terça-feira, 30 de novembro de 2010

As mágicas da vida

mágicas acontecem sim, acreditem
Vocês já assistiram Harry Potter? Não estou falando da primeira parte das Relíquias da Morte, o filme que está em cartaz atualmente nos cinemas. Estou falando da Pedra Filosofal, o primeiro filme da saga. Tem uma cena na qual Harry está na loja de Olivaras, no Beco Diagonal, escolhendo a sua primeira varinha. Ele testa algumas e quando pega a que está destinada a ele alguma coisa acontece, como um reconhecimento mútuo, uma química, uma magia entre eles. Semana passada me senti assim. Claro que eu não estava escolhendo nenhuma varinha de condão, mas que teve mágica... ah, isso teve sim. Foi quando eu conheci um certo rapaz... Sabe aquelas coisas que acontecem porque têm que acontecer? Eu não deveria estar naquele lugar naquele momento. Mas estava. E quando bati os olhos nele a sensação foi mais ou menos essa de Harry e a varinha. Sério mesmo. Pieguices à parte, senti uma coisa que, sem dúvida, era pura magia. E o melhor? Reciprocidade total. Estou boba, sabe? Eu não sabia que coisas assim aconteciam de verdade, pensei que era coisa de filme americano água com adoçante que passa na sessão da tarde. Se vai dar em alguma coisa? Não sei. E na boa? Pela primeira vez na vida isso não está me preocupando. Afinal, se ele é mesmo a tampa do meu caldeirão, na sequência as coisas vão se encaixar. E não é assim nos filmes? E já que a cena foi de filme vou acreditar que no roteiro dessa história o meu final será muito, muito feliz. 

sábado, 27 de novembro de 2010

Eu perguntava: do you wanna dance?

corpinho de 55, energia de 20
Ontem, no começo da noite, recebi uma mensagem do meu amigo Lobo Solitário perguntando qual era a boa da sexta-feira. Respondi que ia ao show do Roupa Nova. Ele respondeu assim: "aff... programa de velho...". Pensei: será? O ingresso já estava na bolsa... Falei pra ele que ia mesmo assim e o convidei pra ir. Ele disse que nem se eu pagasse a dele e mandou o recado: "se mudar de ideia me liga". Ok. Vamos ver no que dá. Segui para o Chevrolet Hall com um plano B na bolsinha de mão. O lugar estava lotado de gente para receber os sessentões e suas românticas canções. O show, comemorativo às três décadas de sucesso do grupo, foi fantástico e me fez viajar no tempo. Músicas como Dona, Anjo e Linda Demais embalaram a minha primeira adolescência, lá pelos 12 - 13 anos. Dancei muito ao som dessas músicas naquelas festinhas de bairro organizadas pela galera pra poder tirar um sarrinho - a famosa dancinha do mela-cueca. O Roupa Nova abriu o show com Sapato Velho (dãaaan) e a partir daí o público enlouquecido acompanhava palavra por palavra cada uma das letras que os 254 vocalistas cantavam. A média de idade era assim, compatível com os artistas que estavam no palco... Renew 55+, como diria minha amiga Mônica. E isso era interressante de ver. Assisti ao show com Paty, Anne e Sol, 37, 32 e 24, respectivamente. Todas adorando. Ao nosso lado uma senhora, devia ter seus 65 anos, acompanhada do filho. Ele era o cão de guarda que vigiava enquanto ela dançava e cantava ao som dos caras. Mas enfim, o que quero dizer é que todos estavam aproveitando muito o show. Não teve briga, não teve confusão, fui tudo bastante legal. Eu estava adorando. Destaque para o figurino sem-noção de grande parte da plateia feminina. Pô, velho... ir pra show de salto alto fino? Resultado: na saída só se via mulheres descalças levando seus calçados para passear de colo. Outro detalhe foi o meu momento cachoeira. Impulsionada pela emoção extra que vem embutida em cada dose de vodca, não segurei e caí no choro ouvindo Volta pra Mim. Não, não estava roendo. Nem lembrando de nenhuma paixão do passado. Estava pensando no meu filho Renato. Coisa de mãe, né? Porque pra ele eu vou cantar todo dia "eu te amo e vou gritar pra todo mundo ouvir". Brega? Pode ser, mas eu nem ligo. Enfim, foi um programa maravilhoso e valeu cada um dos R$ 40,00 pagos pelo ingresso de estudante devidamente comprado com a carteira do meu sobrinho. A combinação Roupa Nova + músicas velhas fez da minha alforria semanal uma noite muito boa. Obrigada Kiko, Serginho Herval (o gatinho), Ricardo Feghali, Paulinho (o careca), Nando e Cleberson Horsth. =)

