sábado, 13 de novembro de 2010

Eu só abro a boca quando tenho certeza!

Goulart e Gullar: Vem comigo nesse Poema Sujo
A frase do título deste post é o bordão de Ofélia, personagem de um humorístico da TV brasileira que nasceu na década de 60, o Balança, mas não cai. Ofélia e Fernandinho era o casal que protagonizava um dos quadros do programa, cuja história girava em torno das gafes cometidas pela mulher, muito ignorante e sem nenhuma consciência disso, e seu marido – um homem rico, sofisticado e apaixonado pela esposa. O Zorra Total da Globo até reeditou o quadro, com Claudia Rodrigues e Lucio Mauro – o mesmo que fazia o personagem no passado. Pois bem. O mundo está cheio – cheio mesmo – de Ofélias. É impressionante a quantidade de gente que fala, fala, fala, besteira em cima de besteira, e sequer se dá conta disso. Uma vez eu estava conversando com um amigo mui querido e ele me contava uma história interessante sobre algo que não me lembro agora e, para ilustrar, ele descrevia entusiasticamente o cenário: “tava muito escuro e chovia a tímpanos!”. Hein? Tímpanos?? Como assim??? No meu fantástico mundo de Bob imaginei centenas de orelhas desabando do céu, no melhor estilo dos sapos do filme Magnólia, nonsense total. Outra vez, combinando uma saída com outro amigo, ele solta: “vamos pra o bar tal. Hoje lá é dia de cover”, disse ele. Perguntei: “legal! Cover de quem?”. “De tudo. Você pede um chopp, vem dois; pede um sanduíche vem outro...”. Eu: “Ah, tá... cover, claro...”. PUTAQUEPARIU!!! Alguém diga pra ele que  é clone! C-L-O-N-E!!! Mas confesso, também falo minhas besteiras. Certa vez, durante um almoço com colegas de trabalho, peguei uma conversa já em andamento entre as pessoas da mesa. Elas discutiam Ferreira Gullar e assim que cheguei com meu prato me perguntaram o que eu achava do trabalho dele. Respondi que não assistia muito Comando da Madrugada. Histeria geral na mesa. Gargalhadas enlouquecidas. Uma das pessoas se engasgou com uma azeitona. Ah, que bobagem! Só porque eu confundi Ferreira Gullar (poeta) com Goulart de Andrade (apresentador de TV). Tá, tá bom. Foi um momento Ofélia. Humpf!!! Mas quem nunca teve o seu que atire a primeira pedra. É como diz um amigo meu: “é falando merda que se aduba a vida”.

2 comentários:

  1. kkkkkkkkkk Realmente! Você é testemunha das minhas clássicas de Ofélia kkkkkkk. E que tal as que escrevi em meu livro "Histórias Que Não São Minhas"(ainda editando): "Meu sonho é fazer um torneio pela europa"..."Tem um forró pó de serra ótimo! Bem que agente podia ir, né?". Bom! Eu não, né? kkkkk. E ainda, "Ele é o A do borogodó". Pois é amiga! Todos nós estamos sujeitos a uma escorregadinha de vez em quando. Eu por exemplo, tenho que pensar muito antes de abrir minha linda boquinha pra falar qualquer frase que tenha "ácaro ou tártaro" e não correr o risco de dizer: "eu tenho alergia a lugares com tártaro", ou ainda, "vou ao dentista fazer uma limpeza para remover possíveis ácaros dos dentes". Diga aí! Gá!! kkkkkkk Bjo amiga! Vc é genial.

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  2. Menina... lembrei de mais uma digna de ser postada! Em uma conversa trivial uma colega narrava a ida básica à Europa e descrevia o frio que pegou em algum lugar que não lembro agora. Num dado momento ela disse que chegou a pegar chuva de granito. Granito? Pow, se eu soubesse tinha pedido pra ela trazer um bocadinho pra mim... é sempre bom pra eventuais reformas no banheiro ou na cozinha... hahahahaha... =)

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