comemorado porque existia um velhinho lá na Lapônia que gostava de ser mó legal e distribuir presentes com os outros. O Natal é comemorado porque é a data na qual se celebra o nascimento do Filho de Deus, o nosso Senhor Jesus Cristo. É por conta disso que se fala em renovação de esperança nessa época. Porque quando Cristo nasceu as esperanças da humanidade foram renovadas, não é? E tem um versículo na Bíblia que me diz muito sobre isso. Está em João 3:16, "porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu Seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Entendem? Um Pai que nos ama tanto que dá, por nós, a vida do Seu único filho... Ah, gente.. isso é amor. Amor verdadeiro. Isso é que é renovação de esperança. E é esse o meu desejo para todos, não só agora, no Natal, mas sempre: sempre renovem as suas esperanças. Ao contrário do que falam por aí, ela não é a última que morre. Ela não morre nunca. É a esperança que nos faz viver. Feliz Natal para todos vocês! Smack!!

Bom Natal

Quero ver você não chorar 
Não olhar pra traz, nem se arrepender do que faz 
Quero ver o amor crescer 
Mas se a dor nascer, você resistir e sorrir 
Se você pode ser assim tão enorme assim eu vou crer 
Que o natal existe, que ninguém é triste
Que no mundo há sempre amor
Bom Natal, Um Feliz Natal
Muito Amor e Paz pra vocês.
Pra vocês.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Direito de resposta

Hoje o meu post é uma resposta a um comentário que entrou no meu texto de ontem, intitulado "Próximo!!!". O comentário veio anônimo e dizia o seguinte: "Porque essa propaganda enganosa? Você não está com nada! Se tivesse, não perderia seu tempo escrevendo sobre os homens que passaram na sua vida, que estão pra passar ou que te chamam pra sair. Você não precisaria escrever sobre isso na rede, colocar nomes e o que não existe. Todos tem que rir dessa situação que você escreve. Complexada, quer se afirmar e mostrar o que não é, nunca foi e nunca será. Sua cabeça é de gorda. Kiki, você se diz tão inteligente e exigente, mas não quer é adimitir que ninguem te quer. Continue a escrever assim, por que você diverte nossas tardes no trabalho. Ilário. Abraços. Lud.". Para ela - anônima Lud, tenho a dizer o seguinte:

La Bündchen: a bicha é gata, viu?
É, talvez você tenha razão, prezada Lud (seja lá quem você for). Talvez eu não esteja mesmo com nada. Mas, até onde eu sei, não me gabo de estar com tudo. Acredito que nem Gisele Bündchen, que é uma super-gata, acha que está com tudo. Você, por exemplo. Acha que está? Se acha, recomendo que você comece agora a bolar um plano de marketing e vá ganhar grana com livros e palestras de autoajuda. Quem sabe não estamos diante da nova revelação do segmento? Ah, faça-me o favor... escrever o meu blog não é, de maneira alguma, perda de tempo. É, para mim, um imenso prazer. E a função dele é mais ou menos essa que você identifica quando diz que “todos tem que rir dessa situação que você descreve”. A função é transcrever, de maneira divertida e inteligente, as coisas que acontecem no meu dia a dia. Mas se você assim o considera, uma perda de tempo, pare de lê-lo e vá fazer algo mais produtivo, como trabalhar. Trabalho não é lugar para ficar lendo blogs. Tomara que o seu chefe não leia o seu comentário, ele pode ficar chateado por você usar as suas tardes de trabalho desperdiçando tempo lendo as abobrinhas que escrevo. Sobre os meus posts, eu não cito nomes, principalmente pela preservação das pessoas envolvidas. Cito nomes dos meus amigos – até porque quando eu não os cito eles ficam chateados comigo. Te garanto uma coisa, mesmo não tendo que provar nada pra ninguém, e principalmente pra você que não sei nem quem é: complexada é uma coisinha que eu não sou mesmo. Não era com 135 kg e não sou agora com 85. Sempre me aceitei muito bem, até mesmo porque se eu não me aceitasse a vida teria sido bastante difícil, não é mesmo? Mas não foi. Sou uma pessoa realizada profissionalmente, minha gordura nunca foi impedimento pra nada nesse campo. Namorei muito, fui noiva e – pasme – tenho pretendentes! Pode ser até que eu não desencalhe, mas me divertindo... ah, isso eu estou, e muito. E se isso incomoda tanto – uma gorda que não é recalcada nem complexada – recomendo terapia. Eu já fiz e me ajudou muito. Posso te passar o telefone de dra. Rita, se você quiser. Minha cabeça pode até ser de gorda, mas é, certamente, muito mais bem resolvida que a sua. E sobre inteligência, acho que você não é a pessoa mais adequada pra falar sobre o tema comigo. Isso, inteligente, pelo menos mais que você, tenho certeza que sou. Porque te garanto, que em nenhum dos meus posts aos quais você dedica tempo de leitura, há erros de português como os que você comete. Só para a sua informação, o correto é “admitir” e não adimitir, como você escreveu. Hilário tem um “H” na frente. E porque, quando é pergunta e está no começo da frase, se escreve separado e sem acento. Assim, ó: Por que? Abraços, Kiki.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Próximo!!!