Volta pra Mim
Cleberson Horsth - Ricardo Feghali

Amanheci sozinho
Na cama um vazio
Meu coração que se foi
Sem dizer se voltava depois
Sofrimento meu
Não vou agüentar
Se a mulher
Que eu nasci pra viver
Não me quer mais...

Sempre depois das brigas
Nós nos amamos muito
Dia e noite a sós
O universo era pouco pra nós
O que aconteceu
Pra você partir assim
Se te fiz algo errado
Perdão!
Volta prá mim...

Essa paixão é meu mundo
Um sentimento profundo
Sonho acordado um segundo
Que você vai ligar

O telefone que toca
Eu digo alô sem resposta
Mas não desliga
Escuta o que eu vou te falar...

Eu te amo e vou gritar
Pra todo mundo ouvir
Ter você é meu
Desejo de viver
Sou menino e teu amor
É que me faz crescer
E me entrego, corpo e alma
Pra você...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O importante é não ficar por baixo!

HUMPF!!!
Semana passada eu comentei com vocês que o meu modem 3G chegou, não foi? Pois é. Aí essa semana a vendedora da Vivo foi na minha sala perguntar se estava tudo bem, se eu estava satisfeita com os serviços da operadora, et cetera. Respondi que sim e uma colega que também estava na sala aproveitou a presença da moça para tirar uma dúvida sobre o roaming internacional. 
- "olha, eu também sou cliente Vivo e gostaria de saber se o serviço de vocês funciona no exterior", perguntou a colega.
- "sim, nosso 3G tem roaming internacional. Basta ligar para a central de atendimento e habilitar", respondeu a vendedora. "Pra onde você vai?", indagou, simpática.
- "ah, vou passar o natal em Nova Iorque", disse a modesta colega.
Silêncio na sala.
Eu, pra não ficar por baixo, perguntei:
- "pega em Gravatá?"


Post dedicado à minha amiga Mara, que de amostrada e metida não tem nada. A blogueira aqui deu uma enfeitadinha na história para que ela ficasse mais engraçada!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O segredo está no equilíbrio

as 4 amigas cantando "I am a woman" em Abu Dhabi
Tentei ir ver Sex and the City 2 várias vezes no cinema. O filme estreou no dia 28 de maio deste ano. Combinei com Natália, com Mônica, com Diego, com Solange... mas nenhuma das combinações deu certo. Terminei vendo sozinha, no DVD do meu quarto, no último sábado à noite, enquanto botava meu Renato pra dormir. Amei. O programa me rendeu muitas gargalhadas. As quatro amigas - Carrie, Miranda, Samantha e Charlote - estão lindas e o figurino delas é deslumbrante e colorido. Cada uma no seu estilo, claro. O figurino de Carrie, por exemplo. Está mais contido, mais condizente com uma jovem senhora de 42 anos. Os vestidos soltinhos e belos acessórios - em especial os sapatos - dão o tom. Parte do filme acontece em Abu Dabhi, quando as quatro viajam para um hotel de luxo. As locações são impressionantes. Destaque também para o figurino feminino no oriente médio. Eu nunca tinha visto um 'burkini'. Pois é, eles existem: burcas para tomar banho de piscina. Vi, também, burcas estilizadas, com pedras e rendas aplicadas. Muito legal. Mas pra mim, a melhor parte do filme é o diálogo entre Charlotte e Miranda, as duas mães do grupo. Charlotte, que vive em função de ser mãe e esposa perfeita, confessa para a amiga que aqueles dias longe de casa, do marido e das duas filhas estão sendo revigorantes e que ela se sentia culpada por estar feliz por isso. Miranda, que é exatamente o oposto de Charlotte, já que é a mãe que trabalha fora e que perde todos os eventos escolares do filho, diz que está feliz por ter largado o emprego que tomava muito tempo e que agora pode acompanhar melhor o crescimento do filho.  Esse diálogo me fez ver que o importante mesmo ter um ponto de equilíbrio em tudo na vida, inclusive  quando o assunto é filho. Percebi que fiz muito bem em negociar com a babá de Renato a minha alforria semanal. Dia de sexta é meu dia de folga, é meu dia de sair à noite. Tenho, também, meus momentos de salão de beleza e minhas horinhas de shopping. Voltei a sair com meus amigos. Voltei a namorar. E essas coisas, acreditem, me fizeram uma mãe melhor. Estou muito mais paciente com meu pequeno e tenho certeza que é porque reservo horas só pra mim, pois encontrei o equilíbrio entre ser mãe e ser uma pessoa individual. Não sou mais somente a mãe de Renato que trabalha fora e volta pra casa para trocar as fraldas dele. Voltei a ser Kiki: a amiga, a profissional, a namorada que também é mãe de Renato. E esse é o meu melhor papel: ser a mãe dele. Me sinto mais perto dele agora, mesmo quando estou fazendo coisas para mim. Estou feliz e ele é uma criança linda e feliz. E viva o equilíbrio!

