sábado, 25 de setembro de 2010

Mudanças de layout

cena de "Clueless"
Esse negócio de ser quase uma magra está me deixando com umas manias muito, muito onerosas mesmo. Explico. Agora, depois de 40kg a menos, eu estou ficando bem nas roupas. Elas me caem como luvas, entendem? Tipo: como usar um vestido de cintura baixa se a gente não consegue identificar bem onde fica exatamente a nossa cintura? Ou ainda como usar um vestido evasè, que é, inclusive, indicado para pessoas acima do peso, sem ficar parecendo uma capinha de bujão de gás? Calça, então, era um problema pra mim. Afinal calça com cintura alta ninguém usa mais, só se acha em loja aquelas calças baixas que, definitivamente, não foram feitas para pessoas gordas. Já vi muita gorducha desencanada andando na rua com calça de cintura baixa e blusa curta, exibindo, orgulhosamente, o panção. Euzinha aqui nunca tive esse grau de desprendimento. Mas enfim, o que estou querendo dizer é que é realmente muito legal entrar numa loja de gente 'normal' e poder comprar uma roupa. Ou dez. Ou vinte. Hehehehehe... confesso que refiz todo o meu guarda-roupa. E isso me deixou bastante endividada. Mas, por outro lado, me deixou, também, bastante feliz. Feliz por tudo. Não apenas pelo prazer de ter coisas novas no armário. Mas, sobretudo, pelo fato das coisas cairem bem em mim. Eu sei que quando eu perder os outros 20 kg que preciso vou ter que reformular tudo de novo. Assim como depois das plásticas também. Mas quer saber? Enquanto isso vou usando muuuuuuuuuuuuuito tudo que comprei. Afinal eu não comprei apenas porque as roupas couberam, o que antes era meu critério de escolha. Eu comprei porque todas elas ficaram muuuuuuuuuuuuuito boas!!! 

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Seus problemas acabaram!!!

Ontem, no trabalho, estávamos conversando sobre maquiagem. Eu já falei pra vocês que na minha sala só tem mulher? Somos nove!!! Então já viu, né? Uma agulha vira um vestido e um gloss vira uma matéria sobre Duda Molinos. Enfim... Aí estávamos vendo a revista da Avon (campanha 16)  e paramos num produtinho chamado Magix que estava em promoção (de 38,00 por 26,00). Questionávamos, Ana e eu, a eficácia do mesmo. Ele promete suavizar a aparência dos poros abertos, além de oferecer controle da oleosidade por até 8 horas. Incrédulas, viramos a página. Eis que Maria surge com a bisnaga do creme na mão, dizendo que o bicho era bom mesmo. Experimentei. Não é que é bom de verdade? A pele fica não apenas visualmente melhor, com aspecto aveludado, mas ela fica aveludada ao toque. Sim, leitores... o produto promete... e CUMPRE, hahahaha... Claro que tem um processo, né? Ele não é, por exemplo, corretivo. É um creme de efeito translúcido, então caso a pele precise de retoques de corretivo vai ser preciso usar por cima. Assim como base, assim como pó. Mas fica fantástico mesmo, gente!!! Uma leve camada de creme Magix, um pó compacto por cima e tchan, tchan, tchan, tchan: o resultado foi uma pele uniforme, aveludada (aos olhos e ao toque) e sem brilho. Bye bye, oleosidade!! Gostei. Encomendei. Recomendo.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O que é o que?

Ontem participei da abertura de um evento cujo cartaz chamava de simpósio. Uma das pessoas da mesa chamou de seminário. Outra de congresso. Fiquei me perguntando qual era a diferença entre cada uma dessas modalidades de encontro. Achei essa explicação e creio que é interessante saber o que é o que. Eis:

SEMINÁRIO
Seminário é um encontro de especialistas em um assunto específico. Eles apresentam um estudo sobre o tema e depois debatem com a platéia, que tem quase o mesmo nível de conhecimento que os palestrantes. O moderador deve ser um especialista e pode participar fazendo perguntas.

CONGRESSO
Congresso tem caráter deliberativo, ou seja, os delegados debatem os temas e as propostas organizadas em teses ou por grupos de discussão e depois votam, participando efetivamente das decisões tomadas. As propostas que recebem maior número de votos são legitimadas pelo Congresso e passam a ser implementadas pela Instituição promotora do evento. Na prática assim que um congressista faz a inscrição, recebe um crachá de delegado. Este crachá deverá ser guardado muito bem, pois só poderá votar quem tiver posse dele.