a fila anda!
Tem situações que a gente se sente mesmo como um caixa de supermercado, né? Só chamando o próximo da fila. Estou numa fase muito boa da vida, e as coisas estão acontecendo muito pra mim. Principalmente no lado profissional. Vislumbro grandes possibilidades para o meu 2011, se Deus quiser será um ano abençoado nesse campo. Já no campo amoroso... hummm... as coisas não estão indo nada bem. Ou estão. É, na verdade, uma questão de ponto de vista mesmo. Porque assim... interessados aparecem. E eu até distribuí, recentemente, algumas fichas. Mas nada andou de verdade. Recolhi as fichas e acho que vou suspender a distribuição até o próximo ano. Não, não estou pagando de gostosa. É que os caras que estão querendo a ficha... sei não, viu? Só a graça! Por que os caras, em geral, são tão complicados? Gente, na minha cabeça prática feminina é tudo muito, muito simples. Mas pra os caras... as coisas nunca - NUNCA - são simples. Ou quando o cara tem a visão simples da coisa, não sabe fazer o negócio direito. Aí é que é lasca mesmo. Semana passada, por exemplo, fui visitar um potencial cliente. Saí direto do trabalho, estava com calça e camisa manga 3/4, roupa de trampo, nada demais, nada insinuante, nada de nada. Mas eis que a figura, no meio da conversa, espalma o mãozão na minha coxa e fala que eu sou uma delícia. Pow, cara... delícia??? E eu tenho cara de margarina???  Fiquei lavada, passada e engavetada. Não se diz para uma mulher, do nada, que ela é uma delícia, tampouco se mete a mão na coxa dela. Principalmente numa situação profissional. Fiquei com os dois pés atrás com a figura e reunião, agora, só na presença de outras pessoas. É mais seguro para os dentes dele que seja assim. Modo nojento de chegar junto, né? Invasivo, grosseiro. E olhe que ele nem tinha ficha!!! E depois dessa, possibilidade zero de pegar uma. E num é que alguns dias depois, ao telefone, ele foi além? Mandou um "acho que amo você" (!!!!!!!!!!!!!). Devolvi: "não confunda amor com desejo. O que você quer mesmo eu e você sabemos o que é". Ah, bicho... fala sério!! A resposta dele? Um risinho safado de concordância. Tsc, tsc... É muita mala que tem nesse mundo... E olhe que esse tipo de coisa não é agora que estou mais magra não. Há uns 5, 6 anos - muitos quilos a mais - fui fechar um trabalho deveras bacana e o cara saiu com essa: "a proposta é tal, mas a gente acerta os detalhes hoje à noite, num jantar". CACETE! Um pouquinho de respeito, por favor!! É por essas e por outras que vou suspender a distribuição de fichas. Eu já tinha até entregue três, estava avaliando os currículos. Mas vou me dar um tempo. Me concentrar no lado profissional e deixar o barco correr. Quando pintar alguém interessante entrego a ficha pra ele. E, olha só, será a ficha 1. Meu próximo candidato nem vai ter que esperar muito na fila!! Mas pow, meninos... só se candidatem se estiverem bem resolvidos na vida, ok? Caso contrário vou chamar o próximo! 