domingo, 21 de novembro de 2010

Harry Potter: eu fui! (duas vezes já...)

O assustador Ralph Fiennes
Tá, tá bom. Admito. Sou pottermaníaca sim, e daí?? Fiz contagem regressiva sim, li spoilers, vi traillers, fotos e tudo mais que estava disponível sobre o filme. A primeira parte de HP e as relíquias da morte estreou no Brasil na última sexta (19). Os cinemas abriram uma sessão especial que começou no primeiro minuto desse dia: 0h01. E eu estava lá. Lindamente, no Taca, com meu sobrinho Marcello, assistindo a versão dublada do filme. Eu e outros adictos. As duas salas - dublado e legendado - estavam cheias. O filme é, tipo assim... formidável. O fato de durar quase duas horas e meia e tratar apenas de metade do livro de JK permite que mais detalhes sejam explorados. O livro é melhor? Lógico. Sempre é. Mas o filme é muito bom. Estranhei algumas coisas. Exemplo: Harry de climinha com Hermione? Li os sete livros, alguns deles mais de uma vez, e não vi nada sobre isso. Mas é lógico que o filme tem que fornecer subsídios para que aqueles que não leram os livros possam assimilar a história. Então é aceitável. E acho, também, que há uma grande parcela da família pottermaníaca que queria sim que o herói terminasse com a bruxinha. Mas eu sempre torci pelo desajeitado Rony. Uma CDF e um boboca? Sensacional! Mas vamos falar sobre a película. Sem spoiler, claro, hahahahaha... O filme é elétrico. Ação o tempo todo. Repleto de cenas fortes e atuações marcantes, as relíquias 1 convence. Destaque para Ralph Fiennes (Voldemort), Alan Rickman (Snape), Imelda Staunton (Umbridge), entre outros. Não dá pra citar todo mundo, cara. Impossível. Mas abro um parêntese aqui para falar de Alan Rickman. Adoro ele, adoro mesmo (ele é o xerife de Nottingham da versão de 1991 de Robin Hood, estrelado por Kevin Costner). Mesmo pouco explorado nessa primeira parte, no pouco que aparece o cara dá show! Estou ansiosa para ver, na parte 2 do filme, a leitura do diretor David Yates da revelação de quem é o verdadeiro Severo Snape. Relíquias 1 tem partes tristes também. A morte do elfo Dobby, por exemplo, é tocante (olha o spoiler aí, gente!!!), muito embora não capte, nem de longe, a sensibilidade descrita por JK no livro. Não viu ainda? Vá vê. Apenas uma dica: espere passar o frisson da estreia ou escolha uma sessão bacurau. Ninguém merece ver um filme com pirralhos histéricos berrando a cada cena. Pois é isso, meus amigos. Agora só me resta esperar pelo final da saga. O último filme sairá no ano que vem e já tem data marcada: 15 de julho de 2011. O site www.oclumencia.com.br ainda não disponibilizou a contagem regressiva e eu não vou parar pra contar os dias que faltam no calendário. Mas tá longe ainda. Dá pra ler todos os livros de novo...

