sábado, 27 de novembro de 2010

Eu perguntava: do you wanna dance?

corpinho de 55, energia de 20
Ontem, no começo da noite, recebi uma mensagem do meu amigo Lobo Solitário perguntando qual era a boa da sexta-feira. Respondi que ia ao show do Roupa Nova. Ele respondeu assim: "aff... programa de velho...". Pensei: será? O ingresso já estava na bolsa... Falei pra ele que ia mesmo assim e o convidei pra ir. Ele disse que nem se eu pagasse a dele e mandou o recado: "se mudar de ideia me liga". Ok. Vamos ver no que dá. Segui para o Chevrolet Hall com um plano B na bolsinha de mão. O lugar estava lotado de gente para receber os sessentões e suas românticas canções. O show, comemorativo às três décadas de sucesso do grupo, foi fantástico e me fez viajar no tempo. Músicas como Dona, Anjo e Linda Demais embalaram a minha primeira adolescência, lá pelos 12 - 13 anos. Dancei muito ao som dessas músicas naquelas festinhas de bairro organizadas pela galera pra poder tirar um sarrinho - a famosa dancinha do mela-cueca. O Roupa Nova abriu o show com Sapato Velho (dãaaan) e a partir daí o público enlouquecido acompanhava palavra por palavra cada uma das letras que os 254 vocalistas cantavam. A média de idade era assim, compatível com os artistas que estavam no palco... Renew 55+, como diria minha amiga Mônica. E isso era interressante de ver. Assisti ao show com Paty, Anne e Sol, 37, 32 e 24, respectivamente. Todas adorando. Ao nosso lado uma senhora, devia ter seus 65 anos, acompanhada do filho. Ele era o cão de guarda que vigiava enquanto ela dançava e cantava ao som dos caras. Mas enfim, o que quero dizer é que todos estavam aproveitando muito o show. Não teve briga, não teve confusão, fui tudo bastante legal. Eu estava adorando. Destaque para o figurino sem-noção de grande parte da plateia feminina. Pô, velho... ir pra show de salto alto fino? Resultado: na saída só se via mulheres descalças levando seus calçados para passear de colo. Outro detalhe foi o meu momento cachoeira. Impulsionada pela emoção extra que vem embutida em cada dose de vodca, não segurei e caí no choro ouvindo Volta pra Mim. Não, não estava roendo. Nem lembrando de nenhuma paixão do passado. Estava pensando no meu filho Renato. Coisa de mãe, né? Porque pra ele eu vou cantar todo dia "eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir". Brega? Pode ser, mas eu nem ligo. Enfim, foi um programa maravilhoso e valeu cada um dos R$ 40,00 pagos pelo ingresso de estudante devidamente comprado com a carteira do meu sobrinho. A combinação Roupa Nova + músicas velhas fez da minha alforria semanal uma noite muito boa. Obrigada Kiko, Serginho Herval (o gatinho), Ricardo Feghali, Paulinho (o careca), Nando e Cleberson Horsth. =)

Volta pra Mim
Cleberson Horsth - Ricardo Feghali

Amanheci sozinho
Na cama um vazio
Meu coração que se foi
Sem dizer se voltava depois
Sofrimento meu
Não vou agüentar
Se a mulher
Que eu nasci pra viver
Não me quer mais...

Sempre depois das brigas
Nós nos amamos muito
Dia e noite a sós
O universo era pouco pra nós
O que aconteceu
Pra você partir assim
Se te fiz algo errado
Perdão!
Volta prá mim...

Essa paixão é meu mundo
Um sentimento profundo
Sonho acordado um segundo
Que você vai ligar

O telefone que toca
Eu digo alô sem resposta
Mas não desliga
Escuta o que eu vou te falar...

Eu te amo e vou gritar
Pra todo mundo ouvir
Ter você é meu
Desejo de viver
Sou menino e teu amor
É que me faz crescer
E me entrego, corpo e alma
Pra você...

Um comentário:

  1. Pela idade já são Roupa Velha. Mas veja que eles ainda dão um caldo, como você gosta de dizer.

    ResponderExcluir

O que você tem a dizer sobre isso?