domingo, 19 de dezembro de 2010

O lado bom e o lado ruim das coisas

tudo tem mesmo dois lados
Pronto, agora é oficial: o ano está realmente acabando. Estamos na semana do natal, o que quer dizer que o tempo vai voar e daqui a... nossa... menos de duas semanas, já será 2011. Estou ansiosa com o ano que está chegando, sempre tive uma particular simpatia pelos anos ímpares. Por que? Sei não. Só sei que foi assim... Aproveitei o domingão para colocar, ou pelo menos tentar, minhas coisas em ordem. Arrumar o guarda-roupa, jogar fora as dezenas de papéis de estacionamento de shopping que estavam jogados dentro da bolsa, limpar e guardar os sapatos usados ao longo da semana... coisas assim. Dei uma sacada, também, na minha agenda 2010 para ver quais foram as metas que tracei para o ano que está terminando. Meu check list foi satisfatório. Dos cinco pontos que escrevi, atingi quatro. E o único que eu não consegui de fato atingir era o que não dependia exclusivamente de mim: arrumar um namorado. Os demais eram: 1) emagrecer; 2) ganhar mais; 3) fazer poupança; 4) ser uma pessoa melhor. Não necessariamente nessa ordem. Refleti sobre as decisões que tomei ao longo do ano e sobre como elas tiveram impactos sobre a minha vida. Em 30 de março de 2010 eu fiz a redução de estômago e hoje, quase nove meses depois, estou com 50 kg a menos. Também em março entreguei meu apartamento, depois de quase cinco anos morando sozinha, e voltei para a casa dos meus pais. Fiz isso por dois motivos: Renato e a minha cirurgia. As duas maiores decisões da minha vida neste ano me geraram coisas positivas e coisas negativas, como tudo, afinal. A redução de estômago foi, sem dúvida, depois do meu filho, a melhor coisa que fiz na vida. Sempre fui reticente a ela, e hoje penso que tudo teria sido muito mais fácil se eu tivesse optado por fazê-la antes. Sim, sou feliz por estar mais magra. Mas a cirurgia tem o seu lado ruim, claro que tem. As limitações alimentares, a queda de cabelo, a intolerância à algumas comidas. Tudo isso é ruim. Mas na balança as coisas boas superam, e como superam: melhoria de saúde, de autoestima, de qualidade de vida, guarda-roupa renovado, et cetera. Já voltar pra casa dos pais, aos 37 anos, com um filho debaixo do braço... hummm... não é mole não. É estranho como desenvolvemos manias e melindres quando moramos sós. E voltar, depois de tanto tempo, pra a convivência residencial coletiva, é um trocinho pra lá de complicado. Dividir banheiro, dar satisfação de pra onde vai e de que horas volta, perceber que aquele pedacinho de bolo de rolo que você guardou pra comer à noite não está mais no armário... putz! Tem que ter cunhão, viu? Na falta de uma expressão que defina melhor a coisa (eu acredito no poder de descrição precisa do palavrão). Mas é lógico que não tem preço criar Renato com família, considerando que eu sou mãe solteira e que no meu apertamento éramos só ele e eu. Quando eu saio meu filho não fica com uma babá. Ele fica com a avó e o avô, ajudados pela babá. Percebem a diferença?? Mas enfim, ambas as decisões foram pensadas e pesadas. Fiz mesmo o que tinha que fazer. E não me arrependo. Claro que penso em ter novamente a minha casa, mas aí não será mais apenas a casa de Kiki. Será a casa de Kiki e Renato. E isso virá, no tempo certo. Me programei pra daqui a dois anos. Acho que é o suficiente pra que Renato esteja maiorzinho e que eu conclua as cirurgias plásticas reparadoras às quais terei que me submeter. Mas é isso. Ver que atingi 80% das minhas metas de ano novo do ano passado me deram empolgação para construir a minha lista para 2011. Mas isso já é assunto para um próximo post... 