O símbolo das relíquias da morte: a varinha das varinhas, a pedra da ressurreição e a capa da invisibilidade.

sábado, 20 de novembro de 2010

A família que a gente escolhe

A vida é mesmo muito boa. E uma das melhores coisas dela? Amigos. Sim, amigos. Ontem marquei minha saidinha de dia de sexta com amigos de várias fases da minha vida: Paty, Léo, Gió, Xan, Nadja, Quinho e Vanessa. Vamos lá. Xan está na minha vida há, apenas, 25 anos. Nos conhecemos no Agnes, em 1985. Ele, até hoje, é meu amigo. Quinho e Gió são da época do Contato, assim que entrei lá, em 1988. Léo também é do Contato, só que ele entrou depois, em 1991. Conheci Paty em 99. Ela tinha uma agência de publicidade e colocou um anúncio no jornal para montar uma equipe de produção de um programa de TV. Respondi ao anúncio. O programa nem andou, mas na seqüência terminamos ficando amigas. Vanessa é mais recente, conheci há quatro anos, em um almoço com colegas de trabalho no qual ela estava como agregada. Mas o que estreitou o relacionamento foi a internet. Ela me procurou no Orkut e viu que eu adorava Haagen-Dazs. Me convidou pra tomar um e de lá pra cá estamos presentes na vida uma da outra. Nadja é mulher de Xan. Minha amiga por tabela, já de cara. O fato é que vê-los, todos, é muito bom. É bom saber que mesmo quando a vida nos leva por caminhos diferentes de uma forma ou de outra algumas pessoas vão fazer parte dela para sempre. Amizade é, realmente, uma relação mágica. É amor, é carinho, é respeito, é confiança, é companheirismo e é tantas outras coisas mais que é até difícil de listar. A palavra de Deus, sábia, nos ensina que há amigos mais chegados que irmãos (PV 18:24). É mesmo. Os amigos são a família que a gente escolhe. E eu, graças a Deus, fui muito abençoada nesse quesito. Tenho excelentes amigos. Não muitos, mas excelentes (e eles sabem quem são). Obrigada, Senhor. Para finalizar deixo aqui, em homenagem aos meus amigos, a letra de uma música que foi trilha sonora de um filme muito bacana dos anos 80 cuja temática é amizade: Stand by Me. Nunca viu? Veja. Eu recomendo.

Stand By Me

When the night has come
And the land is dark
And the moon is the only light we'll see
No I won't be afraid, no I won't be afraid
Just as long as you stand, stand by me
And darling, darling stand by me, oh now now
Stand by me
Stand by me, stand by me
If the sky that we look upon
Should tumble and fall
And the mountains should crumble to the sea
I won't cry, I won't cry, no I won't shed a tear
Just as long as you stand, stand by me
And darlin', darlin', stand by me, oh stand by me
Stand by me, stand by me, stand by me-e, yeah
Whenever you're in trouble won't you stand by me,
Oh now now stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me
Darlin', darlin', stand by me-e, stand by me
Oh stand by me, stand by me, stand by me. 



Stand by Me (br / pt: Conta comigo) é um filme americano de 1986, do gênero drama, dirigido por Rob Reiner. O título vem de uma música com o mesmo nome de Ben E. King (que toca durante os créditos finais) e é baseado no conto The Body (no Brasil, "O outono da inocência - O Corpo", presente na coletânea "As Quatro Estações"), de Stephen King.
Sinopse: Gordie Lachance é um escritor, e recorda do verão de 1959, quando tinha doze, quase treze anos e vivia numa pequena cidade do Oregon, quando ele e mais três amigos saem em busca do corpo de um adolescente que estava desaparecido na mata há mais de três dias. O que eles não imaginavam é que esta viagem se transformaria em uma jornada de auto-descoberta, que os marcaria para sempre
Fonte: wikipedia

