quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Ah, o dia das crianças...

Não basta ser Dinda, tem que participar.
Ontem, 12 de outubro, dia das crianças, segui para o Parque da Jaqueira com meu pimpolho Renato e minha comadre Mônica. Renato tem duas – e somente duas – velocidades: turbo e megaturbo. Com ele não tem essa coisa de slow ou pause. Nananina. Até dormindo ele é agitado. Roda o berço inteiro e todos os bichos de pelúcia amanhecem no chão do quarto. Não vou me surpreender se dia desses Renato se jogar também berço abaixo. Domingo passado ele acordou por volta das 7h. Dei a mamadeira, liguei o DVD de Patati e Patatá e coloquei o bebê no quadrado, na esperança de dar uma cochilada básica pra complementar o sono. Fiquei ali pela rede, a um metro do cercadinho. Pouco depois acordei no susto, com o maior tapão na testa. Renato, nem aí pra Patati e Patatá, tinha dado o ninja do quadrado, não me perguntem como, e estava brincando de destruir a casa, começando pela minha testa. A pergunta que não quer calar é: como uma criança de um ano e oito meses sai assim de um cercadinho? Sem, graças a Deus, se machucar nem nada? Tudo bem que ele é grande. E forte. E Sabido. É... pensando bem esses três elementos são mais do que suficientes para que ele saia ileso do quadrado. Sim, mas onde eu estava mesmo? Ah, sim, no Parque da Jaqueira... Pois é. Moro perto do 13 de maio, mas ia ter Palhaço Chocolate 0800 então eu, tal qual o Leão da Montanha, dei a saída pela a direita. A dinda estava animada para uma tarde diferente, empurrando o balanço do afilhado enquanto conversa com a comadre aqui sobre amenidades. Pra começo de conversa, balanço nem pensar. Na Jaqueira não tinha show grátis do Palhaço Chocolate, mas pense que tinha gente. Gente era bóia, seja lá o que isso quer dizer. Cada metro quadrado estava sendo disputado à tapa por papais, mamães e vovós, todos ávidos para brincar com suas crianças. Vendedores de toda sorte de bolas, brinquedos infláveis, sorvete, pipoca e refrigerante. Lixo pra todo lado. Impressionante a falta de civilidade das pessoas, gente. Papais, mamães, vovós, vamos educar essa criançada!!! O que mais vi foi criança jogando papel de bombom, garrafa d’água e tudo o mais no chão. Mesmo que a lixeira estivesse logo ali, ao alcance de dois passinhos. A mãe coibia? Claro que não. Fingia que não estava vendo. O que mais me chocou foi a seguinte cena: tem uma árvore lá, enorme, cheia de cipós. A criançada adora brincar de Tarzan nela, se agarrando nos fios e balançando pra lá e pra cá. Não é que quando Renato está rondando a árvore, comigo e Mônica em seus calcanhares, tem um menino dos seus 10 – 12 anos fazendo xixi na árvore? Gente, com a mãe, ou avó, ou sei lá o que, rindo e achando graça!! Como é que pode? Pelo amor de Deus, xixi no meio do parque? E exatamente num lugar onde estão muitas outras crianças brincando? Fala sério!!! Aí não tem poder público certo, gente! O parque bem conservado, tem banheiro, tem lixeira... mas é mais fácil jogar o papel no chão e fazer xixi nas árvores? Educação começa em casa, vamos prestar atenção no que estamos ensinando aos nossos filhos. Está nas mãos de cada um de nós. Educação, entende? Passe adiante. E quanto às conversas com Mônica, nada feito. Afinal, como eu disse lá em cima, Renato tem apenas duas velocidades e ontem ele estava megaturbo. Mas chegamos, eu e ela, à conclusão de que Carolina Dieckman está certa. Pilates não é mesmo tão eficaz quanto passar a tarde tomando conta e correndo atrás de uma criança. Sábia ela, hein?

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