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Onde estará, afinal, o homem da minha vida?

Homem é feito Wally: mosca branca.
Vou abrir este post admitindo a minha idade. Tenho 37 anos e 8 meses. Meu primeiro namorado se chamava Ricardo, era um menino da igreja. Eu tinha 14 anos. Isso quer dizer que comecei a namorar há 23 anos. 23 anos!!! Meu Deus, é muito tempo... onde está a tampa da minha panela? Eu não casei. Nunca, nem com Ricardo nem com ninguém. Claro que tentei. Namorei direitinho, cheguei até a noivar. Tá. Duas vezes. Mas não casei. Sou bonita, interessante, bem-resolvida, independente... por que será que eu encalhei? Um amigo certa vez me falou que eu não iria casar nunca, porque os homens nordestinos têm medo de mulheres como eu. Independente demais pra os padrões locais. Depois de muitas cabeçadas resolvi me tornar assim, digamos, interestadual. Namorei cariocas, baianos (que não se sentem nordestinos), brasilienses, mineiros... também não deu certo. Só pra ilustrar, certa vez comentei com minha mãe que gostaria de comemorar meu aniversário de 30 anos reunindo, além dos amigos, os meus ex-namorados. Ela, sutil que só, largou: "vai fazer aonde, filha? No Arruda??". Pow, mãe...  também não é assim, né? Se ainda fosse nos Aflitos, hahahahaha...*. Mas coisas assim me fazem pensar no que aconteceu comigo, por que será que eu não casei? Tudo bem que moro na capital brasileira com mais mulheres por metro quadrado, de acordo com dados do Censo 2010. Somos 53,87% dos recifenses, o que significa que há 118.808 mulheres a mais que homens na cidade. Em miúdos? FUDEU!!! Vejo, cada dia mais, o véu e a grinalda se afastando de mim. Até mesmo porque não teria a menor graça casar na igreja agora, né? Mãe solteira, coisa e tal... Mas voltando ao assunto, será que o meu nível de exigência sempre foi alto demais? Sou chata mesmo, admito. Gosto de homens inteligentes, divertidos, espirituosos, bem resolvidos, independentes, gostosos... além disso preciso admirar imensamente a pessoa que está ao meu lado, caso contrário não rola. Começo até empolgada, mas depois... PUF! Dia desses mesmo pensei ter conhecido ele, o tal do príncipe encantado. Isso porque ouvi sininhos quando o vi pela primeira vez. Depois, claro, cheguei à conclusão de que tais sinos deveriam vir de algum vendedor de picolé que estava passando por perto na hora. Tás vendo? Acho que a culpa é mesmo minha. Mas será, que em nome do desencalhe, eu deveria abrir mão das coisas que acredito? Será, por exemplo, que eu devo começar a aceitar homens que bebem demais? Ou que ainda não se resolveram profissionalmente? Ou que falam errado? Ou que sejam ateus? Ou que desconheçam completamente a anatomia feminina? Ou que venham com kits família tamanho GG? Sinceramente falando, nem a pau. Se pra ter um homem do meu lado é necessário que eu violente assim os meus quereres, prefiro mesmo ficar sozinha. Serei obrigada a discordar veementemente de Erasmo Carlos em Mesmo que Seja Eu: "filosofia é poesia é o que dizia a minha vó, antes mal acompanhada do que só!". Humm... maybe not. Mas não pensem que eu desisti de encontrar o meu príncipe. Vou continuar procurando, mesmo que no meio do caminho eu continue topando com os sapinhos de plantão. 