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Entre roncos e coaxos

A rã é um anfíbio anuro da família Ranidae. Anran...
Hoje, almoçando com minha amiga Paty, conversamos sobre coisas que faríamos se tivéssemos grana sobrando. Elencamos alguns itens, dentre eles, um SPA. SPA é muito bom. Mesmo que não seja com o objetivo de perda rápida (recuperação ainda mais rápida) de peso, mas como cuidado consigo, sabe? Momentos de dedicação exclusiva a nós mesmas, como massagens relaxantes, limpeza de pele, ofurô, reflexologia, entre outras adoráveis frescurites. Pense numa coisa boa!!! Na época que trabalhei no jornal fiz dois SPAs de internação, um em Aldeia e outro em Maragogi (AL), além do SPA em casa. Amei todos. Mas pra quem gosta de comer, como eu, os primeiros dias de qualquer SPA são algo como... uma tortura. Eu tive crise de abstinência mesmo, como devem ter os viciados em álcool ou drogas. Tremedeiras ao ver propagandas de pizza na TV. Confundir as unhas com batatas fritas. O pior: entrar de cabeça na contravenção e contrabandear comida pra dentro da clínica. Ai, ai... Cada SPA tem uma metodologia, digamos assim. O de Maragogi é mais aberto, já o de Aldeia é mais severo. Lembro que na primeira noite que passei em Aldeia, logo depois do jantar, me passaram as opções de cardápio para o café da manhã do dia seguinte: pão com queijo ou inhame com requeijão. Refleti e optei pelo inhame. Ora, comida de índio, né? E índio não é gordo. Na verdade a minha lógica foi baseada na ideia de que o inhame é menos calórico que o pão, logo a quantidade deveria ser maior. Ledo engano. No café recebi um prato enorme com metade de uma fatia fina de inhame, sobre a qual repousava um pingo de requeijão. A comida não ocupava nem 10% do prato. Comi em uma garfada. Mas tá, quem tá na chuva deve se molhar. Meia rodela fina de inhame pra depois caminhar, malhar, fazer hidroginástica e outras duzentas mil atividades? Tudo bem!!! Depois de um dia de intensa malhação e pouca alimentação, a noite chegou. É à noite que eu gosto mais de comer. Após o toque de recolher fui para o quarto, já com o estômago roncando ferozmente. No quarto, sozinha, a crise de abstinência de comida se abateu com força. Chovia torrencialmente e a fome não me deixava dormir. Quem conhece Aldeia sabe que sapo ali é bóia. Na chuva, então, eles coaxavam loucamente, me desconcentrando ainda mais da simples tarefa de dormir. Fora que tenho horror a sapos, rãs e anfíbios em geral. Desisti de esperar o sono chegar e fui para uma poltrona perto do janelão de vidro do quarto, relaxar e tentar ignorar os roncos do meu estômago. Sentei e fiquei olhando a chuva cair lá fora. De repente uma rã tamanho GG pula – e gruda – no vidro da janela. Dei um grito, imaginando que ela iria encontrar uma maneira de entrar no conforto do meu quarto. Entre apavorada e esfomeada, fiquei observando a dita cuja. Logo logo a fome sobrepujou o pânico. Meu estômago roncava mais alto do que todos os coaxos de todos os sapos de Aldeia. Olhando a rã que ainda estava pregada no vidro da janela, comecei a imaginá-la no espeto, douradinha, rodando no calor da brasa da churrasqueira, acompanhada de farofa e vinagrete. Comecei e salivar e fiz um movimento em direção à janela. Acho que ela percebeu que corria perigo, pois saltou para a segurança do matagal de Aldeia. No dia seguinte desci e comprei umas coisinhas. Tudo light, course. Comprei bolacha de água e sal e umas maçãs. Afinal, se é pra quebrar a dieta pelo menos que seja só um pouquinho. Mas agora, com o estômago reduzido, passar por um internamento no SPA seria muito mais fácil. Capaz até de nem a meia rodela fina de inhame eu conseguir comer toda. E as rãs certamente não correm mais risco de virar espetinho. Pelo menos não pelas minhas mãos...  