SIMPÓSIO
É um derivado da mesa-redonda, possuindo como característica o fato de ser de alto nível com a participação de aspectos diferentes de determinados assuntos e sempre com a presença de um coordenador. A diferença fundamental entre o simpósio e a mesa-redonda é que no primeiro os expositores não debatem entre si os temas apresentados. As perguntas, respostas e o próprio debate são efetuados diretamente aos participantes. O tema geralmente é científico. Seu objetivo principal é realizar um intercâmbio de informações.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Pensando em alguém...

Por Onde Andei
Nando Reis

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada

E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava...

domingo, 19 de setembro de 2010

Mamãe ele não diz!

Quem me conhece sabe que por trás de toda a minha fofura se esconde uma pessoa extremamente desbocada. Porra pra mim é ponto. Ou vírgula. Ou ambos. Mas cara... não é por nada não. Não é ofensivo, sabe? É só um palavrãozinho de nada, pra desopilar o juízo. Pois é. Várias pessoas, depois que eu fui mãe, me falaram que eu ia ter que maneirar, pois criança é papagaio, repete tudo que a gente fala. Pois bem. Até que eu consegui. Um pouquinho, pelo menos. Tipo: no lugar do tradicional "nem fodendo", digo "não, obrigada". Ou quando estou atrasada digo: "que droga" ao invés de "puta que o pariu". Mas assim... não é sempre que eu consigo mudar o meu vocabulário. Por exemplo, Renato. Quem conhece meu filhote sabe o quanto ele é calmo e tranquilo (pra não dizer o contrário). Então, por vezes, no lugar de "Renato, filhinho, não faça isso", depois da terceira ou quarta vez vira "Renato, caralho, não faz isso!!!". Tá, eu sei que não é nada bonito. Mas como eu falei lá em cima palavrão pra mim não é ofensa, é como ponto e vírgula. Ou exclamação. Ou interrogação. Que seja!!! O fato é que, dia desses, Renato, que ainda não fala, estava elétrico. E eu comecei com os básicos "não, filhinho...", "filhote, não desliga a TV", "bebê, não morda o cachorro". Depois de umas 10 ou 15 frases do gênero falei severa com ele, em tom de "Renato, caralho!!", mas parei no "Renato". Ele deve ter ficado esperando o resto da frase porque olhou pra mim com aqueles olhinhos de anjo e disse "a-aa-lho". Não acreditei no que estava ouvindo!!! Mamãe ele não fala, mas "a-aa-lho" ele já aprendeu. Deus que me perdoe. Serviu como lição. Palavrão, nunca mais. Que péssimo exemplo, hein mamãe Kiki?

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Música do dia...

Quando

Quando eu quis me aproximar
Você fingiu que não me via
Quando eu fui me declarar
Você fugiu para outra esquina
Quando eu quis parar você
E quando eu fui te convencer…

Quando a minha mão firmou
Você sorriu… eu trepidava
Quando o furacão passou
A tua boca é que ventava
Se eu parasse o tempo ali
E eu não tivesse mais que ir

Você me acompanhava
E me daria a mão?
Na sua calmaria
Eu ia ser vulcão…
E quando o sol se for
E o frio me tocar
é com você que eu vou estar

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Acordei assim hoje...

Sem Ar
D'Black


Meus pés não tocam mais o chão
Meus olhos não vêem a minha direção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era o meu farol e hoje estou perdido

O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção


Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar
Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar


Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui
Só com você no pensamento

Eu corro pro mar para não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz


Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos
Posso te ver

Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci o meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar

sábado, 11 de setembro de 2010

Menos é mais, muito mais.

Hoje pela manhã fui dar uma voltinha pelo Espinheiro. Nada demais, só pra espairecer, ver vitrines, et cetera. Passei em frente a uma lojinha ali na rua Amélia e vi uma linda saia, de risca de giz. Na vitrine, um aviso: "temos tamanhos especiais". Entrei. A vendedora, simpática, se colocou à disposição para me ajudar. Perguntei se ela tinha daquela saia da vitrine no meu tamanho. Ela responde: "temos sim". E foi buscar. Pouco depois ela volta com a saia na mão. O tamanho? 44. Olhei, incrédula. Perguntei se tinha 48, que era o meu tamanho atual. Ela me olhou franzindo as sobrancelhas e disse: "tenta essa". Eu, mais incrédula ainda, entrei no provador. A incredulidade se transformou, segundos depois, em felicidade extrema. A saia, tamanho 44, coube. Aliás, coube perfeitamente. A saia agora está morando no meu guarda-roupa. A vendedora está morando no meu coração. =)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O leve sono da paixão


pai.xão
sf (lat passione) 1 Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2 Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3 Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4 Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5 A coisa, o objeto dessa predileção. 6 Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7 Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado. 8 Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires.
 