* Arruda, para quem não sabe, é o estádio José do Rêgo Maciel, que pertence ao Santa Cruz Futebol Clube, time de Pernambuco. Atualmente é o segundo maior estádio particular do Brasil e o quarto em todo o mundo! Tem capacidade para mais de 60 mil pessoas. Já os Aflitos, ou Estádio Eládio Barros de Carvalho, é o campo do glorioso Clube Náutico Capibaribe, time para o qual eu torço, mesmo sem saber ao certo porque. A capacidade dos Aflitos é de 20 mil pessoas, mais ou menos. 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Longe dos olhos mas sempre perto do coração

Superamigos!!!
Esse período natalino é uma época sensacional para que a gente se determine a fazer coisas que tentamos fazer ao longo de todo ano mas que por uma coisa ou outra não conseguimos fazer. Não, ainda não estou falando sobre as famosas resoluções de ano novo. Esse tema vai render um post só pra ele, hahahaha... estou falando sobre encontrar pessoas mui queridas com as quais não é possível manter o contato tão estreito quanto a gente gostaria. É a correria da vida, não é mesmo? Cada um com suas atividades e tais atividades muitas vezes nos deixam distantes de pessoas que moram nos nossos corações. É lógico que o contato existe. Email, telefone, mensagem. Mas ver, pegar, olhar no olho, rir da cara um do outro... fica mais difícil, né? Eu, por exemplo, trabalho em várias frentes. Tenho o meu emprego e muitas e muitas virações. Tem que ser, lembrem-se que sou mãe solteira, preciso - mesmo - me virar. Filho pequeno é outro ponto limitador. O meu acordo com a babá é de alforria uma vez por semana. Sair pra gréia só dia de sexta. Mas voltando ao assunto, o que quero dizer é que existem relações que se mantêm muito vivas mesmo não tendo o contato pessoal constante. Minha amiga Raquel, por exemplo. Raquel está na minha vida há 12 anos, nos conhecemos quando trabalhamos numa empresa aí (hihihihi). Ficamos amigas. Muito amigas. Ela é a pessoa que me dá os conselhos mais fantásticos do mundo. A forma como Raquel enxerga as coisas é de uma clareza solar. Eu ligo pra ela e digo que estou lascada por conta de um carinha. Ela pergunta detalhes, coisa e tal. Eu conto. A resposta: "porra, bicho... tu num tás vendo que esse cara não é pra tu? Tu é muito melhor que ele. Pega um espelho aí. Se olha. Porra, Kiki!!!".  Cara... pense que isso era exatamente o que eu precisava ouvir naquela hora. Lógico que esse é apenas um pequeno exemplo das muitas histórias que já vivemos juntas. Porres homéricos. Noitadas piradas. Viagens maravilhosas.  Raquel mora na Jaqueira, mas não a vejo há uns quatro meses. Nos falamos sempre e quando a gente se vê é como se a gente tivesse se visto ontem. E anteontem. E todo dia. Linda é outro exemplo. Ela mora, já há alguns anos, no Juazeiro do Norte (CE). Ela ainda não conhece o meu filho, que já vai para o segundo aniversário. Mas pense numa pessoa que mora no meu coração. Ela não é muito afeita à tecnologia. Ou seja: email nem pensar. Mas graças ao plano infinity da TIM agora podemos nos falar sempre, por apenas R$ 0,25. Semana passada mesmo passamos uns 40 minutos falando besteira no telefone. Desligamos porque era feriado no Recife, no Juazeiro não. Alguém precisa trabalhar, não é mesmo? O bacana, bacana mesmo, disso tudo, é perceber que existem laços que construimos que serão eternos. Pessoas como Raquel, como Linda, e algumas outras que não citei aqui, que mesmo estando longe dos olhos estão sempre perto, muito perto do coração. O amor, o respeito, o carinho, a preocupação, o cuidado... não tem tempo nem distância que consigam apagar. E isso é bom, bom demais.  Semana que vem vou encontrar Raquel, minhas amigas da SECTMA, minha turma do Contato... vai ser muito massa! Louca para vê-los, meus amigos. Bom demais tê-los em minha vida.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