domingo, 14 de novembro de 2010

Às cegas e no escuro

Esse negócio de blind date (encontro às cegas) pode mesmo ser uma grande roubada. Mas pode também não ser uma grande roubada. Pode ser, simplesmente... estranho. Recentemente colhi o meu primeiro fruto daquele site de namoro que me cadastrei. Depois de uma semana trocando emails e telefonemas marcamos um encontro – num bar lotado de amigos meus, by the way. Ansiosa a gente fica, né? Conhecer uma pessoa nova, uma prospecção, por assim dizer, deixa a gente meio tensa. Mas enfim. Marquei, fui. Ele já estava lá, devia estar mais ansioso que eu. Educado, foi me receber no carro. A primeira frase dele? “Você é mais alta que eu!!”. Ah, tá. Oi pra você também. A partir daí o encontro foi estranho. Não sei se pelo infeliz comentário de abre-alas, que me deixou pouco à vontade com ele, ou se pelo fato de parar a conversa a cada cinco minutos para cumprimentar meus amigos, ou ainda se pelo fato do comentário dele ter, realmente, me chamado atenção para a sua baixa estatura. Não chegava a ser um hobbit, mas ele era sim menor do que eu. O encontro durou pouco. Ele, argumentando que morava far, far away, disse que não ia se demorar. Como falei antes, sabida que sou marquei num bar cheio de gente conhecida. Era aniversário de um amigo da época do colégio, ou seja, de apenas 20 e poucos anos atrás. Hehehehehe. Depois que meu blind date se foi eu e minha amiga Paty entramos para aproveitar a festa, que estava ótima. Turma dos anos 80, som compatível. Dancei todas ao som da banda Seu Batista, que tocava alucinadamente cover dos sucessos da minha época de adolescente. Hits dos “heróis da resistência”, “plebe rude” e afins. Mó legal. Cheguei em casa cansada, feliz e resolvida a deletar meu perfil do site de namoro. Vou mesmo é relaxar e deixar esse lance de encontro nas mãos de Deus. Ele, sábio, entende melhor dessas coisas que eu. Encontro às cegas, never more. 

sábado, 13 de novembro de 2010

Eu só abro a boca quando tenho certeza!

Goulart e Gullar: Vem comigo nesse Poema Sujo
A frase do título deste post é o bordão de Ofélia, personagem de um humorístico da TV brasileira que nasceu na década de 60, o Balança, mas não cai. Ofélia e Fernandinho era o casal que protagonizava um dos quadros do programa, cuja história girava em torno das gafes cometidas pela mulher, muito ignorante e sem nenhuma consciência disso, e seu marido – um homem rico, sofisticado e apaixonado pela esposa. O Zorra Total da Globo até reeditou o quadro, com Claudia Rodrigues e Lucio Mauro – o mesmo que fazia o personagem no passado. Pois bem. O mundo está cheio – cheio mesmo – de Ofélias. É impressionante a quantidade de gente que fala, fala, fala, besteira em cima de besteira, e sequer se dá conta disso. Uma vez eu estava conversando com um amigo mui querido e ele me contava uma história interessante sobre algo que não me lembro agora e, para ilustrar, ele descrevia entusiasticamente o cenário: “tava muito escuro e chovia a tímpanos!”. Hein? Tímpanos?? Como assim??? No meu fantástico mundo de Bob imaginei centenas de orelhas desabando do céu, no melhor estilo dos sapos do filme Magnólia, nonsense total. Outra vez, combinando uma saída com outro amigo, ele solta: “vamos pra o bar tal. Hoje lá é dia de cover”, disse ele. Perguntei: “legal! Cover de quem?”. “De tudo. Você pede um chopp, vem dois; pede um sanduíche vem outro...”. Eu: “Ah, tá... cover, claro...”. PUTAQUEPARIU!!! Alguém diga pra ele que  é clone! C-L-O-N-E!!! Mas confesso, também falo minhas besteiras. Certa vez, durante um almoço com colegas de trabalho, peguei uma conversa já em andamento entre as pessoas da mesa. Elas discutiam Ferreira Gullar e assim que cheguei com meu prato me perguntaram o que eu achava do trabalho dele. Respondi que não assistia muito Comando da Madrugada. Histeria geral na mesa. Gargalhadas enlouquecidas. Uma das pessoas se engasgou com uma azeitona. Ah, que bobagem! Só porque eu confundi Ferreira Gullar (poeta) com Goulart de Andrade (apresentador de TV). Tá, tá bom. Foi um momento Ofélia. Humpf!!! Mas quem nunca teve o seu que atire a primeira pedra. É como diz um amigo meu: “é falando merda que se aduba a vida”.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

E se homem fosse comida?

