domingo, 19 de setembro de 2010

Mamãe ele não diz!

Quem me conhece sabe que por trás de toda a minha fofura se esconde uma pessoa extremamente desbocada. Porra pra mim é ponto. Ou vírgula. Ou ambos. Mas cara... não é por nada não. Não é ofensivo, sabe? É só um palavrãozinho de nada, pra desopilar o juízo. Pois é. Várias pessoas, depois que eu fui mãe, me falaram que eu ia ter que maneirar, pois criança é papagaio, repete tudo que a gente fala. Pois bem. Até que eu consegui. Um pouquinho, pelo menos. Tipo: no lugar do tradicional "nem fodendo", digo "não, obrigada". Ou quando estou atrasada digo: "que droga" ao invés de "puta que o pariu". Mas assim... não é sempre que eu consigo mudar o meu vocabulário. Por exemplo, Renato. Quem conhece meu filhote sabe o quanto ele é calmo e tranquilo (pra não dizer o contrário). Então, por vezes, no lugar de "Renato, filhinho, não faça isso", depois da terceira ou quarta vez vira "Renato, caralho, não faz isso!!!". Tá, eu sei que não é nada bonito. Mas como eu falei lá em cima palavrão pra mim não é ofensa, é como ponto e vírgula. Ou exclamação. Ou interrogação. Que seja!!! O fato é que, dia desses, Renato, que ainda não fala, estava elétrico. E eu comecei com os básicos "não, filhinho...", "filhote, não desliga a TV", "bebê, não morda o cachorro". Depois de umas 10 ou 15 frases do gênero falei severa com ele, em tom de "Renato, caralho!!", mas parei no "Renato". Ele deve ter ficado esperando o resto da frase porque olhou pra mim com aqueles olhinhos de anjo e disse "a-aa-lho". Não acreditei no que estava ouvindo!!! Mamãe ele não fala, mas "a-aa-lho" ele já aprendeu. Deus que me perdoe. Serviu como lição. Palavrão, nunca mais. Que péssimo exemplo, hein mamãe Kiki?

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