O mundo trata melhor quem se veste bem

"bonita camisa, Fernandinho..."
Eu sempre achei que essa frase era apenas o slogan daquele comercial da USTop no qual Fernandinho usava camisas iguais às do chefe (bonita camisa, Fernandinho...). Mas pesquisando no santo google descobri que quem proferiu tal pérola foi nada mais, nada menos do que Charlie Chaplin! Isso mesmo, Carlitos!! Mas não importa mesmo quem disse, o que importa é que a frase é verdadeira. Aliás, verdadeiríssima!! Eu já achava isso e agora é que acho mesmo. Por que estou dizendo isso? Porque agora que emagreci e posso usar coisas que não me deixam parecida com uma capinha de bujão de gás percebi o quanto as coisas mudam de figura quando estamos bem vestidos. A atenção é outra, em todos os sentidos. Seja numa loja, seja num bar, seja numa paquera. Geral, enfim. Depois de eliminar 50kg, precisei refazer todo o meu guarda-roupa: do manequim 56 para o atual 42. Apertei as calças o quanto pude. Mas chegou uma hora que os bolsos já estavam uns sobre os outros. Não dá, né? E já que é pra mudar, mudei logo tudo. Inclusive o estilo. Do "gordinha descolada" para o "casual  chiq". Adotei as cores vivas e fortes, cortes clássicos, saltos altos, grandes bijouterias. Até estou usando maquiagem. Tá, tá bom... maquiagem, maquiagem... não. Mas um pozinho, vai. E um batom. Hahahahaha... Mas mesmo diante da felicidade do manequim reduzido, guarda-roupa ampliado e várias possibilidades de combinação de roupas, fiquei pensativa sobre o tema. Por que eu sou melhor tratada apenas por estar com uma roupa melhor? Não fiquei mais ou menos legal, mais ou menos rica, mais ou menos nada. Só mudei a embalagem do produto. Algo assim como a maisena. Ou a hipoglós. Ou a coca-cola. Estratégia de marketing? Claro. Só que eu não fiz campanha. Simplesmente... mudei. E como as coisas começaram a acontecer pra mim. Profissionalmente falando, quero dizer. Me sinto mais segura nas reuniões. Me sinto mais... competente? Não, competente eu sempre fui... Mas talvez as pessoas identifiquem mais isso agora que estou mais magra do que antes. Me lembrou de uma consultoria que fui prestar pra um executivo. Ele queria montar uma palestra sobre ascensão profissional, baseado na história de vida dele (de muito sucesso, aliás), blá, blá, blá. Eu fui a primeira a dizer, enquanto observava sua redonda pança: "olha... eu acho válido o projeto. Mas pra que dê certo você vai ter que emagrecer. Gordos não são vistos como pessoas de sucesso, salvo raríssimas exceções", disse eu, já esperando alguma alusão a Jô Soares. Pow, Jô Soares é um personagem! E quantos outros gordos nós vemos como ele? Fala sério, fui gorda a vida toda. Não sou hipócrita. E quando eu prestei essa consultoria eu ainda era muito gorda. Mas é como falei, não sou hipócrita. Justamente por ter conhecimento de causa dei a real pra o cara. E ele gostou. Me contratou. Uma vez escutei duas frases num programa de TV das antigas, cujo nome não vou lembrar agora, e nunca esqueci delas: "quem gosta de beleza interior é decorador" e "beleza não põe mesa, mas abre o apetite". Hoje, mais magra, entendo o real sentido. Continuo achando que ambas são preconceituosas mas consigo enxergar o que elas querem dizer. Aceito melhor o tema, mesmo concordando mais com a Bíblia em 1 Samuel 16:7: "o homem vê a aparência. Deus, porém, o coração". 