Não somos apenas nós, mulheres, que podemos receber apelidos gastronômicos pejorativos! Alcunhas como 'mulher melancia' e 'mulher moranguinho' também podem ser dadas aos homens. Recebi um email de uma amiga que qualifica muito bem a categoria masculina comparando-a com alimentos. Achei bastante pertinente. Vocês concordam?

Homem...
Camarão: só tem merda na cabeça, mas é gostoso e você come assim mesmo.
Caranguejo: é feio e peludo, mas você bate nele, limpa direitinho e come.
Pão: tem sempre o mesmo gosto, mas você come todo dia. 
Aperitivo: acompanhado de uma bebida você come e ainda acha bom.
Maracujá: é todo enrugado, você come e depois sente vontade de dormir..
Lagosta: só come quem tem dinheiro.
Caviar: você sabe que alguém está comendo, mas não é ninguém que você conheça.
Bacalhau: você só come uma vez por ano.
Maionese de fim de festa: todo mundo te avisa pra não comer, mas você come porque está desesperada; arrepende-se e depois passa mal.
Rã: todo mundo já comeu, menos você.
Salada: é bonito, mas quando você come descobre que não é tão gostoso assim.
Marmita: não é lá essa coisa, mas você come rapidinho.
Cafezinho de supermercado: você nem faz questão, mas como é de graça, você come.
Jiló: é horrível, mas você conhece alguém que come.
Docinho de festa: você fica com vergonha de chegar junto, então vem outra, come e deixa você chupando dedo..
Cogumelo venenoso: comeu, tá perdido.
Feijoada: você come e ele fica te enchendo o dia todinho.
Coqueiro: pode trepar que não tem galho.
Miojo: em um minuto ta pronto pra comer.
Coca 2 litros: dá pra seis

E o melhor...

BIS: você come, repete e nem se lembra das calorias!!!!!

sonho de consumo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O segundo tiro da macaca


Kim Catrall em Sex and The City, o filme
Vocês já ouviram falar na expressão ‘tiro da macaca’? É um populacho que diz respeito aos períodos da vida, especificamente sobre o ponto casamento. Então. De acordo com o site http://www.jangadabrasil.com.br (thanks, Google) os tiros da macaca, para as mulheres, se dividem da seguinte forma: 25 anos – 1º tiro da macaca; 35 anos – 2º tiro da macaca; 45 anos – 3º e último tiro da macaca. Isso quer dizer que se a mulher chegou aos 45 anos e não desencalhou ela deu o último suspiro no quesito expectativa de enlace matrimonial. Como eu estou com 37 e essa faixa etária já está num nível preocupante de tiros, resolvi apelar para alguns subterfúgios. Orientada por uma amiga e inspirada numa reportagem que li no Diário de Pernambuco, me inscrevi num site de namoro. Vamos lá, preencher o formulário: apelido, idade, altura, peso, cor da pele, cor dos cabelos, formação, renda, interesses pessoais, interesses profissionais, o que espera de um parceiro, hobbies, do que gosta, do que não gosta, se tem animal de estimação, filhos, religião, et cetera e tal. Depois de quase uma hora dedicada ao correto preenchimento dos dados, o site informa que os perfis com foto são muito mais visitados. Refleti. Foto? Ai ai ai... é muita exposição... mas como quem não morre não vê Deus, resolvi postar uma foto. Beeeeeeem de longe e meio embaçada. A droga do site não aceitou. Tive que colocar uma de rosto mesmo. Feito. Perfil gratuito, ou seja: recurso zero.  Tenho recebido muitos e muitos emails. A maioria de coroas. Como o meu perfil é grátis não posso sequer responder as mensagens. Muito chato isso. Os mais safos mandam endereços de contato fora do site, o que me dá a possibilidade de responder. A reportagem do DP que li dizia que a correria da vida moderna fez da internet o point para conhecer gente nova e descrevia casos de sucesso, além de dar os tradicionais alertas sobre as mentiras da web. Bom, mesmo não gostando muito do espaço e do modus operandi, estou lá. Na vitrine virtual. Mas tá. Acho que tô ficando velha mesmo. Continuo preferindo conhecer gente de carne e osso, não de chips e eletrodos. Agora pense que meus amigos tiraram onda  do meu nick: sushigirl37. Me pareceu uma boa escolha, visto que a maioria adota pseudônimos como 'coroa_sarado', 'lobo_solitário' e afins. Pensando bem, depois de criado e publicado o profile, acho mesmo que é meio ridículo. Minha amiga Paty falou que lembra aquela cena do filme Sex and the City na qual Samantha está deitada sobre a mesa, nua, coberta apenas por sushis. Essa não é exatamente a imagem que quero passar num site de arrumar namorado. Mas agora é tarde. O pior é que escolhi esse nick porque fiz um curso de culinária japa, ou seja: eu SOU uma sushigirl!!! Não dá pra mudar, vai ficar assim mesmo. E vamos ver no que vai dar.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Perdeu? Encontre!


