quinta-feira, 21 de outubro de 2010

1, 2, feijão com arroz... e farinha!!!

Eu adoro comer. Não é porque reduzi o estômago que deixei de gostar de comer. Continuo gostando. O que acontece é que agora eu procuro comer com qualidade, uma vez que não posso mais comer em quantidade. Entendeu? Bom, se você não entendeu é porque não é e nunca foi gordo. Se fosse ou se já tivesse sido saberia exatamente do que estou falando aqui. Quem come por compulsão se preocupa mais com o quanto come do que com o que come. Bom, mas estou falando sobre comida para compartilhar com vocês um momento feliz que estou vivendo agora. Não, não tem a ver com a minha gastroplastia. Tem a ver com o meu filhote, Renato. Eu já tinha dito aqui que ele não comia, não é? Pois é. Com 1 ano e 8 meses ele só tomava mamadeira, o famoso “gagau”. Isso não é uma coisa bacana, por vários motivos. O principal é que é comendo que a criança se desenvolve como tem que ser. Ele mamou – e somente mamou – até os seis meses. Quando completou o primeiro semestre de vida, orientada pela pediatra, comecei a introduzir outros alimentos. Frutinhas amassadas, sopinhas, suquinhos, et cetera. No começo até que ele aceitou bem, mas isso não durou. Com sete pra oito meses ele passou a rejeitar todo e qualquer alimento que não o leite. Atribuí ao nascimento dos dentes – quatro ao mesmo tempo, quem aguenta??? Mas os dentes saíram e mesmo assim ele não quis mais comer. Só peito e mamadeira. De nove pra dez meses ele não quis mais mamar. Então tome mamadeira no menino. Até a semana passada ele tomava seis mamadeiras diárias. Seis!!! O leite dele é o Ninho+1, cuja lata custa, em média, R$ 8,00. Um lata, com seis mamadeiras por dia, rende, no máximo, dois dias. Ou seja: 15 latas por mês. Total: R$ 120,00, só de leite. Mas o problema não é o dinheiro. É, também, porque dinheiro, quando a gente não é milionária, é sempre um problema. Mas não é o principal. O principal mesmo é o fato de que Renato precisava comer. E desde a semana passada que ele começou a comer. Comer mesmo, sabe? Feijão, macarrão, carne, sopinha, frutinhas… Ah, vocês não podem imaginar a minha felicidade!! Mamadeira, agora, só quando acorda e quando vai dormir. Ao longo do dia ele lancha suquinho ou frutinha, almoça, lancha de novo e janta. É felicidade demais, gente! Ver meu filhote comer depois de tanto tempo e tanta insistência. Mas refletindo sobre a alimentação de Renato cheguei a uma conclusão sobre o sangue nordestino. É forte mesmo, visse? Renato come o que vier pela frente, mas sempre acompanhado pela tal da farinha (R$ 2,00 o quilo). Eu, pernambucaníssima, me amarro em cariocas. O pai de Renato mesmo é carioca, criado no Rio Grande do Norte, mas nascido no Rio de Xâneiro. Não adiantou, a genética nordestina berrou mais alto: o menino tem farinha correndo nas veias junto com o sangue. Tudo bem. Tô tão feliz com essa nova fase do meu pequeno que nem ligo pra isso. É farinha que você quer, meu amor? Mamãe dá!!! O importante mesmo é comer, afinal como diria o Gengis Khan* (o grupo brasileiro dos anos 80, não o imperador mongol): “comer, comer! é o melhor para poder crescer”. Hahahaha..



* O Brazilian Genghis Khan surgiu em 1979 no cenário artísitico nacional, incrementando o cast da gravadora R.G.E.. Rapidamente tornou-se uma explosão devido à originalidade de suas roupas, e ao mix de suas músicas e coreografias contagiantes, dançantes e caracterizações mutantes sem igual. (fonte: http://www.spiceee.com/pensaletes/2003/05/23/genghis_khan) 

2 comentários:

  1. hahaahah, Kiki que ótemo!!!!!
    Minha filha mais velha também me deu um baita trabalho pra comer.
    Mas deixa eu te contar um segredo, farinha não é só típica do nordeste, no interior de SP, o povo da roça adoooora uma farinha e lá no Rio, os cariocas curtem farinha adoidado, é impossível assimilar uma feijoada sem a bendita da earinha temperadinha. Hummmmmm.
    Meu bem, Renato é brasileiríssimo e tem uma mãe danada de "porreta".
    Beijão cheio de saudades.Tô na tua cola. rsrsrs

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  2. Lembro que o Geraldo Freire, o radilaista, dizia sempre que é lindo ver criança comendo. Agora tenho que concordar com ele. Mas, deixa eu dar uma dica. Também caí no conto do Ninho +1, +2, +3.... pensando que estva dando o melhor para o pimpolho. Não é bem assim. O Marketing da Nestlé é que nos convence disso mas... repara bem, esse leite é só o bom e velho Ninho acrescido de complementos. Quer um conselho para o seu bolso? Esquece eses apelos publicitários e adota o Ninho comum mesmo. E mais, compra aquele de pacote de 800 g (sai mais em conta) e bota numa latona. Quando Renato completar 2 anos, passa para o Nestlé Ideal, aquele de saquinho que custa só R$ 2,00 o pacote de 200g, sério! Ou seja METADE do preço do Ninho +. E é o mesmíssimo leite, acredite. Posso não entender de nutrição,mas de Economia Doméstica me tornei um craque. Ah, nunca deixe de adestrar, digo, eninar o Renato a gostar de feijão, arroz e farinha. É o que dá sustança.

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