segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O segredo está no equilíbrio

as 4 amigas cantando "I am a woman" em Abu Dhabi
Tentei ir ver Sex and the City 2 várias vezes no cinema. O filme estreou no dia 28 de maio deste ano. Combinei com Natália, com Mônica, com Diego, com Solange... mas nenhuma das combinações deu certo. Terminei vendo sozinha, no DVD do meu quarto, no último sábado à noite, enquanto botava meu Renato pra dormir. Amei. O programa me rendeu muitas gargalhadas. As quatro amigas - Carrie, Miranda, Samantha e Charlote - estão lindas e o figurino delas é deslumbrante e colorido. Cada uma no seu estilo, claro. O figurino de Carrie, por exemplo. Está mais contido, mais condizente com uma jovem senhora de 42 anos. Os vestidos soltinhos e belos acessórios - em especial os sapatos - dão o tom. Parte do filme acontece em Abu Dabhi, quando as quatro viajam para um hotel de luxo. As locações são impressionantes. Destaque também para o figurino feminino no oriente médio. Eu nunca tinha visto um 'burkini'. Pois é, eles existem: burcas para tomar banho de piscina. Vi, também, burcas estilizadas, com pedras e rendas aplicadas. Muito legal. Mas pra mim, a melhor parte do filme é o diálogo entre Charlotte e Miranda, as duas mães do grupo. Charlotte, que vive em função de ser mãe e esposa perfeita, confessa para a amiga que aqueles dias longe de casa, do marido e das duas filhas estão sendo revigorantes e que ela se sentia culpada por estar feliz por isso. Miranda, que é exatamente o oposto de Charlotte, já que é a mãe que trabalha fora e que perde todos os eventos escolares do filho, diz que está feliz por ter largado o emprego que tomava muito tempo e que agora pode acompanhar melhor o crescimento do filho.  Esse diálogo me fez ver que o importante mesmo ter um ponto de equilíbrio em tudo na vida, inclusive  quando o assunto é filho. Percebi que fiz muito bem em negociar com a babá de Renato a minha alforria semanal. Dia de sexta é meu dia de folga, é meu dia de sair à noite. Tenho, também, meus momentos de salão de beleza e minhas horinhas de shopping. Voltei a sair com meus amigos. Voltei a namorar. E essas coisas, acreditem, me fizeram uma mãe melhor. Estou muito mais paciente com meu pequeno e tenho certeza que é porque reservo horas só pra mim, pois encontrei o equilíbrio entre ser mãe e ser uma pessoa individual. Não sou mais somente a mãe de Renato que trabalha fora e volta pra casa para trocar as fraldas dele. Voltei a ser Kiki: a amiga, a profissional, a namorada que também é mãe de Renato. E esse é o meu melhor papel: ser a mãe dele. Me sinto mais perto dele agora, mesmo quando estou fazendo coisas para mim. Estou feliz e ele é uma criança linda e feliz. E viva o equilíbrio!

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