Tá. Admito. Sucumbi à paixão. Paixonite aguda, grau 3, numa escala de 0 a 5. Essa coisa de recuperar o tempo perdido é mesmo muito forte. Difícil, muito difícil de resistir. Tentei ignorar, sabe? Tentei mesmo. Tentei passar batido aos olhares, às palavras, às lembranças das coisas que gostaríamos de ter vivido juntos, às juras não trocadas. Mas foi difícil demais escapar ilesa àquele olhar. Ele me olha com olhos de vontade... Sempre me olhou assim, desde adolescentes, quando nos conhecemos. Éramos jovens demais e por uma coisa ou outra tudo nunca passou da intensa, maravilhosa e platônica paixão. Mútua. Curioso, né? Nos cruzávamos quase que diariamente pelos corredores da universidade, éramos apaixonados um pelo outro mas nunca dissemos uma palavra sobre isso um para o outro. Nunca, até agora. O agora, esse tempo maravilhoso, no qual muito já foi dito (e ainda há muito a ser dito). Estou, por assim dizer, à beira do precipício. Prestes a escolher se trago para o presente essa história ou se a deixo, ainda mais poética, para sempre no meu imaginário. Só que com mais tempero. O tempero da reciprocidade. Como escapar da paixão? Ela, sempre ela, a paixão. A paixão, li em algum lugar, tem o sono leve. E tem mesmo. Precisou de pouco pra acordar. Precisou, apenas, de um olhar. 

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Não era gorda. Era pesada.

Fabiana Karla. A melhor coisa de "Gorda"
Engraçado como as coisas são. No último domingo fui ao teatro, feliz e contente, assistir Fabiana Karla na peça “Gorda”. Eu tinha certeza absoluta que seria um programa com gargalhadas garantidas. Instiguei a galera pra ir, divulguei a oferta do peixe urbano (52% de desconto), enfim... me organizei toda para passar uma noite divertida entre amigos e boas risadas. "Gorda" prometia ser um programa leve. Mas não foi. Fazendo jus ao "gorda" o programa foi extremamente pesado. Começou bem, sabe? Com ela, Fabiana Karla, no processo de conquista com o mocinho da trama. Ele, que à primeira vista não gostou dela simplesmente pelo que viu, se encanta pela personalidade cativante da moça e confirma a máxima de que o que vale mesmo é a beleza interior. Baseada no primeiro ato achei mesmo que a peça prometia. Elenco bom, cenário bom, trilha sonora boa. Mas o que veio depois foi chocante. Diálogos e mais diálogos altamente preconceituosos e o pior: nada para reverter o preconceito. Chamar pessoas gordas de hipopótamos, afirmar que gordos deviam se relacionar com a sua própria 'espécie' e vários outros comentários degradantes. O mais chocante: a plateia se divertia com tudo isso. Tinha uma loura de farmácia ao meu lado que guinchava como uma hiena enlouquecida. Eu olhava pra ela rindo de se acabar e pensava que se gordura é uma coisa tão engraçada assim ela deve ter um colapso diante de uma picanha. Fala sério... E o final, então... Ela, que antes era feliz e segura de si, diz pra o cara que muda, se ele quiser. E ele, mesmo amando-a, diz que não vai conseguir continuar a relação por conta da aparência dela. Vence, magistralmente, o preconceito. Saí de lá tão decepcionada, não apenas com a peça, mas com o comportamento preconceituoso das pessoas, que declinei do programa gastronômico pós-teatro. Fui pra casa pensando como as pessoas são pequenas. Não que a aparência não seja importante. Eu, gastroplastizada, sou a primeira a achar que aparência é importante sim. Mas julgar os outros só por esse critério é realmente muita pequenez. Mas isso realmente deve ter sido sempre assim, sabe? Tá lá, no velho testamento, em 1 Samuel 16:7: "o homem vê a aparência, porém Deus, o coração". E Deus perdoa. Até mesmo o preconceito. Amém.