mais perdido impossível

Eu adoro cariocas. Sério mesmo, adoro! Mas devo confessar que existem alguns hábitos dos cariocas que me irritam muito. O tal do ‘perdido’, por exemplo. Perdido, para quem não sabe, é quando uma pessoa marca algo com você e some. Some mesmo, do verbo evapora: não te atende, não te liga e tampouco te manda um sinal de fumaça. Pois bem, levei um perdido, aliás, um perdidão!!! Sim, estou falando de Cesar. Ave Cesar, aquele mesmo da semana passada que, aliás, é carioca. Aquele que me falou de relacionamento e tudo mais. Sumiu, desapareceu, escafedeu-se. Ligou uma vez e não mais. Feriado prolongado com celular desligado. Hummm... sintomático, não? Traços claríssimos de perdido à vista. E foi. É fácil identificar um perdido. Primeiro sinal: ele não te liga. Segundo sinal: você liga e ele não te atende. Terceiro sinal: você insiste na ligação e ele desliga o celular. Pronto. É um perdido. Mas aí vem o meu dilema: como reagir a um perdido? Opção um: insista até ele atender, mesmo sabendo que ele não vai te atender. Essa opção oferece efeitos colaterais, como diminuição da auto-estima e vontade de comer chocolate. Opção dois: deixe um recado desaforado ou mande uma mensagem de texto esculhambando a figura. Se você optar por isso entenda que é o fim de toda e qualquer chance do perdido virar achado. Há ainda a opção três: vire a pauta e saia com outra pessoa – amigo ou amiga, rolo, PA, etc. Ou seja: não deixe que isso te abale, finja que não aconteceu e dê a volta por cima. Aproveite a noite e não pense nele. Foi isso que eu fiz. Funciona, visse? Eu recomendo. E, por fim, dei a relação (??) por  encerrada, mesmo não sabendo ao certo como é que se encerra algo que não começou. E agora,  no lugar de ‘ave Cesar’, digo, de boca cheia, ‘aff Cesar’...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

De revirar até estômagos reduzidos

Agora que eu sou novamente uma pessoa com TV à cabo voltei a assistir loucamente as minhas séries prediletas. Amo, amo, amo Law & Order, Law & Order SVU e House, todas do Universal Chanel. Está para estrear a nova temporada de SVU e por conta disso estão reprisando as temporadas passadas. Ontem vi o último episódio da 11ª de SVU, intitulado Shattered (destruído). O episódio é bastante denso e os detetives Benson e Stabler se vêem às voltas com o sequestro e morte de um garoto de oito anos. A trama é complexa, tensa e pede nervos de aço, principalmente para quem é mãe. Terminei de ver o programa aos prantos e com meu estômago reduzido completamente revirado. Destaque para a atuação de Sharon Stone como a promotora Jo Marlowe, e olhe que nem rolou tribunal nesse episódio! A estreia da nova temporada, a 12ª, será no dia 9 de novembro. Ansiosa, desde já.