sábado, 23 de outubro de 2010

O homem de seis milhões de dólares

Quando eu era criança, lá pelos idos da década de 80, tinha uma série que passava na TV chamada o homem de seis milhões de dólares. A história era sobre um cara, interpretado por Lee Majors, que era biônico. Ele merminho era um robô, ou cyborg, como queiram. Tinha força, velocidade, visão além do alcance (thundercats, ohw!), entre outras características fantásticas. Eu achava aquilo o máximo. Imagina só: um homem de verdade, com características de super, mas assim, meio de carne e osso. E eletrodos. E chips. Ah, details... Mas o fato é que hoje eu penso que seria bom se tivesse mesmo essa coisa de homem fabricado sob medida. Por que digo isso? Deve ser porque estou sem namorado há uns quatro anos. Calma, gente. Eu disse namorado, relação mesmo, sabe? Ligações de bom dia e ao longo do dia. Coisas assim. Renato, meu filho, nasceu de uma tentativa de relacionamento. Tentativa esta da qual fui informada do fracasso via email. E é justamente por essas e por mil outras coisas que eu acho sim que homem deveria ser fabricado sob medida. Ou pelo menos num molde que venha com algumas coisinhas já inclusas, como as funções “retornar ligações”, “abrir a porta do carro” e “reparar no corte de cabelo”, entre outras. Não pensem que isso é despeito de encalhada, pois não é. Homem tá custoso, eu sei disso, como sei. Lembrem-se que tenho 37 anos, sou mãe solteira e recém-gastroplastizada, então o meu tic-tac tá mais acelerado do que o de muitas outras moçoilas casadoiras por aí. Mas poxa vida. Não é por conta disso que eu vou aceitar qualquer coisa não. Quero um cara com algumas coisinhas no pacote. Coisinhas como compromisso, educação, respeito. Isso é básico, ou pelo menos deveria ser. Mas são itens de luxo, acreditem. Como é difícil encontrar um cara que tenha pelo menos uma dessas características, que dirá as três juntas!!!  Então pensem na cena: você entra num site e começa a montar o seu companheiro. Vamos lá, vou montar o meu: homem, hetero, solteiro, 35 a 45 anos, inteligente, financeiramente estável, alto, magro, bem resolvido, disponível, companheiro, divertido, espirituoso, bom papo, bom de cama, bom de cozinha, que goste de cinema, música, praia, viagens, crianças, que saiba diferenciar a bucha de copos da de pratos... coisas assim, nada demais. Se puder ser parecido com Gianecchini, melhor ainda. Quanto será que custaria um carinha desses, hein??? Com todos esses critérios de seleção acho que ainda vou ficar encalhada por muito e muito tempo...










Ah, Giane... por que você é assim tão lindo e mimoso???

2 comentários:

  1. Vc é muito exigente em relação aos homens. Querer que eles saibam a diferença entre bucha de prato e de copo é querer demais.

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  2. acho que é por essas e por outras que estou encalhada, né? hehehehehehe

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