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Quão difíceis são as relações humanas

Crescer é sempre bom!
Conviver não é fácil. Me convenço disso a cada dia. Não apenas pelas pessoas que nos cercam, mas por nós mesmos, sabe? Afinal cada ser humano é único e tem peculiaridades e variações de humor. Tem dia que a gente acorda de ovo virado. Sei lá, tá de TPM, dormiu mal, bad dream, brigou com alguém ou qualquer coisa que o valha. Não importa o motivo, mas tem dias que a gente está sim mais prego do que o habitual. E como conviver é uma arte, já viu, né? As pessoas não são obrigadas a tolerar o mau humor, assim como não somos obrigados a tolerar os alheios. As concessões são sempre necessárias, em qualquer nível de relação: mãe, pai, irmão, filho, empregada, namorado, chefe, amigo, colega de trabalho, guardador de carro, e por aí vai. Aprender a lidar com as chatices de cada pessoa que faz parte da nossa vida é a chave de toda e qualquer relação, pois se não fazemos isso é melhor virar eremita, não é mesmo? Todos temos os nossos "pantins", ou não? Tem pessoas que você não pode simplesmente optar por tirar da vida por conta dos laços sanguíneos. Familia, né? Mas e os amigos, a tal da família que a gente escolhe? Já perdi muitas pessoas boas por não saber lidar com as peculiaridades delas. Explico: sou meio grosseira, quem me conhece sabe disso. Falo o que vem à minha cabeça e isso não é uma coisa legal, nada mais nada menos porque a verdade dói. Por exemplo: há uns dois anos eu fui extremamente dura com uma amiga mui querida. Passada a raiva falei com ela sobre o assunto, mas ela ficou muito magoada e a amizade acabou, mesmo com os meus veementes pedidos de desculpa. Merda arretada. Pensando bem eu não mudaria uma palavra do que disse pra ela. Mudaria apenas a forma. Eu poderia ter dito exatamente a mesma coisa de uma maneira mais leve, sem ira. Mas infelizmente é errando que a gente aprende. E foi um aprendizado, acreditem. Hoje eu penso mil vezes antes de falar algo. E o mais importante: eu sempre deixo a raiva passar antes de falar qualquer coisa que seja. Se estou puta da vida com alguma coisa, só trato sobre o assunto depois que a raiva passa. Estou, também, sendo mais tolerante com as peculiaridades das pessoas e assim eu vou levando. Se a amiga "A" não lida bem com críticas, então não critico. Se a amiga "B" é uma excelente companhia de compras, vamos às compras! Amiga "C" não sabe guardar segredos? Não conte segredos a ela! Enfim... Tem dado resultado, graças a Deus. Aliás, eu me considero uma pessoa de sorte nas minhas relações. Tenho uma boa família, bom ambiente de trabalho, bons amigos. E esse aprendizado pelo qual passo dia-a-dia tem me feito crescer bastante. E quero mais e mais crescimento. Intelectual e pessoal. Lateral, nunca mais. Thanks, gastroplastia! =) 

domingo, 12 de dezembro de 2010

Qual o poder de fogo de um beijo?

O Beijo de Rodin
Ontem eu e meu amigo Lobo Solitário conversávamos sobre o poder de fogo de um beijo. Dei minha opinião: um beijo pode ser mais íntimo do que uma transa. Vocês concordam? É a pura verdade. Mas não é qualquer beijo. Tem que ser 'aquele' beijo. Um beijo que te faz sentir vontade de explorar cada pedacinho da boca do parceiro e, consequentemente, te faz sentir vontade de ampliar a área a ser explorada. E, em geral, é no beijo que tudo começa. Na cultura ocidental o beijo é a porta de entrada, o sinal verde para avançar. Se o beijo é bom, te seduz, te envolve e te faz querer mais.. e, se o beijo é mesmo bom, possivelmente o "mais" vai ser muito bom também. Ou seja: o beijo é termômetro. Há beijos que nos fazem ouvir música, mesmo que no ambiente não tenha música alguma. Esse é letal. Entre uma caipiroska de morango e outra, eu e o Lobo Solitário divagamos largamente sobre o tema. 
De acordo com a wikipedia "os mais antigos relatos sobre o beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes dos templos de Khajuraho, na Índia. Diz-se que na Suméria, antiga Mesopotâmia, as pessoas costumavam enviar beijos aos deuses. Na Antiguidade também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre guerreiros no retorno dos combates". A enciclopédia nos diz ainda que o beijo "era uma espécie de prova de reconhecimento" e que foram os romanos que difundiram a prática, visto que os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios, e os menos importantes as mãos. Os súditos podiam beijar apenas os pés. Eles tinham três tipos de beijos: o basium, entre conhecidos; o osculum, entre amigos; e o suavium, ou beijo dos amantes.
imagem do Kama Sutra
Já o Kama Sutra nos diz que existem 30 tipos de beijo. O milenar manual do sexo ensina que a chave do beijo de sucesso é prestar total atenção no corpo do outro. Quanto mais controle você tiver e mais se concentrar em acariciar e beijar cada canto do corpo, mais intensa será a sensação de prazer para ambos. Os tipos de beijo são: beijo de lado, beijo inclinado, beijo direto, beijo pressão, beijo superior, beijo broche, beijo palpitante, beijo contato, beijo para acender a chama, beijo para distrair, beijo nominal, beijo com os cílios, beijo com um dedo, beijo com dois dedos, beijo que desperta, beijo que demonstra, beijo da lembrança, beijo transferido, beijo choroso, beijo viajante, beijo no peito, beijo sem pressa. A lista do livro segue com os últimos oito tipos de beijos, que são combinados com mordidas. O KS diz que "onde há amor, há dor". Mordida de Javali, nuvem quebrada, mordida escondida, mordida clássica, o ponto, a linha dos pontos, o coral e a jóia e a linha de jóias. 
segundos antes do maravilhoso beijo de Bridget e Daniel
Tá. Concordo que informação é sempre bom. Mas quando o assunto é beijo não existe uma  regra. Existe sentimento. Tesão. Vontade. Certa vez, vendo o filme O Diário Bridget Jones, fiquei encantada com o primeiro beijo entre o fofíssimo Hugh Grant no papel do cafajeste Daniel Cleaver e a sensacional Bridget de Renée Zellweger. O beijo não tinha nada demais, mas era de uma delicadeza que me arrepiou até a alma. Ele - Hugh - dava suaves mordiscadas no lábio inferior da moçoila, que aceitava o carinho com os olhos semicerrados. Uau! Pense num calor que me subiu!! Saí do cinema interessada em receber tal beijo. Simples e eficaz. Não tive muito sucesso. Os caras em geral estão mais interessados em enfiar a língua garganta adentro, sem suavidade, sem fofura. Mas como é dando que se recebe passei a usar a técnica do filme e agradei! Hoje esse beijo está devidamente incorporado ao meu set list
Depois de muita informação trocada sobre o tema "beijo" com o meu amigo Lobo conclui que mesmo não sendo fã de axé music Claudia Leite está certa quando canta "eu quero mais é beijar na boca e ser feliz daqui pra frente". E quem não quer? Beijar e ser feliz? Quem mais quer sou eu!


(veja a descrição de cada um dos tipos de beijo do Kama Sutra em http://mulher.terra.com.br/interna/0,,OI1883778-EI4788,00.html)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

As trilhas sonoras da minha vida, parte 1

Olhos Vermelhos
Dinho Ouro Preto


Os velhos olhos vermelhos voltaram
Dessa vez
Com o mundo nas costas
E a cidade nos pés
Pra que sofrer se nada é pra sempre?
Pra que correr, se nunca me vejo de frente


Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez


Os velhos olhos vermelhos enganam
Sem querer
Parecem claros, frios, distantes
Não têm nada a perder
Por que se preocupar por tão pouco?
Por que chorar, se amanhã tudo muda de novo?


Parei de pensar e comecei a sentir
Nada como um dia após dia
Uma noite, um mês
Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez


(...)